segunda-feira, 16 de maio de 2011

No limite da dívida

Nesta segunda-feira os Estados Unidos conseguiram a proeza de alcançar o limite máximo de endividamento legal, nada mais nada menos que 14,3 trilhões de dólares. Teoricamente o governo não poderá ultrapassar este limite e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, já avisou que terá de suspender investimentos em dois fundos de pensão para não extrapolar o limite de endividamento do governo norte-americano. Agora entra em cena o jogo político no Congresso americano, pois este limite de endividamento certamente deverá ser aumentando. Caso contrário vamos passar por uma crise financeira sem precedentes, pior do que a do subprime em 2008, essas palavras foram ditas pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Esta declaração de Obama tem um efeito mais político do que econômico propriamente dito. Na verdade ele quer pressionar o Congresso, de maioria republicana (partido de oposição), a aceitar um novo aumento do endividamento americano sem alterar o programa de corte no orçamento do governo. Os republicanos querem mais cortes no orçamento, medida que não agrada o governo democrata, e esta será a briga daqui pra frente. Vai ser muito difícil Obama conseguir aumentar o limite de endividamento dos Estados Unidos se não houver um corte maior nos gatos do governo.

Agora uma curiosa observação. A agência de classificação de risco Standard & Poor's foi duramente criticada pelo Timothy Geithner, há um mês atrás, ao anunciar rebaixamento da perspectiva de dívida dos Estados Unidos de estável para negativa . Interessante que um mês depois destas pesadas críticas, esta mesma pessoa anuncia que os Estados Unidos estão com a corda no pescoço, ou aumenta a dívida, ou vai pro buraco.

Neste clima de incerteza Wall Street caiu mais uma vez. Dow Jones fechou abaixo da linha central de bollinger e está no limite para acionar pivot de baixa no gráfico diário que poderá jogar o índice por volta dos 12.4k.


No Brasil, o dia foi de mais descobertas visionárias da bola de cristal do Sr. Guido Mantega. "Temos certeza absoluta de que em 2011 a inflação estará dentro da meta, do limite superior da meta, aliás, como tem estado nos últimos cinco anos" afirmou o "mago" Mantega. Ele quis dizer que a inflação vai fechar abaixo dos 6,5% (teto máximo da meta). Porém, mesmo que o cenário realmente esteja caminhando para fechar abaixo dos 6,5%, temos que avisá-lo que não se subestima o mercado, ele (o mercado) é totalmente imprevisível e soberano acima de tudo, não existe certeza absoluta de nada.

No Ibovespa não temos novidades, tendência de queda continua muito forte (vide envergadura da LTB) com repiques rápidos e curtos. Vendas continuam tomando conta do índice mesmo em zona de sobrevenda, o que mostra fraqueza total da força compradora. Se amanhã os 62.9k não forem recuperados a queda deverá se estender por mais alguns dias antes de repicar novamente.

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