quinta-feira, 31 de março de 2011

Superávit primário anima o mercado

Conforme divulgamos ontem, só teremos inflação sob controle no ano que vem, mas foi anunciado hoje pelo Banco Central um superávit primário recorde de R$ 7,913 bilhões nas contas públicas durante o mês de fevereiro. O superávit primário é o resultado positivo das contas do setor público (exceto os juros, vamos falar disso mais pra frente), isto é, o governo gastou menos do que arrecadou no mês de fevereiro. O resultado foi impulsionado pelas contas dos governos regionais (estados e municípios), que apresentaram um superávit primário de R$ 4,708 bilhões no mês passado, mais da metade de toda a economia do governo. Este resultado positivo colabora para uma maior perspectiva do mercado de que o Copom deverá adotar uma postura mais branda na conduta do aperto monetário em sua próxima reunião, as chances de um aumento de apenas 0,25 pontos base na taxa selic aumentaram bastante. Por isso mesmo estou alterando (mesmo não concordando com esta postura do BC) minha projeção de aumento na taxa de juros que era de 0,50 para 0,25 na taxa selic, fechando o mês de abril aos 12,00% a.a.

Com toda esta euforia do mercado pelo superávit do governo os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública ficaram de lado. Tente adivinhar quanto o governo gastou em fevereiro apenas com o pagamento de juros. R$ 10 milhões? R$ 100 minhões? R$ 1 bilhão? Nada disso, foram 19,115 bilhões! O volume foi 34% maior do que o verificado em fevereiro do ano passado, é quase a metade do que o governo está planejando para economizar durante todo o ano de 2011.

Mas enfim, o mercado deixou passar essa notícia dos juros de lado e aproveitou para engatar mais uma alta na Bovespa que finalmente conseguiu romper a sua dramática zona de congestão entre 66 a 68k. Há mais de um mês que o índice oscilava dentro deste canal estreito reduzindo bastante o spread das operações de curto prazo (quando existia spread). Agora o Ibovespa pode estar armando um pivot de alta no curto prazo para testar a região dos 70k, onde deverá encontrar nova zona pressão vendedora.


No cenário externo o tom de cautela predomina na Europa. Os juros de curto prazo da dívida pública de Portugal continuam aumentando sem parar, o bônus a cinco anos chegaram a atingir nesta quinta-feira 9,18%, isso para um patamar de país europeu com grau de investimento mais elevado que o Brasil é muito elevado. A Irlanda também chamou atenção mais uma vez, o BC irlandês realizou um teste de solidez em suas principais instituições financeiras e revelou que quatro dos maiores bancos irlandeses precisarão levantar 24 bilhões de euros. As bolsas na Europa fecharam em baixa, em Nova York Dow Jones também fechou em baixa sentindo a resistência (que já era esperada) do topo histórico na casa dos 12.4k.


Amanhá tem payroll nos Estados Unidos e os investidores preferiram adotar uma postura de cautela esperando o anúncio do relatório do nível de emprego em março deste ano.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Inflação sob controle só no ano que vem

Foi divulgado hoje pelo Banco Central o Relatório de Inflação do 1º trimestre deste ano trazendo novidades sobre a nova postura do Banco Central. A autoridade monetária deixou claro que abriu mão de trazer a inflação ao centro da meta em 2011 (4,5%) por avaliar que o prejuízo ao crescimento seria excessivo após o choque da alta dos preços de commodities no ano passado. Em outras palavras significa que o BC vai usar uma mão mais suave no combate à inflação para evitar um tranco maior na economia. Estamos diante de uma nova postura do governo, "a inflação não deve ser combatida com tratamentos de choque", a nova política é enfrentá-la com moderação para que no longo prazo, depois de todos os impactos do momento terem se arrefecido, garantir finalmente a convergência para a meta de 4,5%. Aquela promessa de tolerância zero quanto à inflação, no qual a nossa presidente Dilma Russef vem falando nas últimas semanas, está totalmente descartada. O BC vai combater a inflação sim, mas não irá adotar a devida rigidez para que ela (a inflação) não saia de controle. 

Essa postura do Banco Central está correta? Não sei, mas na minha opinião estamos brincando com fogo e subestimando os efeitos da inflação, estamos apenas no mês de Março e a meta já foi abandonada. Não seria cedo demais para tal decisão? Além disso o BC deve continuar insistindo na eficácia das medidas macroprudenciais (tal como aumento no depósito compulsório encarecendo o crédito por exemplo) em substituição ao aumento da taxa selic. Acontece que a demanda está tão aquecida que nem com um aumento no crédito o nível de empréstimos diminuiu.

O mercado agora trabalha com uma expectativa de encerramento do ciclo de aperto monetário já na próxima reunião do Copom no qual deverá ser anunciado um aumento de 0,25 ou 0,50 pontos base na taxa selic e ponto final. A bolsa subiu com  Relatório de Inflação do BC e se aproximou da famosa resistência em 68k (para efeitos técnicos são 68.200 pontos) e o cenário ficou bom para um rompimento desta zona de congestão com essa mudança de postura do Banco Central. O único viés está no câmbio, se o governo anunciar novas medidas para contenção da moeda o mercado vai tremer mais uma vez.


Nos Estados Unidos vieram boas notícias do mercado de trabalho.  Foram geradas 201 mil vagas em março, contra 208 mil postos (dado revisado) registrados em fevereiro, bons dados que elevaram as expectativas do mercado para o anúncio do payroll (relatório sobre o nível de emprego no país) nesta sexta-feira. Nova York fechou em alta, Dow Jones já está testando o seu último topo histório deste ano, poderá encontrar uma resistência nesta faixa de 12.4k. Porém continua bem projetado para manter sua tendência de alta no médio prazo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Pegue seu guarda-chuva, está chovendo impostos

Para começar a análise de hoje gostaria de convidar a você, caro leitor do Finanças Inteligentes, a refletir sobre uma determinada situação. Imaginem um cenário no qual uma indústria brasileira chamada "Sufocada S/A", que atua no mercado interno vendendo seus produtos manufaturados chamados "Margem Apertada Extra Plus", esteja passando por dificuldades quanto à obtenção de capital de giro, carga tributária e competição desleal com as estatais chinesas em pleno solo brasileiro. A "Sufocada S/A" está com os dois pés na lama e precisa de uma "mãozinha" para se desatolar, nesse momento as suas esperanças estão depositadas nas possíveis melhorias para as condições de negócios no Brasil, tais como reforma tributária, reforma trabalhista, reforma fiscal, controle da inflação, câmbio flutuante, melhorias na infraestrutura e entre outros. Mas ao invés de receber uma" mãozinha" do governo o que a "Sufocada S/A" recebe é uma verdadeira pancada na cabeça se atolando ainda mais neste lamaçal ao qual se encontra as nossas indústrias atualmente.

A cobrança de 6% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre a tomada de empréstimos internacionais por bancos e empresas com prazos inferiores a 360 dias foi tomada para conter os ingressos de recursos no país, segundo explicações do Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Acontece que a nossa taxa de juros é de 11,75% a.a., uma das mais altas do mundo, e isso encarece bastante o custo do capital de giro para as empresas, a solução viável nesse caso é buscar empréstimo no exterior com taxas bem mais atraentes. Solução esta que passa a ser inviável a partir de agora com esse pedágio de 6%. Lembrando que ontem foi anunciado também um aumento no IOF para compras feitas em cartões de crédito no exterior.

