sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fechamento do Mês

Ibovespa mantêm trajetória altista

Outubro foi mais um mês em que o ibovespa conseguiu renovar topo ascendente em relação ao mês anterior, característica marcante de mercado altista. Conforme fazemos todo mês vamos para a evolução gráfica do que aconteceu com o índice após o alerta para compra emitido pelo Finanças Inteligentes. Abaixo encontra-se o gráfico com o fechamento do mês de Junho/2010 alertando para o ponto crucial do índice (região dos 60k):


Agora vamos verificar no gráfico abaixo a evolução do ibovespa a partir deste ponto. Percebe-se que o índice respeitou sua média móvel simples mensal de 20 períodos originando uma LTA (linha de tendência de alta) consistente que vem do fundo em 29k. Agora o investidor deve ficar atento quanto a linha vermelha traçada no topo (exatamente a região dos 72k) pois o índice pode estar projetando um topo duplo mensal, o que não seria nada bom para as posições compradas. De qualquer forma este upside já rendeu mais do que 16% de alta em apenas 5 meses, nada mal para um ano em que a renda variável está patinando para renda fixa.

Fechamento da Semana

A espera do FED e eleições

A maioria das bolsas ao redor do mundo quase não saíram do lugar esta semana, fechando com pouca variação expressiva. Na semana que vem teremos uma agenda carregada e muito importante para definição do cenário final de 2010 e projeção de 2011. Primeiramente vamos verificar a reação do ibovespa quanto ao resultado das eleições de domingo. Nos Estados Unidos também teremos eleições e a perspectiva é que a oposição de Obama conquiste mais assentos no Congresso. A popularidade do presidente americano segue um pouco abalada pois nada mudou para a economia norte-americana desde que assumiu o poder na Casa Branca. Mas o que está sendo aguardado ansiosamente pelo mercado é o anúncio dos incentivos econômicos pelo Federal Reserve (FED) no dia 3 de novembro. Como será a política de afrouxamento monetário? É o que todos querem saber.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos aumentou 2% no terceiro trimestre de 2010, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado não agradou e nem desagradou os investidores pois o número veio em linha com as expectativas do mercado. No trimestre anterior o PIB revisado demonstrou crescimento de 1,7%. Com isso Dow Jones fechou a semana praticamente estável, com poucas oscilações. O índice bem que tentou rompimento na complicada região dos 11.2k (última retração fibo de toda queda da crise) e está tentando confirmar o rompimento da média móvel simples de 200 períodos do gráfico semanal que se encontra nesta região também. Rompendo essas barreiras espera-se boas perspectivas altistas para o mercado no médio e longo prazo. Caso contrário...


Ibovespa fechou esta semana também com pouca oscilação e sem novidades. Na verdade respirou um pouco da pancada sofrida na semana passada (indo na contra mão dos demais índices mundiais). O índice sentiu a pressão do topo histórico (72k) testado na semana anterior, mas não houve complicações para a tendência de médio e longo prazo. Conforme podemos verificar no gráfico abaixo o ibovespa ainda tem espaço para segurar uma queda maior se for o caso pois a linha de tendência de alta (LTA) está passando na região dos 66k. Domingo teremos eleições no Brasil e veremos no decorrer da semana qual será a reação da bolsa com o nosso(a) futuro(a) presidente.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mercados Hoje

Ata do copom relata cenário benigno para inflação

Saiu hoje a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) retratando uma certa preocupação do Banco Central em atingir a meta da inflação em 2010. O rítimo de inflação medido pelo IPCA aumentou nas últimas semanas e deixou as autoridades em alerta pois a demanda interna continua muito aquecida devido ao aumento do emprego e renda somada a facilidade de acesso ao crédito da população. Na verdade o Banco Central interrompeu o rítimo de aumento da selic cedo demais (a decisão pesou mais pelo lado político do que econômico), na ocasião o mercado aceitava mais um aumento em 0,50 pontos na selic o que levaria a taxa aos 11,25% e provavelmente fecharia dentro da meta dos 4,5% de inflação para 2010. Ao que tudo indica deveremos fechar 2010 com inflação fora da meta entre 5% a 5,3%.

