quarta-feira, 23 de março de 2011

Portugal está com a corda no pescoço

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, renunciou ao cargo nesta quarta-feira após o Parlamento português rejeitar as medidas de austeridade fiscal do governo. Todos os partidos de oposição votaram contra o pacote de medidas econômicas anticrise apresentado pelo primeiro-ministro português que foi apoiado apenas pelo seu próprio partido. Com esta derrota no Parlamento, Portugal agora está sem saída e com a corda no pescoço, muito provavelmente o país precisará de recorrer à ajuda da União Européia para não entrar em um colapso financeiro. Se isto realmente acontecer, Portugal será o terceiro país europeu a cair pela crise fiscal na Europa, seguindo os passos de Grécia e Irlanda.

Os mercados europeus estavam fechados quando saiu a decisão no Parlamento Português, mas Wall Street ainda estava funcionando e estranhamente fechou em leve alta, puxada pelas mineradoras. Reparem que Dow Jones conseguiu passar pela linha central de bollinger e média móvel simples de 50 períodos após a pressão sofrida pelas mesmas no pregão de ontem. O volume continua baixo mas se o índice conseguir se manter acima destas importantes médias poderá anular o pivot de baixa no curto prazo.


Ainda no cenário externo o Japão anunciou hoje que o custo econômico do terremoto e do posterior tsunami alcançará 25 trilhões de ienes (ou 310 bilhões de dólares), especialmente pelos danos em edifícios e na infraestrutura. Fora isso, a TEPCO (empresa que administra a usina de Fukushima) anunciou que não tem dinheiro para custear todo o impacto causado pela tragédia nuclear e provavelmente o governo terá que entrar na roda, ou seja, no final das contas os prejuízos serão socializados com toda a população japonesa.

No cenário doméstico até que enfim a oposição resolver agir contra as articulações do governo em relação a Vale. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria se reunido com a cúpula do Bradesco (que é grande acionista da mineradora) para pedir a saída de Agnelli, mas o Bradesco não pode bater de frente com o governo (poder até pode mas certamente será prejudicado num futuro bem próximo), mas a oposição pode e deve. A Vale vem sofrendo desde 2009 pressões para que seja destituído do cargo o seu principal executivo (Roger Agnelli). Agora o Sr. Guido Mantega está sendo convidado a prestar esclarecimentos em audiência pública sobre supostas interferências do governo na Vale.

As ações da mineradora fecharam em forte alta nesta quarta-feira e acabou empurrando o índice Bovespa para o teste da linha de resistência da zona de congestão em 68k. Saberemos amanhã se esta importante linha será rompida ou não pois o mercado ainda continua indefinido dentro desta zona de congestão curta sem qualquer possibilidade de projeção de movimento para curto prazo, tudo pode acontecer. Cenário ainda não é bom para o médio e longo prazo.

3 comentários:

  1. Espero que o Agnelli saia da Vale

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  2. espero q isso naum seja parte do plano illuminat

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  3. Brasil repete pela Milésima vez: portugueses miseráveis, sejam bem vindos ao Brasil... A História se repete...

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