sexta-feira, 29 de julho de 2011

A primeira parcela do carnê

Crise fiscal nos países desenvolvidos, inflação nos países emergentes. Niguém conseguiu fugir da primeira parcela do carnê do subprime americano. Os países do hemisfério norte, que já não estavam com as contas ajustadas antes da crise de 2008, estão em pior situação devido aos insustentáveis déficits fiscais. Alguns países, como a Grécia por exemplo, gastaram tanto que suas dívidas tornaram-se impagáveis. Esses países precisaram de vender títulos da dívida pública no mercado, acima da capacidade de pagamento, para conseguir captar recurso suficiente no intuito de se injetar dinheiro na economia e sair da processo recessivo, mantendo a economia respirando. Os Estados Unidos são um caso à parte pois muitas empresas estavam envolvidas em operações de alto risco no mercado e o governo teve que agir injetando dinheiro nas grandes corporações (bancos, seguradoras e indústrias) para evitar uma falência em massa ao efeito dominó.

Antes disso, os Estados Unidos já haviam gastado muito dinheiro ao longo dos anos para financiar guerras e ações militares. Iniciadas há quase dez anos, após os atentados de 11 de setembro de 2001. Despesas com seguros-desemprego e demais benefícios sociais aumentaram bastante após o estouro da crise em 2008, que aliado à um efeito de corte nos impostos (principalmente para os mais ricos, diminuindo assim a arrecadação) levaram o país rumo aos 14,29 trilhões de dólares em dívidas a pagar.

O grande problema não está na elevação do endividamento norte-americano, que terá de ser feito a qualquer custo, mesmo que seja por decreto do presidente Obama. O ponto crucial da questão é o que virá depois? Este tema foi abordado no artigo: "Pra onde está indo a economia mundial?" e recomendamos a leitura do mesmo. "Curiosamente" o índice de volatilidade do mercado disparou esta semana conforme podemos observar logo abaixo.

O VIX é o melhor indicador de volatilidade do mercado. Quando ele sobe significa que os investidores estão mais apreensivos e com isso vendem ativos e correm para investimentos mais seguros, como o ouro por exemplo (que por sinal está batendo recordes de alta). O índice pulou de 19 para 25 pontos em apenas uma semana devido à deterioração da economia mundial, principalmente na Europa e nos Estados Unidos.


Na Europa a semana foi marcada pela avalanche de vendas nas ações das principais instituições financeiras do continente, nem os bancos ingleses foram poupados. O principal índice acionário da Europa (DAX - Alemanha) fechou a semana em baixa perto de testar a sua LTA (linha de tendência de alta) desde o fundo da crise em 3.5k.


Nos Estados Unidos, a Câmara aprovou agora pouco o projeto do lider republicano John Boehner para reduzir o déficit orçamentário do país e elevar o limite de endividamento do governo federal. O projeto é diferente do plano proposto pelos democratas e poderá ser barrado no Senado. Mesmo assim foi dado um passo importante para as negociações finais entre republicanos e democratas. Algumas alterações poderão acontecer de acordo com os interesses de cada partido, mas é a única forma de ficar pronto até o dia 2 de agosto (prazo final para eleveção da dívida norte-americana).

Dow Jones despencou nesta semana em um candle de grande expressividade. O indice chegou com muita violência para testar a LTA de longo prazo que está sustentando todo o ciclo de alta desde o fundo da crise em 6.4k. Esta linha de sustentação corre o risco de ser perdida nas próximas semanas, o que poderia marcar o fim da tendência de alta no médio/longo prazo em Wall Street.


A China, maior maior credora da dívida dos Estados Unidos (1,1 trilhão de dólares, seguida pelo Japão com 882,3 bilhões de dólares, Reino Unido com 272,1 bilhões de dólares, exportadores de petróleo com 211,9 bilhões de dólares e finalmente Brasil com 187 bilhões de dólares) pediu que o governo norte-americano adote medidas mais responsáveis a fim de proteger os interesses dos investidores nos títulos do Tesouro americano. O país está preocupado também com um novo surto inflacionário que poderá ser ocasionado em caso de um improvável calote dos Estados Unidos.

A bolsa de Xangai fechou a semana em baixa refletindo as incertezas dos investidores quanto a enorme posição da China em treasuries (títulos do tesouro americano). Este segundo candle semanal de baixa após o teste na resistência da média móvel simples de 50 períodos deverá jogar o índice para teste de uma LTA mais curtra dentro do canal de baixa de longo prazo.


A bolsa brasileira fechou a semana abaixo dos 60k e se complicou novamente pois vai se despedindo da zona de congestão de médio/longo prazo (importante ler o artigo "Tecnicamente em bear market"). A última esperança está na frágil linha de suporte em torno dos 57.6k que poderá ser testada nas próximas semanas. O índice está sob duas LTBs, sendo uma (a mais curta) bem inclinada, que aliada aos níveis de sobrevenda pode tentar ensaiar um repique para a próxima semana, se tivermos boas notícias (mesmo que temporárias) nos Estados Unidos.


A grande complicação está no gráfico mensal do índice. Esta é uma das principais razões técnicas que me impedem de dizer que chegou a hora de voltar pra bolsa visando operações de positions ou de longo prazo. São quatro candles seguidos de baixa, que se itensificaram após a perda da média móvel simples de 20 períodos (ou linha central de bollinger). As bandas de bollinger que estavam bem estreitas começaram a se abrir com os preços indo para baixo, isso é um péssimo sinal para os comprados. O aumento da volatilidade do mercado está sendo dominante pelos vendedores que vai confirmando a divergência de baixa expressada pelo MACD.


Mesmo se houver um repique de alta nas bolsas mundiais na próxima semana a situação ainda continuará delicada. A Europa foi deixada de lado pela mídia por enquanto, mas os problemas com os déficits fiscais em vários países da periferia do continente estão sem resolução e com risco de contágio do sistema financeiro via ativos podres da dívida pública de países como Grécia por exemplo. Os países emergentes não estão livres da inflação, principalmente o Brasil, com provável retomada de alta nos preços a partir do mês de setembro deste ano, devido à sazonalidade do mercado, além da bomba do salário mínimo (14% de aumento) prevista para início de 2012.

O PIB dos Estados Unidos poderia ser um respiro para um processo de ajuste no déficit. Poderia, mas saiu bem abaixo do esperado. A economia do país cresceu 1,3% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o mercado esperava avanço de 1,8%. A economia está emitindo sinais de desaceleração à juro zero com dois programas de quantitative easing concluídos. Vamos torcer para que as parcelas deste carnê não sejam tão longas.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Jogo político tem limite

Wall Street completou hoje o quinto dia consecutivo de queda devido ao impasse sobre a elevação do teto da dívida norte-americana. Os republicanos são maioria na Câmara e deverão votar hoje a noite um pacote diferente do que está sendo proposto pelo Senado, de maioria democrata. Ambos os partidos não conseguem chegar a um consenso, uma dura disputa política está em jogo (claramente visando as eleições presidenciais do ano que vem) que poderá sacrificar a economia. A maioria democrata no Senado já deixou sob aviso que não irá acatar o pacote dos republicanos se o mesmo for aprovado na Câmara hoje a noite.

