quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A torneira estava secando

Os principais bancos centrais mundiais informaram hoje que irão participar de uma ação coordenada para impedir a falta de liquidez no sistema financeiro global. O Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), BCE (Banco Central Europeu) e os bancos centrais de Canadá, Inglaterra, Japão e Suíça irão reduzir o custo das linhas existentes de swap de dólar em 0,50 ponto percentual a partir do dia 5 de dezembro. O FED (Federal Reserve) disponibiliza dólares para outros bancos centrais, que por sua vez repassam esses dólares para os bancos sob sua jurisdição.

Esta medida tem o objetivo de proporcionar empréstimos de emergência em dólares de baixo custo para bancos na Europa (principalmente) e outros lugares, pois estava ficando caro e difícil para captar dólares no mercado. Os bancos europeus precisam de dólares para cobrir os empréstimos que oferecem à empresas americanas, para financiar seus ativos em dólar e pagar seus próprios empréstimos feitos em dólares.

A medida visa impedir também que a Libor (juro do mercado interbancário de Londres, que funciona como base para diversos tipos de empréstimos entre bancos e empresas no mundo inteiro) continue disparando. Uma ação coordenada dessas demonstra que a situação no mercado interbancário europeu era mais grave do que imaginávamos. Os bancos europeus deveriam estar encontrando muitas dificuldades para financiamentos (principalmente os de curto-prazo), com o crédito praticamente travado no interbancário.

Vale ressaltar que esta medida não resolve o grave problema da divida soberana de países europeus e não tem a intenção de injetar dinheiro nas instituições financeiras carregadas de ativos podres de países virtualmente quebrados, como a Grécia por exemplo. A ação coordenada visa garantir a liquidez no mercado interbancário, para que as operações entre os bancos voltem a normalidade, evitando um travamento do crédito que seria catastrófico para a economia.

As bolsas de valores no mundo inteiro fecharam forte, refletindo o pânico de alta logo na abertura dos pregões. O índice Dow Jones atropelou a resistência dos 11.6k e linha central de bollinger fechando o dia com um marubozu de alta atacando a LTB de curto prazo. A saída desta zona de congestão configurou um bear trap (onde está circulado no gráfico), permitindo traçar uma LTA que vem do fundo em 10.4k.


No Brasil, o Ibovespa também fechou em alta mas o ritmo aqui foi bem menor. O fechamento ficou abaixo da linha central de bollinger, devido as operações vendedoras que apareceram no final da tarde derrubando o índice em mais de 1% após a máxima do dia. De qualquer forma o fundo na região de suporte dos 55k está confirmado e foi possível traçar uma LTA intermediária que vem do fundo em 49.4k.


Para os próximos pregões o índice deverá oscilar entre a LTB que vem do topo em 60k e esta respectiva LTA dos 49.4k. Entre essas linhas a briga é livre, porém com pivot de baixa armado no curto prazo é sempre bom tomar cuidado com operações compradoras abertas em região de sobrecompra.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mineradoras e siderúrgicas, as escolhidas do dia

O pregão desta terça-feira foi marcado por mais um dia típico de rodízio na Bovespa. Desta vez, as ações escolhidas para irem pro cantinho apanhar foram as siderúrgicas e mineradoras. Esta prática, muito utilizada no primeiro semestre deste ano, reapareceu nas últimas semanas conforme alertamos nos posts anteriores.

O mercado escolhe um alvo pra bater mais forte enquanto as demais ações mantêm um movimento emparelhado com as oscilações do índice, atuando como um contra-peso e camuflando a violência das operações vendedoras nestes ativos específicos. Hoje por exemplo, enquanto as ações de mineradoras e siderúrgicas (principalmente) foram esquartejadas, as ações de construtoras subiam.

A ausência de dinheiro novo no mercado acaba favorecendo estas estratégicas, um tanto quanto cruéis por parte dos grandes players. O pregão parece mais uma briga de raposas-velhas do mercado, há poucos amadores no jogo e, portanto, a briga fica mais profissional, exigindo operações concentradas e com volume para ganhar a posição.

Observado o gráfico do índice Bovespa logo abaixo, percebe-se que a resistência nos 56.1k continua fazendo pressão mesmo sendo uma linha de pouca relevância, confirmado a fraqueza por parte da força compradora no qual destacamos na análise de ontem. Os próximos dias de pregão serão interessantes, pois ao que tudo indica haverá um novo teste sobre a linha de suporte nos 55k. Mas desta vez a força compradora terá de aparecer (nas mãos dos institucionais, a famosa puxadinha de final de mês), caso contrário será acionado pivot de baixa em uma região de extrema importância, expulsando de vez o papai noel da Bovespa este ano.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou em leve alta e foi barrado pela famosa linha de resistência nos 11.6k. A notícia de que o índice de confiança do consumidor americano saltou para 56 pontos em novembro animou o mercado pois superou as expectativas dos analistas que estavam girando ao redor de 45 pontos. O candle de fechamento sugere que a resistência (11.6k) continuará fazendo pressão para barrar o movimento altista de curtíssimo prazo.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O chopp amargo da Fitch

O pregão desta segunda-feira foi marcado pela recuperação dos mercados no mundo inteiro. A massa vendedora finalmente resolveu embolsar os lucros das operações realizadas nas semanas anteriores e os mercados reagiram repicando forte. A característica do movimento observado hoje foi muito mais de liquidação de vendas do que abertura de novas posições compradas. O volume foi muito baixo para ter um “giro duplo” de bear liquidando posição e bull abrindo posição. Foi basicamente um jogo onde uma única ponta operou mais ativamente, o que acaba revelando certa fraqueza inicial por parte da força compradora.

As bolsas fecharam o dia em forte alta, mas a conta da festa chegou após o encerramento do pregão. A agência de classificação de risco Fitch revisou a perspectiva para a nota dos Estados Unidos de estável para negativa. A decisão foi influenciada após “o tal do supercomitê” fracassar na semana passada em chegar a um acordo sobre um corte de pelo menos 1,2 trilhão de dólares no orçamento para redução do déficit.

Apesar de tudo esta medida já era esperada. A Fitch havia anunciado que poderia reduzir a perspectiva para o rating dos Estados Unidos caso o supercomitê fracassasse. É um sinal de que os políticos são incapazes de adotar medidas fiscais necessárias para colocar as finanças públicas dos Estados Unidos em um nível minimamente administrável.