Nossa política monetária está pecando em três pontos importantes da economia, câmbio flutuante, autonomia e rigidez do BC no combate à inflação e descontrole nos gastos públicos (baixo investimento). Até mesmo jornais importantíssimos como o "The Wall Street Journal" e o "Financial Times" estão fazendo pesadas críticas quanto as aventureiras decisões de nossos governantes no que se refere a política econômica.

O índice Bovespa que não sai do lugar há mais de um mês (entre 66 e 68k) não apresenta nenhuma novidade, mercado totalmente indeciso e inseguro.


Em Wall Street os mercados continuam operando com um volume financeiro abaixo da média. Hoje o índice Dow Jones fez mais um teste na linha de resistência no qual destacávamos nas análises anteriores em 12.3k. O desenho no gráfico forma uma recuperação curta em "V", se romper para cima provavelmente o TH será rompido também, mas por enquanto a resistência está fazendo o seu papel impedindo a continuação da pernada de alta iniciada em 11.6k.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Crise nuclear no Japão volta a preocupar

A Tepco (Tokyo Electric Power, operadora da usina nuclear de Fukushima), informou nesta segunda-feira que detectou plutônio em cinco pontos do solo do complexo nuclear de Fukushima no Japão. A empresa também confirmou que detectou água com altos níveis de radiação em túneis subterrâneos fora do reator 2 que viria do núcleo do reator, onde as varetas de combustível sofreram derretimento parcial. Pelo menos por enquanto está descartado a hipótese de que a água contaminada tivesse chegado ao mar. Sobre a contaminação do solo, o vice-presidente da Tepco, Sakae Muto, tranquilizou a população dizendo que os níveis de plutônio não são prejudiciais à saúde das pessoas. Sakae Muto tranquilizou as pessoas, mas o mercado não. Este vazamento de plutônio provocou uma alarme nas bolsas que operavam em alta até então. Wall Street virou a mão muito rápido no final do pregão e os índices fecharam em baixa.


Além disso, os conflitos na Líbia e a crise fiscal de Portugal estão contribuindo para aumentar o temor dos investidores afastando-os do mercado. O volume financeiro que está circulando em Wall Street e também aqui no Brasil está muito baixo, o apetite ao risco está diminuindo a cada dia. Observem no gráfico do Dow Jones abaixo que esta última perna de alta do índice foi feita com um volume abaixo da média e decrescente. O indice foi testar exatamente a região dos 12.3k, confirmando nossas projeções feitas na semana passada. Devido ao tipo de candle deixado hoje, existe a possibilidade de um topo duplo na região dos 12.3k que pode dar origem a uma nova perna de baixa para o Dow Jones.


No Brasil a situação não foi diferente, além de preocupar com os problemas externos temos também de lidar com os problemas internos. Em sua nova safra de aumentos descabidos de IOFs o governo aumentou mais um, o imposto para compras em cartões de crédito no exterior. As compras feitas por brasileiros no exterior ajudam a aliviar a pressão da inflação pois diminui o consumo interno e ajudam também a remeter dólares para fora fazendo uma frente contra a enxurrada de dólares que entram no Brasil, ou seja, colabora para segurar a queda do dólar. É por essas e outras que os investidores se afastam da bolsa, reparem que o Ibovespa fechou próximo a mínima do dia e com um volume financeiro muito fraco, apenas 4,6 bilhões. No mais o mercado segue sem novidades técnicas no curto prazo, oscilando entre 66 e 68k há mais de um mês, dando oportunidades de trades curtos nesta faixa de pontuação, nada mais além disso.


O Boletim Focus desta semana apresentou mais um aumento para a expectativa do IPCA no qual passou de 5,88% a 6% este ano e de de 4,80% para 4,91% em 2012. A expectativa para o PIB de 2011 mostrou queda de 4,03% para 4% e para 2012 houve retração de 4,40% para 4,30%. A grande surpresa ficou para a projeção da taxa Selic em 2011 passando de 12,50% para 12,25%. Provavelmente porque devem aparecer novas medidas macroprudenciais do BC em breve que devem aliviar a pressão (em partes) para subir a selic.

sexta-feira, 25 de março de 2011

PIB dos EUA anima os mercados

O crescimento acima do esperado da economia norte-americana foi suficiente para fazer o mercado deixar de lado os problemas com o acidente nuclear na usina de Fukushima no Japão, guerra na Líbia e crise da dívida portuguesa na Europa. Segundo o Departamento de Comércio, o crescimento da economia norte-americana no quarto trimestre de 2010 foi revisado para a taxa anualizada de 3,1% superando as estimativas dos analistas que girava em torno de 2,8%. No fechamento do ano o PIB (Produto Interno Bruto) ficou em 2,9%, a expansão anual é a maior desde 2005, quando a economia do país cresceu 3,1%. O que contribuiu para este crescimento acima do esperado foram os gastos com consumo pessoal que aumentaram bastante juntamente com as exportações (estimuladas é claro pela desvalorização do dólar). 

Wall Street encerrou a semana com chave de ouro, S&P500 subiu 2,7%, Dow Jones encerrou com ganhos de 3,1% e Nasdaq fechou com uma alta de 3,8%. Os ganhos desta semana vieram após uma série de baixas motivadas pelo terremoto no Japão, conflitos nos países árabes e a volta dos problemas com dívidas de países europeus. Por isso mesmo o investidor deve ficar bem atento pois nenhum desses problemas ainda foram resolvidos, infelizmente alguns estão longe de uma solução. Outro fator importante a ser considerado é que o volume financeiro da semana em Wall Street foi ridiculamente baixo, isto é, tem muita gente de fora que ainda não arriscou abrir uma posição no mercado, tanto para compra, quanto para venda. Olhando pelo gráfico semanal do Dow Jones podemos perceber que a recuperação veio com um teste bem sucedido na linha central de bollinger, a tendência de alta no médio e longo prazo continua intacta e muito bem desenhada.


Na Europa, a reunião de cúpula da União Europeia em Bruxelas já está apresentando resultados positivos. Foi anunciado um amplo pacote de medidas para apoiar o euro, incluindo a expansão de um fundo de socorro do bloco, o estabelecimento de um mecanismo de resgate permanente na zona do euro e uma nova rodada de testes de resistência no setor bancário. Mesmo com Portugal resistindo a uma ajuda inevitável da União Européia as bolsas por lá fecharam a semana em alta, na Alemana a bolsa de Frankfurt confirmou fundo no teste na LTA de longo prazo em 6.5k mantendo sua tendência de alta inalterada assim como Dow Jones e S&P500.


Na Ásia os problemas com a usina nuclear de Fukushima estão sendo observados de perto pelo mercado. Como a situação não piorou mas também não melhorou, a bolsa de Tóquio "parou para respirar" oscilando pouco esta semana se mantendo no nível dos 9.5k acima da linha de suporte da zona de congestão.


