sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ganhador do sorteio

Parabéns @afonsoribas ! Ganhador do sorteio do livro Vamos Falar de Dinheiro?

Para conferir a autenticidade do sorteio: http://sorteie.me/1JNQ3d.

Para conferir os participantes: http://kingo.to/zBW+

O vencedor deverá entrar em contato com a Novatec Editora até o dia 02/05/2011 até as 18h, caso isso não ocorra, vamos realizar um novo sorteio.

Pobres foram os mais afetados pela crise dos EUA

O presidente do FED (Federal Reserve), Ben Bernanke, assumiu hoje em uma conferência de desenvolvimento comunitário na Virgínia que a crise financeira norte-americana teve maior impacto sobre as famílias de baixa renda. Hoje as famílias com renda mais baixa continuam a experimentar um maior nível de desemprego do que as famílias com renda mais alta. A taxa de desemprego ainda está muito alta nos Estados Unidos (apesar da projeção de redução até o final deste ano), principalmente entre as minorias, jovens e aqueles com menos formação, ou resumindo os mais pobres. Além disso, Bernanke confirmou que a recuperação econômica nos Estados Unidos está desigual, as famílias mais ricas estão sendo as mais beneficiadas. Como se não bastasse os americanos de baixa renda ainda tem de lidar com os novos problemas da economia, tais como inflação dos alimentos e dos combustíveis.

Mais curioso ainda é que a crise foi causada pela camada mais alta da sociedade norte-americana, isto é, as pessoas mais ricas dos Estados Unidos foram as grandes responsáveis por quase falir o sistema financeiro do país. Essas pessoas continuam empregadas, comandando suas companhias e ganhando bonus milionários ano após ano, enquanto o resto do país sofreu e ainda está sofrendo com os efeitos da crise causada por eles (os americanos mais ricos do país). Já a classe média americana que está empregada é a grande pagadora de toda esta dívida gerada pela crise financeira, basta lembrar que a intervenção do governo para evitar uma quebra generalizada de empresas grandes demais para falirem foi feita com dinheiro público, assim como os programas de quantitative easing. Consequentemente gerando um tremendo déficit público que será financiado com aumento de impostos e cortes nos investimentos.

Hoje o boleto da crise norte-americna está rodando o mundo inteiro, já que os americanos injetaram liquidez absurda no sistema exportando inflação para o mundo inteiro. Uma prova disto é a queda generalizada da cesta de moedas (dólar indexado), veja logo abaixo: 


Há menos de um ano atrás o dólar indexado estava na região dos 88 pontos. Devido a injeção maciça de capital na economia (através dos programas de quantitative easing 1 e 2) a moeda simplesmente derreteu. Hoje está cotada a 73,03 próxima da mínima hitórica em 71,31 (momento em que antecedeu a crise nos Estados Unidos). Este excesso de liquidez é um dos grandes causadores da diferença de desempenho entre os mercados de países emergentes e mercados de países desenvolvidos. Inicialmente vamos observar como está o desempenho semanal do índice Dow Jones:


Tendência forte de alta há mais de dois anos, sendo que a segunda parte desta pernada de alta (iniciada na região dos 9.5k) foi fortemente influenciada pela decisão de continuação do famoso quantitative easing. Dow Jones rompeu o topo histórico em 12.4k e foi embora, próximo objetivo está na região dos 13k. Mas a partir de agora vamos ter de observar mais de perto possíveis indicadores de divergência de baixa que poderão antecipar uma correção no futuro.

Outro mercado desenvolvido, o europeu, também está mantendo a sua tendência de alta no rastro de Wall Street. O DAX (Alemanha) também rompeu o topo histórico do ano acionando mais um pivot de alta no gráfico semanal. Este mercado também deverá ser monitorado quanto ao aparecimento de futuras divergências de baixa.


Pulando agora para os mercados de países emergentes podemos reparar a diferença entre as bolsas. Na China, conforme destacava nas últimas análises, a bolsa de Xangai não conseguiu romper o gigantesco canal de baixa que já dura mais de um ano. Houve um teste e a pressão vendedora nocauteou o índice desde então. Tendência de baixa continua prevalecendo.


No Brasil, a Bovespa segue o mesmo trajeto, porém a tendência de baixa inciou-se em novembro do ano passado. Temos 3 topos descendentes e um canal de baixa formado dentro de uma congestão maior de longo prazo entre 58 e 72k. O índice trabalha abaixo da linha central de bollinger pressionado pela média móvel simples de 50 períodos e continua não passando confiança para abertura de novas operações compradas de médio e longo prazo.


Apesar de tudo, existem poucos papéis que trabalham em direção contrária ao índice, ou seja, em tendência de alta e podem ser boas opções para iniciar abertura de uma carteira de médio/longo prazo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bovespa, terra de ninguém

O jornal britânico Financial Times afirmou nesta quinta-feira que a Bovespa está enfrentando uma constante desvalorização e pode se tornar uma "terra de ninguém". O artigo frisa que a equipe do governo deveria tomar medidas efetivas para evitar a debandada de investidores da Bovespa. O Financial Times também acredita que o Brasil pode ter um crescimento econômico satisfatório de 4,5%. É o que estamos sempre cobrando aqui no Finanças Inteligentes, maior atuação e atitude do governo em sua política econômica. Para o mercado voltar a subir é primordial que o governo passe a transmitir mais confiança aos investidores. E como reconquistar esta confiança dos mercados? Será que sobram palavras e faltam atitudes?

Primeiramente fazer o dever de casa combatendo a inflação que está em rítimo acelerado, cortar mais os gastos públicos que estão "estratosfericamente" altos, parar com as intervenções e medidas absurdas para controlar o câmbio e realizar as reformas tributária e trabalhista. De fato é sonhar muito achar que todas essas medidas serão realizadas por este governo, porém se pelo menos o combate à inflação fosse mais rigoroso a situação poderia ser bem diferente.

Um outro ponto que merece destaque na expressão "terra de ninguém" é a forma como os grandes players estão conseguindo se impor ao mercado. Mais uma vez aconteceu. Um dos papéis mais líquidos da Bovespa (OGXP3) despencou 7% no intraday do pregão de hoje e fechou no positivo com 1,28% de alta. É realmente incrível ver isso acontecer com um papel que gira um volume financeiro muito alto, provavelmente a operação foi de "rapa-stop" e levou muita gente nesse movimento. Na Bovespa o dia foi de mais quedas porém com uma recuperação no final do pregão após o teste na região dos 65.2k que é o último suporte antes dos 64k. Vendedores seguem fazendo a festa, o mercado está muito "fácil" pra eles.


