quarta-feira, 9 de março de 2011

TH é fichinha perto dos 68k

Olhando para o gráfico do índice bovespa podemos perceber que a região dos 68k continua sendo uma verdadeira muralha da China. Reparem que este gráfico abaixo não é o diário, é um gráfico semanal cuja a linha vermelha representa a barreira dos 68k. Desde o segundo semestre de 2009 estamos tentando rompê-la sem sucesso (é isso mesmo não errei a data, já estamos há quase dois anos tentando superar este "trauma"). Chegamos a trabalhar algumas semanas acima desta barreira mais o movimento foi refugado. A representatividade do topo histórico (74k) é mínima perto desta barreira nos 68k. Se fizermos um rompimento consistente, sem refugo, com volume e candle expressivos iremos provavelmente romper também o topo histórico nos 74k, pois será consequência da superação desta barreira e também da zona de congestão. Do contrário enquanto o índice estiver trabalhando abaixo dos 68k continuaremos dentro desta congestão sem tendência definida no longo prazo.


No cenário interno, após o recente anúncio do lucro recorde histórico da Vale em 2010 surgiu novamente um atrito entre a União e a empresa. O governo cobra da mineradora uma dívida de quase R$ 4 bilhões de royalties pela exploração de minério de ferro, no qual R$ 900 milhões referem-se à exploração de minério no Pará e cerca de R$ 3 bilhões são referentes à mineração em Minas Gerais. A Vale não concorda com o valor e diz que sua dívida, se procedente, não passa da metade desse montante, segundo a matéria divulgada na Folha de São Paulo. Não é de hoje que aparecem atritos entre a Vale e o governo, como todos nós já sabemos a Vale é uma empresa privada de capital aberto muito bem administrada pelo Roger Agnelli que não permite, vamos dizer assim, "certas atitudes" do governo em relação à Vale.

Este novo atrito entre a Vale e a União foi suficiente para pressionar o índice bovespa que acabou puxando também uma baixa generalizada de outras blue chips, ao contrário de algumas middle/small caps. Podemos estar iniciando uma mudança de cenário na bolsa com blue chips sofrendo mais que as middle e small caps, é bom ficar de olho em algumas oportunidades neste segmento bastante castigado nos últimos meses.

Olhando para Wall Street o mercado segue sem muitas novidades, Dow Jones, o principal índice da bolsa de Nova York também entrou em uma pequena zona de congestão no curto prazo no qual está tentando sem sucesso há mais de uma semana romper a linha central de bollinger. Mercado de lado podendo explodir para baixo ou para cima, porém as probabilidades estão favoráveis para o lado vendedor. 12k continua sendo o principal suporte no curto prazo.

12 comentários:

  1. Pois então... Não é atrito entre governo e Vale. É o governo que fica "atritanto" o presidente da Vale. Tanta competência nesta que é uma das mais bem sucedidas empresas brasileiras, deixa o governo de "olho gordo". Quem dera Roger Agneli vencesse essa batalha, mas, infelizmente, o governo parece ter mais poder.

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  2. Robson, se puder postar essas análises suas em nosso fórum, ficaríamos gratos... parabéns pelas análises. http://www.forumtraderbolsa.com/

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  3. Carla,

    Exatamente, o governo quer mesmo é abocanhar parte do lucro da vale. Como o governo não tem controle sobre a empresa o jeito é utilizar de outros meios, tais como os royalties. Roger Agnelli já fez muito protegendo os interesses da vale, mas ele não consegue lutar sozinho contra o governo, deve acabar saindo da presidência da vale na minha opinião.

    Conseguir fazer o que ele fez protegendo os interesses da empresa num país chamado Brasil, vai ficar pra história.

    Abcs,

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  4. Fábio,

    Farei o possível. Se for o caso pode também indicar a análise desde que seja citada a fonte.

    Abcs,

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  5. Errata:

    "68k é fichinha perto do TH"
    Correto: "TH é fichinha perto dos 68k"

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  6. FI,

    Este governo PILANTRA quer tirar o Agnelli de lá já faz 2 anos. Lulla e sua quadrilha tentaram emplacar EIKE BATISTA na Vale ano passado através de um golpe branco (comprando as ações da Bradespar) armado com a Previ e o BNDES. Coisa de corja mesmo. Uma PENA a Petrossauro não ter sido privatizada, vive para ser loteada entre políticos corruptos e bancar falcatruas que vão desde a Fundação (???) José Roubey, digo, Sarney ao Olodum (acredite se quiser).