Acontece que o prazo está acabando. Os incompreensíveis congressistas americanos têm até a próxima terça-feira, 2 de agosto, para resolver o impasse do teto da dívida dos Estados Unidos. Se não houver acordo, a partir do dia 3 de agosto o governo será obrigado a dar o calote. Imagine os pensionistas do Estado não recebendo o seu pagamento no início do mês, ou mesmo um cheque sem fundo do Tesouro americano na sua mão, ou então um calote nos títulos públicos? São situações totalmente fora de cogitação, em menos de um mês a economia mundial desabaria em peso se nada fosse feito.

Não há outra saída. O teto da dívida americana terá de ser elevado. Em quais condições "não importa", tanto os republicanos quanto os democratas tem de ceder nas negociações, o limite chegou e a partir de agora qualquer decisão política que prejudique a maior economia do mundo (e consequentemente o resto do planeta) deverá ser julgada pelas catastróficas e incalculáveis consequências que estão por vir.

Henry Paulson, secretário do Tesouro americano durante crise de 2008, reuniu os principais banqueiros do país em uma sala fechada e disse algo parecido com: "ninguém sai daqui se não resolverem a situação". Na atual conjuntura, Obama deveria fazer o mesmo.

Dow Jones fechou em baixa mais uma vez, após uma tentativa frustrada de recuperar a média móvel simples de 50 períodos. O pivot de baixa foi acionado e a LTA de longo prazo poderá ser perigosamente testada novamente.



No Brasil, a Bovespa fechou o pregão em alta animada com a ata de inflação mostrando que o Banco Central está perto do fim do ciclo de aperto monetário. Apesar de tudo pode ser que ocorra um novo aumento de 0,25 p.p. na taxa selic ao final de agosto (próxima reunião do Copom). O repique de alta perdeu força no final do pregão com as realizações de lucro, muitos investidores não estão querendo dormir em posição comprada devido as incertezas no mercado quando à crise fiscal na Europa e nos Estados Unidos, além dos nossos próprios problemas político-econômicos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tecnicamente bear market

O pior mercado do ano infelizmente conquistou hoje a temida e ingrata classificação de bear market. Estava lá na primeira página da bloomberg para o mundo inteiro ver: "Inflação leva Brasil ao bear market" (traduzindo para o português). Ao perder a região dos 58.4k o Ibovespa entrou tecnicamente em bear market, com 20% de queda a partir do topo em 73.1k, alcançado em novembro do ano passado (um mês antes do Finanças Inteligentes soltar alerta de topo no Ibovespa). Curiosamente a característica técnica de bear market foi carimbada justamente no dia em que o Sr. Guido Mantega, Ministro da Fazenda, anunciou mais uma medida de "proteção ao câmbio", o que além de não fazer efeito no médio prazo, espanta o investidor da bolsa de valores, já que as regras do mercado estão sendo alteradas com bastante frequência.

Se voltarmos um pouco no tempo a situação fica ainda mais curiosa. No final de 2009, quando a bolsa brasileira estava em plena explosão de alta, este mesmo Ministro da Fazenda anunciou sua primeira medida de intervenção no mercado, cobrando 2% de IOF para os investidores estrangeiros que entrarem na Bovespa. Na época a bolsa girava em torno de 70k, era muito fácil tirar dinheiro do mercado, praticamente tudo que se comprava subia facilmente. Porém a partir deste dia houve uma mudança de paradigma por parte dos investidores, o mercado estava sofrendo a sua primeira intervenção do governo, além de ser alertado sobre a possibilidade de novas intervenções futuras. E foi o que aconteceu, desde então novas medidas foram sendo anunciadas, acompanhadas de novas ameaças de intervenções, algumas totalmente incompreensíveis. Consequentemente a confiança do investidor começou a cair, refletindo no desempenho do índice bovespa. Se tivéssemos que dar um nome a este bear market, certamente seria "Mantega market".

A imagem da Bovespa no exterior já não era tão boa, devido à instabilidade do mercado e problemas econômicos internos (tais como inflação, crédito e gastos públicos altos demais), agora fica ainda pior com esta categoria de bear market, que pode atrair o faro de muito urso mundo afora. O anúncio de taxação para operações com derivativos em câmbio deixou um ponto de interrogação no mercado, você sabe porque? Porque, mais uma vez, não tem eficácia nenhuma. Você pode fazer operações com derivativos em qualquer canto do mundo. Se o Brasil taxa as operações, o player pode buscar outros países para montar sua operação sem taxa, basta dar um "telefonema" para qualquer corretora internacional e tudo está resolvido.

A alta do dólar está mais relacionada com o efeito psicológico da medida, além de repicar o forte movimento de queda que derrubou a cotação nos últimos 6 dias. Quem perde com isso tudo continua sendo a bolsa de valores que não conseguiu se segurar nos 58.6k acionando mais um pivot de baixa.


Nos Estados Unidos os índices também caíram forte com o a agência de classificação de risco S&P alertando que poderá cortar o rating do país mesmo se o teto da dívida for elevado. Dow Jones fechou com um candle de força expressiva e não conseguiu se manter acima da média móvel simples de 50 períodos. Se perder 12.3k nos próximos dias irá acionar pivot de baixa.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Se ficássemos calados seria melhor

Conforme declarações de nosso próprio Ministro da Fazenda, Sr. Guido Mantega, o dólar baixo preocupa bastante o país e tem tirado o sono de vossa senhoria. Na análise de hoje vou demonstrar que a culpa deste sono perdido está nas próprias atitudes da política econômica brasileira. Para esclarecer melhor vamos primeiramente observar o movimento do dólar na matriz, pois se a moeda está caindo fortemente no Brasil provavelmente deve estar caindo no mundo inteiro, correto? Bom, uma imagem vale mais do que mil palavras, portanto, vou responder esta pergunta com uma simples imagem:

 
Surpreso com o gráfico acima? Este é o gráfico padrão para o dólar, que representa a cotação do dólar frente à uma cesta de moedas, referência no mundo inteiro. Fiz questão de forçar bem as linhas cinzas para demonstrar que o movimento do dólar na matriz é de congestão. Ou seja, o dólar parou de cair há mais de 3 meses, respeitando um fundo em 72 e topo em 76. Desde então a moeda está oscilando dentro deste patamar caracterizando uma zona de congestão.

O próximo passo é observar como está o câmbio aqui no Brasil, para isso vamos puxar um gráfico do dólar frente ao real na mesma periodicidade do gráfico exibido logo acima. E para nossa surpresa, ou não, eis o que temos logo abaixo:


Uma baita tendência de queda! Reparem que a figura gráfica é um triângulo descendente estourado para baixo, caracterizando forte movimento de queda em nosso câmbio. Porque então tamanha discrepância entre os gráficos? Porque o dólar no Brasil está caindo tanto, enquanto o dólar no cenário externo está em congestão? A resposta desta pergunta está na ineficácia da política monetária brasileira.

