segunda-feira, 30 de maio de 2011

Portugal também pode quebrar

O risco de falência na Grécia está começando a se espalhar pela Europa e pode fazer de Portugal a próxima vítima da crise fiscal no continente. Os juros da dívida portuguesa (que já estavam altos) subiram em todas as frentes nesta segunda-feira, as taxas da 2, 3 e 4 anos avançaram mais de 20 pontos-base, para 11,51%, 11,89% e 10,76%, respectivamente. No prazo mais longo, (as OT a 10 anos) subiram para 9,767%. Reparem na discrepância entre o que o mercado está disposto a pagar pelas dívidas de Portugal em relação a rentabilidade dos demais fundos de renda fixa na Europa, que são praticamente nulos.

Além disso o economista-chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, colocou a boca no trambone e admitiu que Portugal pode vir a ter de reestruturar sua dívida caso os objetivos definidos no programa acordado com a União Européia em conjunto com FMI não sejam cumpridos. "Se o ajustamento não funcionar, se a dívida for muito alta, tem de se colocar a hipótese de parar com o programa e proceder à reestruturação da dívida", disse Thomas Mayer.

Apesar de tudo a situação de Portugal é um pouco melhor do que a da Grécia, mas pelo simples fato de um banco como o Deutsche Bank considerar a hipótese de uma futura reestruturação da dívida portuguesa já podemos perceber que a situação na Europa está piorando cada vez mais e chegando próximo a um limite aceitável de risco. A partir deste limite as quebras podem realmente aparecer em conseqüência da reestruturação da dívida soberana destes países problemáticos.

As boslas européias fecharam próximo à estabilidade pois estavam sem a referência de Wall Street, devido ao feriado nos Estados Unidos. Na Bovespa o dia foi praticamente nulo, impossibilitando qualquer tipo de análise pois o volume financeiro ficou na casa dos 1,70 bilhões, um valor ridiculamente baixo. Isso mostra como somos vulneráveis ao investidor estrangeiro, são eles os donos da bola.

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