No mercado doméstico fechamos a semana em leve alta mas nada muito animador pois continuamos abaixo dos 68k. O Ibovespa continua trabalhando dentro da sua zona de congestão sem apresentar indicação de rompimento ascendente ou descendente. No médio prazo a tendência continua sendo de baixa com topos e fundos descendentes negociados abaixo da linha central de bollinger que está apontando para baixo, já olhando para um prazo maior a tendência ainda é de bolsa lateralizada nesta faixa de 60 a 70k (aproximadamente).


Um ponto que merece destaque na análise é a volta da pressão das commodities, conforme havia destacado há algumas semanas atrás. Vamos dar uma olhada no gráfico do Commodity Related Equity logo abaixo. A partir do mês de fevereiro deste ano originou-se uma tendência de correção nos preços, mas devido aos fatores externos, tais como a guerra na Líbia e provável aumento de commodities para reconstrução do Japão, esta tendência foi anulada e os preços voltaram a subir.


E quando o assunto é commodities fica impossível não falar do barril de petróleo. Com os conflitos no mundo árabe se acirrando cada vez mais, fica difícil enxergar um patamar de preço abaixo dos 100 dólares para o barril do tipo light. Reparem que já são 4 semanas seguidas que o barril de petróleo fecha acima da barreira dos 100 dólares, mantendo esta tendência ficará difícil a gasolina não sofrer reajustes no curto prazo pois o preço está se consolidando acima deste patamar.


Esta preocupação com a alta das commodities foi comentada inclusive pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmando que esses impactos acentuarão percepção da inflação no país, sendo assim é natural que as perspectivas de inflação não melhorem a curto prazo. Se preparem pois deve aparecer mais um aumento de 0,50 pontos base sobre a taxa selic na próxima reunião do Copom nos dias 19 e 20 de abril.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pacote de socorro a Portugal já está pronto.

Em uma reunião de cúpula realizada nesta quinta-feira, os líderes da União Européia já estão discutindo o pacote de ajuda financeira à Portugal antes mesmo de o país oficializar seu pedido de socorro. Segundo o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Juncker, uma ajuda de 75 bilhões de euros a Portugal já está pronta para ser liberada, basta apenas Portugal oficializar o pedido para receber a injeção de capital. Desta vez a Unição Européia está mostrando uma agilidade maior para lidar com a crise fiscal de seus países membros. Mas nem tudo são flores no mundo das finanças, se Portugal receber a ajuda financeira da União Européia será obrigado a aceitar um duro plano de ajuste fiscal, provavelmente até mais forte do que o plano de austeridade fiscal recusado pelo Parlamento português.

Ainda na Europa a agência de classificação de riscos Fitch anunciou hoje um rebaixamento na nota de Portugal em dois níveis, de A+ para A-. A Moody's já está mirando na Espanha, a agência de classificação de riscos rebaixou o rating de 30 bancos espanhois (nenhum grande banco entrou na lista), alegando elevada pressão financeira sobre esses bancos e o enfraquecimento futuro para os bancos em toda a Europa. Mesmo assim as bolsas na Europa fecharam em alta, juntamente com Wall Street, esses mercados estão passando por uma boa fase de recuperação técnica após as fortes perdas sofridas no início deste mês. Olhando para o gráfico do Dow Jones podemos perceber que a LTB foi rompida e o índice agora vai tentar buscar a resistência em 12.3k, o volume continua baixo.


No cenário doméstico o índice Bovespa sofreu o peso de suas principais blue chips e também de ações de empresas ligadas ao mercado de construção civil, portanto não conseguiu seguir a tendência de alta no cenário externo.


Conforme podemos observar no gráfico acima o Ibovespa sentiu a pressão da famosa linha de resistência da zona de congestão em 68k. Já são dois meses de pregão operando dentro desta faixa entre 66 e 68k e isto está mexendo com a paciência de muitos investidores provocando resgates acima do normal em fundos de ações. Mercado lateral é bom só pra quem gosta de fazer day-trade ou swing-trade. Para um holder não existe coisa pior do que ver o índice em congestão.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Portugal está com a corda no pescoço

O primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, renunciou ao cargo nesta quarta-feira após o Parlamento português rejeitar as medidas de austeridade fiscal do governo. Todos os partidos de oposição votaram contra o pacote de medidas econômicas anticrise apresentado pelo primeiro-ministro português que foi apoiado apenas pelo seu próprio partido. Com esta derrota no Parlamento, Portugal agora está sem saída e com a corda no pescoço, muito provavelmente o país precisará de recorrer à ajuda da União Européia para não entrar em um colapso financeiro. Se isto realmente acontecer, Portugal será o terceiro país europeu a cair pela crise fiscal na Europa, seguindo os passos de Grécia e Irlanda.

Os mercados europeus estavam fechados quando saiu a decisão no Parlamento Português, mas Wall Street ainda estava funcionando e estranhamente fechou em leve alta, puxada pelas mineradoras. Reparem que Dow Jones conseguiu passar pela linha central de bollinger e média móvel simples de 50 períodos após a pressão sofrida pelas mesmas no pregão de ontem. O volume continua baixo mas se o índice conseguir se manter acima destas importantes médias poderá anular o pivot de baixa no curto prazo.


Ainda no cenário externo o Japão anunciou hoje que o custo econômico do terremoto e do posterior tsunami alcançará 25 trilhões de ienes (ou 310 bilhões de dólares), especialmente pelos danos em edifícios e na infraestrutura. Fora isso, a TEPCO (empresa que administra a usina de Fukushima) anunciou que não tem dinheiro para custear todo o impacto causado pela tragédia nuclear e provavelmente o governo terá que entrar na roda, ou seja, no final das contas os prejuízos serão socializados com toda a população japonesa.

No cenário doméstico até que enfim a oposição resolver agir contra as articulações do governo em relação a Vale. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria se reunido com a cúpula do Bradesco (que é grande acionista da mineradora) para pedir a saída de Agnelli, mas o Bradesco não pode bater de frente com o governo (poder até pode mas certamente será prejudicado num futuro bem próximo), mas a oposição pode e deve. A Vale vem sofrendo desde 2009 pressões para que seja destituído do cargo o seu principal executivo (Roger Agnelli). Agora o Sr. Guido Mantega está sendo convidado a prestar esclarecimentos em audiência pública sobre supostas interferências do governo na Vale.

As ações da mineradora fecharam em forte alta nesta quarta-feira e acabou empurrando o índice Bovespa para o teste da linha de resistência da zona de congestão em 68k. Saberemos amanhã se esta importante linha será rompida ou não pois o mercado ainda continua indefinido dentro desta zona de congestão curta sem qualquer possibilidade de projeção de movimento para curto prazo, tudo pode acontecer. Cenário ainda não é bom para o médio e longo prazo.

terça-feira, 22 de março de 2011

Japão, Líbia e agora Portugal

A mais nova onda de preocupações do mercado foi parar em Portugal. O governo precisa aprovar novas medidas de austeridade fiscal devido à séria situação fiscal em que se encontra a economia do país e caso não sejam aprovadas pelo Parlamento, deverá obrigar o país a recorrer ao pacote de socorro da União Européia. O problema é que a oposição já sinalizou que não concorda com as medidas de austeridade fiscal e a votação está marcada para amanhã, complicando ainda mais a situação do atual governo português. As principais bolsas européias fecharam em leve baixa, DAX (Alemanha) perdeu 0,50% e FTSE (Inglaterra) caiu 0,40%.


