segunda-feira, 4 de julho de 2011

Escorregando na manteiga

Inúmeras equivocadas e atrapalhadas medidas de intervenções no câmbio continuam não fazendo efeito algum para impedir a crescente valorização do real frente ao dólar. Apesar de tudo o "excepcional" ministro da Fazenda, Guido Mantega, insiste em afirmar na eficácia de suas medidas. O único efeito prático visível nestas medidas está no aumento da arrecadação do governo, aumentos de IOF para todos os lados, sobrou até mesmo para o turista brasileiro que gasta dinheiro no exterior (que em tese ajuda a limpar um pouco o excesso de dólar em circulação na nossa economia).

O gráfico abaixo mostra a recente derretida do nosso câmbio. São 5 dias consecutivos de forte queda do dólar (reparem no movimento inverso frente a bovespa, que sobe há 6 pregões consecutivos). Este movimento se intensificou com a perda do triângulo simétrico confirmado pelo SAR Parabólico projetando alvo abaixo dos 1,50. Nem mesmo o Banco Central comprando dólares diariamente no mercado consegue segurar tamanha pressão vendedora. A formação da Ptax com o novo cálculo também contribuiu para o movimento de baixa.


O dólar encontrou a importante linha dos 1,55, este é o principal suporte para segurar a queda da moeda. A perda dos 1,55 implica em acionamento de mais um pivot de baixa e más notícias para os exportadores brasileiros. Cada centavo de câmbio mais baixo gera uma perda considerável nas receitas com as vendas externas, além de perda de competitividade no cenário internacional. Com um câmbio abaixo de 1,55 ou 1,50 é de se esperar alguma reação do governo, mesmo que ineficaz, para tentar mexer com o psicológico do mercado e aliviar a pressão vendedora sobre o dólar. Mas e agora Mantega? Vamos continuar secando gelo com IOF?

No mercado de capitais o dia foi de movimentação irrelevante, apenas 2,72 bilhões de giro na Bovespa, já que Wall Street não funcionou devido ao feriado de 4 de julho nos Estados Unidos. Mesmo assim os investidores nacionais aproveitaram para puxar um pouco mais o índice chegando bem próximo do primeiro alvo mencionado aqui no Finanças Inteligentes na semana passada, a região dos 64k. É de se esperar o reaparecimento (mesmo que tímido) da força vendedora nesta resistência, parte das operações compradas (os swings) provavelmente poderão ser encerradas nesta região.

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