Em Wall Street as bolsas subiram mesmo com o anúncio de que a economia norte-americana cresceu 1,8% no primeiro trimestre de 2011, contra expansão de 3,1% no quarto trimestre do ano passado (o número veio abaixo do esperado pelo mercado de 2%). Dow Jones vai subindo. Pela análise técnica, após o rompimento do último topo histório deste ano o índice já subiu mais de 300 pontos já chegando perto dos 12.8k.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Afrouxamento monetário vai continuar

O Federal Reserve (FED - banco central norte-americano) anunciou hoje que vai de manter a taxa de juros do país num intervalo entre 0 e 0,25%. O BC americano sinalizou também que não tem pressa de aumentar a taxa (deverá permanecer neste patamar por um bom tempo ainda) e confirmou que o programa de recompra de 600 bilhões de dólares (quantitative easing 2) em títulos do Tesouro segue normalmente até junho/2011. É tudo que os investidores queriam ouvir, o banco central norte-americano sinalizou que vai manter a política monetária frouxa mesmo depois de encerrar o programa de compras de títulos.

A projeção do PIB norte-americano de 2011 caiu para faixa de 3,1% a 3,3% . Para 2012, o FED espera alta do PIB entre 3,5% e 4,2%. Apesar desta desaceleração econômica, o FED melhorou sua expectativa sobre o emprego e calcula que este ano a taxa de desemprego estará entre 8,4% e 8,7%, a projeção feita anteriormente era de 9%. Com isso Wall Street tem motivos para continuar subindo por mais dois meses ainda, Dow Jones fechou em alta de 0,76% mantendo a boa pernada de alta iniciada em 11.6k (quase 1.000 pontos em um mês).


As notícias do Banco Central norte-americano agradam os investidores de lá, diferentemente do que acontece aqui no Brasil. As notícias do nosso Banco Central desagradam o mecado, hoje por exemplo fomos informados que o saldo das operações de crédito do sistema financeiro, incluindo recursos livres e direcionados, atingiu R$ 1,752 trilhão em março, com elevações de 1% no mês, 2,7% no trimestre e 20,7% em doze meses. Este resultado de 20,7% ficou bem acima do considerado ideal pelo Banco Central (que é de 15%) e mostra que as medidas macroprudenciais não fizeram efeito algum, pois o crédito continua farto e só aumentando.

Na Bovespa a força vendedora apareceu se impondo contra a tendência de alta no mercado internacional. As vendas impediram o Ibovespa de seguir os movimentos de Wall Street e Europa, mostrando que nosso mercado é predominantemente vendedor (desde novembro do ano passado). Qualquer alta não passa de um mero repique para novas entradas de operações vendedoras. O índice foi jogado direto para linha de suporte em 66k confirmando o pullback na LTA do triângulo ascendente, pode haver um respiro nesta região mas a tendência continua sendo de baixa.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Um coro contra a inflação

Na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a presidente Dilma e demais autoridades da equipe econômica do governo fizeram um verdadeiro coro contra a inflação. Todo mundo alinhou o discurso frisando que o governo não vai medir esforços para combater a inflação e muito menos permitir que esta escape de controle. A crítica feita na análise de ontem ("Sobram palavras, faltam atitudes") refere-se exatamente ao que aconteceu hoje, esse discurso ensaiado do governo que promove uma propaganda de uma situação que não é respaldada pelas atitudes e medidas de nossos representantes políticos. Não convém entrar nesse assunto novamente pois ficará muito repetitivo, basta ler a análise de ontem para que você leitor formule sua própria opinião.

Um assunto que merece destaque (sua abordagem foi inclusive solicitada por um de nossos leitores) é o superávit primário (receita maior do que a despesa) de R$ 9,34 bilhões em março. Sem dúvida a primeira vista é um ótimo resultado e primordial para o Brasil manter sua nota de classificação de risco. Podemos dizer então que o governo economizou 9,34 bilhões no mês de março? Infelizmente não. O aumento do superávit primário é decorrente do aumento da arrecadação do governo federal, as receitas aumentaram e estão aumento bastante devido ao aumento de impostos ocorridos no início deste ano e ao ingresso de um número expressivo de pessoas à nova classe média brasileira (que paga mais impostos). Além é claro do crescimento econômico que proporciona sempre um aumento geral na arrecadação.

Portanto, a máquina pública continua funcionando a todo vapor e para manter a inflação sob controle é necessário diminuir a velocidade desta máquina pública, que por sua vez não foi incluída no plano de corte orçamentário deste. É importante manter o superávit primário, desde que seja sustentado pelo controle nos gastos públicos e não pelo aumento na arrecadação, caso contrário a inflação continuará pressionada.

O coro afiado das autoridades políticas não animou o mercado nacional, o investidor ainda olha com desconfiança a eficácia da política econômica brasileira. Nos mercados internacionais o rítimo de alta foi bem mais puxado do que o nosso. Dow Jones fechou em alta de 0,9% após acionar pivot de alta e já realizou o teste na próxima zona de resistência aos 12.6k, tendência de alta inquestionável no médio prazo.


Na Bovespa a situação é totalmente diferente. A alta por aqui foi muito tímida e com volume abaixo do normal mais uma vez. Reparem que o Ibovespa não conseguiu voltar para dentro do triângulo ascendente e este movimento ainda pode ser caracterizado como pullback. A força vendedora entrou na parte da tarde impedindo um bear trap, o mercado segue aberto e a briga vai continuar amanhã para definição da tendência de curtíssimo prazo.


ATENÇÃO PARA O SORTEIO DO LIVRO:

Nesta sexta-feira faremos o sorteio do livro: "Vamos Falar de Dinheiro?" Para participar basta seguir o Finanças Inteligentes no twitter e retuitar a frase: Vamos Falar de Dinheiro? Concorra ao livro e administre suas finanças! Parceria @FinancasInt e @novateceditora http://kingo.to/zBW

Para maiores informações sobre o livro e o sorteio, clique aqui

Boa sorte!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sobram palavras, faltam atitudes

Lamentavelmente estamos assistindo a um espetáculo de declarações contraditórias por parte de nossos representantes políticos no país, a situação infelizmente está chegando ao nível do ridículo. Após o aumento tímido de 0,25 p.p. na taxa selic para conter a inflação galopante dos últimos meses, nossa presidente solta esta infeliz declaração: "nós temos muita preocupação com a inflação. Não haverá, em hipótese alguma desmobilização do governo diante da inflação". Todas as nossas atenções estarão voltadas para o combate acirrado à inflação". Diante desta afirmação eu pergunto:

Que palhaçada é essa? Se o governo está preocupado com a inflação e o combate será acirrado aonde estão as atitudes que respaldam as declarações feitas por nossa presidente Dilma? 0,25 p.p. a mais na taxa selic vai conseguir derrubar um IPCA acumulado de 12 meses em 6% ou IGP-M de quase 12%? Como se não bastasse o sr. Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, defendeu hoje em Brasília um maior número de contratações de servidores públicos para trabalhar dentro do BC. Isso porque o país está precisando de passar por um sério programa de corte nos gastos públicos, que inclui fortemente a folha de pagamento do governo.

As declarações de nossos representantes políticos não estão correspondendo com as atitudes dos mesmos. Mas se querem enganar a classe média brasileira fazendo-a de trouxa, estão conseguindo. O silêncio de muitos está permitindo a banalização da atual política econômica brasileira.