De olho nos acontecimentos do cenário externo Wall Street praticamente não funcionou nesta terça-feira, devido ao baixo volume negociado na bolsa de Nova York, demonstrando incerteza por parte dos investidores. Dow Jones que vinha em uma sequência de 3 dias de altas seguidas parou exatamente na linha central de bollinger e média móvel simples de 50 períodos, estas linhas estão fazendo o trabalho de resistência e se o índice não passar desta região será mais um topo descendente dentro da tendência de baixa bem desenhada no curto prazo.

Por aqui tivemos a notícia de que a arrecadação de impostos em fevereiro bateu um novo récrode. De acordo com os números divulgados pela Receita Federal, a arrecadação no mês passado somou R$ 64,138 bilhões. O valor é 9,38% superior ao de fevereiro do ano passado e é o maior da história para o mês. Este aumento pode ser explicado pelo ingresso de milhões de brasileiros que saíram das classes D e E e passaram a se enquadrar dentro da classe C, consequentemente pagando mais impostos e engordando os cofres do governo. Mais cedo, Alexandre Tombini disse na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado que ainda "há um descompasso entre os níveis de oferta e demanda na economia e o Banco Central precisa atuar para suavizar pressões de preços". Suas declarações tranquilizaram o mercado e a Bovespa acabou fechando em alta.


Reparem pelo gráfico logo acima que o Ibovespa ainda trabalha dentro da zona de congestão entre 66 e 68k com as bandas de bollinger bem estreitas, o lado positivo é que foi rompida a LTB que vem do topo em 72k, porém se não rompermos os 68k a tendência de baixa no médio prazo vai se manter. Não podemos projetar muito otimismo nos movimentos pois o mercado continua apreensivo quanto ao aumento da radiação na usina de Fukushima no Japão, desfecho da guerra na Líbia e situação fiscal de Portugal.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Obama pisa no Brasil pra falar de democracia, e a economia?

O homem que exportou inflação para o mundo inteiro foi recebido com festa no Brasil e não podia ser diferente, já que somos o país do carnaval, nada contra o carnaval mas ao final das contas quem acaba sambando somos nós mesmos. Em primeiro lugar porque fazer festa ao homem que está distribuindo "dólares de helicóptero" na economia dos Estados Unidos? Já tratei deste assunto antes, apenas para relembrar bem rapidamente, essa injeção de dólares pelos programas de quantitative easing força uma desvalorização do dólar, barateando seus produtos no mercado internacional além de colaborar para enxurrada de dólares na economia mundial fabricando inflação no mundo inteiro e criando possíveis bolhas especulativas nos mercados emergentes. Pois bem, já que este assunto foi deixado de lado pelo menos saíram acordos comerciais, certo? Errado. Você ficou sabendo de algum? Eu não. Não lí e nem ouvi ninguém falando de queda de barreiras comerciais de meio alfinete que o Brasil tenta vender para os Estados Unidos. É claro que ainda é cedo pra falar em acordos comerciais, mas as conversas já deveriam estar em andamento. 

Porém o que mais se ouviu nos discursos de Obama foi a palavra democracia, "Brasil é exemplo de democracia para o mundo árabe", "Viva a democracia!, Viva o Brasil!". Agradeço enormemente ao Sr. Obama por me fazer lembrar que vivemos em uma democracia, realmente estou sem palavras, estou emocionado. Ok, ironias à parte, viva a democracia, agora vamos falar do que interessa, economia e acordos comerciais, queremos vender nossos manufaturados aos Estados Unidos, além de etanol e outros produtos agrícolas, aliás nós estamos aqui para defender nossos interesses e os americanos os deles, então vamos negociar e derrubar algumas barreiras. Não deu tempo, Obama já estava embarcando para o Chile onde lá eles já estão conversando sobre acordos comerciais e concretizando parcerias, inclusive na área tecnológica e ambiental.

Para finalizar ficou as custas do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, escutar as críticas pesadas do secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke, quanto à nossa infraestrutura precária, lentidão em alfândegas e pesada carga tributária. O ambiente de negócios aqui não é bom, isso é fato, é o famoso risco Brasil, o que sempre foi criticado aqui pelo Finanças Inteligentes. Mas nem tudo está perdido, os Estados Unidos se mostraram dispostos a rever algumas barreiras à entrada de produtos brasileiros em solo americano, porém além de fazer o nosso dever de casa (que não fazemos há muito tempo), vamos ter que ceder em outros pontos e isso inclui o pré-sal. Aguardem os próximos capítulos.

Passando por um giro rápido nos mercados observamos que a Bovespa foi na contramão do resto do mundo e fechou em baixa. Ásia, Europa e Estados Unidos fecharam esta segunda-feira em alta, a bolsa de Tóquio não funcionou. Dow Jones por exemplo está engatando um belo repique após o teste na linha de suporte em 11.6k mas a tendência ainda é de baixa.


No Brasil apesar de fechar em baixa, o Ibovespa não apresenta novidades já que continua dentro da zona de congestão entre 66 e 68k há quase um mês. Porém o candle deixado hoje não foi nada bom, martelo invertido após uma "puxadinha" que veio dos 66k sentindo a pressão da linha central de bollinger e LTB intermediária que vem dos 72k. Bandas de bollinger estão estreitas e prestes a estourar, significa que logo pode haver um movimento forte no índice, é bom estarmos preparados para um movimento descendente.



Hoje também o governo federal anunciou um corte adicional de R$ 577 milhões no Orçamento de 2011, o que eleva o valor do contingenciamento para R$ 50,7 bilhões devido ao reajuste da tabela do Imposto de Renda em 4,5% (este foi o motivo dado pelo governo, já que vai arrecadar menos com este ajuste). No Boletim Focus desta segunda-feira a expectativa para o IPCA deste ano passou de 5,82% para 5,88%. Ao mesmo tempo a projeção para o PIB de 2011 mostrou queda de 4,10% para 4,03%. Isso porque a nossa presidente Dilma disse que dá pra combater a inflação sem afetar o crescimento econômico, mas está acontecendo exatamente o inverso, a projeção do PIB está diminuindo e a inflação está aumentando.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Semana termina mas as pendências ficaram

A semana terminou mas o mercado deixou um lembrete para a próxima semana: "fiquem atentos quanto à crise nuclear japonesa e aumento de tensão no oriente médio (veja o post: Onu autoriza zona de exclusão aérea)", esses são os dois causadores da grande volatilidade observada nas bolsas de valores do mundo inteiro esta semana. Começando pelo Japão, as notícias ruins pelo menos pararam de pipocar na mídia, os esforços do governo japonês em resfriar os reatores da usina de Fukushima parecem estar funcionando, técnicos japoneses conseguiram religar a corrente elétrica na usina de Fukushima para ajudar neste resfriamento. Mesmo assim a Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou hoje de 4 para 5 o nível de gravidade do acidente nuclear na usina de Fukushima. Se este plano de religar a corrente elétrica na usina não funcionar ainda resta uma última opção a ser considerada: enterrar a usina em areia e concreto (este método foi utilizado para selar grandes vazamentos do desastre de 1986 em Tchernobil). Vamos torcer para que o plano de religar a corrente elétrica funcione.