O índice Dow Jones fechou o pregão desta segunda-feira em forte alta após o sinal de fundo (martelo invertido) deixado na última sexta-feira. Foi um dia de correria dos bears pra zerarem posição, jogando o índice para o teste sobre a média móvel simples de 50 períodos e muito possivelmente reteste sobre a linha de resistência nos 11.6k.


No Brasil, o Ibovespa também fechou em alta seguindo o movimento de fechamento das posições vendidas mundo afora. O ponto da reação foi em cima da importante região de suporte nos 55k, engolfando os 3 últimos candles marcando fundo no gráfico.


Faltou romper a região de resistência nos 56.1k para dar continuidade ao movimento de alta. Rompendo os 56.1k tem espaço livre para testar a linha central de bollinger.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Salvem a Itália, antes que seja tarde

A recente disparada nos rendimentos dos títulos da dívida pública italiana estão empurrando o país, cada vez mais, para beira de um penhasco. Nesta sexta-feira o Tesouro italiano pagou 6,50% para conseguir leiloar 8 bilhões de euros da dívida de seis meses, quase o dobro (3,53%) do valor pago há um mês atrás. Este rendimento é o mais alto desde agosto de 1997. Para rolar dívida de dois anos a Itália também está sendo obrigada a pagar um preço bem acima do normal. Os títulos de dois anos estão pagando um bônus de 7,814%, contra 4,628% negociados anteriormente.

Este custo de financiamento é insustentável para o país. Simplesmente porque a dívida pública da Itália beira os 2 trilhões de euros (na realidade são 1,9 trilhão), equivalente a 120% do PIB. O custo para rolar esta dívida inviabiliza qualquer plano de austeridade para resolver o problema do déficit fiscal e recuperar a confiança do mercado.

A pergunta que fica no ar é: será que a Alemanha vai assistir de braços cruzados o naufrágio da Itália? Espera-se que não, pois a Itália é peça chave para solvência do euro. Se a terceira maior economia da União Européia afundar, o bloco inteiro poderá ir às ruínas. E como todos nós já sabemos, a Alemanha é a grande economia beneficiária da zona do euro.

Outro destaque negativo é a chuva de cortes nos ratings de países europeus que não para um dia sequer. Hoje foi a vez da agência de classificação de risco S&P rebaixar a nota da dívida da Bélgica de AA+ para AA, citando preocupações sobre a captação de recursos pelo país e pressões de mercado em meio à crise da zona do euro.

O fechamento da semana nos principais mercados europeus não foi muito bom. A queda intensa das semanas anteriores continua e não demonstra sinal de fundo. O índice DAX (Alemanha) já perdeu quase 1.000 pontos em apenas quatro semanas, mostrando uma volatilidade impressionante (também observado nos mercados franceses e italianos). A média móvel simples de 20 períodos segue para um cruzamento sobre a média móvel simples de 200 períodos, configurando assim mais um sinal de mercado vendedor para médio/longo prazo.


O índice Dow Jones fechou a semana em forte baixa perdendo a linha central de bollinger que acabou levando junto também a importante linha dos 11.6k. O candle desta semana é um marubozu de baixa, confirmando a superioridade do mercado vendedor em Wall Street.


Na China, a bolsa de Xangai também fechou a semana em baixa, mantendo a tendência de queda após respeitar a LTB de médio prazo há 3 semanas atrás. Segue rumo a linha de suporte nos 2.3k.


Com tanta pancadaria rolando mundo afora, o movimento não poderia ser diferente aqui no Brasil. O Ibovespa fechou a semana em forte baixa, perdendo a linha central de bollinger, mantendo a tendência de queda após o topo na região dos 60k. Houve início de rompimento para baixo da importante região de suporte nos 55k, que poderá ser confirmada na próxima semana.


A força compradora demonstrou extrema fraqueza para engatar um repique consistente a partir de um suporte tão importante (linha dos 55k). O Ibovespa se mantendo abaixo dos 55k, projeta teste sobre a LTA que vem do fundo em 48k.

Destaque para a volta do famoso rodízio sobre os papéis de peso relevante no índice. Nos últimos dias as operações vendedoras estavam focadas em bater mais nas empresas de siderurgia. Hoje este alvo mudou para as ações da Vale e Petro. Assim, o índice vai caindo de forma “camuflada” já que os demais ativos fazem o papel de contrapeso no índice (caindo menos ou em alguns casos fechando em leve alta).

A todos um bom final de semana!

Artigos da semana:

"O tal do supercomitê"

Projeto de pesquisa: finanças comportamentais

Atendendo à pedidos da Universidade de São Paulo e Universidade Federal da Bahia, o Finanças Inteligentes vem por meio deste post pedir a colaboração de todos os nossos leitores para participarem do projeto de pesquisa relacionado à área de finanças comportamentais.

Esta pesquisa, desenvolvida por estudantes de graduação e pós-graduação da FEA-RP da Universidade de São Paulo e da Escola de Administração da UFBA, possui um objetivo de atestar se existem diferenças significativas entre os investidores de todas as regiões do Brasil.

O tempo estimado total para completar a pesquisa é de no máximo 10 minutos. Em momento nenhum será solicitado sua identificação, seja por meio de nome, RG ou CPF.


Trata-se de um trabalho de caráter cientifico, onde conta com apoio do Finanças Inteligentes para divulgação do questionário. Iremos manter contato com as universidades disponibilizando espaço também para divulgação dos resultados deste projeto em nosso blog.

Repasso a todos os agradecimentos enviados pelos acadêmicos envolvidos neste projeto.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bovespa sobe sem o peso de Wall Street

A Bolsa de Valores de São Paulo aproveitou o feriado nos Estados Unidos para fechar o dia em leve alta e "fugir" um pouco da onda vendedora que está ditando o rumo em Wall Street. A alta foi mais um alívio após uma queda de 5 dias consecutivos, repicando em cima da importante região dos 55k. Obviamente o dia foi inexpressivo devido a ausência dos manda-chuva do mercado, os investidores estrangeiros. O volume financeiro do dia ficou abaixo dos 3 bilhões, impossibilitando assim uma análise mais confiável.


De qualquer forma há um fundo sendo trabalhado sobre a região dos 55k que deve ser confirmado apenas na próxima semana, pois amanhã Wall Street funcionará em horário reduzido. O jogo volta pra valer na segunda-feira da semana que vem.