No cenário econômico internacional os mercados continuam voláteis no intraday e com dificuldades para fechar no azul. Nem mesmo a boa notícia de queda pela terceira semana consecutiva do número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos deixaram os investidores animados para irem as compras. Muitos estão aguardando a agenda pesada da semana que vem com eleições americanas e anúncio dos incentivos econômicos pelo FED. Incentivos estes que devem ser realmente da casa de US$ 1 trilhão para baixo como informou ontem o The Wall Street Journal pois os pedidos de auxílio-desemprego estão diminuindo mostrando um certo reaquecimento no mercado de trabalho norte-americano. Dow Jones testou mais uma vez a linha central de bollinger e plotou um candle chamado spinning top, que significa indecisão. Volume continua descendente e dificilmente conseguirá subir com baixo volume.


Ibovespa também bastante volátil no intraday, ensaiou até um rompimento definitivo da linha central de bollinger mas não resistiu e fechou abaixo desta região novamente confirmando o traçado da linha de tendência de baixa (LTB) indicando mercado baixista e perigo de se formar um topo descendente no curto prazo. Do lado positivo conseguiu se manter acima da resistência psicológica dos 70k. Em caso de maiores realizações o suporte de 68.5k é o mais importante que deverá ser defendido com unhas e dentes pela força compradora. Destaque positivo para o repique das castigadas siderúrgicas do índice bovespa que impediram uma queda maior da bolsa paulista. Amanhã é fechamento de outubro, portanto atenção redobrada pois muitos gestores de fundos costumam liquidar posições para fechar o mês.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mercados Hoje

Sem motivos pra cair? Não tem problema o mercado arruma

Quem se guia pelo mercado acompanhando apenas notícias ou concentra suas atenções somente na economia as vezes fica sem entender porque o mercado caiu. Nesses casos a análise técnica poderá te ajudar (é por isso que gosto de utilizar técnica, fundamentos/economia e notícias nas análises), caiu porque deu venda na segunda-feira desta semana para maioria das bolsas européias e também nos Estados Unidos (a do ibovespa foi semana passada). Vale a pena ressaltar que o sinal emitido é relevante apenas para aqueles que estão operando no curto prazo. O cenário de médio e longo prazo continua inalterado até o momento conforme mencionado no fechamento da semana.

E novamente sobrou para o FED (banco central norte-americano) "levar a culpa" da queda de hoje. Isso porque o mercado esperava que a segunda rodada de estímulo monetário do FED na semana que vem contasse com a compra de nada mais nada menos que US$ 1 trilhão de títulos públicos americanos - os famosos treasuries. Mas os nossos amigos do The Wall Street Journal soltaram uma matéria informando que o mais provável é que o FED adote um programa de compras mais "light", será que está faltando papel pra imprimir dólar? Pois bem, o anúncio do FED sairá apenas na quarta-feira (03/11/2010) mas os mercados tiveram que cair antes, claro pra dar mais uma vendinha. Na Europa o DAX (Alemanha) perdeu 0,7%, FTSE (Inglaterra) cedeu 1,1% e Nos Estados Unidos o Dow Jones recuou 0,4% e S&P500 caiu 0,3%.


Ibovespa também cedeu e não fosse a Petrobras a queda poderia ser maior, chamou a atenção o alto giro dos papéis da empresa, as preferenciais por exemplo chegaram a oscilar mais de 7% no intraday entre uma mínima de 25,24 e máxima de 27,05 devido a um alto volume de negócios por volta das 16:00h provavelmente ocasionado algum grande player. Voltando ao índice bovespa, o pouco que caiu foi a conta certa de ficar acima da linha central de bollinger, porém acabou plotando um candle parecido com um enforcado sugerindo que a tendência de baixa marcada pelo topo em 72k ainda não terminou no curto prazo (apesar da alta de ontem) formando-se uma LTB curta (linha de tendência de baixa). Caso essa LTB não seja rompida iremos formar topo descendente no curto prazo e os 68.5k poderão ser acionados novamente. Foi importante fechar acima dos 70k pois é uma resistência psicológica para muitos investidores.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Mercados Hoje