Na Líbia, Gaddafi entrou em xeque, mesmo declarando cessar-fogo após a aprovação da zona de exclusão aérea pela ONU, há relatos de que as forças do ditador líbio continuaram a atacar cidades rebeldes nesta sexta-feira. Segundo a rede de TV Al Jazeera, forças pró-Gaddafi bombardearam a cidade rebelde de Misrata, no oeste do país, também houve relatos sobre forças do governo realizando ataques e cercando a cidade de Benghazi. Ao que parece o ditador líbio, Muammar Gaddafi, não está honrando o cessar-fogo imposto por ele mesmo e tomou um ultimato da França, Estados Unidos, Reino Unido e alguns países árabes para que cesse imediatamente os ataques contra civis. Uma coisa nós podemos ter certeza, a ditadura de Gaddafi está chegando ao fim, em breve ele vai ter que renunciar ao poder, voluntariamente ou involuntariamente.

Essas são as duas pendências que ficaram para semana que vem. O assunto é muito sério e exige uma resolução imediata caso contrário este nível de volatilidade nos mercados não irá se dissipar, pelo contrário, poderá aumentar ainda mais. Por falar em alta volatilidade reparem como ficou o fechamento do candle semanal da bolsa de Tóquio (Nikkei):


Candle expressivo ao estilo de mercado em crash com um grande pavio inferior sinalizando uma recuperação técnica no final da semana, a intervenção do G7 no câmbio japonês para impedir a valorização do iene permitiu que essa recuperação técnica ocorresse e foi bom porque jogou o Nikkei para dentro da zona de congestão no médio prazo. Ainda na Ásia a notícia destaque do dia nos mercados foi o 5º aumento consecutivo do depósito compulsório promovido pelo Banco do Povo da China (BC chinês) desde novembro/2010. A taxa subirá de 19,5% para 20,0% na tentativa do governo em controlar as pressões inflacionárias. Reparem no gráfico abaixo que a bolsa de Xangai está desenhando um triângulo simétrico dentro de um canal de baixa no médio/longo prazo, é como se fosse uma mistura de duas configurações perigosas que aumentam as probabilidades de um rompimento do triângulo para baixo.


Em Wall Street a semana terminou com desvalorização de 1,90% para o S&P500, 2,60% em Nasdaq e 1,50% de perdas para o Dow Jones. Conforme podemos observar logo abaixo, Dow Jones renovou nova mínima na semana mas conseguiu fechar acima da linha central de bollinger. Mesmo assim o cenário para o curto prazo não é bom, esta linha pode ser perdida e o volume das operações estão aumentando, ou seja, tem mais dinheiro girando posições. A buscar por treasuries (títulos públicos do governo norte-americano) pode impactar no desempenho do índice.


Na Europa, o principal índice do continente (DAX - Alemanha) fechou a semana testando e respeitando a sua linha de tendência de alta, houve o rompimento mas a recuperação apareceu com uma correção técnica no gráfico diário que empurrou o fechamento da semana acima desta linha. Mesmo assim a força da queda assusta, e o índice opera agora abaixo da linha central de bollinger em viés de baixa (podendo aparecer repiques técnicos durante a semana).


Na bolsa brasileira o mercado não apresenta novidades técnicas. Já faz um mês que estamos trabalhando dentro de uma zona de congestão entre 66 e 68k e por isso mesmo as operações continuam com spread reduzido, não dá pra ficar projetando rompimento da congestão se o mercado continua trabalhando dentro dela. Portanto quem está comprando na base em 66k tem que operar com o dedo no gatilho e liquidar o trade assim que perceber uma alteração na tendência de curto prazo, pois a virada está sendo muito rápida.


Para o médio prazo a tendência é de baixa, podemos reverter esta tendência não perdendo a região dos 64k e montando um pivot de alta a partir desta base recuperando a linha central de bollinger, porém as probabilidades de acontecer uma reversão deste tipo no curto prazo não são boas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

ONU autoriza zona de exclusão aérea na Líbia

O Conselho de Segurança da ONU acabou de aprovar a zona de exclusão aérea na Líbia e todas a medidas necessárias para proteger a população libanesa contra as forças militares de Muammar Gaddafi, exceto uma invasão por terra. Sabe o que isso significa? Guerra, infelizmente. A criação dessa zona de exclusão autoriza o abate de aviões do ditador líbio que decolem para atacar tropas opositoras, ou seja, a ONU está liberando uso de força militar para que esta resolução seja respeitada. A resolução foi aprovada por dez votos a favor, nenhum contra e cinco abstenções, entre elas a Rússia e a China que detêm poder de veto. O Brasil se absteve da votação, confesso que não entendi essa posição do Brasil, mas deixa pra lá. Mais uma notícia ruim para o mercado que está em clima de tensão com a triste situação da usina nuclear de Fukushima no Japão.

O ditador líbio também passou dos limites suportáveis passiveis de negociação, Gaddafi afirmou hoje na TV estatal uma promessa de ataques para "limpar Benghazi sem piedade". Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido disseram já estar com os caças prontos para serem despachados em uma possível ação militar contra a Líbia. De um lado do mundo a guerra parece ser iminente, do outro lado estamos vivenciando uma tragédia da natureza sem precedentes, o que será que está acontecendo com o nosso planeta? A palavra que fica é a esperança, vamos torcer para que tudo acabe bem tanto no Japão, quanto na Líbia.

Diante desses acontecimentos a sexta-feira nos mercados será bem tumultuada e tensa, pra variar. Olhando para o Dow Jones podemos reparar que o índice encontrou uma zona de apoio na região dos 11.6k onde o candle deixado ontem empurrou os preços para fora das bandas de bollinger, o movimento de hoje foi um acerto para que o preços retornassem para dentro das bollingers.


Na Bovespa tivemos mais um dia de alta volatilidade no índice, o famoso sobe e desce dos últimos dias, hoje fechamos novamente perto da linha de suporte da zona de congestão de curto prazo em 66k, apesar do candle parecer um martelo invertido (mas não é), o mercado está totalmente indefinido para amanhã, porém com viés negativo.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Risco de uma catástrofe nuclear no Japão espalha tensão nos mercados

Lamentavelmente a situação na usina de Fukushima no Japão nesse momento é grave e bastante séria. Mais cedo o chefe de energia da União Europeia (UE), Günther Oettinger, disse que a situação na usina nuclear japonesa está fora de controle, ele alertou também que nas próximas horas poderá ocorrer "uma nova catástrofe" na usina nuclear japonesa de Fukushima. No final da tarde os Estados Unidos soltou um alerta dizendo que a radiação na área de Fukushima é extremamente alta, ocasionada pelo fato de que a piscina de armazenamento de combustível usado no reator 4 da usina nuclear japonesa não tem mais água, o que gera níveis de radiação bem mais altos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que houve danos nos núcleos dos reatores 1, 2, e 3 do complexo, porém a AIEA não detalhou a gravidade dos danos, afirmando que não se pode dizer ainda que a situação esteja fora de controle.