Passando por um giro rápido nos mercados mundiais observamos que o dia foi de baixa movimentação financeira, tanto no Brasil quanto em Wall Street (na Europa as bolsas não funcionaram) já que a agenda econômica desta semana será pesada e os investidores irão aguardar por uma sinalização no mercado. Dow Jones está conseguindo trabalhar acima dos 12.4k com mais um pivot de alta armado no gráfico diário.


A Bovespa andou de lado no pregão desta segunda-feira deixando um candle de indecisão abaixo da LTA do triângulo ascendente rompido, caracterizando um pullback até então. Mau sinal (para os comprados) porque o cenário ficou bom para o reaparecimento da força vendedora, para que isso não ocorra o mercado deverá subir amanhã em um rítimo forte para pegar os vendedores de surpresa e ganhar no stop dos bears. Difícil de isso acontecer mas não é impossível.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Banco Central vai pagar pra ver

Acabou de sair o anúncio do Copom (Comitê de Política Monetária) no qual ficou decidido elevar a taxa selic em 0,25 p.p. passando agora aos 12% a.a. A decisão foi de cinco votos a favor de um aumento de 0,25 p.p. e dois votos a favor de um aumento de 0,50 p.p. Este aumento de 0,25 p.p. confirmou as expectativas do Finanças Inteligentes que por sua vez são avaliadas de acordo com a condução da política monetária e não como eu gostaria que fosse, portanto serei obrigado a discordar desta decisão do Banco Central mesmo acertando o aumento da taxa selic.

Antes de criticar vamos dar uma lida no principal conteúdo do comunicado: "considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012".

Será que o Copom está batendo cabeça? Pelo comunicado o Banco Central reconhece o risco da inflação ao mesmo tempo em que a moderação da atividade doméstica é incerta, ressaltando ainda uma complexidade do ambiente internacional (que de complexo não tem nada, isso é apenas macroeconomia). Ora, então porque aumentar 0,25 p.p.? Se existe um risco considerável e o cenário é incerto porque vamos pagar pra ver?

Agora a sorte está lançada. É isso mesmo eu não escreví errado a estratégia de nossa política monetária é contar com a sorte, pois se a inflação não arrefecer neste segundo trimestre vamos ter problemas graves no final deste ano. Para a próxima reunião do Copom (dias 7 e 8 de junho) podemos ter um novo aumento de 0,25 p.p. devido a essa "prolongação" na estratégia de combater a inflação com a mão mais leve, sem impor rigorosidade.

Infelizmente o Banco Central está perdendo a sua credibilidade com o mercado e o Tombini aceitou de joelhos respeitar a política populista de nosso atual governo. O quadro inflacionário é bastante preocupante, no acumulado de 12 meses o IPCA está em quase 6% e o IGP-M perto dos 12% e a partir de agora só nos resta torcer.

Balanços corporativos puxam os mercados

A quarta-feira foi de alta generalizada nas bolsas mundiais, o balanço da Intel reanimou o mercado que estava decepcionado com resultados corporativos de outras organizações, a empresa registrou ganhos recordes no primeiro trimestre de 2011 e as projeções para a companhia ficaram mais otimistas para o segundo trimestre deste ano. As commodities continuam em alta e ajudaram a impulsionar os mercdos, o ouro por exemplo está batendo a cotação recorde acima de 1.500 dólares a onça-troy e o petróleo perto dos 110 dólares o barril do tipo light, negociado em Nova York. Na Europa o dia também foi de forte alta, em Londres o FTSE subiu 2,13%, em Paris o CAC avançou 2,46% e em Frankfurt o DAX teve alta de 2,98%. Na verdade os bons balanços corporativos do setor de tecnologia serviram como "desculpa" para os investidores irem as compras na bolsa de valores aproveitando a recente queda para especular num repique de alta.

Nos Estados Unidos, Dow Jones disparou e rompeu o último topo histórico deste ano (região dos 12.4k) em um forte movimento de alta caracterizando o corte da resistência amparado pelo aumento considerável de volume nas negociações. A partir de agora 12.4k atuará como região de suporte e o índice tem caminho livre para continuar subindo, apesar de já estar em zona de sobrevenda.


No Brasil o dia também foi de alta, mas se compararmos com a força dos pregões no mundo afora o movimento foi bem tímido por aqui. A alta foi de 1,36% (longe dos quase 3% de alguns mercados de países desenvolvidos) pois o índice esbarrou no target de 67.1k no qual havíamos mencionado na análise de ontem. Agora o Ibovespa tem pela frente uma LTB mais rápida que vem dos 70k, resistência dos 67.1k e média móvel simples de 50 períodos, portanto pode haver algum enrosco nesta região.


Boa Páscoa !

terça-feira, 19 de abril de 2011

Pode faltar gasolina no país do pré-sal

O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, reconheceu nesta terça-feira que pode faltar gasolina em alguns postos do país por causa da escassez de etanol. O problema é o alto preço do etanol anidro, que é misturado à gasolina, o preço disparou nas últimas semanas devido a diminuição da oferta de cana na entressafra. O etanol anidro tem que ser misturado na proporção de 25% à gasolina, como a oferta de etanol diminuiu (pois os produtores resolveram vender açúcar) o preço do litro do etanol não para de subir no mercado, lembrando os velhos tempos de inflação no Brasil, na semana passada por exemplo o litro do etanol anidro era negociado a R$ 2,10 e hoje ele está na casa dos R$ 2,80 a R$ 3,00.

Nas áreas mais isoladas do país pode haver escassez de combustível e isso é ridículo para um país que é uma potência petrolífera no mundo. O governo é claro joga a culpa no produtor de cana-de-açúcar, mas vamos refletir, se você fosse usineiro venderia etanol com o preço do açúcar disparando mundo afora? É claro que o usineiro vai vender para o mercado mais rentável e mais lucrativo para ele. Mas existe sim um grande culpado por toda essa alta no preço dos combustíveis: ingerência administrativa. Total falta de visão e projeção do mercado por parte de nossas autoridades governamentais, ao invés de ficar culpando produtores e o mercado de commodities o governo deveria falar menos e agir mais, pois é vergonhoso faltar gasolina em um país que é uma potência do petróleo.

No mercado de capitais o dia foi de reajuste técnico nas bolsas mundiais. Após a pancada de segunda-feira os mercados respiraram e entraram em um repique de alta. Dow Jones conseguiu se firmar acima da média móvel simples de 50 períodos, porém ainda está abaixo da linha central de bollinger. Bandas de bollinger estão se encurtando, em breve vai haver movimento forte para algum lado.