Se nossos representantes políticos conhecessem um pouco mais sobre o funcionamento do mercado provavelmente o dólar não estaria tão baixo assim. Em primeiro lugar, o governo tenta derrubar o dólar no grito, o que é uma estratégia totalmente equivocada. Quando o Ministro da Fazenda procura a mídia para "aterrorizar" o mercado dizendo que vai fazer de tudo para impedir a queda do dólar, ou que vai aumentar a tributação, alterar as regras, ou simplesmente "chorar" (só falta dizer: parem de vender dólar, por favor!) ele na verdade está jogando contra o próprio patrimônio, forçando ainda mais a entrada de dólares no país. Porque?

O investidor/especulador acaba antecipando a entrada de recursos no país pois sabe que haverá barreiras mais a frente. O estrangeiro que tem planos para aplicar na renda fixa brasileira, por exemplo, antecipa a operação para fugir de futuras medidas de proteção ao câmbio, tributações, etc. Em segundo lugar, o Banco Central ao comprar desesperadamente dólares no mercado à vista está dando ainda mais liquidez para as pesadas operações vendedoras no câmbio. Uma venda não é concretizada se não houver comprador e uma compra não é concretizada se não houver vendedor. O Banco Central quando entra no mercado aumenta o volume destas operações gerando ainda mais liquidez. Portanto se ficássemos calados e quietos, respeitando o mercado, estaríamos em uma situação menos desesperadora no câmbio.

Todo este alvoroço da política monetária acaba prejudicando a bolsa de valores. O Ibovespa fechou mais um dia em baixa mostrando desânimo e fraqueza dos investidores com o nosso mercado. O suporte em 58.6k poderá ser testado em alguns dias.


Nos Estados Unidos tivemos mais um dia de indefinição no jogo político entre Republicanos e Democratas. O índice Dow Jones iniciou a perda da linha central de bollinger e se não segurar nesta LTA mais rápida (em azul) poderá acentuar a queda nos próximos dias buscando um novo teste na média móvel simples de 50 períodos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O blá blá blá que desvia a atenção

Enquanto a mídia se preocupa com o impasse das inúteis discussões políticas nos Estados Unidos (todos nós sabemos que o teto da dívida terá de ser elevado), o mercado aproveita para descer o porrete nas ações de grandes instituições financeiras sem chamar a atenção do investidor, devidamente desviada pelos veículos de comunicação. Na Europa, as ações do Unicredit, Intesa SanPaulo e Deixa despencaram mais de 7% somente no pregão desta segunda-feira. BNP Paribas, Commerzbank, Barclays, Credit Agricole, LLoyds e Societe Generale fecharam o dia com perdas acima dos 4%. Este tsunami que atingiu o setor financeiro da Europa nesta segunda-feira preocupa muito mais do que o processo de elevação da dívida norte-americana. São bancos de grande porte com exposição em dívidas soberanas dos países da periferia da zona do euro ou indiretamente expostos pela contaminação da compra/venda de ativos de bancos credores.

O impacto foi tão forte que atingiu até mesmo as ações de bancos brasileiros, por isto o índice Bovespa caiu "apenas" 0,50%, pois o mercado fez o famoso contra peso na Petrobras e Vale que fecharam o pregão em alta. É preciso ter cautela com o setor financeiro, pois já está acertado que alguns bancos europeus tomarão default "voluntário" parcial da Grécia. Como a confiança do mercado está em baixa, cresce a percepção de que alguns bancos poderão passar por problemas de liquidez em um processo de renegociação da dívida grega. Recomendamos também ao leitor reler o artigo "Pra onde está indo a economia mundial?"

Na bolsa brasileira podemos perceber que o índice continua sentindo a pressão dos 60.5k após marcar um doji de indecisão na última sexta-feira e confirmar com a queda de hoje. Apesar de tudo o Ibovespa pode tentar trabalhar um fundo ascendente na região dos 59k, já que ainda opera em sobrevenda, mas desde que seja rápido pois se demonstrar fraqueza para romper os 60.5k os ursos poderão aparecer com mais força.


Nos Estados Unidos não temos novidades, apenas jogo político e enrolação. Os republicanos querem forçar um corte maior nos gastos do governo americano de imediato, o que certamente impedirá a reeleição do atual presidente Obama em 2012. Mas por outro lado irão assumir a presidência de uma economia caminhando para estagnação. Dow Jones fechou o dia em baixa e se complicou pois confirmou topo duplo na região dos 12.7k


Atenção! Ganhador do sorteio:

Parabéns ao @kerenskirego, vencedor do sorteio do livro Candlestick. Favor enviar um e-mail para novatec@novatec.com.br solicitando o envio do mesmo. Link do sorteio: http://sorteie.me/1RFxPz

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pra onde está indo a economia mundial?

Os problemas recentes com a crise fiscal na Europa e ampliação do liminte de endividamento dos Estados Unidos estão longe de ser os grandes empecilhos para a retomada do crescimento econômico mundial. A questão do endividamento das economias desenvolvidas é apenas uma ramificação de uma grande rachadura provocada pela crise do subprime em 2008, nos Estados Unidos. Uma crise que tinha tudo para ser superada se a base do capitalismo, o sistema financeiro, fosse um pouco mais responsável ou no mínimo regulado e/ou fiscalizado.

Após a crise de 2008, os grandes bancos que quase arrasaram com o sistema financeiro mundial, ficaram ainda maiores com os aportes, fusões e aquisições patrocinados pelo governo. O que era grande demais para falir, passou a ser grande e poderoso demais para falir. Essas mesmas instituições financeiras não aprenderam a lição da crise e continuam se aventurando no mercado em operações de risco considerável sem apresentar uma margem de segurança para possíveis perdas. Qualquer investidor, seja ele do mercado de renda fixa ou de renda variável, sabe que em qualquer tipo de investimento existe um risco implícito. Não existe nenhuma aplicação no mundo 100% garantida isenta de qualquer risco, nem mesmo a poupança.

Mas para as grandes instituições financeiras essa regra não existe. O que será que aconteceu com o departamento de análise de risco de um banco ao permitir a compra de títulos públicos de um país como a Grécia, Irlanda e Portugal por exemplo? Países potencialmente insolventes antes mesmo de se estourar a crise de 2008. A irresponsabilidade tornou-se característica comum entre os tomadores e financiadores da dívida pública. Por um lado os políticos gastaram muito além do limite suportável do orçamento público na intenção de se reerguer uma economia abatida pelo crash de 2008. Por outro lado os grandes bancos financiaram boa parte destes gastos públicos na ganância de se obter retornos maiores sobre os investimentos.

Não há nenhum problema em comprar moderadamente papeis de risco no mercado, desde que você assuma o risco e mantenha uma reserva segura para permitir a solvência da instituição financeira em situações excepcionais. É aí que mora o perigo, há muito dinheiro privado (leia-se bancos) nas dívidas dos países, não só da Europa mas no mundo inteiro, para pouca reserva. Portanto o sistema financeiro não está preparado para um calote generalizado e dependerá do governo para conseguir se desfazer desses ativos podres e se manter solvente.