A foto ao lado foi divulgada nesta quarta-feira mostrando os reatores 3 e 4 da usina nuclear de Fukushima, mesmo para quem não entende nada de energia nuclear (eu me incluo nesse grupo), só de observar a imagem dá para perceber que a situação realmente é muito grave. Outro problema segundo os especialistas é que a evaporação da água da piscina de combustíveis reciclados (que está quase ao ar livre) poderia liberar dejetos radioativos diretamente na atmosfera, por isso mesmo as autoridades japonesas tentam a todo custo molhar o reator para impedir essa evaporação.

Diante desse temor o índice que mede a "tensão" dos mercados, o famoso VIX, disparou nesta quarta-feira conforme podemos observar no gráfico abaixo refletindo em um aumento de stress nas bolsas de valores elevando assim o nível de volatilidade nos mercados em todo planeta. No dia 25 de fevereiro cheguei a soltar um alerta de que a volatilidade iria aumentar nos mercados, quem se interessar pela leitura segue o link do post: "A volatilidade está de volta"   http://www.financasinteligentes.com/2011/02/volatilidade-esta-de-volta.html.


As bolsas asiáticas fecharam em alta acompanhando um movimento de repique técnico do Nikkei e também porque a situação começou a piorar depois que esses mercados estavam fechados. O mercado europeu que estava aberto quando a situação passou a ficar mais crítica despencou no pregão de hoje, Wall Street também caiu forte e nós não ficamos para trás, apesar de que o Ibovespa está caindo em menor intensidade comparado aos mercados de países desenvolvidos conforme podemos observar logo abaixo


Reparem que o candle de hoje fez um teste na LTB secundária (linha vermelha mais curta) juntamente com a média móvel simples de 200 períodos e não resistiu à pressão. Agora estamos novamente na base da zona de congestão em 66k, porém com pouca possibilidade de segurar nesta importante linha de suporte no curto prazo devido à grave crise nuclear no Japão.

Nesse momento acho que o mais importante mesmo são as preces ao povo japonês, vamos torcer e rezar para que as autoridades japonesas consigam evitar uma nova catástrofe no Japão.

terça-feira, 15 de março de 2011

Tragédia no Japão pode desencadear uma crise nuclear

Proporcionado por um desastre natural sem precedentes o Japão se esforça para evitar o colapso na Usina Nuclear de Fukushima. Agora pouco saiu uma notícia de que um novo incêndio atingiu o reator 4 do complexo nuclear de Fukushima e mais cedo o diretor geral da AIEA - ONU (Agência Internacional de Energia Atômica), Yukiya Amano, disse que um dano limitado pode ter ocorrido no núcleo do reator 2 após a explosão, ele afirmou também que as notícias são preocupantes mas aparentemente são bem diferentes do desastre de Chernobyl em 1986. O governo japonês alertou que devido as explosões houve escape de radiação que poderia afetar a saúde das pessoas e recomendou aos moradores que vivem num raio de até 30 quilômetros de distância da usina que fiquem em suas casas, desliguem os sistemas de ventilação e fechem as janelas.

Tóquio (que fica a cerca de 240km de Fukushima), registrou uma pequena elevação nos níveis de radiação. Felizmente o aumento não é suficiente para ameaçar os 39 milhões de moradores da capital, mas já há relatos de que as pessoas estão deixando a cidade e indo para as províncias do sul e oeste do país.

Segundo previsão do Nomura, o principal banco de investimentos do Japão, a destruição causada pelo maior terremoto da história do Japão deve atrasar em seis meses a recuperação econômica do país. Com a produção interrompida, algumas das principais empresas do país se desvalorizaram na bolsa de Tóquio e a demanda por energia cai, impactando assim nos preço do barril de petróleo. Vejam abaixo o gráfico do Nikkei (principal índice da bolsa de Tóquio) para terem uma idéia de como está sendo esta desvalorização:


Em dois dias o índice despencou dos 10.200 aos 8.600 pontos, é um cenário de crash que arrastou as demais bolsas de valores no mundo inteiro para o campo negativo nesta terça-feira, é claro que em menor intensidade. No geral os mercados emergentes estão sofrendo menos com a queda (conforme mencionei no post de ontem) e os países desenvolvidos estão sofrendo mais com a crise no Japão. Observem abaixo o gráfico do Dow Jones com pivot de baixa formado, o ponto positivo é que o pavio longo no teste do suporte em 11.7k suegere repique na tendência de queda (que se iniciou no intraday do pregão de hoje).


Na Bovespa o dia foi de recuperação no intraday após abrir em baixa de 2% refletindo o pânico de alguns investidores quanto ao cenário externo. Ainda tentei alertar através de um comentário no post de ontem para os investidores não tomarem decisões precipitadas e manterem a estratégia inicial de suas operações. O índice apesar de tudo não apresenta novidades, estamos trabalhando dentro da zona de congestão entre 66 e 68k, dentro dessa área é sobe e desce em trades rápidos. Mercado bom para day-trade e swing-trade.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Nikkei arrasta os mercados, com exceção dos emergentes

A bolsa de Tóquio tombou mais de 6% no pregão de abertura desta semana e acabou levando junto o mercado inteiro, com exceção das bolsas de países emergentes que foram na contra mão (recomendamos reler o artigo "Desastre no Japão vai afetar economia". Nem mesmo o anúncio de que o BOJ (Banco Central do Japão) injetou 183 bilhões de dólares (cerca de 15 trilhões de ienes) no sistema bancário e a manutenção da taxa de juros próxima de zero, foram suficientes para acalmar os ânimos dos investidores reagindo ao devastador terremoto que atingiu o Japão na semana passada.

Os mercados emergentes não caíram porque vai haver uma demanda maior por commodities pelo Japão que serão utilizadas justamente para reconstrução do país. Mas o investidor deve estar bem posicionado na escolha de suas ações, por exemplo, empresas de turismo, exportação e seguros serão claramente prejudicadas pelo encolhimento da demanda no Japão. Há também um risco de que esta nova crise no Japão gere pressões inflacionárias no mundo inteiro que atingiriam em cheio aos países emergentes que no momento lutam para não perder o controle sobre a inflação.

Os índices na bolsa de Nova York fecharam em baixa, Dow Jones recuou 0,43%, Nasdaq caiu 0,54% e o S&P500 perdeu 0,60%, os investidores tentam avaliar quais serão os impactos da economia japonesa no mundo, mas ainda é cedo para tentar prever alguma coisa, porém as possibilidades do mercado voltar a subir como nos meses anteriores são bem remotas. Olhando pelo gráfico Dow Jones iniciou o rompimento de sua LTA e continua renovando mínimas a cada dia que passa.


Na Bovespa a situação foi bem diferente devido a forte alta de alguns papéis como Usiminas e Gerdau que acabaram puxando o índice e revertendo a queda ocorrida no início do pregão. A subida foi parar exatamente na média móvel simples de 200 períodos que está perdendo a sua importância pois o mercado está andando de lado (entre 66 e 68k) há mais de 3 semanas e deve continuar dentro desta faixa por mais alguns dias aguardando definição.