O destaque do dia continua sendo a Europa, desta vez com Portugal sofrendo um duplo golpe nesta quinta-feira. A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating do país para nível especulativo (ou junk) ao mesmo tempo em que uma greve nacional paralisou vários serviços públicos. Até então os portugueses estavam quietos, mas agora sim parece que os ânimos começam a se exaltar quanto às medidas de austeridade que estão empurrando o país para uma recessão profunda. A perspectiva é negativa e há possibilidade de mais cortes.

No mercado interno, a pancadaria (e com razão) ocorrida com as ações da Lupatech chamou a atenção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que, por incrível que pareça, poderá socorrer a empresa. O banco confirmou que está conversando com os executivos da empresa para fortalecer a estrutura de capital da companhia como forma de dar continuidade ao seu plano de investimentos.

O BNDES está amarrado à Lupatech pois têm 11,4% das ações desta "extraordinária" empresa, além de ter emprestado R$ 380 milhões nos anos anteriores. O que o governo enxerga na Lupatech? Essa é uma pergunta que ninguém sabe responder. E, não menos importante, porque o governo insiste em utilizar o BNDES para outros fins que não seja promover o desenvolvimento econômico e social?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O tombo do gigante

O tombo da atividade industrial chinesa pegou de surpresa os mercados do mundo inteiro. O índice de atividade manufatureira da China registrou uma piora significativa nas condições de negócios ao fechar o mês de novembro em 48 pontos, ante os 51 pontos registrados em outubro. Números acima de 50 indicam expansão da atividade em relação ao mês anterior, abaixo de 50 indicam retração. Este é o maior declínio mensal desde março de 2009.

Nos meses anteriores pode-se observar uma desaceleração no setor manufatureiro da China, mas nada tão grave ao ponto de cair numa contração (fechando abaixo dos 50 pontos), como o ocorrido este mês. Este número preocupa pois sugere a possibilidade de uma desaceleração maior que a esperada na economia chinesa, onde muitos economistas apostavam (alguns ainda apostam) em um pouso suave.

De fato o governo chinês tem feito pouco para reanimar a atividade industrial do país. As medidas tomadas até agora são meras tentativas do Banco Central de estimular o crédito por meio da facilitação das condições de liquidez aos bancos, que não gerou efeito desejado. Os exportadores chineses de produtos mais baratos têm sido os mais prejudicados pela alta dos salários e valorização da moeda local. Pode ser que o governo chinês amplie sua medida de afrouxamento monetário nos próximos meses, partindo para um corte na taxa básica de juros.

Na Europa o dia também foi de tensão nos mercados devido o fracasso do leilão de títulos de 10 anos da Alemanha. O Bundesbank esperava vender 6 bilhões de euros em títulos da dívida pública com vencimento em 2022, mas conseguiu rolar apenas 3,889 bilhões de euros a uma taxa de 1,98%. A operação foi travada pois os bônus começaram a subir rápido demais. Mesmo assim, o pânico aumentou ainda mais na Europa, mostrando que nem mesmo a Alemanha tem mercado garantido pra rolar dívida em taxas relativamente baixas. Reflexo de uma crise de confiança generalizada.

Wall Street mais uma vez fechou o dia em forte baixa, refletindo dados negativos no cenário macroeconômico e padrões técnicos dos principais índices (S&P500 e Dow Jones). Estamos assistindo as consequências de se voltar para dentro de uma zona de congestão rompida anteriormente, caracterizando bull trap, conforme comentado nos dias anteriores. A ausência de suportes relevantes até a linha dos 10.6k deixa o mercado ainda mais nas mãos dos bears, mantendo total controle sobre o pregão.


No Brasil, o índice Bovespa também fechou em queda raspando a importante linha de suporte dos 55k. Vai ser difícil segurar esta linha amanhã com Wall Street fechada. Mercado confirmando a possibilidade de distribuição no qual havíamos destacado algumas semanas atrás. Tendência de queda no curto prazo e sem sinal de fundo. Alguns papéis de peso relevante no índice já perderam LTA do fundo deste ano (região onde Ibovespa cravou os 48k).

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O paradoxo do PIB americano

Como pode uma economia composta de grandes empresas e acima de tudo lucrativas, esbanjando balanços robustos e caixas exorbitantes "parar no tempo"? Dados divulgados hoje pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos revelam um problema muito maior do que uma simples revisão para baixo do PIB (Produto Interno Bruto) americano. O PIB do país cresceu à uma taxa anualizada de 2,0% neste 3º TRI/2011 (a leitura anterior era uma expansão de 2,5%), frustrando as expectativas dos analistas que esperavam um crescimento maior.

Porém não foi esta revisão negativa do PIB que chamou atenção nos dados divulgados pelo Departamento de Comércio. Apesar da recuperação lenta da economia americana, os lucros empresariais aumentaram a uma taxa de 6,5% (ajustada sazonalmente) em comparação com o ano anterior. As empresas norte-americanas estão cada vez mais rentáveis, com dinheiro sobrando em caixa e não estão interessadas em contratar, muito menos investir. A consequência direta desta postura é a taxa de desemprego que ficou em 9% no mês de outubro.

Provavelmente o grande causador deste paradoxo é a falta de confiança no mercado. A ineficiência do Estado revela a incapacidade das lideranças políticas para lidar com uma crise dentro da própria casa. Uma crise onde o Estado não consegue enxergar (ou não quer) que o tratamento está sendo feito de forma errada, as injeções de liquidez não reanimaram a economia como deveria ter ocorrido. Talvez porque o problema não seja liquidez, mas sim de confiança. E para restaurar a confiança nos mercados, o Estado precisa de uma liderança forte, persuasiva e minimamente inteligente. Será que "deixaram de fabricar" os verdadeiros líderes políticos?

O índice Dow Jones fechou em leve baixa sem esboçar reação para retomada do importante patamar dos 11.6k. A média móvel simples de 50 períodos foi perdida e o pivot de baixa (acionado ontem) foi confirmado hoje. Índice continua na mão dos bears, a tendência é da queda continuar. Mas podem dar espaço para algum alívio momentâneo, formando topo descendente, para chamar entrada de novas operações vendedoras. Por enquanto sem sinal de fundo para tal.


