terça-feira, 14 de junho de 2011

Inadimplência dispara

Economia está longe de ser uma ciência exata mas uma coisa chamada taxa básica de juros funciona que é uma "beleza" em qualquer sistema capitalista no mundo inteiro. O segredo, que poucos sabem, é que ela deve ser cuidadosamente regulada para não desequilibrar todo o sistema. As medidas adotadas pelo ciclo de aperto monetário iniciado em janeiro deste ano  começaram a fazer efeito exatamente 6 meses depois (que é o tempo estimado para a calibragem na taxa de juros fazer efeito na economia). Infelizmente o reflexo na economia é negativo já que estamos lutando contra o monstro da inflação. Hoje a Serasa Experian divulgou que o índice de inadimplência dos consumidores avançou 21,7% no mês de maio comparando-se com o mesmo período do ano anterior. Somente da passagem de abril para maio deste ano a inadimplência cresceu 8,2%.

Estes números são consideravelmente altos mas infelizmente previsíveis. Com o aumento na taxa de juros o crédito fica mais caro, a inadimplência aumenta e as pessoas passam a consumir menos apertando o cinto. Apesar do mercado de trabalho brasileiro estar bem aquecido, a partir deste segundo semestre o rítimo de abertura de novos postos de trabalho tende a começar a cair.

No cenário internacional também não tivemos boas notícias. A mídia panfletou o crescimento da China como positivo porque Wall Street subiu forte no pregão de hoje, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Primeiro porque Wall Street subiu devido ao seu alto nível de sobrevenda (conforme podemos observar no gráfico abaixo), o índice estava castigado com tantas quedas e após um candle de indecisão deixado ontem o mercado entrou comprando para aproveitar a boa oportunidade de repique de alta conforme avisamos ontem aqui no Finanças Inteligentes. Segundo porque o grande problema dos países emergentes hoje em dia chama-se inflação. E a China passa por sérios problemas inflacionários, os preços ao consumidor atingiram o maior patamar em 34 meses e o Banco Central chinês teve que subir "inesperadamente" o compulsório mais uma vez, agora em 21,5%, recorde histórico.


A Bovespa fechou em alta mas o dia não foi bom para a parte compradora do mercado, justamente porque o índice reverteu o movimento de alta no final do pregão. Este movimento pode ser "uma dica" da pancadaria que poderá aparecer amanhã no vencimento dos contratos futuros, já que muitos investidores estrangeiros apostaram na queda do índice (e acertaram). Mercado totalmente indefinido e perigoso para amanhã, as bandas de bollinger voltaram a abrir e o MACD está esboçando corte para venda novamente.

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