terça-feira, 23 de novembro de 2010

Mercados Hoje

Artilharia norte-coreana derruba bolsas de leste a oeste do planeta

O clima nos mercados que já não estava nada bom com as notícias da Irlanda azedou de vez com o ataque da Coréia do Norte contra uma ilha sul-coreana nesta terça-feira, resultando em um dos ataques mais pesados contra o país vizinho desde o "fim" da Guerra da Coréia em 1953. Utilizei aspas no "fim" pois tecnicamente as duas Coréias ainda estão em guerra, a guerra da Coréia terminou apenas com um cessar-fogo, sem a assinatura de um acordo de paz. A comunidade internacional entrou em alerta e países como Japão, Estados Unidos e até mesmo a Rússia criticaram fortemente os ataques feitos pela Coréia do Norte. Já a China (que horas depois do ataque divulgou que assinou um acordo de cooperação econômica e comercial entre os dois países) disse apenas que "as duas Coréias devem fazer mais para contribuir com a paz".

As bolsas ao redor do mundo caíram forte com o clima de aversão à risco. Nos Estados Unidos ainda tivemos a divulgação da ata da última reunião do FED (na qual foi decidida a injeção de US$ 600 bilhões na economia) que também não trouxe boas notícias. A autoridade monetária reduziu as perspectivas para o crescimento do PIB neste ano e também para o próximo ano mesmo com o pacote de incentivos, ou seja, a recuperação econômica continua preocupando as autoridades americanas e o nível de desemprego permanecerá alto. O índice Dow Jones fechou em baixa após confirmar mais um teste frustrado na resistência em 11.2k e linha central de bollinger. Bater e voltar nesta linha confirma manutenção da tendência de baixa no mercado, agora o índice tentará se recuperar na média móvel simples de 50 períodos que foi a responsável pela reação da semana passada.


Em meio ao estresse mundial e também aos fatores internos como o futuro do nosso Banco Central (que deve ser assumido por Alexandre Tombini) a bolsa brasileira despencou mais uma vez. E o cenário não ficou nada bom (já não era bom para curto prazo e começa a azedar para o médio prazo), o mercado é vendedor e permanece tomando conta das operações na Bovespa. Não apareceu força compradora pra segurar o índice no suporte em 68.9k e foi acionado pivot de baixa com a perda da linha de tendência de alta (LTA) que vem do fundo em 58k. As bandas de bollinger estão se abrindo e podemos testar a média móvel simples de 200 períodos (linha vermelha) em alguns dias (talvez na próxima semana). O ponto principal está nos 66k. Se perdermos este patamar o índice corre sérios riscos de testar a base de sua zona de congestão em 58k.

2 comentários:

  1. FI,

    Tudo ficou nebuloso.
    O bom é que podemos realizar mais algumas comprinhas. Lamento que comprei no início do mês GFSA3 por 14,05 e já estou com perda de mais mais de 15%. Puts, devia ter esperado um pouco mais.

    Abraço!

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  2. Bom dia Jônatas.

    Construtoras sofreram muito desde que o Ibovespa marcou topo nos 73k, mas não tem como saber em quais papéis o mercado separa pra bater mais forte, neste caso a gafisa foi uma das escolhidas. Eu particularmente não vejo construtoras bombando ano que vem, acho até mesmo que o mercado deve esfriar um pouco, o motivo desta queda deve ser esta precificação.

    Mas olhando nos gráficos o papel deve repicar hoje, tem um suporte muito forte em 11,80 e o nível de sobrevenda está alto. Se o ibovespa ajudar ela pode pegar este repique pra engatar uma nova pernada de alta acompanhando o "rally de natal da bolsa" que normalmente tem acontecido nos últimos anos.

    Abcs,

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