No Brasil o índice Bovespa fechou abaixo da linha dos 56.1k, suporte de pouca relevância mas que permitiu acionar pivot de baixa. A suspeita de ontem (ajuste de opções lançadas por parte de alguns players) foi confirmada com a queda de hoje. Se aquela puxada forte ao final da tarde de ontem fosse realmente verdadeira e natural, o índice "deveria" abrir o dia rasgando no leilão de abertura e fechar no mínimo com uma boa alta. Ao que tudo indica, poderemos testar o importante suporte dos 55k em breve.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O tal do supercomitê

Quando o mercado costuma refugar em pontos importantes, o stress no pregão aumenta e, da noite para o dia, basta uma palavra para os tocar o terror nas bolsas de valores. Foi o que aconteceu em Wall Street, da noite para o dia aparece a bendita palavra: "supercomitê". O efeito desta palavra foi tão forte que arrastou as demais bolsas de valores no mundo inteiro. Você pode estar se perguntando: que diacho de supercomitê é esse? Desde quando poderia existir algum supercomitê descente em um país onde a política se tornou um verdadeiro ringue de luta por interesses pessoais e partidários?

Logo após a novela de meses atrás para aprovação do limite de endividamento dos Estados Unidos foi criado um supercomitê para que os dois partidos entrassem em um acordo para cortar pelo menos 1,2 trilhões de dólares da dívida do país em dez anos. E, por incrível que pareça, não houve acordo nenhum. Os integrantes do supercomitê reuniram-se na tarde desta segunda-feira para um esforço de última hora, provavelmente inútil, devido a incapacidade política e administrativa dos dois partidos (Republicanos e Democratas).

O prazo final termina hoje e, sem acordo para redução de 1,2 trilhões no orçamento, serão feitos cortes automáticos a partir de 2013. Este foi o motivo para a queda generalizada dos mercados nesta segunda-feira. As bolsas europeias caíram em maior intensidade puxadas pelas ações de instituições financeiras, que apanharam bastante. A Moody''s advertiu que os crescentes custos para empréstimos do governo da França e o panorama incerto para a economia, ameaçam o rating AAA francês. Na França a queda foi de 3,41%, a Alemanha fechou em baixa de 3,35% e a bolsa da Itália recuou de 4,74%.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou em baixa iniciando perda da importante linha de suporte nos 11.6k. O índice encontrou apoio sobre a média móvel simples de 50 períodos, mas está em difícil situação, pois se não sair de dentro desta zona de congestão entre 10.6k e 11.6k poderá atrair ainda mais operações vendedoras. Voltar para dentro desta congestão caracteriza bull trap sobre o rompimento dos 11.6k (realizado mês passado), seria um troco dos bears depois do trap histórico ocorrido no início do mês de outubro.


A Bovespa fechou em queda, mas em intensidade menor. Não é porque descolamos do mundo, mas porque houve um forte ajuste de opções lançadas por parte de alguns players. Basta reparar que após o encerramento dos contratos de opções as melhores ações para lançamento (vale e petro) dispararam de forma impressionante, girando volume bem acima do normal. Não sabemos qual é a estratégia destes players, mas este movimento chamou a atenção da massa e se espalhou para outros papéis do índice.

A recuperação do Ibovespa também foi a partir da média móvel simples de 50 períodos jogando o índice para fechar acima do suporte em 56.1k. O candle de fechamento pode estar maquiado devido a este forte movimento especulativo, portanto perdeu a sua relevância (não considero um dia de movimento natural). Amanhã podemos ter novidades, a briga pelo suporte em 56.1k poderá esclarecer melhor as coisas. Tendência ainda é de baixa no curto prazo.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A culpa é da Europa

A nova moda da crise europeia tomou conta de Brasília. Todas as explicações para as equivocadas projeções, estratégias e decisões adotadas no passado estão obedecendo rigorosamente o coro adotado pelos políticos: "a culpa é da Europa". Mesmo sendo uma economia crucial e de grande influência no mundo inteiro é de se estranhar a quantidade de vezes em que os políticos utilizam a palavra Europa para explicar o que não vêm dando certo no Brasil há muito tempo.

A moda europeia foi recentemente adotada pelo (ainda?) ministro do trabalho, Carlos Lupi. Em outubro, a economia brasileira criou 126.143 postos de trabalho com carteira assinada, pior número para o mês desde 2008. Comparando com o mês de outubro do ano passado, a queda foi de 38,4%. A meta de 3 milhões para geração de novos empregos em 2011 virou conto de fadas, "eu fiz uma reavaliação para 2,4 milhões, mas pode ficar abaixo disso", disse Lupi. "Isso ocorrerá por causa dos reflexos da crise internacional no Brasil", completou o ministro.

Ora, será mesmo? Estima-se que são necessários no mínimo 6 meses para um aumento/redução da taxa básica de juros fazer efeito na economia. Isso porque o mercado não tem uma reação imediata aos fatores econômicos, totalmente diferente do que acontece na bolsa de valores onde se especula o futuro. O impacto econômico de uma crise que atinge diretamente o Estado (e que somente agora se alastrou pelo sistema financeiro na Europa) ainda é nulo para as demais economias emergentes, haja vista que os fatores resultantes das medidas de austeridade fiscal ainda nem foram sentidos dentro da própria Europa.

É de se esperar para os próximos trimestres um crescimento baixo, em alguns casos até mesmo negativo, em algumas economias da periferia europeia. São economias de pouca relevância para o Brasil, portanto mesmo que estes países já estivessem em uma recessão, o impacto seria relativamente pequeno e incapaz de derrubar as projeções do PIB em 2% (no início deste ano o governo previa que iríamos crescer 5,5%, acredite se quiser). Da mesma forma que não poderia ser o principal motivo para crescimento praticamente nulo da indústria nacional e redução da meta para criação de empregos neste ano.

Culpar a Europa é o mesmo que fugir da responsabilidade pela incompetência administrativa governamental. Gestão que permitiu gerar um enorme descompasso entre oferta e demanda para manter a máquina pública girando a todo vapor sob a ótica de uma ideologia populista. Descobriram a mina de ouro para os cofres públicos, basta inflacionar a economia com uma política fiscal expansionista que você colherá mais impostos depois, além de garantir alguns milhões de votos. É um ciclo vicioso que permite o governo gastar mais e arrecadar ainda mais na outra ponta. Isso ocorre porque o gasto público incentiva o crescimento econômico, as pessoas consomem mais, os preços aumentam e o volume de tributos também. Esse modelo até poderia ser aceitável, caso o nosso crescimento não fosse perneta.

