segunda-feira, 11 de abril de 2011

Inflação preocupa o mercado

O mercado além de estar mais realista se mostra mais preocupado com a inflação do que o próprio Banco Central. Há muito tempo vários analistas vem cobrando uma atuação mais firme do Banco Central (inclusive aqui no Finanças Inteligentes), no combate à inflação que mais uma vez está começando a sair de controle. Hoje o boletim Focus elevou sua projeção para o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) deste ano, passando de 6,02% para 6,26%, isto é, totalmente fora da meta de 4,5% e perto do limite máximo de 6,5%. Já pelo IGP-M a expectativa de alta para este ano passou de 6,96% para 7,04%.

O novo ajuste para cima das expectativas de inflação para este ano impactou os negócios na Bovespa, uma das grandes preocupações do mercado é se o governo vai conseguir frear o avanço da inflação cujos os sinais já começam a ficar preocupantes. O giro financeiro do pregão foi muito fraco, 5,477 bilhões devido a agenda desta semana que está carregada, os investidores estão aguardando por algum sinal nos indicadores da semana para definir quais estratégias serão adotadas. Olhando pelo gráfico abaixo podemos perceber que o índice não respeitou a linha de suporte em 68.2k que teoricamente teria que segurar o movimento de baixa para caracterizar um pullback do triângulo ascendente rompido. Amanhã obrigatoriamente o índice terá que subir para recuperar essa importante região dos 68.2k, caso contrário será mais um bull trap clássico do mercado.


Em Wall Street os investidores parecem estar tomando a mesma estratégia, aguardar os indicadores para definir as estratégias para esta semana. O volume de negócios mais uma vez foi muito baixo e Dow Jones acabou andando de lado deixando mais um doji de indecisão na linha de seu topo histórico deste ano. Apresenta uma divergência de baixa pelo MACD, portanto todo cuidado é pouco para esta semana.


Finalizando, o FMI soltou um relatório sobre as perspectivas econômicas mundiais nesta segunda-feira apontando que o crescimento mundial este ano deverá ser em torno de 4,4%. Sobre o Brasil o documento afirma que o país verá seu crescimento desacelerar nos dois próximos anos, 4,5% em 2011 e 4,1% em 2012. Neste relatório, a instituição internacional adverte que, embora as perspectivas para o Brasil e outros países exportadores de matérias-primas geralmente sejam positivas, existem sinais de superaquecimento.

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