Na Bovespa o dia não foi diferente. Repique puxado basicamente pela Petrobras e OGX, papéis com alto nível de sobrevenda. Este repique de alta garantiu a retomada do suporte na região dos 66k, em tese o movimento ainda tem espaço para se aproximar da linha central de bollinger e LTB curta que vem do topo secundário em 70k. Primeiro target do repique seria na região dos 67.1k com suporte nos 66k.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Maior economia do mundo em perspectiva negativa

A agência de classificação de risco, S&P (Standard Poor´s) afirmou hoje que a nota soberana de longo prazo dos EUA permaneceu em "AAA" mas a perspectiva do rating foi revista de "estável" para "negativa". Uma alteração de perspectiva para negativa é meio passo para um provável rebaixamento da nota no futuro. "Mais de dois anos depois do começo da crise recente, os formadores de política dos EUA ainda não chegaram a um acordo sobre como reverter a recente deterioração fiscal ou solucionar as pressões fiscais de longo prazo", afirmou a S&P. A dívida do governo americano está girando em torno de 14 trilhões de dólares e o défict orçamentário dos Estados Unidos está passando de 10% do PIB. São valores estrangulantes que exigem uma resposta rápida de ajuste fiscal do governo que não foi feita até hoje.

Levando em consideração que o sistema financeiro norte-americano ainda está longe de ser regulado, que a administração Obama mostrando sua incompetência para resolver problemas comuns em qualquer economia problemática tal como déficit orçamentário, desemprego e crescimento econômico, uma nota "BBB" estaria de ótimo tamanho para a maior economia do planeta. Dow Jones fechou em queda expressiva com aumento de volume, indicando que a tendência de baixa no curto prazo pode estar apenas começando.


Outros fatores também impactaram negativamente os mercados nesta segunda-feira. A China elevou os níveis de depósitos compulsórios dos bancos pela quarta vez este ano, para tentar conter a inflação. Na Europa, investidores também repercutiram declarações de autoridades econômicas da zona do euro de que a Grécia pode ser forçada a uma reestruturação de sua dívida. A soma de todas essas notícias ruins foram suficientes para derrubar o Ibovespa aos 65.4k, em uma queda de quase 2%.


O gráfico do índice está horroroso (para compradores), com uma sequência de pancadas que vem desde os 70k, não respeitando nenhuma linha de suporte nem mesmo a forte região dos 66k, que segurou o índice por mais de um mês no passado recente. As bandas de bollinger estão se abrindo dando espaço para o movimento de baixa e com isso a região dos 64k passa a ser a principal linha de suporte para evitar uma débâcle até os 60k. O nível de sobrevenda está alto e podem haver repiques, porém a tendência principal continua sendo de baixa.

Para finalizar gostaria de deixar uma observação para reflexão. Um dos ativos TOP 5 mais líquidos do Índice Bovespa (OGXP3) despenca 17% em um só dia é um péssimo sinal para a bolsa. Se força vendedora consegue derrubar um papel de grande volume financeiro dessa forma imaginem o que não podem fazer com outros papéis de liquidez menor? Isso só confirma que estamos vulneráveis a meia dúzia de grandes players no mercado.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

0,25 ou 0,50?

A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) está marcada para quarta-feira da semana que vem e as apostas de aumento na taxa básica de juros estão divididas entre 0,25 e 0,50. Há quem acredite que o taxa selic vai sofrer um aumento de 0,50 pontos base, o que seria o mais correto a se fazer na atual circunstância, porém devido as últimas declarações das autoridades monetárias no país parece que há uma pressão interna (dentro do governo) para que a taxa seja elevada em 0,25 pontos base e fim de aperto monetário.

Durante o seminário de Perspectivas Econômicas para a América Latina, promovido pelo Brookings Institution, em Washington, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reafirmou que a inflação irá se convergir para o centro da meta (4,5%) somente em 2012. Tombini também abordou o problema do excesso de crédito no Brasil. O Banco Central já adotou medidas para tentar conter o rápido aumento que facilita o consumo e, consequentemente, aumenta o risco de inflação, porém as medidas macroprudenciais não fizeram o efeito desejado. "O que vimos ultimamente é que muito dinheiro está sobre a mesa, e esse dinheiro forneceu um impulso ao crescimento do crédito no Brasil. Em uma velocidade que achamos está maior do que o que seria adequado", afirmou.

Parece que o governo brasileiro está mais preocupado em reduzir o crédito do que aumentar a taxa básica de juros. Vamos tirar esta dúvida na semana que vem, independente se o aumento for de 0,25 ou 0,50 pontos base na taxa selic o importante (espero eu) é que o governo tenha um plano B, caso sua estratégia não funcione conforme desejado.

Uma semana antes da reunião do Copom o índice bovespa desaba 2,96% confirmando mais um topo descendente no gráfico semanal. Reparem que a formação de topos e fundos descendentes está bem definida no índice, todos os topos quando foram confirmados houve perda da linha central de bollinger. As projeções para o médio prazo continuam não sendo boas, podemos visitar 64k em algumas semanas. Repiques no curto prazo ião acontecer mas a tendência de baixa continua inalterada.


Dow Jones fechou a semana com um doji de indecisão em cima da linha do seu último topo histórico deste ano, pode abrir oportunidades para novas operações vendedoras com esta configuração gráfica, reparem que o índice de força relativa já apresenta divergência de baixa no semanal. De qualquer forma no médio prazo o cenário é totalmente diferente do Ibovespa, lá a tendência de alta continua inalterada.


Na Alemanha (principal mercado financeiro europeu) podemos observar que o DAX fechou a semana em leve baixa retestando a linha central de bollinger rompida há duas semanas atrás. As agências de classificação de risco estão cortando notas de bancos e países com problemas fiscais, Irlanda, Portugal, Grécia continuam em situação delicada e o mercado começa a perceber que a única saída para estes países é reestruturar toda a dívida.


Na Ásia a semana foi de agenda cheia. Por lá o PIB da China mostrou expansão de 9,7% no 1º TRI/2011, em relação ao 1º TRI/2010. Na comparação com o trimestre anterior o crescimento foi de 2,1%, arrefecendo ligeiramente ante o último trimestre do ano passado (quando cresceu 2,4%). Enquanto isso, os índices de preços se mantiveram pressionados, em março o índice de preços ao consumidor alcançou alta de 5,4% em relação a março de 2010, ao passo que o índice de preços ao produtor registrou alta de 7,2% na mesma base de comparação. A inflação na China continua puxada e podemos ter mais aumento na taxa básica de juros e depósito compulsório, como vem ocorrendo nos últimos meses.

Coincidentemente o cenário de alerta para inflação chinesa ocorre justamente quando a bolsa de Xangai está próxima de testar a LTB do grande canal de baixa de longo prazo. O índice já está sobrecomprado e deverá encontrar resistência na região dos 3.100 pontos.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Resultados voltam a preocupar

Começou mal a temporada de balanços do 1ºTRI/2011 nos Estados Unidos, hoje foi a vez da Google informar que teve um lucro líquido de US$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre deste ano (7,04 dólares por ação), abaixo das expectativas dos analistas que giravam em torno de 8,10 dólares por ação. Os papéis da google despencaram mais de 5% no after market da Nasdaq. Outro fator preocupante são os indicadores norte-americanos,  duas pesquisas divulgadas hoje por exemplo  mostraram aumento nos pedidos semanais de auxílio-desemprego e alta na inflação. O crescimento econômico dos Estados Unidos no primeiro trimestre deste ano poderá surpreender negativamente o mercado e isso acaba jogando mais lenha na fogueira sobre a continuação do programa de estímulo econômico do FED (banco central norte-americano) que tem data de vencimento em junho deste ano. A continuação deste programa não é bem vista pelo mercado já que o custo é alto e os benefícios são baixos.

