segunda-feira, 27 de junho de 2011

A volta do Plano Brady

Banqueiros internacionais (a maioria franceses) se reuniram nesta segunda-feira com o Instituto Internacional de Finanças e a União Europeia para discutirem uma solução no mínimo radical para a dívida soberana na Grécia. O plano é francês e funcionará da seguinte forma: os bancos iriam reinvestir 70% dos recursos obtidos no vencimento de títulos gregos entre 2011 e 2014, e embolsariam os outros 30% restantes. Dos 70% reinvestidos, 50% iriam para novos títulos de 30 anos, e 20% iriam para títulos com a nota mais alta de grau de investimento (AAA) e juros pagos somente no resgate, sem cupons periódicos. Ou seja, os credores privados (em sua maioria composto por bancos franceses) aceitariam voluntariamente rolar boa parte de seus títulos gregos por mais 30 anos.

O plano francês parece ser uma cópia do Plano Brady, estruturado no final da década de 1980 para reestruturar a dívida de países em desenvolvimento (entre eles o Brasil) por meio da troca de dívida. Na ocasião, Treasuries foram adquiridos para dar garantias do pagamento dos novos bônus. O problema é que as agências de classificação de risco podem reconhecer esta rolagem "voluntária" da dívida grega como uma moratória disfarçada. Há claramente uma forte pressão do governo francês para que suas intituições financeiras aceitem rolar a dívida grega para se evitar um calote da Grécia no futuro.

De qualquer forma a dívida grega já passa dos 340 bilhões de euros, mesmo com uma rolagem de 30 bilhões pelos credores privados (de acordo com o plano francês), não será suficiente para a Grécia honrar seus compromissos no futuro.

Os mercados europeus fecharam perto da estabilidade, a bolsa de Atenas assim como a de Frankfurt fecharam em leve baixa. Em Wall Street os índices fecharam mais animados, porém Dow Jones se manteve abaixo da famosa linha dos 12.1k que atua como resistência juntamente com a linha central de bollinger.


No Brasil o mercado operou em baixo volume oscilando pouco. O índice bovespa fechou em leve alta, porém nada que altere o cenário no curto prazo pois ainda está abaixo da linha de resistência nos 61.7k andando de lado há praticamente uma semana. Cenário de curtíssimo prazo segue indefinido inclusive para operações intraday, por este motivo o giro está sendo fraco no pregão.

4 comentários:

  1. Olá, enquanto os "desafetos" gringos não voltarem aqui estará entregue as sardinhas que normalmente cavalgam sem destino!!!
    Pelo menos no Ibxr50 estamos tendo divergências. Recebi mais uns trocados em dividendos da petro, vou aproveitar estes baixos preços e comprar uns lotes no fracionado;
    Ivan

    ResponderExcluir
  2. Ivan,

    Os investidores estrangeiros tem melhores opções dentro do nosso próprio mercado pra fazer uma boa grana, estão bem posicionados em renda fixa assim como nos contratos futuros de juros na BM&F. Bolsa à vista estão utlizando apenas para balizar as operações no índice futuro, enquanto isso temos que seguir a balada dos gringos, não tem outro jeito.

    Se não me engano acho que a petro pinga dividendo todo mês, o valor é descontado no preço do papel. Se você está convicto em sua estratégia, vá em frente

    Abcs, bons negócios.

    ResponderExcluir
  3. Bom dia, convicto não estou, meu stop na petro está nas adr's, depois dá uma olhada, se perder o suporte da congestão pulo fora e espero o próximo suporte, o PL da petro está muito baixo, nestas horas grandes players começam encarteirar o papel enquanto minoritários desesperados com as perdas vendem de qualquer forma, obrigado;
    Ivan

    ResponderExcluir
  4. Ivan,

    É um ótimo lugar pra jogar o stop, o movimento da petro é idêntico ao de suas ADRs, mas deixe uma margem pra evitar um violino pois aqui na Bovespa agente sabe que os players adoram rapar o stop (como se o mercado estivesse batendo a sua carteira).

    Acredito que muita gente que pagou o preço da OPA ano passado já deve estar pedendo a paciência e isso pode ter impactado no preço do papel.

    Abcs,

    ResponderExcluir