Outro complicador é o fato de que 70% da economia mundial (Estados Unidos, Europa e Japão) está na corda bamba e caminhando na estrada errada. Parece que austeridade fiscal "virou lei" entre as economias desenvolvidas. Os governos estão cortando gastos no momento em que a economia pede justamente o contrário, impulso. Porém, como continuar gastando se estes países estão com déficits fiscais astronômicos? Ficou sem resposta? Os políticos também! As economias desenvolvidas entraram em xeque devido à irresponsabilidade do passado recente. Infelizmente não há outra saída, aquele remédio amargo terá de ser tomado mais cedo ou mais tarde. Em outras palavras, a economia terá de ser sacrificada para colocar ordem na casa.

Curioso é que a reação dos mercados quanto aos problemas citados neste artigo é quase que insignificante pela gravidade nele imbutida, talvez por serem problemas potenciais de longo prazo e não de curto prazo. Reparem como Dow Jones (assim como o DAX na Alemanha) mantêm a sua tendência de alta intacta.


Wall Street parece estar comprando a idéia de que o teto da dívida nos Estados Unidos será elevado ao mesmo tempo em que serão feitos cortes nos gastos públicos para reduzir o déficit fiscal do país. Mais uma vez a população de classe mais baixa será a mais prejudicada com a redução dos programas sociais e aumento do desemprego. Consequentemente a economia crescerá menos no futuro e poderá entrar em uma perigosa retração.

Os mercados emergentes continuarão a ser o motor da economia mundial, mas isso não é suficiente pois estes países representam apenas 20% de toda a economia. Além do mais estas economias estão superaquecidas e os governos destes países estão com problemas para controlar a inflação. A política na China é claramente restritiva, além da inflação o governo tenta combater um possível estouro no mercado imobiliário.

No Brasil, o aumento da inflação é apenas um dos problemas de nossa economia. O superávit primário está sendo conquistado as custas do aumento recorde na arrecadação do governo, o que permite manter a máquina pública funcionando a todo vapor. O governo não reduz os gastos e a economia aquece demais gerando inflação no primeiro momento e posteriormente (vamos começar a passar por isso agora) aumento nos salários, já que o desemprego continua baixo em um mercado de baixa capacitação profissional. Esse é um problema grave, o salário nominal deve ser contido a qualquer custo para se evitar choques inflacionários ainda maiores no futuro próximo, o que consequentemente inviabilizaria a produção de alguns setores da economia.

No primeiro momento, a reação do mercado quanto ao aumento da inflação é nítida pelo gráfico do Ibovespa. O investimento em renda fixa acaba atraindo os investidores (pelo aumento da taxa selic) que reduzem exposição no mercado de renda variável para comprar taxa de juro. Com isso o Ibovespa testou a sua zona de suporte da congestão em 60k. Houve uma perda desta linha na semana passada mas logo foi recuperada caracterizando um bear trap sobre a base da congestão. Podemos estar marcando mais um fundo temporário no gráfico que projeta um repique para teste na LTB mais rápida.


Para finalizar, gostaria imensamente de escrever um artigo otimista e com boas projeções macroeconômicas. Mas infelizmente, 3 anos após o estouro da crise, o mundo continua batendo cabeça sobre o que fazer.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Grécia pode entrar em default seletivo

Foi anunciado nesta quinta-feira em Bruxelas em uma reunião histórica para a União Européia (oito horas de duras negociações entre as principais autoridades da zona do euro), a criação de um novo programa de socorro à Grécia, no valor total de 158 bilhões de euros. O Feef (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) juntamente com o FMI (Fundo Monetário Internacional) irão injetar 109 bilhões de euros na Grécia. O país também deixará de pagar 37 bilhões de euros de sua dívida até 2014 por intermédio da contribuição voluntária de credores privados (leia-se bancos credores da dívida grega), o que caracteriza um default seletivo, ou seja, calote parcial.

Os bancos privados deverão contribuir "voluntariamente" através da troca de títulos da dívida grega por novos títulos de maturidade mais extensa (alongando o prazo de pagamento) ou trocá-los por novos títulos de mesma maturidade (trocar 6 por meia dúzia, alongando também o prazo). Se for o caso, os bancos poderão revender parte de seus papéis podres à Grécia, porém por um preço bem mais baixo, o que caracteriza prejuízo para as instituições, logo default seletivo.

O Feef também estará autorizado a conceder linhas de crédito aos países periféricos da zona do euro antes que eles tenham bloqueado o acesso aos mercados e poderá emprestar dinheiro aos governos para recapitalizar os bancos. Agora os países da União Européia devem ficar de olho no sistema financeiro grego, pois se as agências de rating caracterizarem default seletivo, os bancos deste país deverão sofrer com a falta de liquidez no sistema e terão que receber aportes do BCE (Banco Central Europeu) para não acontecer uma débâcle na Grécia.

A notícia vinda da Europa animou os mercados em Wall Street, pois finalmente foi definido o primeiro passo para reestruturação da Grécia. Dow Jones fechou o dia em forte alta testando uma LTB que vem do topo em 12.8k, se esta linha for rompida o TH será testado em breve.


A Bovespa também fechou o dia em forte alta animada com o comunicado do Copom dando a entender que o ciclo de aperto monetário pode estar perto do fim. O hamari de fundo no qual destacamos na análise de terça-feira foi confirmado com a alta de hoje jogando o índice para o teste de sua primeira resistência importante no curto prazo, os 60.5k. Se esta barreira for rompida os 61.7k poderão ser testados na próxima semana, mas atenção pois o movimento caracteriza apenas um repique dentro da tendência maior de queda, o que não deixa de dar oportunidades para a compra.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Taxa de juros sobe para 12,50% a.a.

O Copom (Comitê de Política Monetária) elevou mais uma vez a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira passando de 12,25% para 12,50% ao ano. A decisão do Copom foi unânime e confirmou as expectativas do mercado e também do Finanças Inteligentes, desde janeiro/2011 a taxa selic acumula elevação de 1,75 ponto percentual. A alta na taxa de juros é necessária para conter o ímpeto do consumo na economia, a demanda por produtos e serviços continua alta no país e não mostra sinais sólidos de enfraquecimento. A política fiscal do governo (movida pelos gastos exagerados da máquina pública) aliada à enxurrada de crédito na economia continuam colaborando para o cenário inflacionário no Brasil.

Apesar do aumento na taxa selic o Copom alterou o tom do comunicado (em relação à última ata e ao relatório de inflação), a expressão "por um período suficientemente prolongado" foi retirada dando a entender que o ciclo de aperto monetário está chegando ao fim. Mas na avaliação do Finanças Inteligentes deveremos ter mais um aumento de 0,25 p.p. na próxima reunião do Copom (dias 30 e 31 de agosto) pois o mercado de trabalho ainda está muito aquecido e não mostra sinais de retração. Aliás em determinados setores da economia falta mão de obra qualificada, o que tem gerado um aumento nos salários de diversas categorias. Com desemprego baixo e aumento de salários o consumo tende a continuar subindo e consequentemente a inflação também.

No mercado nacional a bolsa de valores continua dando oportunidades concretas apenas para operações mais curtas. Apesar de ter fechado em leve alta no pregão desta quarta-feira, o índice Bovespa oscilou bastante no intraday, favorecendo trades mais rápidos. No gráfico diário temos a formação de um doji de indecisão e o jogo ficou aberto para amanhã, os stops das operações compradas de swing contra tendência continuam abaixo dos 58.6k e com spread pra zerar a operação com lucro se for o caso.


