quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mercados Hoje

Indicadores dos EUA levantam o ânimo do mercado

Investidores resolveram deixar de lado as preocupações com a crise fiscal na Europa e tensões entre as Coréias para focar na pesada agenda norte-americana que veio carregada de indicadores importantes devido ao feriado de Ação de Graças que começa amanhã. Foi uma verdadeira avalanche de bons resultados, Começando pelo o número de pedidos de auxílio-desemprego que cairam em 34 mil para 407 mil na semana encerrada no dia 20 de novembro. Já a renda pessoal dos consumidores norte-americanos subiu 0,5% em outubro ante setembro, enquanto o índíce que mede os gastos dos consumidores aumentou 0,4% no mesmo período de comparação (lembrando que o principal motor da economia americana é o consumo). O resultado da confiança do consumidor norte-americano veio ótimo e contribuiu para ampliar o ritmo comprador nas bolsas de valores, o índice subiu de 67,7 em outubro para 71,6 pontos este mês, em seu melhor patamar desde junho. Será que o efeito do dia de ação de graças contagiou a bolsa de Nova York? O pregão só voltará a funcionar na sexta-feira em horário reduzido, isto é, a semana praticamente acabou hoje.

Dow Jones mais uma vez respeitou a média móvel simples de 50 períodos comentada ontem e mostrou mais uma vez que suas compras de curto prazo estão se concentrando nesta média. Agora o índice tem a linha central de bollinger para romper, mas continua difícil pois ela está próxima da famosa resistência em 11.255 pontos. "O jogo está totalmente aberto", até o momento a ordem entre os especuladores de lá parece ser comprar perto do suporte em 11k e vender perto da resitência em 11.2k conforme segue destacado no gráfico a pequena zona de congestão curta entre as linhas horizontais azul e vermelha.


No Brasil o dia ainda foi melhor. O governo sinalizou que deverá reduziar os gastos e a dívida pública (até que enfim!) conforme cobrança feita por inúmeros economistas, analistas e especialistas (e também o Finanças Inteligentes) nos últimos meses alertando para os gastos excessivos do governo. A "meta" é que até 2014 a relação dívida/pib caia para 30% e serão criados um grande volume de empregos para reduzir as desigualdades sociais. Vamos ver!

Nessas condições o ibovespa saltou para 69.629 pontos com uma alta de 2.47%. O suporte a a linha de tendência de alta (LTA) perdidos ontem foram recuperados com um candle de reversão na linha inferior de bollinger. Mas ainda assim temos pela frente a média móvel simples de 50 períodos (cujo índice Dow Jones encontra-se acima dela), linha central de bollinger e linha de tendência de baixa (LTB) para romper. Todas essas resistências devem ser rompidas e o mais rápido possível para desconfigurar o topo descendente, pivot de baixa e OCO, caso contrário a tendência de baixa será mantida. O ideal seria se o índice tivesse fechado acima dos 70k (é uma linha psicológica bastante importante, são os 70.000 pontos), amanhã este será o patamar a ser conquistado pelo ibovespa.

2 comentários:

  1. Reduzir gastos públicos e claro, como consequência, as dívidas. A questão é como fazer isso e continuar gerando emprego?

    Aí diminui a taxa básica e os juros sobem..... nossa, quantos fatores complexos a serem pensados.

    Abraço FI, muito bom poder acompanhar suas análises diariamente.

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  2. Correto,

    Está tudo interligado por isso as medidas devem ser cuidadosamente analisadas pelo governo. Mas pelo menos sinalizou o caminho certo, se esperarmos acontecer uma crise (como atual crise fiscal na Europa) pra cortar os gastos aí que complica mesmo. Época de cortar gastos é quando o país cresce (a economia não necessita dos incentivos do governo), consequentemente época de aumentar gastos é quando as crises aparecem (economia necessita de incentivos pra não entrar em recessão).

    O governo pode cortar gastos e gerenciar melhor pra onde vai o dinheiro. Um bom exemplo é fazer mais obras de infra-estrutura que assim continua gerando empregos e fomenta o crescimento (o grande gargalo do Brasil é a falta de infra estrutura pra crescer mais que 4, 4,5%). Está certo que esse ano iremos crescer em torno de 7, 7,5% mas a base de consumo, a indústria não pegou carona nesse crescimento todo.

    Mesmo assim acho difícil abaixar a selic ano que vem, pelo contrário deve subir mais, talvez feche 2011 acima dos 12%.

    Abcs,

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