O alvo da máquina pública passa estrategicamente longe da base de qualquer desenvolvimento econômico sustentável: a indústria. Porque é mais viável construir um shopping do que uma indústria hoje em dia? Porque o Brasil virou uma imensa economia "supermercadista". Tamanha é nossa oferta por consumo que não temos condições de preencher a nossa própria prateleira, gerando assim a famosa inflação do ciclo vicioso.

Uma economia perneta, onde o desenvolvimento não passa pela indústria, não pode ir tão longe assim. As consequências das decisões e estratégias adotadas no passado, por mais incompreensíveis que sejam, começarão aparecer a partir dos resultados deste 3º trimestre. O PIB do Brasil, que sempre foi o lanterninha dos emergentes, poderá apresentar (neste 3º trimestre) um desempenho pior do que as economias que estão passando por um duro processo de austeridade fiscal na Europa.

Explicar a queda do nosso desempenho culpando a Europa por uma retração que ainda nem apareceu é no mínimo ridículo. Um país que realmente deseja crescer de forma sustentada deveria estar preocupado em favorecer o melhor ambiente de negócios possível, seja aliviando a carga tributária, investindo em infraestrutura, melhorando a educação ou em nosso caso, fazendo no mínimo todos estes.

Passando por um giro rápido no fechamento dos principais mercados mundiais, podemos observar que nesta semana "todo mundo escorregou na casca de banana". Queda generalizada nos mercados financeiros mundiais, seguindo a "ordem" para abrir venda, já que o fechamento da semana anterior ficou muito propício para socar.

Começando pela matriz em Wall Street, o índice Dow Jones fechou a semana em baixa completando um mês de congestão de curto prazo. A linha central de bollinger semanal, juntamente com a importante linha de suporte nos 11.6k terão o difícil papel de tentar segurar a queda do índice na próxima semana.


Na Europa, o índice DAX (Alemanha) também fechou a semana em forte baixa. A diferença é que o DAX nem chegou a passar pela linha central de bollinger, sofrendo assim uma resistência que o fez perder a média móvel simples de 200 períodos. A LTA de curto prazo corre sérios riscos de ser perdida, pois o teste está sendo realizado com um candle de força relevante.


Na China, a bolsa de Xangai continuou sofrendo pressão de uma LTB mais rápida de médio prazo juntamente com a linha central de bollinger. A confirmação de topo bem abaixo destas importantes resistências poderá jogar o índice para um novo teste sob a linha de suporte em 2.3k.


Finalizando com o Brasil, o índice Bovespa confirmou topo fechando a semana em forte baixa representada por um candle de alta relevância, consequência do enforcado e doji de indecisão formados nas semanas anteriores abaixo de uma perigosa zona de resistência (60k e média móvel simples de 200 períodos). A linha central de bollinger já está exercendo o seu papel de suporte, mas começou a envergar para baixo, o que não é um bom indicativo de que vai segurar. Em caso de perda desta linha, o índice poderá buscar a região dos 55k.


Com a bolsa caindo ou subindo o importante mesmo é aproveitar o final de semana! A mente deve estar fresca para segunda-feira, mesmo porque o mercado está tenso e os feriados acabaram rs..

Artigos da semana:
"O perigo de um pregão irrelevante"
"Fitch chama correria em Wall Street"
"Um rating que não muda nada"

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Um rating que não muda nada

A agência de classificação de risco S&P elevou nesta quinta-feira, em um degrau, a nota de crédito soberano do Brasil, saindo de BBB- para BBB. O motivo da elevação do rating é uma forma de reconhecer o compromisso do governo em atingir as metas fiscais. Metas sustentadas graças ao aumento da arrecadação de impostos, que por sinal está batendo níveis recordes este ano. A elevação do rating também demonstra a redução do risco de calote do país, já que estamos em superávit primário (saldo positivo das receitas menos despesas, ou seja, gastamos menos do que arrecadamos).

A notícia não fez efeito no mercado pois a elevação do rating não alterou a nossa "posição", ainda na casa dos BBB. Foi apenas um ajuste, seguindo o mesmo movimento feito anteriormente pelas outras duas agências de classificação de risco, Fitch e Moody's, que elevaram o rating brasileiro em abril/2011 e junho/2011 respectivamente. Portanto não foi nenhuma surpresa, a S&P apenas se enquadrou no mesmo nível das demais agências.

O importante a ser observado é a perspectiva, e esta se mantêm estável. Isto é, pelo menos por enquanto, não há perspectivas de mais aumentos no rating brasileiro. Vamos depender de uma política fiscal ainda mais agressiva em 2012 para conter gastos e manter um bom nível de superávit primário. O que será difícil, já que neste ano começam a entrar investimentos públicos pesados visando a copa do mundo.

O índice Bovespa fechou em forte baixa perdendo a linha central de bollinger e confirmando a superioridade da resistência em 58.6k, no qual comentávamos nos últimos dias. A próxima linha de suporte relevante está na região dos 56.1k onde é ponto de pivot. Se esta linha for perdida teremos pivot de baixa armado no curto prazo podendo jogar o índice para teste na linha de suporte dos 55k.


O aparecimento da força vendedora foi ao estilo dos ursos capa-preta, com esses você não pode brincar e muito menos ficar na frente. Em poucos minutos conseguiram derrubar quase 1.000 pontos no índice à base da força (volume). Ao final do dia o pregão fechou com quase 7 bilhões, bem superior aos dias anteriores.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones também fechou em baixa perdendo a linha central de bollinger. Ao que tudo indica, o papel de suporte para tentar segurar a pressão vendedora ficará novamente para a importante linha dos 11.6k. Nem o bom resultado do número de pedidos de auxílio-desemprego (que caiu para o menor patamar dos últimos sete meses), animou os investidores. Quando o mercado é vendedor não adianta sair notícia boa.