O FED vai ter que lidar com dois problemas a partir de agora, o emprego não está tão forte quanto se esperava e o núcleo de inflação está diferente do que se gostaria, são palavras do Sr. Mohamed El-Erian no qual eu assino em baixo. Pra quem não sabe El-Erian é diretor do Pacific Investment Management Co. (Pimco), maior gestora de renda fixa do mundo. Em Wall Street o dia foi de recuperação após as perdas iniciadas no início do pregão, Dow Jones fechou com mais um doji (que poderia ser um martelo não fosse o pavio superior) em cima da linha central de bollinger mostrando indecisão no curto prazo para continuar o movimento de baixa.


No Brasil o mercado continua sofrendo com as indecisões sobre a política monetária do governo. Após o fechamento do pregão desta quinta-feira o Sr. Mantega finalmente reconheceu que é difícil frear a inflação e segurar o dólar, é claro depois de tomar um baile do mercado. "Você não explode uma bomba nuclear porque se não os efeitos colaterais são piores que a medida em si", disse Mantega em sua criativa linha de racioncínio.

O Ibovespa fechou em baixa mas realizou com sucesso o teste na linha dos 66k no qual destacávamos nas análises anteriores. No curto prazo chegamos então ao limite para o reaparecimento da força compradora, o mercado já está quase implorando por um repique de alta e se este não aparecer as vendas podem se intensificar cada vez mais com objetivo nos 64k em algumas semanas.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O poder do índice futuro

Atualmente quem está mandando e desmandando na Bovespa é o mercado de índice futuro, essa minha suspeita foi confirmada hoje com o vencimento de contratos de Ibovespa futuro e de opções sobre o índice. Há 6 dias atrás o índice bovespa operava na casa dos 70k, desde então o mercado sofreu uma forte virada de mão pegando muita gente de surpresa derrubando o índice para a casa dos 66.4k nesta quarta-feira. Você sabe porque? Proximidade do vencimento do índice futuro. A força do mercado está aí, grandes players conseguem alavancar fortemente nos futuros e utilizam o mercado a vista para "balizar" este movimento, para isto basta bater nas principais blue chips (que tem grande peso sobre o índice) no mercado a vista.

Hoje foi o vencimento dos contratos de índice futuro e as operações vendedoras prevaleceram sobre o mercado, isto é, quem vendeu nos futuros está embolsando lucros. A posição vendida por parte do investidores estrangeiros no índice futuro tinha quase dobrado no pregão de ontem. Na próxima segunda-feira é a vez do vencimento de opções sobre ações e a volatilidade deverá permanecer até lá. Olhando para o gráfico do Ibovespa podemos perceber que a LTA que vem do fundo em 64k foi perdida deixando o trabalho de suporte para acionar um repique de alta na região dos 66k.


Nos Estados Unidos tivemos o famoso Livro Bege, o relatório elaborado pelo Federal Reserve (banco central norte-americano), apontando que continua o processo de recuperação da economia, mas a autoridade monetária ressaltou que o encarecimento das commodities já começou a pressionar os preços domésticos. Com isso Dow Jones interrompeu sua trajetória de baixa no curto prazo soltando um doji de indecisão em cima da linha central de bollinger, MACD continua descendente indicando mais queda para o curto prazo.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Fukushima = Chernobyl

As autoridades japonesas elevaram o grau de seriedade do acidente nuclear do complexo de Fukushima no Japão, passando para nota 7 (a classificação mais elevada), com isso o desastre nuclear de Fukushima foi equiparado ao de Chernobyl, de 1986. A notícia levantou a preocupação de que o Japão prejudique a recuperação econômica global e afete a demanda por commodities. No caso do petróleo, a commoditie tombou na bolsa de Nova York, fechou em baixa de 3,34% cotada a 106,25 dólares o barril. A verdade é que o fato do governo japonês ter elevado o grau de seriedade do acidente nuclear na usina de Fukushima não altera em nada as informações que o mercado já tinha em mãos. Era óbvio que tamanha calamidade ocorrida no Japão iria(irá) afetar a economia do país, possivelmente entrando em um processo recessivo durante esse ano em um cenário de pré-reconstrução/recuperação.

Portanto esta notícia do Japão foi apenas um motivo para o mercado virar a mão nesta terça-feira. Bolsas ao redor do mundo inteiro caíram porque estão sobrecompradas, em Wall Street por exemplo  Dow Jones caiu 0,95%, S&P500 perdeu 0,78% e Nasdaq fechou em queda de 0,96%. Reparem que Dow Jones não conseguiu se manter acima do último topo histórico e confirmou topo duplo na região dos 12.4k mudando a tendência que era de alta para baixa no curto prazo. A alteração de movimento do MACD, conforme destacava nos gráficos anteriores, cantou a reversão de tendência antecipadamente


Na Bovespa o tranco foi 10 vezes pior. Isto porque os grandes players jogaram mais um bulltrap no mercado, veja o círculo no gráfico sinalizando o falso rompimento do triângulo ascendente que foi revertido somente depois de ter subido quase 2 mil pontos no índice. Uma verdadeira virada de mão que bateu carteira de muitos investidores que operavam na ponta compradora de curto prazo. No momento as quedas foram interrompidas no teste da LTA que vem do fundo em 64k e ficando acima dos 66k já seria um bom negócio para quem insiste nas operações compradas.


No front econômico doméstico tivemos uma boa notícia sobre a vinda da empresa taiwanesa Foxconn que investirá 12 bilhões de dólares no Brasil nos próximos cinco anos para produzir displays, os Ipads também serão fabricados no Brasil a partir de novembro deste ano. O projeto da Foxconn envolve a contratação de 100 mil funcionários, deste montante 20 mil serão engenheiros.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Inflação preocupa o mercado

O mercado além de estar mais realista se mostra mais preocupado com a inflação do que o próprio Banco Central. Há muito tempo vários analistas vem cobrando uma atuação mais firme do Banco Central (inclusive aqui no Finanças Inteligentes), no combate à inflação que mais uma vez está começando a sair de controle. Hoje o boletim Focus elevou sua projeção para o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) deste ano, passando de 6,02% para 6,26%, isto é, totalmente fora da meta de 4,5% e perto do limite máximo de 6,5%. Já pelo IGP-M a expectativa de alta para este ano passou de 6,96% para 7,04%.

O novo ajuste para cima das expectativas de inflação para este ano impactou os negócios na Bovespa, uma das grandes preocupações do mercado é se o governo vai conseguir frear o avanço da inflação cujos os sinais já começam a ficar preocupantes. O giro financeiro do pregão foi muito fraco, 5,477 bilhões devido a agenda desta semana que está carregada, os investidores estão aguardando por algum sinal nos indicadores da semana para definir quais estratégias serão adotadas. Olhando pelo gráfico abaixo podemos perceber que o índice não respeitou a linha de suporte em 68.2k que teoricamente teria que segurar o movimento de baixa para caracterizar um pullback do triângulo ascendente rompido. Amanhã obrigatoriamente o índice terá que subir para recuperar essa importante região dos 68.2k, caso contrário será mais um bull trap clássico do mercado.