Ibovespa segue descolado, mas agora na alta

O índice bovespa subiu nesta terça-feira acertando parte do atraso em relação aos demais índices mundiais após as quedas sofridas na semana passada. A valorização de hoje deve-se em grande parte pela alta dos papéis da Petrobras que fecharam com mais de 5% de alta ocasionado pela interrupção de operações vendedoras que vinham massacrando o papel nos últimos dias (tecnicamente o papel estava bastante sobrevendido). O ibovespa terminou o dia com valorização de 1,7% e conseguiu recuperar o patamar psicológico dos 70k fechando acima da linha central de bollinger e com certo espaço nos indicadores. Esta alta alivou as tensões quanto ao teste do suporte em 68.5k e média móvel exp. 50.


No cenário internacional o dia foi de cautela em Wall Street devido a uma potencial agitação nos mercados para semana que vem onde teremos anúncio do FED sobre novas medidas de incentivo a economia e eleições nos Estados Unidos. O partido de Obama segue ameaçado de perder a maioria na câmara e no congresso o que dificultaria na aprovação de projetos do governo. Hoje também saiu o consumer confidence (indicador que mede a confiança do consumidor norte-americano) mostrando uma ligeira alta em outubro de 50,2 pontos ante os 48,6 do mês de setembro, mas não foi suficiente para animar o mercado americano.

Com isso Dow Jones e S&P500 fecharam estáveis mantendo a luz amarela que foi acesa ontem. Um ponto que merece ser destacado é a divergência de baixa pelo volume do Dow Jones e S&P500 abaixo de importantes resistências ( fibo de 11.2k para o Dow Jones e média móvel simples semanal de 200 períodos para o S&P500 ). Na Europa o DAX (Alemanha) cedeu 0,4% e o FTSE (Inglaterra) perdeu 0,8% confirmando o sinal de venda deixado ontem. Abaixo o gráfico do Dow Jones:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mercados Hoje

Cadê o acordo?

No primeiro dia útil após a reunião das 20 maiores potências econômicas globais não se viu nada que demonstrasse um acordo cambial. Conforme mencionando no último post, o acordo ficou mais na "base da promessa" mesmo (pois não foram estipuladas metas e nem medidas concretas para tal), porém nem um efeito psicológico o mercado sentiu, o dólar voltou a cair no dia de hoje. Na verdade esta foi apenas uma reunião preparatória para a cúpula do G20 que será realizada em Seul nos dias 11 e 12 de novembro onde espera-se ter uma solução definitiva para a guerra cambial. As apostas de que o FED (banco central norte-americano) vai estimular o crescimento econômico no início do mês de novembro imprimindo dólar para compra de ativos só faz aumentar a especulação de que a moeda americana continuará caindo.

No mercado internacional as bolsas em geral não fecharam muito bem. Apesar da leve alta, índices europeus e americanos deixaram uma configuração preocupante nos gráficos. Começando pelo DAX (Alemanha) que soltou um doji colado na banda superior de bollinger em nível muito alto de sobrecompra, cenário ótimo para atrair força vendedora. S&P500, Dow Jones e FTSE (Inglaterra) fecharam com uma estrela cadente próxima a linha superior de bollinger com estocástico lento e IFR iniciando divergência baixista em níveis de sobrecompra. O mercado é imprevisível e nunca podemos ter certeza de um movimento futuro, porém o cenário está claramente favorável a operações de venda no curto prazo para esses índices.