Um dado no mínimo curioso foi divulgado hoje pela associação industrial que representa 22 mineradoras de ouro no mundo inteiro (estão entre as maiores do mundo). As compras de ouro pelos bancos centrais mundo afora mais do que dobraram no terceiro trimestre deste ano na comparação com o segundo trimestre do ano passado. Foram 148,4 toneladas de ouro adquiridas pelos bancos centrais somente neste terceiro trimestre, devido as incertezas econômicas mundiais. É meus amigos, achar papel que vale alguma coisa hoje em dia está difícil, até os bancos centrais estão correndo para o ouro.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Fitch chama correria em Wall Street

A agência de classificação de risco Fitch Ratings apertou o botão "start" para correria em Wall Street ao final da tarde desta quarta-feira. Em pouco mais de uma hora o índice Dow Jones despencou mais de 200 pontos, com a pancadaria rolando solta no setor financeiro. Um bom exemplo está no estrago feito nas ações do Bank of America que cederam -3,75% e JPMorgan Chase que caíram -3,76%. O desempenho do setor bancário em Wall Street há tempos não é bom, conforme podemos observar logo abaixo no gráfico do Dow Jones US Banks:


Reparem que a mesma zona de congestão rompida para cima no índice Dow Jones, não foi rompida no índice dos bancos, houve inclusive um topo ao estilo bull trap acima desta linha de resistência da congestão. Isso evidencia que há algo afugentando os investidores do setor financeiro.

A Fitch apenas jogou mais lenha na fogueira ao soltar um relatório no final da tarde dizendo que os bancos norte-americanos têm uma exposição direta administrável aos mercados europeus, mas que existe um sério risco de aumentar este contágio podendo deteriorar ainda mais a perspectiva de crédito no setor bancário dos Estados Unidos. Ou seja, se não resolverem logo (e de forma ordenada) a crise no sistema financeiro europeu, os bancos norte-americanos poderão entrar pelo mesmo buraco.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 1,58% perdendo mais uma vez a média móvel simples de 200 períodos (totalmente sambada) e linha central de bollinger. Não é um candle muito bonito, para os comprados, após um doji em baixo de uma LTB curta. São poucos os suportes relevantes para tentar segurar esta queda até a importante linha dos 11.6k.


Outro destaque do dia foi o petróleo. O barril do tipo light atingiu e ultrapassou a marca dos 100 dólares confirmando análise feita no dia 07/11/2011. O mercado tinha encontrado uma bela janela para especular na compra após a forte queda no preço do petróleo que jogou o barril na casa dos 76,25 no início do mês de outubro. Em pouco mais de um mês o barril subiu mais de 33%, mostrando que a especulação foi realmente toda para o petróleo conforme demonstrada no gráfico abaixo. Este canal de alta impressiona, mas já está ficando pesado demais.


No Brasil o índice Bovespa fechou em leve alta puxado pelas ações de empresas exportadoras de petróleo. Apesar de tudo a famosa barreira dos 58.6k não foi rompida, o movimento de alta parou exatamente nesta zona de resistência. Mercado indefinido e travado, mantendo as análises dos dias anteriores.


Por aqui, o fato mais importante do dia foi a declaração do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Segundo ele, "o cenário central do BC contempla ajustes moderados na taxa Selic, uma ação consistente com o retorno da inflação à meta em 2012". Isto é, na visão do Finanças Inteligentes, a taxa selic deverá fechar o ano de 2011 aos 11% a.a., mantendo o ajuste de corte moderado (0,50 p.p.) para a última reunião do Copom neste ano.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O perigo de um pregão irrelevante

A Bovespa fechou em leve baixa nesta segunda-feira, véspera de feriado. À primeira vista, com apenas 3.8 bilhões de giro financeiro, pode-se dizer que o dia foi irrelevante para análise do mercado. Se somarmos ainda as notícias do dia (praticamente nada de novo), poderíamos ter tapados os ouvidos para o mundo que não iríamos perder nada. Alemanha engrossando o tom de voz na Europa, títulos italianos de 5 anos pagando bônus de 6,29% (maior valor desde 1997, que não surpreende pois os títulos de 10 anos anteciparam esta disparada na semana passada), queda na produção industrial da zona do euro, e por aí vai... Nada de novo, pelo menos para nós do Finanças Inteligentes.

O grande destaque do dia que merece uma atenção especial é a confirmação de que a resistência em 58.6k no Ibovespa continua barrando o índice para alavancar uma nova alta (para romper de vez os 60k). O topo deixado nos 60k jogou o mercado para uma congestão de curto prazo, o que pode ser pior do que uma correção caso esteja fazendo um movimento de distribuição. As distribuições normalmente antecedem uma queda brusca, é o momento onde os players se desfazem dos papéis sem deixar rastro no mercado.


Reparem no movimento que deu origem ao fundo ascendente formado em 49.4k, uma distribuição bem abaixo do topo em 58.6k. O Ibovespa está vulnerável, o desenho gráfico reforça a tese de que os ursos estão aparentemente no comando do índice, aguardando o fim desta distribuição para bater mais forte no mercado. Portanto, ainda não é um bom momento para especular na bolsa, melhor aguardar definição dos players. A queda do índice só não foi maior devido ao bom desempenho do setor bancário, influenciados pela decisão do Banco Central, no qual comentamos na análise de sexta-feira.

Nos Estados Unidos também há esta congestão de curto prazo e não há muito o que fazer a não ser esperar uma definição do mercado.


Bom feriado!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Banco Central quer mais liquidez

O Banco Central anunciou nesta sexta-feira um afrouxamento de medidas macroprudenciais na intenção de aumentar ainda mais a liquidez da economia e estimular o consumo. A demanda interna é a principal arma que o Brasil possui para combater a crise no cenário internacional. Alguns países na Europa são fortes candidatos a entrarem em recessão, inclusive economias importantes, conforme alerta emitido pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

Basicamente o Banco Central vai elevar a liquidez de curto prazo para as operações de empréstimo à pessoas físicas, por meio da medida que ajusta os requisitos para cálculo do PRE (Patrimônio de Referência Exigido). E como o BC vai fazer isso? Aliviando o PRE. Na prática as instituições financeiras terão de ter menos capital do que é exigido hoje para conceder esses empréstimos de curto prazo (até 60 meses), ou seja, os bancos poderão emprestar mais dinheiro à população.