No cenário internacional teremos amanhã mais uma reunião desesperada da cúpula da União Europeia, os líderes europeus continuam batendo cabeça quanto à resolução organizada e rápida para a dívida grega que todos nós já sabemos, é impagável e está se alastrando pela periferia da Europa. Nos Estados Unidos não tivemos avanço nas negociações para aumento do teto da dívida do governo, há uma proposta na Câmara e outra no Senado e o prazo dado pelo Obama está se esgotando (termina nesta sexta-feira). Dow Jones parou para respirar após a forte alta de ontem e fechou o dia com um spinning top, indicando que jogo também está aberto para o pregão de amanhã.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A gangue dos seis

Mark Warner (Democrata), Saxby Chambliss (Republicano), Kent Conrad (Democrata), Mike Crapo (Republicano), Richard Durbin (Democrata) e Tom Coburn (Republicano) são as seis forças políticas mais sensatas nos Estados Unidos atualmente. Juntos eles formam o que o mercado apelidou de "gangue dos seis". Esses congressistas deixaram de lado as incompreensíveis disputas políticas partidárias em prol da economia americana, bolando um pacote de medidas para redução do déficit do governo. O projeto que prevê cortes de gastos, reformas de programas sociais, mudanças no Código de Impostos e na Seguridade Social, começou a ganhar apoio do Senado americano.

A elevação da dívida dos Estados Unidos está vinculada a um duro programa de corte nos gastos públicos e este projeto da "gangue dos seis" pode dar respaldo para aprovação do aumento do teto da dívida pública no país. Atualmente a dívida dos Estados Unidos gira em torno de 14,30 trilhões de dólares, isso representa um quarto do PIB mundial, ou seja, para o governo americano quitar sua dívida é necessário utilizar um quarto de tudo o que foi produzido no mundo inteiro ano passado. É claro que os Estados Unidos não irão quitar uma dívida deste tamanho, as dívidas públicas são roladas (o governo paga o título no vencimento, recomprando-o, e emite novos títulos no mercado). Mas o valor chega a ser alarmante e insustentável no longo prazo e deve ser reduzido. O problema todo é o momento delicado da economia mundial que necessita de incentivos dos governos, uma redução de gastos no curto prazo pode ser um tiro no pé.

Wall Street subiu forte com a boa sinalização do Senado americano. Dow Jones confirmou fundo ascendente no curto prazo sobre a média móvel simples de 50 períodos e linha central de bollinger que foram testadas e respeitadas. O índice caminha agora para o teste da LTB que passa em torno da região dos 12.7k.


No Brasil a Bovespa segue em marcha lenta pra subir, mas pelo menos abriu oportunidades de compra no curto/curtíssimo prazo conforme mencionado na análise de ontem. Pelo intraday percebe-se que o índice está trabalhando um suporte de curto prazo na região dos 58.7k abrindo oportunidades de compra quando esta linha é testada já que o nível de sobrevenda continua alto. O candle deixado hoje é um spinning top e pode estar formando uma configuração de hamari de fundo. O investidor que tem gordura pra queimar pode apostar nesta formação de fundo temporário já que o stop está barato (logo abaixo da mínima em 58.6k).

Atenção: Sorteio do livro Candlestick

Para participar do sorteio tweet a seguinte frase: @FinancasInt quero ser sorteado para ganhar o livro Candlestick da @novateceditora http://kingo.to/IKm

O sorteio acontecerá no dia 22/07 às 16h. O resultado será divulgado no twitter e no blog e o sorteado terá 5 dias úteis para entrar em contato com a Novatec através do email novatec@novatec.com.br.

Boa sorte!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sensacionalismo desnecessário

Há mais de uma semana a mídia internacional está aterrorizando o mercado com manchetes sensacionalistas e desnecessárias quanto ao impasse na elevação do teto da dívida norte-americana. Como há uma disputa política entre Democratas e Republicanos visando as eleições do ano que vem é perfeitamente normal acontecer este impasse entre os dois partidos, mas ao ler as manchetes dos principais jornais mundiais parece que estamos perto do fim do mundo. Essas notícias sensacionalistas acabam assustando o investidor que vende ativos de risco (vide queda nas bolsas mundiais) e corre para aplicações mais seguras, como o ouro por exemplo, que bateu novo recorde de alta.

É totalmente fora de cogitação pensar que os Estados Unidos deverão dar um calote na dívida, não faz sentido um país que tem a moeda de reserva mundial não honrar com os seus compromissos. Os americanos tem a impressora do dólar e mais ninguém, são eles que possuem o controle da moeda, se querem "fabricar" dinheiro podem fazer isso "da noite para o dia". A questão crucial não é o aumento do teto da dívida norte-americana (que deverá ser concretizada, outras elevações já ocorreram diversas vezes no passado), mas sim a redução do déficit do país que está muito alto. Há também um impasse muito grande sobre os cortes de impostos, importante jogada política para as eleições de 2012.

Enquanto durar esse impasse político a mídia continuará bombardeando a mente dos investidores com notícias sensacionalistas. Um calote dos Estados Unidos traria sérias consequências para o mundo inteiro, várias economias poderiam cair em uma dura recessão (pior até mesmo do que a de 2008), os mercados seriam arrastados para um doloroso bear market, o Ibovespa por exemplo não se sustentaria acima dos 29k, ou seja, é um cenário bastante improvável. Recomendamos também ler novamente o artigo: "Especuladores querem o quantitative easing 3"

Dow Jones fechou em baixa renovando mínima, testando a média móvel simples de 50 períodos e linha central de bollinger, confirmando as projeções feitas pelo Finanças Inteligentes na semana passada. O resultado do teste de estresse dos bancos europeus acabou contribuindo para o clima de pessimismo em Wall Street, já que o teste não foi tão rigoroso quanto deveria. O índice continua muito volátil e chegou perto de um ponto de definição no curto prazo.



Na Bovespa a situação continua caótica. Já são 8 meses seguidos de mercado vendedor, com topos e fundos descendentes bem desenhados e congestão facilmente estourada nos 60.000 pontos. A esperança para o fim da tendência de queda está na frágil linha de suporte em 57.6k. Oportunidades para compra poderão surgir ao longo desta semana já que a sobrevenda continua alta, porém deve-se priorizar o lucro mesmo que pequeno, pois o mercado não está permitindo manter posições compradas por muito tempo.



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Especuladores querem o quantitative easing 3

A cada dia que sai um dado ruim na economia dos Estados Unidos cresce a pressão por parte dos grandes especuladores para que o FED (Banco Central dos Estados Unidos) volte a implementar programas de afrouxamento monetário, isto é, jorrar mais dinheiro na economia americana. Acontece que este dinheiro injetado pelo FED acaba "caindo de paraquedas" no colo das grandes instituições financeiras, que por sua vez retornam com este recurso ao mercado de capitais (reparem como Dow Jones e S&P500 subiram após os programas de quantitative easing) engordando seus caixas com todos os tipos possíveis de operações, inclusive os perigosos derivativos. A economia mesmo não é beneficiada, basta observar a taxa de desemprego nos Estados Unidos que continua alta.