Ibovespa está operando sozinho. Desligou sua conexão com o mercado internacional desde que tocou a resistência nos 72k e vem caindo desde então. As recentes medidas do governo anunciadas na semana passada e também as ameaças de que novas medidas poderão ser implantadas desanimou um pouco os investidores na bolsa. Engraçado que as medidas estão causando mais impacto na bolsa de valores do que no câmbio propriamente e não estamos pegando carona na alta das commodities puxada pela queda do dólar. De qualquer forma enquanto estivermos acima de 68.5k estamos tranquilos pois essa é a principal região de suporte que coincide com o penúltimo topo ascendente e média móvel exp. 50.

domingo, 24 de outubro de 2010

Países do G20 chegam a um acordo, será?

Ministros das finanças das 20 maiores potências econômicas do mundo chegaram a um acordo quanto a guerra cambial, mas será que esse acordo sai da teoria e vai para a prática? Não temos escolha, se ficar na teoria podemos repetir o mesmo desastre que ocorreu com a economia global nos anos 30, onde cada país - no desespero - procurava desvalorizar sua moeda para aumentar suas exportações, mas que no final das contas acabou resultando em uma redução dramática no comércio internacional aprofundando ainda mais a pior crise do sistema capitalista. Está mais do que evidente a desvalorização competitiva do dólar e do yuan, conforme podemos verificar através deste gráfico indexado da moeda americana:


A atual queda da moeda americana foi tão forte que ela está visivelmente mais aguda do que a baixa ocorrida no dólar com a recuperação das bolsas após o estouro do subprime. Mas porque os Estados Unidos fariam isso? Ora, vamos continuar injetando dinheiro em nossa debilitada economia que necessita desses incentivos e paga juro zero colaborando assim para uma fuga de capitais especulativos aos países emergentes que possuem uma taxa de juros muito mais atrativa e com isso criaremos uma bolha de ativos nos emergentes ao mesmo tempo em que desvalorizamos nossa moeda e exportamos mais. Resultado: está chovendo dinheiro nos emergentes e suas moedas estão se valorizando ao mesmo tempo em que perdem competitividade no comércio internacional.

Como a China continua manipulando seu câmbio impedindo uma valorização de sua moeda e com isso ganhando mercado para suas exportações (inclusive nocauteando muitas indústrias brasileiras que não conseguem competir com baixo preço dos produtos chineses), os Estados Unidos chegaram para reunião do G20 com a mala carregada. "Mr. China, minha moeda também está desvalorizada e vou continuar imprimindo dólar se você não parar de manipular seu câmbio e deixar o iuane se valorizar", eaí vamos fazer um acordo ou não?

Portanto o que ficou acertado na reunião é que os Estados Unidos irá valorizar sua moeda se os demais países, principalmente a China, o fizerem também evitando assim medidas protecionistas que seriam prejudiciais a todos os países. Para isso acontecer basta manter o sistema de taxas de câmbio com maior influência do mercado, que se evitem desvalorizações competitivas das moedas pelos Bancos Centrais para reduzir os atuais desequilíbrios no comércio internacional.

E o Brasil? Não tem saída, se vamos honrar o acordo o governo vai ter que reduzir suas intervenções no câmbio e deixar o mercado decidir o rumo da moeda, o que pode ser arriscado demais e ao mesmo catastrófico para a economia pois não fizemos o dever de casa da reforma tributária e reajuste fiscal.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fechamento da Semana

Ibovespa decepcionante

Fazendo uma comparação do Ibovespa com os demais índices mundiais podemos dizer que foi uma semana decepcionante para o mercado acionário brasileiro. O índice bateu na linha de resistência da congestão em 72k (que já dura a mais de um ano) e sofreu forte queda desde então. Esta queda está relacionada a fatores internos, o governo brasileiro está fazendo de tudo para barrar a entrada de recursos estrangeiros no país, o IOF para operações com derivativos balançou com o mercado de renda variável e a bolsa brasileira sucumbiu 3% nesta semana. O curioso é que foi exatamente no ponto em que poderíamos começar a ter uma definição da tendência de médio e longo prazo, isto é, exatamente no ponto onde não deveria cair, com isso voltamos para dentro da zona de congestão. Na Alemanha por exemplo, o DAX já rompeu sua zona de congestão e segue forte na alta.