Hoje também tivemos a divulgação do famoso Boletim Focus do Banco Central e ele veio salgado. As estimativas para o IPCA em 2011 voltaram a ser revisadas para cima (passou de 5,78% para 5,82%), enquanto as projeções para o PIB seguem recuando (queda de 4,29% para 4,10% em 2011). Será que o Banco Central está otimista demais com a inflação? Pois o que deu pra entender na última ata é que o Copom já pensa em cortar o ciclo de aperto monetário na selic (após este provavél último aumento na reunião de abril) e utilizar mais as medidas macroprudenciais para esfriar as pressões inflacionárias. Acho cedo demais para se pensar em mudar alguma estratégia na política monetária, é como eu sempre digo, com inflação não se brinca.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Desastre no Japão vai afetar economia

Um forte terremoto de magnitude 8,9 na escala Richter atingiu em cheio o litoral nordeste do Japão nesta sexta-feira, o tremor foi seguido por mais de 50 réplicas, algumas delas de magnitude superior a 6,0. Os tremores atingiram até mesmo a capital (Tóquio) localizada a 373 quilômetros de distância do epicentro. O governo japonês já assinalou que se trata do maior terremoto ocorrido no país em toda sua história. Mesmo para um país acostumado com terremotos, o desta sexta foi de proporções catastróficas devido ao tsunami que atingiu a terra, várias cidades litorâneas foram atingidas e os prejuízos são incalculáveis no momento.

Lamentavelmente esta tragédia ocorreu num momento em que o Japão estava tentando se reerguer economicamente e sua economia será abalada podendo gerar reflexos nos demais países ao redor do planeta, inclusive nos Estados Unidos. Algumas refinarias de petróleo, usinas nucleares (há inclusive vazamento radioativo em uma delas, na central nuclear de Fukushima), siderúrgicas, indústrias de eletrônicos, indústrias automobilísticas foram atingidas e estão paralisadas, um dos maiores exportadores do país (a gigante eletrônica Sony) teve que fechar seis fábricas no Japão. As exportações de veículos e autopeças serão prejudicadas, este setor tem um peso importante no PIB japonês. O setor alimentício também deverá ser afetado, principalmente porque o Japão é um grande produtor de arroz. Essa catástrofe poderá afetar a trajetória de preços do mercado de commodities que estava sinalizando inversão de tendência conforme podemos verificar no gráfico abaixo


Quando ocorreu o terremoto no Japão a bolsa de Tóquio (Nikkei) ainda estava operando, porém perto de encerrar o pregão e mesmo assim houve uma queda expressiva conforme podemos verificar no gráfico abaixo. Lembrando que o Japão já está há mais de uma década em bear market e este gráfico mostra apenas as oscilações dos últimos 3 anos, reparem que o índice também está em uma zona de congestão desde o final de 2009 dentro de uma tendência maior de baixa no longo prazo. Apesar de tudo a economia japonesa é uma das maiores do mundo (mesmo em deflação), e isso é apenas mais uma prova de que a bolsa de valores não tem obrigatoriedade de seguir a economia de seu país nem muito menos a trajetória de lucros das empresas compostas pelo índice, pois no mercado tudo pode acontecer.


Ainda na Ásia, olhando para a bolsa de Xangai podemos reparar que o gráfico semanal não deixou um candle muito bom, pode estar sinalizando topo decorrente desta última pernada de alta iniciada em 2.6k dentro de uma tendência maior de queda (conforme demonstrado pelo canal de baixa) logo abaixo.


No principal mercado europeu podemos observar que o DAX (Alemanha) pode estar entrando numa "arapuca bear". O índice está em tendência de queda há 3 semanas e deverá buscar um toque nesta LTA do fundo da crise em 3.7k no médio prazo. O problema todo é que se houver repique de alta, o DAX poderá formar o ombro de um OCO, sendo que a sua confirmação levaria os preços abaixo da linha de tendência de alta.


Em Wall Street o mercado também é de baixa, mas não está tão forte quanto o mercado europeu. Dow Jones está corrigindo com candles pequenos a puxada que se originou após o rompimento da média móvel simples de 200 períodos semanal, ou seja, ainda não houve pânico de baixa no mercado norte-americano. O problema todo é que a situação continua delicada para o índice voltar a subir e provavelmente muitos players estão aguardando um reteste usual nesta média móvel simples de 200 períodos semanal (atualmente em 10.9k) para abrir posições compradoras de médio e longo prazo.


No mercado brasileiro o índice bovespa continua dentro de uma tendência de baixa no médio prazo, sendo que no curto prazo estamos trabalhando dentro de uma congestão nervosa entre 66 e 68k com vários falsos rompimentos tanto para o lado comprador, quanto para o vendedor. Esses candles laterais de alta seguidos de baixa não são nada confiáveis e demonstram total indecisão do mercado no curto prazo. Não me arrisco a traçar uma projeção para o mercado neste cenário de curto prazo, está mais para "chutômetro" do que para análise, nesses momentos é bom ter paciência e esperar o mercado definir.


Acima de 68k a situação fica boa para os compradores, abaixo de 64k a situação fica muito boa para os vendedores (na verdade já era boa desde o final do ano passado).

quinta-feira, 10 de março de 2011

Avalanche de notícias negativas derrubam os mercados

Bateu em cheio uma nova onda de aversão à risco carregada de notícias ruins impactando fortemente todas as bolsas ao redor do planeta. Começando pela Ásia, a China informou hoje que em fevereiro registrou um déficit comercial de 7,3 bilhões de dólares. As exportações chinesas tiveram um aumento de 2,4%, mas as importações avançaram assustadoramente 19,4%. Seguindo a roda para o continente africano a guerra civil na Líbia está se intensificando cada vez mais com a retaliação do governo nas cidades tomadas pelos rebeldes. Subindo para a Europa a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a qualificação da dívida soberana espanhola de Aa1 para Aa2, com perspectiva negativa, devido ao alto custo da reestruturação do sistema financeiro do país, parece que existe uma dezena de bancos espanhóis necessitando de injeção urgente de capital para não quebrar.

O dia foi de notícias ruins também nos Estados Unidos. A balança comercial do país registrou déficit de 46,3 bilhões de dólares em janeiro, o Tio Sam exportou 167,7 bilhões de dólares e importou 214,1 bilhões de dólares. O dado também veio abaixo do esperado e inferior ao mês anterior. Já que estamos falando em déficit vamos para mais uma pedrada (e das violentas), o governo dos Estados Unidos registrou em fevereiro um déficit orçamentário mensal recorde de 222,5 bilhões de dólares, resultado do aumento nos gastos que ultrapassou em muito o aumento da receita (esta foi prejudicada por cortes tributários implementados no ano passado). Com essa pancada de notícias ruins Wall Street derreteu e Dow Jones foi testar a sua LTA que vem do fundo em 10k, esta linha de tendência poderá ser perdida pois o candle de baixa é expressivo e houve aumento de volume no pregão. Foi-se a linha de suporte em 12k, confirmando o nosso alertada emitido no final do mês anterior (iria segurar a baixa mas provisoriamente).