Hoje o presidente do FED, Ben Bernanke, cedeu à pressão do mercado e anunciou que o banco central dos EUA está preparado para atuar com novos programas de afrouxamento monetário caso os eventos econômicos indiquem fraqueza na recuperação econômica do país. Existe a possibilidade de a fraqueza da economia se mostrar mais persistente neste segundo semestre além do ressurgimento dos riscos deflacionários. Uma deflação na economia poderia rapidamente jogar os Estados Unidos em uma dura recessão, portanto comemorar a possibilidade de novos programas de afrouxamento monetário é fechar os olhos para os sérios problemas econômicos que poderão acontecer.

Os investidores em Wall Street se animaram com o discurso do Ben Bernanke, mas os ânimos se esfriaram ao final do pregão pois a Moody's (seguindo a estratégia da S&P) anunciou que colocou em revisão para potencial rebaixamento o rating soberano dos EUA devido as preocupações com o limite de endividamento do governo federal. O teto da dívida norte-americana provavelmente deverá ser elevado até agosto deste ano (isso já ocorreu outras vezes no passado), porém os republicanos estão fazendo um jogo político para o governo Obama anunciar mais cortes nos gastos públicos (políticas não eleitoreiras, o que dificultaria uma reeleição). Dow Jones fechou o dia com uma estrela cadente, que poderia ser uma sinalização de topo caso estivesse ao término da última pernada de alta, mesmo assim o candle ainda tem validade (menos expressiva) e poderá forçar uma queda no pregão de amanhã.


No Brasil, o índice Bovespa continua "desplugado" dos índices mundiais, mas hoje este descolamento foi positivo para os comprados. O movimento confirmou o que foi dito na análise de ontem, o índice engatou um repique marcando fundo na região dos 59.7k em nível alto de sobrevenda tanto no diário quanto no intraday, gerando boas oportunidades de entrada. O repique foi tão forte que a linha do pivot de baixa estourada nos 60.5k foi recuperada. Se o índice conseguir se manter acima desta linha, a resistência em 61.7k poderá ser testada em breve.


Obs: As análises serão retomadas na próxima segunda-feira dia 18/07/2011. Para os que entraram no repique e dormiram com a posição, basta subir o stop. Ótimos negócios a todos vocês e até segunda!

terça-feira, 12 de julho de 2011

Moody's carimba perda dos 60k

O rebaixamento da Irlanda pela Moody's culminou em qualquer tentativa para o Ibovespa formar fundo na região dos 60k no pregão desta terça-feira. Destaque para fraqueza absoluta da força compradora no mercado por ser uma região de extrema importância (base da zona de congestão, patamar psicológico e suporte mais importante de médio/longo prazo). A agência de classificação de risco rebaixou o rating da dívida soberana da Irlanda de Baa3 para Ba1, colocando o país no território dos investimentos especulativos ("junk") e a perspectiva para o rating continua negativa. Muito provavelmente a Irlanda precisará ser socorrida novamente, a economia do país continua fraca e não mostra sinais de melhoras. O recente pacote de ajuda financeira que a Irlanda recebeu da UE (União Européia) em conjunto com o FMI (Fundo Monetário Internacional) será suficiente para manter o país respirando até o fim de 2013.

Há um receio na Europa sobre dificuldades de possíveis novos financiamentos aos países necessitados pois percebe-se claramente uma mudança no tom dos governos da União Européia. A reunião de emergência que aconteceu ontem aparentemente não trouxe resultados (ainda há muitas divergências) e provavelmente será feita uma nova reunião na sexta-feira. O alto escalão da União Européia pode estar tentando planejar um calote organizado na Grécia.

No Brasil o mercado está caindo há 6 pregões consecutivos mas pelo menos está mantendo os padrões técnicos. Hoje por exemplo o Ibovespa confirmou o que foi dito na análise de ontem, o mercado abriu testando a região dos 60k dando oportunidade de entrada rápida contra tendência, alguns minutos depois os 60.5k foram testados e respeitados (dando sinal para liquidar posição) confirmando pullback no pivot de baixa estourado ontem. O gráfico de 60 minutos está sendo um ótimo guia para este tipo de operação. Pelo gráfico diário podemos estar próximos de um movimento de repique ou pelo menos um reteste na região dos 60k, o que gera outra oportunidade de trade rápido contra tendência, mas o stop tem que ser curto pois existe a possibilidade do mercado panicar amanhã já que estamos abaixo dos 60k.


Nos Estados Unidos tivemos divulgação da ata do FED mostrando mais uma vez elevação da projeção de desemprego para 2011, a taxa deve ficar agora entre 8,6% e 8,9%. Os membros do comitê também diminuíram a previsão para o crescimento da economia dos EUA neste ano, revisada para 2,7% a 2,9%. Dow Jones fechou em baixa pelo terceiro pregão consecutivo e segue em busca do teste na sua média móvel simples de 50 períodos em 12.3k.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Europa em alerta

O pregão desta segunda-feira foi marcado por uma avalanche de pessimismo que arrastou os mercados mundo afora. O motivo é um velho conhecido por todos nós, a crise fiscal na Europa. A reunião de emergência do alto escalão da União Européia (conforme anunciamos pelo twitter ontem à noite) gerou um efeito manada no mercado, os investidores correram para fechar posições com receio de mais quedas pela frente. O risco de calote atingiu a Itália pegando o mercado de "surpresa". Na verdade esta situação não chega a ser uma surpresa para nós, pois os fatores macroeconômicos aliados a análise técnica estavam prevendo esta deterioração de cenário na Itália conforme análise feita pelo Finanças Inteligentes no dia 24/06/2011, "A crise chegou na Itália"

O problema todo é a força que representa uma economia italiana. Não é um país ao nível de Grécia, Irlanda ou Portugal que já receberam resgates financeiros. Isso mostra que a crise fiscal européia está realmente contaminando as economias mais fortes, a dívida da Itália já está batendo 120% do PIB do país, um patamar alto e insustentável equivalente a 25% do PIB da zona do euro. E você sabe o que isso significa? O BCE (Banco Central Europeu) não vai conseguir resgatar a Itália, se for o caso. Isto seria um desastre para o euro, para entender melhor sobre esse assunto recomendamos leitura do artigo publicado no dia 06/07/2011, "Euro tem prazo de validade".

A onda de aversão à risco atingiu em cheio ações do sistema financeiro europeu. BNP Paribas caiu 6,8% em Paris, Commerzbank recuou 8,6% em Frankfurt e Dexia cedeu 8% em Bruxelas. Em Milão, Intesa Sanpaolo declinou 7,7% e UniCredit perdeu 6,3%. Esta queda forte e generalizada pode estar mostrando que os fundos de pensão estão reduzindo exposição no setor financeiro. Os investidores correram para o dólar e compraram ouro para garantir segurança, consequentemente os títulos públicos de países problemáticos na Europa dispararam mais uma vez, na Espanha por exemplo os títulos de 10 anos do governo superaram o maior patamar desde a ciração do euro.

Nos Estados Unidos os índices fecharam em baixa. Dow Jones marcou e confirmou topo em 12.753 pontos e pode buscar primeiramente a média móvel simples de 50 períodos em 12.3k, posteriormente um teste poderá ser realizado na linha central de bollinger em 12.2k.