Em Wall Street os investidores parecem estar tomando a mesma estratégia, aguardar os indicadores para definir as estratégias para esta semana. O volume de negócios mais uma vez foi muito baixo e Dow Jones acabou andando de lado deixando mais um doji de indecisão na linha de seu topo histórico deste ano. Apresenta uma divergência de baixa pelo MACD, portanto todo cuidado é pouco para esta semana.


Finalizando, o FMI soltou um relatório sobre as perspectivas econômicas mundiais nesta segunda-feira apontando que o crescimento mundial este ano deverá ser em torno de 4,4%. Sobre o Brasil o documento afirma que o país verá seu crescimento desacelerar nos dois próximos anos, 4,5% em 2011 e 4,1% em 2012. Neste relatório, a instituição internacional adverte que, embora as perspectivas para o Brasil e outros países exportadores de matérias-primas geralmente sejam positivas, existem sinais de superaquecimento.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vamos falar de dinheiro?

ATENÇÃO PARA O SORTEIO DO LIVRO!

Será realizado no dia 29/04/2011, sexta-feira. Para participar basta seguir o Finanças Inteligentes no twitter e retuitar a frase: Vamos Falar de Dinheiro? Concorra ao livro e administre suas finanças! Parceria @FinancasInt e @novateceditora http://kingo.to/zBW

Boa sorte!


Livro: Vamos falar de dinheiro? Uma conversa franca sobre atitude, comportamento, planejamento financeiro e sucesso nos investimentos.
Autor: Conrado Navarro
Editora: Novatec


Vamos falar de dinheiro é o livro do Conrado Navarro, criador do blog Dinheirama, referência em educação financeira no Brasil. O livro é altamente recomendado para quem tem dificuldades em lidar com suas finanças pessoais, aborda diversos assuntos relacionados ao mundo das finanças, investimentos, economia e independência financeira. Através de uma série de perguntas e respostas o autor vai esclarecendo as dúvidas de vários leitores e consequentemente a sua também. Dúvidas relacionadas a educação financeira? Como fazer um orçamento e planejamento de gastos? Está endividado, o que fazer? Dúvidas sobre aquisição de carros e imóveis? Quer ter uma aposentadoria tranquila? A resposta que você procura pode estar neste livro.

Quem disse que o preço da gasolina não vai aumentar?

A presidente Dilma querendo ou não o preço da gasolina já está subindo, basta observar nos postos de combustíveis que já houve aumento no preço da gasolina, lentamente o preço vai subindo e você vai sendo enrolado por acreditar no que o governo está dizendo. Com o preço do barril de petróleo subindo há várias semanas sem mostrar sinal de correção mais forte a Petrobrás vem pleiteando um reajuste mas o governo está "barrando", na verdade isso tudo parece mais um jogo de cena para o governo não perder sua popularidade. Mesmo sendo um dos grandes produtores de petróleo no mundo o Brasil apresenta uma das gasolinas mais caras entre os grandes produtores, justamente porque a carga tributária sobre o combustível aqui é muito alta.

O aumento da gasolina está sendo provocado por dois motivos: primeiro no mercado externo, o preço do barril de petróleo não para de subir, segundo devido a recente disparada no preço do álcool nas bombas, consequência da valorização do açúcar no mercado internacional. A produção foi menor e o preço internacional do açúcar está muito competitivo. As destilarias preferem portanto produzir açúcar, e não etanol. Olhando para o gráfico do petróleo tipo light, negociado em Nova York, podemos verificar que o preço do barril já passa da casa dos 113,00 dólares rompendo último topo ascendente. Reparem que essa disparada começou em fevereiro, portanto já são dois meses de alta, os preços já estão trabalhando em outro patamar.

 
No cenário interno, o principal índice das ações brasileiras fechou em baixa nesta sexta-feira, com a incerteza do mercado quanto a futuras medidas do governo sobre inflação e câmbio intensificando a realização de lucros em diversos ativos do Ibovespa. A falta de clareza sobre a trajetória da política monetária está deixando muitos investidores com o pé atrás, inclusive os estrangeiros. Quem está sustentando as compras nas últimas semanas na Bovespa são os investidores institucionais. Sabe-se lá qual estratégia estão utilizando, talvez estejam protegidos com hedge nos futuros. No gráfico semanal do índice bovespa podemos reparar o candle perto da LTB que vem do TH que pode sugerir topo no curto prazo, será crucial não perder os 68.2k na semana que vem, caso contrário as vendas poderão aumentar de intensidade.


Em Nova York a semana foi de poucas oscilações, Dow Jones quase não saiu do lugar e acabou deixando um doji de indecisão na linha de seu último topo ascendente. Pode sugerir uma nova realização de lucros na semana que vem, mas de qualquer forma a tendência de alta no médio prazo segue firme.


Na Europa a queda foi maior com a crise nuclear japonesa e conflitos no mundo árabe portanto a recuperação está um pouco mais atrasada em relação a Wall Street. DAX (Alemanha) ainda tem espaço para buscar o seu último topo ascendente, já são 3 semanas seguidas de altas consecutivas trabalhando agora acima da linha central de bollinger.


No mercado asiático a bolsa de Xangai conseguiu anular o candle da última semana e fechou com uma bela alta chegando próximo da resistência de sua LTB do grande canal de baixa. As bandas de bollinger estão se abrindo sugerindo que o movimento deverá continuar na próxima semana, a pernada de alta foi iniciada aos 2.700 pontos e o índice já trabalha na casa dos 3.000 pontos, "estranhamente" nosso mercado não acompanhou devidamente a puxada dos emergentes nos últimos meses.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mantega anuncia mais um aumento de imposto

É tanto imposto que até o Sr. Guido Mantega, ministro da Fazenda, se confunde. Estamos passando por uma maratona irresponsável de aumento de impostos promovido pelo governo para sustentar a péssima gerência administrativa de nossas contas públicas. De nada adianta cortar o Orçamento da União em 50 bilhões se os impostos não param de subir. O ministro da Fazenda anunciou hoje que vai aumentar para 3% ao mês o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incide sobre todas as operações de crédito para pessoa física. Acontece que o ministro cometeu um erro grave ao falar que a taxa seria ao mês, sendo que na verdade a taxa é ao ano, imagine você pagar 3% a.m. só de IOF para operações de crédito em seu banco? Você quebra antes de terminar de pagar a dívida. Logo após o anúncio o Ministério da Fazenda corrigiu a informação dada inicialmente pelo ministro Guido Mantega, o IOF passará de 1,5% para 3% ao ano.