No cenário doméstico o dia não foi diferente, forte baixa no índice bovespa motivado por todos esses fatores citados acima, além das notícias internas como a poupança que fechou o mês de fevereiro com captação negativa ou mesmo padrões técnicos conforme divulgado ontem (TH é fichinha perto dos 68k). Olhando para o gráfico abaixo podemos reparar que o Ibovespa fechou exatamente na linha de suporte desta zona de congestão de curto prazo entre 66 e 68k. Mas desta vez vai ficar difícil segurar nos 66k porque a violência da queda foi bem considerável, podemos ter um estouro das bandas de bollinger (estão se encurtando rápido demais) que podem jogar o índice para a casa dos 64k se perdermos o suporte desta zona de congestão no curto prazo.


Hoje também tivemos divulgação da ata do Copom sinalizando que o rítimo de aperto monetário deverá ser mantido, o BC ressaltou que a inflação tende a permanecer acima do centro da meta nos próximos dois trimestres deste ano, voltando a se deslocar rumo ao centro da meta a partir do quarto trimestre. Por isso mesmo minha projeção para a próxima reunião do Copom é de um novo aumento em 0,50 pontos na taxa selic, apesar de que podem sair novas medidas macroprudenciais (como um aumento no compulsório por exemplo) que daria margem para subir a selic em 0,25 pontos se for o caso. Mas eu acredito na frase: "com a inflação não se brinca", e por isso mesmo acho mais prudente um novo aumento de 0,50 pontos para depois se pensar em reduzir o rítimo de aperto monetário.

quarta-feira, 9 de março de 2011

TH é fichinha perto dos 68k

Olhando para o gráfico do índice bovespa podemos perceber que a região dos 68k continua sendo uma verdadeira muralha da China. Reparem que este gráfico abaixo não é o diário, é um gráfico semanal cuja a linha vermelha representa a barreira dos 68k. Desde o segundo semestre de 2009 estamos tentando rompê-la sem sucesso (é isso mesmo não errei a data, já estamos há quase dois anos tentando superar este "trauma"). Chegamos a trabalhar algumas semanas acima desta barreira mais o movimento foi refugado. A representatividade do topo histórico (74k) é mínima perto desta barreira nos 68k. Se fizermos um rompimento consistente, sem refugo, com volume e candle expressivos iremos provavelmente romper também o topo histórico nos 74k, pois será consequência da superação desta barreira e também da zona de congestão. Do contrário enquanto o índice estiver trabalhando abaixo dos 68k continuaremos dentro desta congestão sem tendência definida no longo prazo.


No cenário interno, após o recente anúncio do lucro recorde histórico da Vale em 2010 surgiu novamente um atrito entre a União e a empresa. O governo cobra da mineradora uma dívida de quase R$ 4 bilhões de royalties pela exploração de minério de ferro, no qual R$ 900 milhões referem-se à exploração de minério no Pará e cerca de R$ 3 bilhões são referentes à mineração em Minas Gerais. A Vale não concorda com o valor e diz que sua dívida, se procedente, não passa da metade desse montante, segundo a matéria divulgada na Folha de São Paulo. Não é de hoje que aparecem atritos entre a Vale e o governo, como todos nós já sabemos a Vale é uma empresa privada de capital aberto muito bem administrada pelo Roger Agnelli que não permite, vamos dizer assim, "certas atitudes" do governo em relação à Vale.

Este novo atrito entre a Vale e a União foi suficiente para pressionar o índice bovespa que acabou puxando também uma baixa generalizada de outras blue chips, ao contrário de algumas middle/small caps. Podemos estar iniciando uma mudança de cenário na bolsa com blue chips sofrendo mais que as middle e small caps, é bom ficar de olho em algumas oportunidades neste segmento bastante castigado nos últimos meses.

Olhando para Wall Street o mercado segue sem muitas novidades, Dow Jones, o principal índice da bolsa de Nova York também entrou em uma pequena zona de congestão no curto prazo no qual está tentando sem sucesso há mais de uma semana romper a linha central de bollinger. Mercado de lado podendo explodir para baixo ou para cima, porém as probabilidades estão favoráveis para o lado vendedor. 12k continua sendo o principal suporte no curto prazo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Poupança fecha o mês de fevereiro com captação negativa

De acordo com os dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira, a captação líquida do mês de fevereiro (depósitos menos saques) da poupança ficou negativa em R$ 745,2 milhões, ou seja, os saques superaram os depósitos. Em janeiro a captação foi positiva em R$ 275 milhões. O mês de fevereiro é marcado pelo aumento nos gastos com educação, tributos e demais despesas, porém há um outro fator que motivou a retirada desses recursos.

A caderneta de poupança tem perdido sistematicamente para a inflação, se os seus investimentos estão centralizados na poupança você provavelmente está perdendo dinheiro ou invés de ganhar dinheiro, justamente porque o poder de compra diminuiu. A inflação (IPCA) acumulada dos últimos 12 meses já está em 6% e o IGP-M fechou 2010 com alta de 11,32%. Portanto os investimentos mais conservadores não estão fazendo o seu dinheiro render, a solução seria procurar CDBs de bancos menores (normalmente oferecem taxas entre 95 a 100% do CDI) ou comprar títulos do tesouro. Lembrando que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) garante até R$ 70 mil de suas aplicações em caso de falência do banco. 

Nos mercados o que marcou a semana foi a disparada no preço do barril de petróleo e nesta sexta-feira o petróleo subiu mais uma vez. Em Nova York o barril fechou cotado a 105,23 dólares, enquanto na praça de Londres o preço da commodity atingiu 115,97 dólares. O índice Dow Jones fechou esta semana com um candle de indecisão após a queda da semana anterior e ainda segue respeitando o suporte nos 12k. As médias móveis mais longas (50 e 200 períodos) cortaram para compra confirmando a tendência de alta no médio e longo prazo para o Dow Jones. Este corte também irá acontecer no S&P500 provavelmente na próxima semana.


Na Alemanha também houve um candle de indecisão na semana, seguido da forte baixa da semana anterior. Apesar da queda, o índice segue respeitando o seu suporte na linha dos 7k. Em caso da queda continuar existe espaço de sobra para uma correção sem alterar a tendência de alta no médio e longo prazo.


No mercado asiático as bolsas dos países emergentes estão recuperando no curto prazo parte das perdas sofridas recentemente. A bolsa da Índia fechou com um candle de alta engolfando o anterior de baixa renovando nova máxima, pode ter soltado fundo no semanal. Já a bolsa de Xangai, conforme podemos observar logo abaixo, segue animada após a parada para respirar na semana passada. Está em um belo upside iniciado na região dos 2.5k, fechando esta semana perto da máxima aos 2.9k.


Finalizando com o Ibovespa a semana foi de muitos altos e baixos e volatilidade alta, porém conseguimos fechar perto da máxima colado nos 68k. A tarefa difícil de romper esta região ficou para semana que vem, como o índice encontra-se abaixo da linha central de bollinger do semanal temos que ficar atentos quanto ao reaparecimento das operações vendedoras, pois abaixo desta média as vendas costumam aparecer com maior facilidade. Porém enquanto o índice estiver trabalhando acima dos 64k as esperanças para o lado comprador permanecerão vivas.


As postagens serão retomadas na próxima quarta-feira dia 09/03/2011. Bom carnaval a todos!
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