quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mercados Hoje

China demonstra forte crescimento no 4º TRI/2010 e derruba mercados, entendeu?

Não? Pois vou tentar explicar o raciocínio do mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) da China acelerou para 9,8% no quarto trimestre de 2010 frente ao mesmo período de 2009, um ótimo resultado não fosse pelo fato de que o gigante asiático está lutando contra a inflação. Forte crescimento significa que o governo chinês pode lançar mais medidas adicionais para frear o ritmo de expansão. Se o crescimento não estivesse tão forte talvez não fosse necessário aumentar tanto assim o compulsório e a taxa básica de juros para combater a pressão inflacionária. E bastam três palavras na China para derrubar o mercado de commodities no mundo hoje em dia: "combate à inflação". Bolsas no mundo inteiro caíram nesta quinta-feira, barril de petróleo tombou em Nova York perdendo a região dos 90,00 dólares.

Nos Estados Unidos nem os dados positivos da agenda econômica (como por exemplo o número de pedidos de auxílio-desemprego que caiu em 37 mil para 404 mil na semana encerrada no dia 15 de janeiro) animaram os mercados que estão de olho no crescimento chinês. Dow Jones cedeu até uma LTA (linha de tendência de alta) secundária e marcou um doji de indecisão. Mercado esticado realizando lucros mas ainda indeciso quanto à intensidade da queda.


No mercado brasileiro, aliado ao pessimismo quanto à China outro fator foi decisivo para queda no pregão de hoje, as medidas "macroprudenciais" de combate à inflação do BC. As ações dos bancos foram fortemente penalizadas pois estas medidas macroprudencias estão vinculadas à restrição do crédito, ou seja, a carteira de crédito dos bancos deve se expandir menos este ano. Com isso o nosso Ibovespa perdeu sua LTA que vem dos 67.2k, linha central de bollinger e último fundo ascendente desta pernada de alta o que descaracteriza a tendência e deixa o índice vulnerável à continuação das operações vendedoras.

5 comentários:

  1. Gostei da abordagem. Prometo visitar mais vezes.

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  2. FI,

    Este cobertor curto viu... puxa de um lado, uns reclamam, puxa de outro, outros reclamam.
    Mas eu tô com o BC, tem que controlar a inflação e para isto, infelizmente, aumentar os juros.
    No futuro, quando aprendermos a gastar de forma consciente, não será necessário aumentar os juros para controlar a inflação.

    Abraço!

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  3. Jônatas,

    Assino em baixo no que disse, será que a nossa presidenta sabe disso?

    É impossível agradar a todos no mercado, veja por exemplo a questão do câmbio também, o dólar fraco não é tão ruim assim para a economia (se o governo fizesse sua parte dando infra-estrutura, crédito e alívio tributário), fica mais barato para as empresas investirem em máquinas e equipamentos, os produtos ficam mais competitivos (nós consumidores ganhamos com isso), atraímos investimentos (e não somente capital especulativo) e ainda por cima ajuda combater a inflação.

    Abcs,

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  4. FI,

    O grande problema é que este tipo de ação demora para aparecer, e quem leva na conta é sempre o próximo, por isso, ninguém assume. ficar na histórica é mais importante que fazer o certo. Uma pena.

    Abraço!

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