Segundo Mantega, a medida visa a reduzir o consumo e consequentemente a taxa de inflação. O ministro ressaltou que o novo imposto não incidirá sobre o crédito para empresas e investimentos. O crescimento do crédito continua alto no Brasil mesmo com as medidas macroprudenciais anunciadas pelo governo no final de 2010, tal como aumento do depósito compulsório. Na verdade se combate inflação com aumento da taxa básica de juro, a famosa selic, mas o governo "não pode" aumentar muito a selic pois vai gerar impactos significativos no crescimento econômico além de atrair ainda mais dólares para a renda fixa brasileira. Chega a ser repetitivo mas se o governo controlasse seus gastos, realizasse as reformas necessárias e investisse mais em infraestrutura e educação esses problemas não estariam fazendo parte de nosso cotidiano hoje em dia. O governo não faz a sua parte e além disso quem acaba pagando as contas somos nós mesmos, o IOF para as operações de crédito no banco vai dobrar a partir de amanhã.

O ministro também afirmou que o governo não vai perder o controle da inflação, vamos então avaliar se a inflação está sob controle? O acumulado do IGP-M nos últimos 12 meses já está nos 11%, já o IPCA dos últimos 12 meses está em 6,3%, isto é, totalmente fora do centro da meta de 4,5% e perto do limite máximo de 6,5%. A situação está ficando cada vez mais séria com aumentos abusivos de impostos e inflação acelerada saindo de controle.

No mercado de capitais o Ibovespa oscilou bastante no intraday mas conseguiu fechar acima dos 69k deixando um candle de indecisão que pode significar retomada da tendência de alta no curto prazo. Porém com essas constantes intervenções do governo na economia, e com o dólar caindo em rítimo acelerado fica difícil traçar um cenário mais objetivo para o curto prazo pois estamos no Brasil e aqui tudo pode acontecer da noite para o dia.


No cenário externo as bolsas operavam em alta devido as boas notícias do mercado de trabalho norte-americano e também repercutindo o pedido de socorro do governo português ao fundo da União Europeia anunciado na noite de ontem, mas o mercado virou a mão após anúncio de que um novo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o norte do Japão. Com isso Dow Jones fechou em leve baixa se mantendo acima da região dos 12.4k (último topo histórico deste ano).

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Terrorismo desnecessário

Foi anunciado pelo governo em pleno horário de pregão que hoje às 18h30 o Sr. Guido Mantega, Ministro da Fazenda, iria fazer o anúncio de novas medidas cambiais. O mercado já operava em leve baixa devido a resistência dos 70k, porém após este anúncio o rítimo de queda se acelerou consideravelmente na Bovespa e no mercado de câmbio o dólar que chegou a perder os 1,60 virou a mão e passou a subir. O temor dos investidores era de um possível aumento no imposto sobre a aplicação de estrangeiros em ações ou mesmo o anúncio de algum tipo de quarentena. Investidores com receio das medidas que seriam anunciadas começaram a vender seus papéis sem saber ao certo o que estava para acontecer, a ansiedade estava tomando conta do mercado.

Com os mercados já fechados o governo anunciou a tal medida: ampliação da cobrança de 6% do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre os empréstimos de bancos e empresas brasileiras no exterior com prazos inferiores a 720 dias. Na semana passada, o governo havia tornado a cobrança obrigatória para as operações inferiores a 360 dias. Ou seja, a tão temida medida de intervenção no câmbio era apenas uma ampliação do prazo de 360 para 720 dias sobre a cobrança de IOF de empréstimos feitos no exterior. "O objetivo é reduzir o ingresso de dólares no país e evitar uma valorização excessiva do real", afirmou Mantega.

A eficácia desta medida (assim como as outras) é absolutamente nula. Há mais de um ano que o governo está tomando medidas de intervenções no câmbio e elas não estão surtindo efeito, o dólar está caindo porque é uma tendência mundial e não só porque a economia brasileira está forte (economia forte = moeda forte). Para minimizar os efeitos do câmbio e não derrubar a nossa indústria de vez é necessário que o governo realize as reformas tributárias e trabalhistas, aumente o investimento em infraestrutura, controle a inflação e controle os gastos públicos. Essas medidas já foram discutidas aqui insistentemente mas o governo insiste em levar para o outro lado, enquanto isso o mercado continua a mercê do terrorismo desnecessário proporcionado pelas expectativas de novas intervenções cambiais.

A queda de 1,15% do Ibovespa engolfou dois candles de alta dos últimos dois pregões e soltou uma marca de topo na linha dos 70k. Com esta configuração fica o espaço para pullback na linha de resistência do triângulo ascendente rompido nos 68k, mas como o mercado estava esperando uma bomba do Mantega e veio um estalinho pode ser que o índice volte a subir amanhã.


Em Nova York o dia foi de leve alta mas com Dow Jones realizando um movimento importante, rompendo o último TH com aumento de volume. Mercado totalmente técnico, respeitou a última resistência em 12.4k (TH) e furou com aumento de volume, investidores estrangeiros que estão pulando fora da Bovespa e indo para Wall Street estão rindo até as orelhas.

terça-feira, 5 de abril de 2011

FED está dividido

A divulgação da última ata de reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (FED - Banco Central norte-americano) indicou que os membros do comitê estão divididos em relação ao momento adequado para acabar com o afrouxamento monetário adotado para estimular a economia, o famoso quantitative easing. Alguns membros acreditam que a estratégia de saída deve começar a ser executada ainda este ano, outros afirmam que as medidas de incentivo devem continuar se estendendo para depois de 2011. O documento do FED também mostrou que a recuperação econômica dos Estados Unidos continua avançando num ritmo "moderado" e destacou o impacto negativo da elevação dos preços das commodities nas expectativas de inflação, nos gastos dos consumidores e nos investimentos das empresas.

Wall Street não gostou do que viu na ata do FED mas as bolsas até que conseguiram segurar uma queda maior. Dow Jones fechou em baixa de 0,05%, S&P500 recuou 0,02%, mercado ficou praticamente de lado nesta terça-feira, até mesmo na Europa as bolsas andaram de lado ou fecharam levemente negativas mesmo com o corte do rating de Portugal pela Moody's. O índice Dow Jones continua testando a zona de resistência do seu TH em 12.4k e deixou um candle de indecisão demonstrando certo esgotamento da pernada de alta que se iniciou em 11.6k.