As operações de crédito consignado, com prazos até 60 meses, receberão FPR (Fator de Ponderação de Risco) de 75% ou 100%. As operações de crédito consignado com prazo superior a 60 meses receberão FPR de 300%. No CDC, as operações com prazo até 36 meses, receberão FPR de 75% ou 100%. As operações com prazo entre 37 e 60 meses receberão FPR de 150% e as operações com prazo acima de 60 meses receberão FPR de 300%. As operações de leasing (ou financiamento de veículos) com prazo até 60 meses receberão FPR 75% ou 100%. As operações com prazo superior a 60 meses terão FPR de 150%.

Simplificando, o FPR de 75% equivale a 8,25% de requerimento de capital. O FPR de 100%, a um mínimo de 11% de capital. O FPR de 150% equivale a 16,50% de requerimento de capital e o de 300%, a 33% de capital. Quanto maior o prazo, maior o risco e portanto mais capital a instituição deverá ter em reservas. A grande sacada está no menor requerimento de capital para empréstimos de curto prazo (até 60 meses), certamente para impulsionar os gastos da pessoa física. Esta medida pode estar contribuindo também para uma redução de 0,50 p.p. da taxa selic na próxima reunião do Copom, alguns "especialistas" estavam prevendo corte de 1%.

No cenário externo, a aprovação de reformas econômicas pelo Senado italiano animou os mercados. É o primeiro passo para o processo de renúncia do primeiro-ministro Silvio Berlusconi (falta ser carimbado pela Câmara Baixa) e assim seguir adiante com a formação de um governo de emergência. As bolsas na Europa fecharam em alta coladas nas máximas. Na Alemanha, o índice DAX respeitou a linha de suporte em 5.7k, deixando um candle de pavio longo inferior, denunciando o aparecimento da força compradora após as quedas recentes.


O movimento foi idêntico ao ocorrido com os principais índices acionários dos Estados Unidos. Candles semanais de pavios longos inferiores em cima de regiões/linhas de suportes. No Dow Jones a força compradora apareceu nas proximidades da linha central de bollinger segurando o índice acima dos 11.6k.


Na China, a bolsa de Xangai fechou em baixa na semana. Movimento normal pois Xangai estava subindo forte há duas semanas e chegou a realizar teste sobre a LTB de médio prazo, que por sinal está no mesmo ponto em que passa a linha central de bollinger. Resistência dupla e muito forte para ser rompida de primeira. Novos testes poderão acontecer nas próximas semanas.


No Brasil, a Bovespa fechou a semana de lado após fortes oscilações ao longo destes últimos 5 dias. O candle de fechamento não ficou muito bonito (para os comprados). Doji de indecisão abaixo da média móvel simples de 200 períodos seguido de um enforcado da semana anterior. A resistência nos 60k ajudou reforçar a posição de operações vendedoras e para o índice continuar a subir, os compradores terão que passar por cima destas operações (rompendo 60k) forçando os vendidos a liquidarem posição. E tem de ser rápido pois o índice fechou o semanal muito convidativo para socar. Ursos aparentemente no comando, se os touros não pegarem no contra-pé, eles animam e pancada reaparece com mais força.


Uma pequena observação quanto às despesas financeiras de empresas brasileiras que possuem dívida em dólar. Como o câmbio disparou em setembro (fechamento do 3º TRI), os prejuízos financeiros já eram esperados pelo mercado, já que mesmo com o hedge cambial as empresas podem perder (não há como adivinhar "a taxa perfeita"). O interessante é evitar que esta perda seja grande demais e acima de tudo, não utilizar o hedge para especular em dólar. Até o momento, nenhuma empresa parece ter se aventurado em hedges cambiais.

Bom final de semana a todos vocês e "boas férias" aos felizardos que irão enforcar a segunda-feira!

Posts desta semana:

O ouro que puxa as commodities
Mercado está nocauteando a Itália
Nível crítico
Faltou força

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Faltou força

O dia começou animado na Bovespa, logo na abertura do pregão o índice começou a subir e chegou a emplacar 1,32% de alta. Mas faltou força para manter a posição e lentamente o índice foi perdendo as pregas até fechar em 0,40% de baixa. A subida até os 58k foi rápida e com pouco volume, movimento típico de mercado sem dinheiro novo pra girar. O índice foi descendo pela falta de novos compradores para sustentar a alta, já que os vendedores estão aparentemente com posições curtas montadas nos 60k e 58.6k.

O volume total na Bovespa ficou abaixo dos 5 bilhões (muito baixo). O candle de fechamento não pode ser considerado um martelo invertido pois é necessário que haja uma tendência de baixa definida para o martelo invertido formar a reversão (a LTA de curto prazo acabou de ser perdida). Este candle de hoje está mais para uma estrela cadente confirmando o spinning top de terça-feira. Apesar de tudo, o índice continua acima da linha central de bollinger devendo um teste que poderá ser feito amanhã.


Em Wall Street a quinta-feira foi mais animada, os índices conseguiram fechar em alta. Dow Jones realizou pullback sobre a LTA de curto prazo perdida ontem (mesmo ponto em que passa a média móvel simples de 200 períodos). Amanhã vai ter briga para decidir se fecha acima ou abaixo da linha central de bollinger. Mercado perigoso e indeciso, pois está sambando muito em cima das médias.


O noticiário europeu continua sendo destaque na mídia. Os políticos gregos conseguiram enfim definir quem será o novo primeiro-ministro do país, o cargo ficou sob responsabilidade de Lucas Papademos. Na Itália também há um nome para substituir Silvio Berlusconi, ao que tudo indica, o tecnocrata Mario Monti deve liderar o governo de emergência e tentar restaurar a estabilidade política.

O BCE (Banco Central Europeu) entrou forte no mercado comprando bônus do governo da Itália para aliviar um pouco o perigoso nível dos yields (maiores informações aqui e aqui). O Tesouro italiano vendeu hoje 5 bilhões de euros em um leilão de bônus de 12 meses e as taxas caíram para abaixo do nível psicológico de 7%.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Nível crítico

Os títulos da dívida italiana atingiram hoje um nível extremamente crítico e ultrapassaram a barreira psicológica dos 7%. O medo está gerando uma fuga de investidores sem precedentes e a Italía está sendo duramente penalizada pelo mercado, mesmo sendo a terceira maior economia da zona do euro. O pânico na verdade começou ontem, conforme relatamos no artigo "Mercado está nocauteando a Itália". Hoje assistimos a continuação deste drama para a dívida soberana italiana, contaminando as bolsas de valores em diversas praças mundiais.