    O triste é que o Agnelli está puxando saco de Lulla até para inaugurar obras da Vale na África... Uma pena, deve ser desespero isso, diante dos achaques governamentais.

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  7. Heavy Metal,

    O Agnelli é uma das poucas pessoas que conseguem bater de frente com o governo. Há muita coisa errada neste governo, infelizmente isso que você citou é apenas uma pequena parcela de um verdadeiro circo que se tornou o nosso país e nós somos os palhaços que pagam uma das maiores cargas tributárias do mundo. Vamos torcer para esta oposição fazer alguma coisa útil e pelo menos impedir a criação da nova CPMF que é inaceitável.

    Abcs,

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  8. SAIU NO ESTADÃO

    Day trade é uma estratégia de negociação de ações. Na tradução livre, quer dizer negociar no dia. Indicada só para quem está disposto a correr (muito) risco, essa é uma das saídas apontadas por especialistas para aqueles que querem – em ano de inflação, alta no juro e boa rentabilidade na renda fixa – buscar lucro no mercado acionário.

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110307/not_imp688719,0.php

    Aproveitando a oportunidade, coloquei o que li no estadão, achei interessante o que vc acha zé?

    abços

    ITM

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  9. Quem eh o acionista majoritario da Vale?

    O investidor precisa conhecer a empresa antes de virar acionista para nao ficar surpreso com "certas atitudes" que, gostando ou nao, esta no direito dele.

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  10. ITM,

    Day-trade não é uma operação de risco elevado, pelo contrário você minimiza o risco com os stops tanto para ganhno quanto para perda. O lucro ou prejuízo é pequeno mas pelo menos o trader não fica com a batata quente na mão. Para operar day-trade você tem que ter experiência e conhecimento elevado em análise técnica, se entrar despreparado o mercado não perdoa. Swing-trade também é uma boa opção. Só opere nessas modalidades se sentir capacitado para encarar o mercado. Na hora do vamo ve o bicho pega.

    Abcs,

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  11. Anônimo,

    De acordo com o site da Bovespa os maiores acionistas são Valepar (32,4%) e BNDES Part. (5,4%). Qualquer investidor que opera na Bovespa tem que estar ciente do "risco Brasil", aqui o mercado é bem diferente de uma Wall Street por exemplo.

    Abcs,

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  12. Ou seja, o governo eh o acionista majoritario, estando o Conselho da Vale submetido a erroneamente chamanda "ingerencia" do governo federal.

    Fonte Wikipedia:

    "O Conselho de Administração da Vale é controlado pela Valepar S.A, [7] que detém 53,3% do capital votante da Vale (33,6% do capital total). Por sua vez a constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 58,1% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15,0%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,02%. Se considerarmos as ações da Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, de gestão compartilhada, (cuja diretoria é subordinada ao Conselho Diretor da Previ, composto por três representantes indicados pelo Banco do Brasil e por três representantes eleitos por voto direto pelos participantes do plano - funcionários da ativa do Banco - e assistidos - funcionários aposentados e pensionistas) [8] [9] e do BNDES como de alguma influência do governo federal, este influencia, por posse ou indicação, cerca de 41% do capital votante (incluindo participações externas à Valepar). Se incluirmos a participação do Bradesco e dos investidores brasileiros, 65% do capital votante da empresa se encontram no país."


    "A Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - PREVI é o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. A PREVI é uma entidade fechada de previdência privada, de gestão compartilhada, cuja direção é escolhida 50% pelo Banco do Brasil e 50% por meio de voto direto de seus participantes (funcionários da ativa e aposentados) [1]. Da Previ podem (mas não são obrigados) participar os funcionários do Banco do Brasil e os empregados do quadro próprio da PREVI. A Instituição trabalha para garantir a esses participantes benefícios previdenciários complementares aos da Previdência Oficial, de forma a contribuir para a qualidade de vida desses participantes e seus dependentes, tendo como função complementar o benefício do INSS dos funcionários aposentados da empresa e pensionistas.[1]
    Por gerir imenso volume de dinheiro dos seus associados, a Previ é considerada um dos maiores investidores do Brasil, tendo tido destacado papel durante as privatizações. Hoje, é importante acionista de grandes empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional, Vale S.A. (antiga Companhia Vale do Rio Doce), Embraer e era a maior acionista da Perdigão S.A., agora transformada em Brasil Foods (BRF), após sua fusão com a Sadia. A Previ passou a deter 13,65% do capital da nova empresa.
    Em setembro de 2009 o total de recursos investidos pela Previ atingia a soma de 135,5 bilhões de reais.[2]"

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