No Brasil o Ibovespa conseguiu a proeza de acionar mais um pivot de baixa com MACD cortando para venda ao perder a linha de suporte intermediária em 60.5k e deverá fazer o teste na base mais importante desta zona de congestão aos 60.000 pontos. Para curtíssimo prazo pode haver uma possibilidade de daytrade na compra em cima desta linha dos 60k, tiro rápido pois a queda está demonstrando bastante força, vai ser uma tarefa difícil segurar os 60k. Abaixo desta linha o próximo suporte está na região dos 58k.

domingo, 10 de julho de 2011

Candlestick

Hoje o Finanças Inteligentes irá fazer uma análise do livro Candlestick. A obra de Carlos Alberto Debastiani aborda os conceitos da análise de candles, técnica japonesa do século XVIII e está voltada para o investidor que utiliza análise técnica no mercado de capitais.

O gráfico de candles é constantemente utilizado pelo Finanças Inteligentes na análise gráfica, a riqueza de informações contidas dentro dessas "velas" (aportuguesando o termo) são extremamente relevantes. Analisar um candle, ao contrário do que parece, não é uma tarefa simples. O investidor primeiramente deverá conhecer todos (ou pelo menos a maioria) dos padrões altistas, baixistas e de continuação de tendência. E para isso o livro Candlestick encaixa como uma luva ao investidor, os padrões são explicados um a um pelo autor do livro.

Portanto considero a utilidade deste livro única e exclusivamente voltada ao estudo destes padrões, que está muito bem feita por sinal. Ao final da obra o autor expõe algumas dicas de postura (bastante comuns entre analistas técnicos) no qual eu não recomendo, como a de manter um fluxo contínuo de operações (embolsar o lucro de um trade e já abrir posição em outro papel). Por experiência própria posso dizer que o único beneficiário disso tudo será a sua corretora.

Após o conhecimento dos padrões o próximo passo é observar no dia-a-dia do mercado como estes padrões vão se formando nos gráficos, esta parte é a mais importante na minha visão e exige tempo, pois o investidor irá armazenar uma grande quantidade de informações em seu subconsciente. Estas informações armazenadas são cruciais para entender "a lógica" da movimentação dos preços no mercado e montar o seu sistema de operações.

O livro está a venda no Submarino e custa R$ 32,90 http://www.submarino.com.br/produto/1/1953101/?franq=299722

Posteriormente faremos um sorteio deste livro pelo Twitter.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

É um exagero a Bovespa ser a pior bolsa do ano?

Os veículos de comunicação começaram a panfletar esta semana que o desempenho da Bovespa este ano está entre as piores bolsas do mundo. A nossa queda anual é maior do que o Nikkei (Japão) que sofreu com os efeitos do terremoto e Atenas (Grécia) que sofreu com os efeitos da crise fiscal do governo grego. Esta visão limitada gera uma falsa impressão, pois tanto no Japão quanto na Grécia os mercados estão em bear market, ou seja, há muito tempo estas bolsas operam em tendência de queda. No caso da Bovespa a tendência de baixa iniciou em novembro de 2010. Isso significa que o movimento está muito recente para ser considerado um bear market, portanto vamos deixar de lado estas comparações sem embasamento que a mídia adora fazer. A Bovespa não está em bear market, o nosso mercado está operando dentro de uma congestão (entre 58k a 72k).

Focando em nosso mercado, vamos analisar se faz algum sentido a bolsa cair tanto este ano. Em primeiro lugar a bolsa sempre vai tentar antecipar o cenário econômico futuro, para entender melhor o porque disso ("ou desentender") recomendamos ler o artigo "A complexidade da economia em um mercado imprevisível". Pois então, qual cenário econômico futuro o mercado nacional está tentando precificar? Vou responder esta pergunta apenas com uma palavra: crédito.

O último ano do governo Lula inundou o mercado de crédito, praticamente qualquer um podia ir no banco solicitar um empréstimo. O crédito é importantíssimo para o crescimento econômico, mas ele deve ser dosado para evitar bolhas futuras. No caso do Brasil temos mais um agravante, a grande massa populacional não tem noções básicas de educação financeira e lidar com empréstimos exige um conhecimento mínimo dos efeitos dos juros compostos. Resultado? Os consumidores brasileiros agora parecem estar sobrecarregados, gastando mais que um quarto de suas rendas para o pagamento de empréstimos. Este nível é superior ao verificado nos Estados Unidos no período anterior à crise de 2008.

Em contrapartida a renda do brasileiro aumentou ao mesmo tempo em que o desemprego diminuiu e mais uma vez a dosagem "passou do ponto". O aumento da renda pressionou demais a demanda interna que passou a consumir mais e consequentemente os preços dos produtos subiram, gerando um forte cenário inflacionário. Por consequência da disparada da inflação o Banco Central elevou a taxa básica de juros (taxa selic) para desaquecer a economia e frear a demanda interna. Mas o aumento da taxa básica de juros atraiu o capital externo, muitos investidores estrangeiros entraram em nosso mercado para comprar taxa de juros, ou seja, comprar renda fixa. Essa enxurrada de dólares jogou o nosso câmbio para baixo fortalecendo o real e deixando os produtos importados mais baratos, de 2006 até 2011 as importações simplesmente dobraram.

Os produtos importados invadiram o nosso mercado pegando a indústria brasileira totalmente incapacitada de competir com os estrangeiros (principalmente os chineses). Resumindo, a economia brasileira está encurralada, o emprego e a renda devem que continuar aumentando para impedir uma disparada na inadimplência (já que a população está endividada), porém o Banco Central está sendo obrigado a utilizar políticas de aperto monetário para desaquecer a economia e controlar a inflação. Percebeu como a conta não fecha? A política econômica está totalmente desencontrada, a queda na Bovespa apenas reflete o descontentamento do mercado com a nossa economia.

O fechamento da semana no Ibovespa foi péssimo. Há duas semanas atrás houve confirmação de fundo temporário na linha de retorno do canal de baixa aos 61k, mas o índice reverteu o cenário após testar a região dos 64k e marcou configuração de topo pelos candles no semanal. No médio prazo o Ibovespa permanece dentro da tendência intermediária de baixa de sua grande zona de congestão entre 58k a 72k.

 
Nos Estados Unidos o desemprego alto continua preocupando o governo Obama. A economia do país criou apenas 18 mil empregos em junho, um número muito baixo, o mercado esperava criação de 125 mil postos de trabalho. Com isso a taxa de desemprego norte-americana subiu para 9,2%, maior nível desde dezembro do ano passado. Dow Jones corrigiu nesta sexta-feira parte da alta conquistada na semana, o índice fechou com um spinning top marcando indecisão para próxima semana.


O principal mercado na Europa (DAX - Alemanha) também fechou esta semana em indecisão com um doji após a forte alta da semana anterior. A proximidade com o TH pode facilitar o reaparecimento da pressão vendedora por lá.


