quinta-feira, 17 de abril de 2014

Empurrão final garante alta semanal


Um movimento aparentemente coordenado atingiu novamente o mercado nacional na tarde desta sexta-feira. Operadores posicionados para o vencimento de opções, que ocorre no próximo pregão, aproveitaram a oportunidade (mercado operando com volume baixo) para empurrar as ações na tarde desta sexta-feira, praticamente garantindo uma boa margem de lucro no exercício da próxima terça-feira.

Este movimento (empurrão final) provocou a reversão da trajetória do índice Bovespa. O mercado operava em baixa na parte da manhã, virou no início da tarde e disparou no final do dia.

Sob o pretexto de que a pesquisa Ibope divulgará forte queda nas preferências de voto de Dilma Rousseff, o mercado, mais uma vez, comprou o rali patrocinado pelos grandes players.

Entretanto, desde quando começou a surgir os boatos eleitorais, nenhuma pesquisa apontou crescimento dos candidatos de oposição. Todos os resultados divulgados até então apontam para uma vitória da presidente Dilma Rousseff ainda no primeiro turno. Não há, portanto, menor sinalização de aumento na hipótese de transição de poder.

A reação estratégica dos preços nesta sexta-feira provocou o quinto fechamento positivo semanal consecutivo. O candle de fechamento (enforcado) reforçou a sinalização emitida na semana anterior. Novas correções podem surgir nos próximos pregões, ainda sem causar ameaça à tendência de alta de curto prazo iniciada na região dos 44.9k.


No cenário internacional, o grande destaque do dia ficou por conta do acordo envolvendo Estados Unidos, Ucrânia, Rússia e União Europeia para o desarmamento de todos os grupos ilegais na Ucrânia e a anistia para quem participou de distúrbios no País.

Os principais índices de Wall Street fecharam a semana no positivo, recuperando todas as perdas da semana anterior, colados na máxima histórica.


Na Alemanha o índice DAX também subiu na semana, embora em menor intensidade, recuperando parte das perdas da semana anterior. Mercado segue dentro da tendência de alta de curto, médio e longo prazo sem nenhuma ameaça de reversão.


Na Inglaterra, a bolsa de Londres também fechou a semana no positivo, realizando movimento bastante semelhante ao mercado alemão.
  
  
A bolsa da Índia fechou a semana de lado, mostrando um candle de indecisão e possível reversão na tendência de curto prazo. Mercado ainda não cedeu (ou aliviou) desde o rompimento do topo histórico realizado no início do mês de março.


Na China a bolsa de Xangai fechou a semana em leve baixa, devolvendo parte dos ganhos conquistados na forte arrancada da semana anterior. Mercado conseguindo se segurar dentro da tendência de baixa de médio e longo prazo.


A bolsa do México fechou a semana de lado, mantendo-se congestionada no curto prazo, sustentada pela média móvel simples de 200 períodos semanal.


Feliz Páscoa a todos vocês e até terça-feira!

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Crescimento perde força na China


Agência Nacional de Estatísticas informou que o PIB (Produto Interno Bruto) da China no primeiro trimestre de 2014 desacelerou para 7,4%, abaixo do resultado registrado no quarto trimestre de 2013 (7,7%). Este resultado é o mais baixo desde o terceiro trimestre de 2012 (quando a economia do País havia crescido 7,4%).

O PIB divulgado hoje marca também a quarta desaceleração dos últimos seis trimestres, evidenciando as dificuldades do governo para transformar o modelo de desenvolvimento (menos focado no investimento e mais centrado no consumo) sem provocar uma freada brusca do crescimento.

O porta-voz da agência, Sheng Laiyun, disse que embora o crescimento econômico tenha desacelerado no primeiro trimestre, em geral permaneceu em uma faixa razoável. Na avaliação do governo, a economia progrediu num arco adequado, onde os ajustes estruturais, transformações e melhorias do modelo econômico devem permanecer nos próximos trimestres.

Esta é mais uma sinalização de que o governo chinês está satisfeito com o desempenho da economia e, portanto, não haverá, por ora, novas medidas de incentivos.

Dados da atividade referente ao mês de março, divulgados juntamente com os números do PIB, mostraram que as vendas no varejo registraram aumento anual de 12,2% (acima das estimativas). Na mesma base, a produção industrial subiu 8,8% (abaixo das estimativas).

Já o mercado de trabalho na China não foi afetado pela desaceleração do crescimento. Neste primeiro trimestre foram criados 3,44 milhões de empregos urbanos, cerca de 40.000 a mais que no último trimestre de 2013. O crescimento salarial continua superando ao da produção, sugerindo que o mercado de trabalho (principal preocupação de governo), continua forte.
  
O investimento em ativo fixo acumulado nos três primeiros meses deste ano foi 17,6% maior que no trimestre anterior. Apesar de ainda ser considerado um número bastante elevado, o resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas. A fatia do setor de serviços, que inclui o varejo, no PIB aumentou para 49%. 4,1 pontos percentuais a mais do que o setor industrial. Estes números refletem a trajetória de transição no modelo de crescimento chinês.

Apesar da desaceleração, o PIB da China agradou o mercado nesta quarta-feira. As ações subiram em quase todas as praças financeiras mundiais. O crescimento da economia chinesa superou ligeiramente a expectativa de 7,3% dos analistas, provocando um movimento de alívio temporário.

O índice Bovespa avançou 1,48%, recuperando boa parte das perdas registradas no pregão anterior. O movimento reforçou a manutenção, a princípio temporária, da zona de suporte localizada na faixa psicológica dos 50k, que ainda conta com apoio da média móvel simples de 200 períodos diária e linha central de bollinger. Entretanto, para eliminar novas possibilidades de correções no curtíssimo prazo, a LTB dos 53.4k e resistência dos 52.1k devem ser superadas.


Destaque negativo na agenda doméstica para a forte desaceleração do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB. O indicador despencou de 2,35% em janeiro para 0,24% em fevereiro.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones avançou pelo terceiro pregão consecutivo, recuperando a linha central de bollinger. Índice com espaço livre para retestar a máxima histórica.
  

Nesta quarta-feira, a presidente do FED (Federal Reserve – Banco Central norte-americano), Janet Yellen, disse que a economia do País está progredindo lentamente na direção do pleno emprego, mas ainda precisa da ajuda do banco central por algum tempo.

Yellen reforçou o conteúdo da ata do Banco Central ao afirmar que quanto maior a diferença do emprego ou inflação de seus respectivos objetivos, e quanto mais lento o progresso projetado na direção desses objetivos, por mais tempo a atual faixa para a taxa de juros deve ser mantida.
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