quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mercados Hoje

Volatilidade toma conta dos mercados antes da reunião do G20

Após iniciar o pregão em forte baixa a bolsa brasileira conseguiu reverter seu prejuízo ao longo do dia puxada pela "matriz" Dow Jones. O mercado acionário americano foi atingido por temores em diversas áreas na terça-feira, incluindo a elevação das taxas de juros, o que afetou bancos, e a queda nos preços do ouro e da prata. Investidores de curto prazo aproveitaram a queda repentina para abrir compra perto da linha de suporte da congestão rompida do Dow Jones em 11.2k, no ibovespa as compras foram acionadas no teste da linha central de bollinger. Na Europa, o ressurgimento de novas preocupações sobre a dívida fiscal de alguns países da zona do euro puxaram para baixo as ações do setor bancário. Por lá, as bolsas terminaram em queda.

Dow Jones realizou lucros até a importante região dos 11.2k e após este importante teste o índice voltou a subir com investidores apostando em um movimento de pullback na resistência da zona de congestão. Coincidentemente o pullback ocorreu no mesmo ponto em que passa a LTA (linha de tendência de alta) mais curta que vem da pernada de alta iniciada nos 10k. Apesar de continuar apresentando alto nível de sobrecompra o índice emitiu um sinal de fundo no curto prazo, mas vai depender do noticiário sobre a reunião do G20 amanhã para voltar a subir ou não. Por fim o FED (banco central norte-americano) anunciou que vai comprar US$ 105 bilhões de títulos da dívida pública americana (treasuries) ao longo dos próximos 30 dias, o montante será composto por US$ 75 bilhões do pacote de afrouxamento quantitativo anunciado recentemente e de outros US$ 30 bilhões atrelados ao reinvestimento dos rendimentos provenientes de títulos de hipotecas. Portanto, podem somar na calculadora mais uma injeção extra de US$ 30 bilhões no mercado. É dinheiro que não acaba mais.


Ibovespa fechou com um candle de indecisão no pregão desta quarta-feira. Após o impacto das vendas no início do dia o índice conseguiu se recuperar mas fechou praticamente estável. O efeito Panamericano acabou atingindo outros bancos de médio porte, mas o BC agiu rapidamente afirmando que o rombo que levou o Panamericano a receber um aporte de R$ 2,5 bilhões era algo isolado. Mesmo com o aporte bilionário as ações do banco do Silvio Santos despencaram para 4,77 (uma baixa de 29,5%). Os próximos movimentos do índice estão atrelados à reunião de cúpula do G20 que começará amanhã em Seul, na Coreia do Sul.

2 comentários:

  1. O Silvio vai falir.... rs

    Sempre muito bom ler suas análises FI. Parabéns.


    Abraço.

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  2. É um baita rombo, não fosse o aporte o banco ficaria insolvente e poderia quebrar, de qualquer forma perdeu a sua credibilidade no mercado. Vai ser muito difícil reverter a situação.

    Obrigado!

    Abcs,

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