No Brasil tivemos a notícia de que o BNDES deverá reduzir a concessão de financiamentos neste ano em cerca de R$ 30 bilhões ante os volumes liberados em 2010, na prática não altera em muita coisa pois esses 30 bilhões a mais do ano passado referem-se ao processo de capitalização da Petrobrás. Na bolsa paulista o dia foi de leve alta que foi barrada pela região dos 70k, conforme podemos observar logo abaixo


Por enquanto o teste sem rompimento é um movimento perfeitamente normal dada a importância psicológica deste patamar. Já que os indicadores demonstram um nível alto de sobrecompra, todo o cuidado é pouco nesta região, uma realização de lucros de curto prazo seria o ideal para tentar um rompimento, apesar de que a puxada do Ibovespa está bonita, cortando bollinger superior e renovando máximas dia após dia.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fitch eleva rating do Brasil e Murilo é o novo presidente da Vale

A agência de classificação de risco Fitch aumentou o rating do Brasil em 1 degrau, passando de "BBB-" para "BBB" com perspectiva estável. De acordo com o comunicado a mudança no rating reflete o crescimento potencial do Brasil para os próximos anos, políticas macroeconômicas bem ancoradas e sinais de contenção fiscal pelo novo governo. O presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, avaliou que a melhora da classificação brasileira representa “reconhecimento da consistência da política econômica ao longo dos anos e da melhora de seus fundamentos, alcançada por meio das políticas de metas de inflação, câmbio flutuante, acúmulo de reservas internacionais, responsabilidade fiscal e solidez do sistema financeiro". Merecem destaque na declaração de Alexandre Tombini a solidez no sistema financeiro, câmbio "teoricamente" flutuante e melhora dos fundamentos da economia brasileira.

A elevação do rating não alterou em muita coisa no cenário atual para o mercado nacional e não causou euforia na Bovespa, justamente porque não alterou o perfil de grau de investimento do Brasil. Conforme podemos observar logo abaixo no gráfico do Ibovespa os padrões técnicos acabaram se sobressaindo devido a proximidade com a região de resistência psicológica nos 70k. É natural que ocorra uma correção dos preços no curto prazo ("parada para respirar"), mesmo porque o índice está subindo a cinco dias seguidos.


Uma notícia de última hora que será avaliada friamente pelo mercado amanhã é o anúncio do novo presidente da Vale. Fontes que acompanham o processo informaram que Murilo Ferreira será o novo presidente da Vale. Murillo já chegou a comandar a Inco (mineradora da Vale no Canadá) mas saiu da empresa por motivos de saúde, ele é o candidato da presidente Dilma para sucessão do cargo. Estranhamente a forte indicação do Sr. Tito Martins para presidência da Vale não foi confirmada.

No mercado externo o dia foi de poucas referências com as bolsas oscilando pouco. Dow Jones continua encostado na zona de resistência de seu último TH e pode estar apresentando certo sinal de esgotamento, uma correção breve nos preços é totalmente viável para manutenção da tendência de alta.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dólar no radar

A moeda norte-americana será o grande destaque do mercado nas próximas semanas. Nesta sexta-feira o câmbio fechou a R$ 1,610 na compra e a R$ 1,612 na venda, esta é a menor cotação desde o dia 21 de agosto de 2008 e só nesta semana o dólar acumula queda de 2,89%. O Banco Central bem que está tentando segurar de tudo em quanto é jeito a queda  da moeda norte-americana (que é uma tendência mundial) com vários leilões de compra no mercado à vista e também no swap cambial reverso. Mas nem mesmo o  Banco Central consegue impedir a força vendedora de investidores estrangeiros e também de institucionais em nosso câmbio. Do dia 17 de março até o final do mês os investidores estrangeiros elevaram as posições vendidas de 10,16 bilhões de dólares para 17,46 bilhões de dólares, maior nível do atual ciclo de queda do dólar iniciado após a recuperação da crise global. A forte entrada de dólares no país devido à sua atratividade no mercado de renda fixa também corrobora para queda da moeda.

Quanto maior a posição vendida no dólar, maior é a pressão para derrubar a moeda e valorizar o real. As medidas de intervenções do Banco Central não estão fazendo efeito, parece que o governo definiu um novo chão para o dólar, que deve girar em torno de R$ 1,60. Portanto se na próxima semana o câmbio chegar neste patamar podemos ter surpresas com novas medidas para conter a valorização do real. Abaixo podemos observar o gráfico do dólar indexado (cesta de moedas, referência para o mundo inteiro) perdendo a mínima do mês de novembro do ano passado em clara tendência de baixa iniciada desde o mês de junho do ano passado, justamente quando começaram a jogar dólares de helicóptero na economia norte-americana. Portanto não há muito o que fazer quando a pressão para moeda cair vem da própria matriz.


Vamos agora passar por um giro rápido pelos principais mercados mundiais. Começando por Wall Street que fechou a semana impulsionada pelo Payroll, mostrando que foram criados 216 mil postos de trabalho em março nos Estados Unidos, resultado que veio acima do esperado pelos analistas. Já a taxa de desemprego ficou em 8,8% no mês passado, melhor do que o esperado pelo mercado, de 8,9%. Com isso Dow Jones fechou a semana colado na máxima e testando a região do último topo histórico com boas possibilidades de rompimento. Mercado americano segue com a tendência de alta inalterada no médio prazo.


Na Europa o desemprego nos países da zona do euro reduziu 0,1% em fevereiro, para 9,9%, de acordo com  números do Eurostat. As bolsas fecharam em alta nesta sexta-feira mesmo com os problemas de Portugal, DAX (Alemanha) fechou em forte alta rompendo a linha central de bollinger e testando a LTB que deverá ser rompida em breve. Tendência de alta também continua inalterada no médio prazo.


Na Ásia, foi divulgado que o índice gerente de compras manufatureiro da China caiu para 55,6 pontos em março contra 55,8 pontos registrados em fevereiro. A bolsa de Xangai não evoluiu muito nesta semana pois encontrou um enrosco na região dos 2.9k travando o índice, mas pelo menos não cedeu à pressão e se manteve acima da linha central de bollinger, que é um bom sinal na atual conjuntura.


No mercado nacional fechamos a semana com um bom desempenho do índice bovespa confirmando a força do movimento após o rompimento da zona de congestão entre 66 e 68k. Como ficamos bastante tempo oscilando dentro deste pequeno espaço lateral (66 a 68k) é normal uma acelerada do mercado após o rompimento pois acaba atraindo de volta o ânimo dos investidores para operar na bolsa. Observando o gráfico semanal existem boas perspectivas de teste na LTB que vem do topo em 73k, este teste será provavelmente na região dos 70k, que é também um importante patamar psicológico para definição de tendência no médio prazo.


Gostaria de encerrar a análise de fechamento da semana com um mercado que está atraindo bastante a atenção de muitos investidores no mundo inteiro. O México.


Este gráfico acima é da bolsa do México. Deu pra reparar a enorme diferença entre a bolsa do México e os demais mercados emergentes, ou até mesmo desenvolvidos? Eles já romperam o topo histórico dos 32k há muito tempo e fecharam 2010 com um belo rally de alta. Mas porque a bolsa do México está tão a frente dos demais mercados?

O México é forte candidato a se tornar um novo BRIC (atualmente composto por Brasil, Rússia, Índia e China, os motores da economia no mundo) e os investidores estrangeiros estão injetando dinheiro no mercado, por isso a bolsa está subindo tanto assim. Atualmente o México  já exporta mais do que o Brasil e Índia e tem um crescimento populacional invejável, formado por uma população predominantemente de classe média. A grande vantagem do México é ser vizinho da maior economia do mundo, destino de 80% de suas exportações. É bom ficar de olho pois estamos perdendo mercado nos Estados Unidos há muito tempo e o problema pode estar aí.
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