Dow Jones foi buscar a região dos 11.2k tão comentada e não resistiu a pressão vendedora desta importantíssima resistência, pois ela é a última retração fibo de toda a crise do subprime onde o rompimento desta região aumentará as chances de bull market no médio e longo prazo. 11.2k também é o topo da zona de congestão do Dow Jones que já dura mais de um ano também, bater e voltar nesta linha não é nada bom para posições compradas em curto prazo. O mercado também está precisando de uma definição por parte dos investidores que continuam comprando títulos do tesouro americano demonstrando que ainda não estão confiantes com o mercado de renda variável e preferem ganhar menos com os títulos do que correr riscos com os ativos.


Ibovespa marcou topo na região de resistência da congestão do gráfico semanal e está propício para atrair mais operações vendedoras nas próximas semanas, o candle de fechamento não foi nada bom para o lado comprador do mercado. As esperanças para o índice na semana que ficará por conta do setor corporativo, com destaque para os resultados trimestrais da Vale, que deverão ser bons. O problema que pode afetar os papéis da Vale são as especulações quanto a saída de  Roger Agnelli da presidência da empresa. Não por falta de ineficiência da gestão, que por sinal é muito boa, e sim porque o governo "não mete o dedo na Vale" com o Agnelli lá dentro. Deve ser por isso o motivo dessa discrepância entre os papéis da Vale com a Petro, pois uma empresa possui uma ótima gestão administrativa, já a outra... dispensa comentários.

Mercados Hoje

De olho no G20, mercados seguem cautelosos

Com agenda vazia o dia foi de cautela nos mercados devido a reunião do G20 (grupo formado pelos países ricos e principais emergentes) que começou hoje. E pra variar, no primeiro dia da reunião não saiu nada de concreto, o assunto guerra cambial é sem dúvida um dos principais a serem discutidos e o que está gerando mais polêmica no mercado, amanhã deveremos ter uma definição do que resultou esta reunião. No cenário doméstico prevalece ainda o clima de incerteza quanto a novas intervenções do governo brasileiro no mercado de câmbio.

Nos Estados Unidos, apesar dos balanços positivos divulgados hoje o índice Dow Jones praticamente parou, oscilou pouco e com volume muito baixo aguardando o desenrolar da reunião do G20 na Coréia do Sul. Destaque mais uma vez para o setor de tecnologia que empurrou Nasdaq para 0,80% de alta. O índice segue abaixo da forte resistência em 11.2k e ainda sem esboçar força compradora para romper esta importante barreira para o médio e longo prazo.


Ibovespa segue com cenário pessimista no curto prazo e sem formação de fundo após o topo marcado em 72k. O índice tentou recuperar a linha central de bollinger mas sofreu forte pressão vendedora ao chegar nesta região e cedeu forte confirmando a perda da mesma. Mais uma vez a linha em 68.8k segurou o índice, caso seja perdida a região dos 68.5k a situação fica um pouco mais complicada no curto prazo, pois perderia a média móvel exp. 50. As siderúrgicas avisadas ontem deram trade, na parte da manhã as 5 maiores altas do ibovespa eram todas da siderurgia. O alvo das operações vendedoras passaram a ser em papéis da segunda ou terceira linha, pelo menos por enquanto, além da vale.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mercados Hoje

Ibovespa na contramão

Dow Jones + 0,35%, S&P500 + 0,18%, Nasdaq + 0,09%, DAX (Alemanha) + 1,3%, FTSE (Inglaterra) + 0,5%, CAC (França) + 1,3%, Ásia estável, Ibovespa - 1,07%. O índice bovespa se movimentou sozinho no pregão de hoje - o que não é normal - pois apesar da queda no preço do barril de petróleo e da leve baixa no preço das commodities o movimento foi totalmente desvinculado com as oscilações dos mercados internacionais. Acontece que as nossas blue chips estão sofrendo com fortes pressões vendedoras e o único papel que estava fazendo um contrapeso no índice era a Vale. Mas "descobriram o nosso suporte" nas blue chips e soltaram venda na Vale hoje, por isso o índice caiu.

