terça-feira, 22 de março de 2011

Japão, Líbia e agora Portugal

A mais nova onda de preocupações do mercado foi parar em Portugal. O governo precisa aprovar novas medidas de austeridade fiscal devido à séria situação fiscal em que se encontra a economia do país e caso não sejam aprovadas pelo Parlamento, deverá obrigar o país a recorrer ao pacote de socorro da União Européia. O problema é que a oposição já sinalizou que não concorda com as medidas de austeridade fiscal e a votação está marcada para amanhã, complicando ainda mais a situação do atual governo português. As principais bolsas européias fecharam em leve baixa, DAX (Alemanha) perdeu 0,50% e FTSE (Inglaterra) caiu 0,40%.


De olho nos acontecimentos do cenário externo Wall Street praticamente não funcionou nesta terça-feira, devido ao baixo volume negociado na bolsa de Nova York, demonstrando incerteza por parte dos investidores. Dow Jones que vinha em uma sequência de 3 dias de altas seguidas parou exatamente na linha central de bollinger e média móvel simples de 50 períodos, estas linhas estão fazendo o trabalho de resistência e se o índice não passar desta região será mais um topo descendente dentro da tendência de baixa bem desenhada no curto prazo.

Por aqui tivemos a notícia de que a arrecadação de impostos em fevereiro bateu um novo récrode. De acordo com os números divulgados pela Receita Federal, a arrecadação no mês passado somou R$ 64,138 bilhões. O valor é 9,38% superior ao de fevereiro do ano passado e é o maior da história para o mês. Este aumento pode ser explicado pelo ingresso de milhões de brasileiros que saíram das classes D e E e passaram a se enquadrar dentro da classe C, consequentemente pagando mais impostos e engordando os cofres do governo. Mais cedo, Alexandre Tombini disse na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que ainda "há um descompasso entre os níveis de oferta e demanda na economia e o Banco Central precisa atuar para suavizar pressões de preços". Suas declarações tranquilizaram o mercado e a Bovespa acabou fechando em alta.


Reparem pelo gráfico logo acima que o Ibovespa ainda trabalha dentro da zona de congestão entre 66 e 68k com as bandas de bollinger bem estreitas, o lado positivo é que foi rompida a LTB que vem do topo em 72k, porém se não rompermos os 68k a tendência de baixa no médio prazo vai se manter. Não podemos projetar muito otimismo nos movimentos pois o mercado continua apreensivo quanto ao aumento da radiação na usina de Fukushima no Japão, desfecho da guerra na Líbia e situação fiscal de Portugal.

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