terça-feira, 29 de março de 2011

Pegue seu guarda-chuva, está chovendo impostos

Para começar a análise de hoje gostaria de convidar a você, caro leitor do Finanças Inteligentes, a refletir sobre uma determinada situação. Imaginem um cenário no qual uma indústria brasileira chamada "Sufocada S/A", que atua no mercado interno vendendo seus produtos manufaturados chamados "Margem Apertada Extra Plus", esteja passando por dificuldades quanto à obtenção de capital de giro, carga tributária e competição desleal com as estatais chinesas em pleno solo brasileiro. A "Sufocada S/A" está com os dois pés na lama e precisa de uma "mãozinha" para se desatolar, nesse momento as suas esperanças estão depositadas nas possíveis melhorias para as condições de negócios no Brasil, tais como reforma tributária, reforma trabalhista, reforma fiscal, controle da inflação, câmbio flutuante, melhorias na infraestrutura e entre outros. Mas ao invés de receber uma" mãozinha" do governo o que a "Sufocada S/A" recebe é uma verdadeira pancada na cabeça se atolando ainda mais neste lamaçal ao qual se encontra as nossas indústrias atualmente.

A cobrança de 6% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre a tomada de empréstimos internacionais por bancos e empresas com prazos inferiores a 360 dias foi tomada para conter os ingressos de recursos no país, segundo explicações do Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Acontece que a nossa taxa de juros é de 11,75% a.a., uma das mais altas do mundo, e isso encarece bastante o custo do capital de giro para as empresas, a solução viável nesse caso é buscar empréstimo no exterior com taxas bem mais atraentes. Solução esta que passa a ser inviável a partir de agora com esse pedágio de 6%. Lembrando que ontem foi anunciado também um aumento no IOF para compras feitas em cartões de crédito no exterior.

Nossa política monetária está pecando em três pontos importantes da economia, câmbio flutuante, autonomia e rigidez do BC no combate à inflação e descontrole nos gastos públicos (baixo investimento). Até mesmo jornais importantíssimos como o "The Wall Street Journal" e o "Financial Times" estão fazendo pesadas críticas quanto as aventureiras decisões de nossos governantes no que se refere a política econômica.

O índice Bovespa que não sai do lugar há mais de um mês (entre 66 e 68k) não apresenta nenhuma novidade, mercado totalmente indeciso e inseguro.


Em Wall Street os mercados continuam operando com um volume financeiro abaixo da média. Hoje o índice Dow Jones fez mais um teste na linha de resistência no qual destacávamos nas análises anteriores em 12.3k. O desenho no gráfico forma uma recuperação curta em "V", se romper para cima provavelmente o TH será rompido também, mas por enquanto a resistência está fazendo o seu papel impedindo a continuação da pernada de alta iniciada em 11.6k.

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