O mercado amanheceu com a notícia de que o PIB da China registrou crescimento anualizado de 9,6% no terceiro TRI/2010, diminuindo assim um pouco o rítimo de crescimento pois no segundo TRI/2010 a economia chinesa cresceu 10,3%. Mas a notícia gerou impacto apenas no intraday e as bolsas conseguiram a subir com os dados positivos de balanços nos Estados Unidos, destaque para o McDonald's. Dow Jones foi testar mais uma vez a complicada região dos 11.2k e encontrou forte pressão vendedora após o teste. Atentar para divergência no volume.


Ibovespa não conseguiu se manter acima da linha central de bollinger e fechou abaixo desta, mas conseguiu encontrar força compradora perto da região destacada em 68.8k e seria bom não perder esta linha de suporte. A situação está um pouco mais incômoda em relação aos demais índices pois segue com o topo confirmado em 72k e traders de curto prazo descendo venda nas principais blue chips. Em compensação, ficar de olho aberto nas siderúrgicas que já apanharam bastante e estão começando a ficar atrativas para compra.

Mercados Hoje

Decisão unânime mantêm selic em 10,75%

O Banco Central confirmou as expectativas do mercado e não mexeu na taxa selic mantendo-a em 10,75% mesmo com uma aceleração maior do IPCA-15 puxado principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos. Mas para o início do ano que vem poderemos voltar a ter aumentos na taxa selic, o consumo segue forte e a inflação vem aumentando e sinceramente o BC vai ter que suar a camisa pra fechar este ano dentro da meta da inflação.

Na agenda internacional tivemos a divulgação do livro beje do FED (Banco Cenral norte-americano) mostrando que entre o mês de setembro e outubro a economia dos Estados Unidos continuou em recuperação mas em um rítimo "modesto". Em outras palavras significa que a economia continua caminhando a passos de tartaruga e os incentivos do governo já são mais do que necessários, caso contrário a economia deixa de ser uma tartaruga e vira um caranguejo andando de lado ou até mesmo para trás. Dow Jones conseguiu recuperar boa parte da queda sofrida ontem mostrando pressão compradora na linha central de bollinger comentanda aqui ontem. Mercado propício para operações de swing e day-trade.


Ibovespa ficou no sufoco após o fechamento de ontem pois tinha perdido a linha central de bollinger, mas hoje conseguiu se recuperar porém não subiu o suficiente para tentar minimizar os estragos de ontem. De qualquer forma o índice segue acima da linha central de bollinger fazendo o mercado respirar no curto prazo. Atenção para alguns papéis do índice que estão sofrendo forte pressão vendedora e sem sinalização de fundo ainda, como é o caso do setor siderúrgico, que por incrível que pareça, importar aço ficou mais barato. Essa queda do setor é assunto para um estudo a parte pois não só o setor siderúrgico mas como toda a indústria brasileira está sofrendo com o câmbio e também com a pressão dos chineses.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mercados Hoje

Topo

Logo pela manhã já se percebia a agitação nos mercados devido a alta inesperada dos juros na China. O aumento foi de 0,25% e surpreendeu os analistas pois desde 2007 não se aumentava a taxa de juros na China. Parece ser uma tentativa de limitar as pressões inflacionárias mas acabou gerando um efeito dominó pois alimentou ainda mais as dúvidas quanto ao desaquecimento da economia global pressionando principalmente o preço das commoditities (conforme registrado no Commodity Related Equity) para baixo e com isso aliviando a queda acentuada do dólar (acabou contribuindo para desvalorização do real aqui) que foi a nível global e não somente no Brasil. O dólar americano indexado subiu de 76,09 para 78,25 pontos em apenas 3 dias.