Já o mercado chinês fechou a semana em alta, assim como os demais mercados asiáticos. Reparem como a Bovespa descolou até mesmo dos mercados emergentes. A bolsa de Xangai subiu e realizou o teste na média móvel simples de 50 períodos e poderá encontrar alguma dificuldade para o rompimento desta média no curto prazo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Alta da selic vai continuar

O IBGE divulgou nesta quinta-feira o tão aguardando IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) referente ao mês de junho, o índice surpreendeu o mercado (mas não o Finanças Inteligentes) e subiu 0,15%. As expectativas dos analistas eram de uma alta bem menor ou nula. A alta não foi tão expressiva mas o problema é que no acumulado deste ano o IPCA chega a 3,87%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação está em 6,71%. Esse resultado supera o limite da meta fixada pelo governo para este ano, que tem como centro 4,5% e limite superior de 6,5%.

Como estamos na metade do ano, ainda faltam 6 meses de IPCA pela frente. Dentro desses 6 meses restam apenas 2 para o IPCA deflacionar ou fechar pelo menos próximo de zero, já que a partir de setembro o índice deverá subir forte novamente com o aumento nos gastos de final de ano, renegociações salariais, etc. Este cenário joga uma percepção de que os juros devem ser mais elevados para controlar a inflação, ou seja, a taxa selic vai continuar subindo e não deverá parar nos 12,50% a.a. (este valor já está embutido o provável aumento de 0,25 p.p. este mês.).

Por este motivo a Bovespa se descolou mais uma vez do mundo inteiro nesta quinta-feira. A pressão inflacionária não dá trégua e estas projeções de aumentos na taxa selic acabam deixando a renda fixa ainda mais atrativa e consequentemente a renda variável menos interessante. Os complicadores para aplicações em bolsa de valores não param por aí, esta congestão do mercado está deixando a bolsa técnica demais. O que aconteceu hoje foi uma tremenda sacanagem com os menos experientes, o índice abriu puxando uma alta de 1% dando falsa impressão ao mercado, mas o movimento era apenas um mero pullback na LTA dos 60 minutos do Ibovespa. Vejam pela seta preta logo abaixo o ponto exato para abertura de operações vendedoras.


O mercado gosta desses movimentos pois ganha na estopada (prejuízo) de quem entrou abrindo compra, isso faz aumentar ainda mais a pressão para descer, tanto é que acionou pivot de baixa. Pelo gráfico diário logo abaixo podemos observar que a mínima foi renovada, o teste na linha central de bollinger no qual mencionamos na análise de ontem poderá ser concretizado no pregão desta sexta-feira.


Nos Estados Unidos a melhora no mercado de trabalho e nas vendas no varejo alimentou o otimismo na véspera da divulgação do relatório geral sobre o emprego no país (payroll que sai amanhã). Dow Jones está com uma pernada de alta impressionante, pode ser um movimento típido de uma euforia final de alta (que pode durar semanas ou até meses). No entanto o índice segue para o teste de seu topo histórico em 12.8k.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Euro tem prazo de validade

A União Europeia está passando pela pior crise desde a criação do euro em 1999. Três países já tiveram que recorrer à pacotes de ajuda para não ter que declarar default, Grécia, Irlanda e Portugal. Mesmo com o auxílio externo, esses países continuam tendo dificuldades para manter suas contas públicas em dia. A grande maioria dos países da periferia européia estão passando por sérios problemas fiscais, justamente porque gastaram demais no passado recente (déficit orçamentário, gastar mais do que se arrecada) e com isso aumentaram o percentual da dívida em relação ao PIB, chegando a níveis impagáveis como o da Grécia por exemplo.

Com os déficits estourando em todos os cantos da periferia européia a confiança do mercado vai por água abaixo, as instituições começam a duvidar se os países serão capazes de honrar com seus compromissos ao longo do tempo. E todos nós sabemos que a confiança é base de qualquer sistema financeiro, os investidores precisam estar confiantes para comprar recebíveis de longo prazo, títulos bancários, títulos da dívida pública, etc. Quando a economia de um país vai bem e o governo transmite confiança ao mercado ele "indiretamente está dizendo" que será capaz de honrar com seus compromissos no futuro e com isso acaba atraindo muitos investidores para comprarem sua dívida. E o que acontece quando a demanda pela dívida é maior do que oferta do país? Os rendimentos dos títulos públicos começam a cair, justamente porque a dívida é boa e muitos investidores estão dispostos a comprar. Mas e o inverso, o que acontece?

 
O gráfico acima ilustra muito bem o que ocorre em uma situação inversa. Quando a desconfiança aumenta os títulos da dívida pública de um determinado país começam a disparar. Este gráfico representa o bônus da dívida pública de 5 anos da Irlanda, os títulos simplesmente disparam este ano devido as incertezas quanto à solvência do país. Mesmo com o socorro financeiro da UE (União Européia) e FMI (Fundo Monetário Internacional), a Irlanda ainda passa por sérios problemas fiscais e o seu sistema financeiro continua na corda bamba.

Os títulos da dívida portuguesa de 5 anos também estão disparando conforme podemos observar no gráfico abaixo. O bônus já passa dos 15%, é um custo de capital muito alto para os padrões europeus. Para se ter uma idéia o bônus da alemanha de 5 anos está em torno de 2%, discrepância enorme em relação a Portugal. O rebaixamento do rating pela Moody's complicou ainda mais a situação do país no mercado, captar recurso privado no mercado tornou-se impraticável.


Os títulos públicos estão em níveis de crash, os países problemáticos passam a depender cada vez mais dos empréstimos vindos do BCE (Banco Central Europeu). Acontece que o BCE não tem caixa para financiar estes países eternamente, se a situação na Europa não se reverter nos próximos meses vai chegar uma hora que a liquidez no sistema irá secar. Sem liquidez o crédito fica escasso e os países serão obrigados a se reestruturarem (leia-se calote). A Grécia seria (ou melhor, provavelmente será) o primeiro país a declarar default na Europa, nesse cenário só com a dívida grega a França irá tomar um calote de 56 bilhões de dólares, Alemanha 33,9 bilhões de dólares, Inglaterra 14,6 bilhões de dólares, Estados Unidos 7,3 bilhões de dólares e por aí vai. 

Quando isso vai acontecer? Impossível de prever, pode ser em 2012, 2013, 2014. Por enquanto o que sabemos é que a primeira peça do efeito dominó chama-se Grécia. Portugal, Irlanda, Espanha e Itália estão no pelotão de frente e o euro é a última peça deste imenso dominó que está prestes a desabar chamado União Européia.

Voltando para a bolsa de valores, o dia foi de baixa oscilação em Wall Street que operou mais uma vez com volume abaixo da média. Dow Jones reverteu o sinal de topo do último pregão e fechou o dia em alta mantendo a abertura da banda superior.


Na Bovespa não houve novidades no pregão. O índice está mantendo o movimento de queda iniciado nos 64k e pode testar a linha central de bollinger na região dos 62k. O cenário continua incerto e na visão do Finanças Inteligentes o risco x retorno está muito alto para se operar na compra, inclusive para trades rápidos.

Conheça o meu eBook Muito prazer, Sr. Mercado

Entenda a dinâmica do mercado de capitais e descubra como é simples e fácil investir com sucesso na bolsa. Saiba mais sobre o livro clicando aqui.