No mercado americano foi dado o sinal para liquidações de posições na parte da tarde. Os índices começaram a cair aumentando o temor dos investidores quanto as hipotecas americanas, o problema é que tem banco grande envolvido no meio dessa sujeirada toda, as ações do Bank of America despencaram 4,4% pois estão correndo boatos de que o banco, juntamente com outras instituições, poderam ser forçados a tomar de volta bilhões de dólares em hipotecas que não deveriam ter sido agrupadas em bônus. Com isso o Dow Jones fechou marcando topo e perdendo a LTA mais curta e conseguiu respirar só depois que tocou a linha central de bollinger. Se não segurar nesta linha poderá voltar a testar o suporte em 10.7k


Ibovespa foi na balada das commodities e perdeu a LTA mais curta também. O impacto aqui foi maior e o índice não conseguiu se segurar na linha central de bollinger e fechou levemente abaixo desta. O volume foi consideravelmente alto (quase 8 bilhões) e poderá testar a região do suporte em 68.8k. Esta queda não foi daquelas em que se pega todo mundo de surpresa pois os índices estavam bastante sobrecomprados, - conforme estava destacando através da linha vermelha no IFR - vários papéis estavam puxados demais para abrir compra e Dow Jones estava testando a forte resistência dos 11.2k (que é a última retração fibo da crise do subprime).

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mercados Hoje

E Tome IOF...

Mais uma vez o governo volta a subir o IOF na tentativa de se conter a valorização do real frente ao dólar. Lembrando que a última vez em que houve aumento da tarifa para renda fixa (a duas semanas atrás) foi questionado ao ministro da fazenda - Guido Mantega - quanto a eficácia da medida e segundo ele seria como se fosse um "remédio" para o câmbio e que o efeito poderia não ser de imediato (seria como se fosse um antibótico, segundo ele). Mas parece que o Sr. Guido Mantega esqueceu de ler a bula deste tal "remédio" e o efeito foi contrário, o real se valorizou mais ainda. Agora o governo resolveu aumentar a dose pra ver se faz algum efeito, a tarifação para investimentos estrangeiros em renda fixa saltou para 6% e para completar a cesta de medidas anti-real o IOF sobre operações estrangeiras com derivativos saltou de 0,38 para 6%, isso representa quase 1.500% de aumento e poderá gerar impacto significativo no mercado de derivativos. É claro que é muito mais conveniente para o governo combater a famosa guerra cambial com medidas em prol do aumento da arrecadação de impostos do que realizar cortes nos gastos públicos conforme explicado no último post.

Na agenda internacional o destaque foi para queda na produção industrial dos Estados Unidos no mês de setembro/2010 indicando desaceleração continuada do crescimento econômico, porém ao mesmo tempo joga mais pressão para o FED (banco central norte-americano) anunciar novas medidas de estímulo à economia no segundo quantitative easing dos dias 2 e 3 de novembro. Dow Jones confirmou o toque na LTA mais curta que vem do fundo em 10k e está bem próximo de romper a fortíssima barreira dos 12k, mas devido a este alto nível de sobrecompra pode ser que não consiga este rompimento de imediato e venha a aparecer a força vendedora nesta linha que está entre uma das últimas resistências mais importantes de médio e longo prazo.


Ibovespa também segue respeitando sua LTA mais curta que vem do fundo ascendente dos 64k, mas também encontra-se em alto nível de sobrecompra nos indicadores. A tendência de curto e médio prazo segue de alta mas com o sinal amarelo para prováveis realizações de curto prazo, que não comprometeriam em nada a tendência de alta no médio prazo que aguentaria uma correção maior (se for o caso) até a região dos 68k. Como nosso mercado é muito dependente das oscilações de Nova York e do fluxo estrangeiro ainda é cedo pra afirmar se o IOF vai impactar no índice bovespa, mesmo porque a tarifação para investimentos na bolsa se mantêm em 2%. Amanhã vai ser o dia pra monitorar o fluxo estrangeiro e a oscilação do índice bovespa.


Conheça o meu eBook Muito prazer, Sr. Mercado

Entenda a dinâmica do mercado de capitais e descubra como é simples e fácil investir com sucesso na bolsa. Saiba mais sobre o livro clicando aqui.