O rendimento dos títulos de dívida pública da Itália simplesmente dispararam nesta quarta-feira, os títulos com vencimento em 10 anos subiram para 7,4%. Se observamos o bônus pago ontem pela Itália para emissão destes mesmos títulos de 10 anos (6,7%), a alta foi absurda. Já o bônus pago para emissão de dívida de curto prazo, a alta foi mais impressionante ainda. Subiu 1,04 pontos percentuais de ontem para hoje, atingindo os 6,14% para os títudos que vencem em 2 anos.

O custo para Itália se financiar no mercado atingiu um nível crítico, é insustentável rolar dívida na Europa à custos tão elevados. O BCE (Banco Central Europeu) está fazendo o que pode (reforçando compras de títulos italianos), mas não tem caixa para salvar a Itália sozinho. A dívida italiana é quase um quarto de toda a dívida pública da zona do euro, isto é, uma dívida grande demais para que o BCE possa salvar. Grandes bancos e empresas italianas se juntaram nesta quarta-feira para solicitar a criação imediata de um governo de emergência capaz de lidar com esta situação dramática.

E por falar em governos de emergência, o acordo firmado para a formação de um governo de coalizão na Grécia ainda não deu certo. O primeiro-ministro, George Papandreou, disse que estava entregando seu cargo a uma coalizão que não existe. Os políticos não conseguiram chegar a um acordo e a bagunça generalizada toma conta da Grécia neste momento.

O dia foi tenso nas bolsas mundiais. O índice Dow Jones fechou em forte baixa perdendo sua LTA de curto prazo e já iniciando o rompimento da linha central de bollinger. Ao que tudo indica poderemos ter mais um novo teste sobre a importante região de suporte nos 11.6k.


No Brasil, o índice Bovespa também fechou em baixa perdendo sua LTA de curto prazo e confirmando o spinning top de ontem. A linha dos 58.6k foi estourada rapidamente, chamando por mais operações vendedoras. A próxima parada está na linha central de bollinger e se a mesma for perdida o índice poderá cair até a importante região de suporte nos 55k.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mercado está nocauteando a Itália

O clima de tensão sobre a Itália está afetando seriamente sua capacidade para emitir dívida no mercado. O rendimento dos títulos italianos de 10 anos atingiu um nível recorde na era do euro, 6,7%. Com 1,9 trilhão de euros em dívidas (sendo que 200 bilhões de euros vencem no ano que vem), a Itália não pode deixar que essas taxas permaneçam a níveis tão elevados, seria insustentável rolar dívida a este custo.

Nem o aumento agressivo das compras de títulos pelo BCE (Banco Central Europeu) conseguiu evitar esta disparada nos bônus italianos. Na semana passada o BCE havia comprado o dobro da semana anterior e mesmo assim as taxas subiram. Isso porque os grandes compradores de dívida soberana europeia (bancos e fundos de pensão) estão fora deste mercado. Há pouco interesse por parte dos players de continuarem comprando dívida de países periféricos na Europa e conseqüentemente as taxas sobem, mesmo com o BCE tentando gerar demanda compradora.

Há um outro fator psicológico no mercado, a marca dos 7%. Tanto Grécia, como Portugal e Irlanda buscaram pacotes de socorro logo depois que o custo de suas dívidas chegaram a estes níveis (os insustentáveis 7%). A Itália precisa, em caráter de urgência, realizar as reformas necessárias e passar confiança ao mercado para tentar derrubar o bônus pago para emitir dívida ao mercado. 7% a corda aperta no pescoço e pode jogar o país à beira de um colapso. A questão que fica é: "E pra Itália tem dinheiro?"

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou em alta com a notícia de que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, entregará o cargo ao presidente italiano, Giorgio Napolitano, logo após a votação da Lei de Estabilidade (uma série de medidas de austeridade fiscal) que deverá acontecer na próxima semana. Já é o segundo fechamento em alta acima da média móvel simples de 200 períodos. Deverá continuar oscilando entre LTA de curto prazo e resistência do último topo em 12.2k.


No Brasil, o Ibovespa fechou em leve queda após oscilar bastante no intraday. Aparentemente foi um movimento isolado já que os demais índices mundiais subiram nesta terça-feira, inclusive no mercado de commodities. Não há razões para justificar este descolamento de curtíssimo prazo, o mercado caiu porque a pressão de venda foi maior. Obviamente com o aval de alguns players. Foi deixado um spinning top acima da região dos 58.6k, indicando indecisão do mercado. Ainda vamos continuar espremidos entre LTA de curto prazo e resistência dos 60k, o lado que romper deverá ganhar força.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O ouro que puxa as commodities

Após marcar fundo no final do mês de setembro/2011, o mercado voltou a especular no ouro de forma mais intensa nas últimas semanas em busca de uma boa rentabilidade no curto prazo. A cotação fechou em seu patamar mais elevado nas últimas 6 semanas, rompendo um canal de alta demonstrando uma força compradora ainda maior no movimento altista iniciado no início do mês de outubro.


Esta puxada no ouro, conforme podemos observar no gráfico acima, representa uma janela de oportunidade para os especuladores que estão estendendo o foco de atuação também no barril de petróleo. Como os ativos nas bolsas ficaram caros no curto prazo, nada melhor do que especular naquilo que apanhou bastante há dois meses atrás.

E por falar em petróleo, o barril do tipo light conseguiu ultrapassar a barreira dos 95 dólares e segue rumo para atingir a cotação dos 100 dólares/barril nas próximas semanas. Em pouco mais de um mês a cotação do barril subiu quase 20 dólares conforme podemos observar logo abaixo.


Na visão dos economistas, não faz sentido o petróleo subir (puxando boa parte das commodities) se estamos em um processo de desaceleração da economia mundial. O raciocínio lógico seria menos crescimento, gerando uma demanda menor, jogando o preço para baixo. Houve sim uma redução no preço das commodities no 3º trimestre deste ano, mas como a queda foi rápida o mercado encontrou uma boa oportunidade para especular na compra. Principalmente puxados pelo petróleo, influenciado também pela redução da oferta, que ajudou a equilibrar a demanda desaquecida.

Sem surpresas, o índice Bovespa fechou em alta influenciado pelas ações expostas ao mercado de commodities. Por isso mesmo o filé do mercado continua sendo as blue chips do índice. O impulso de hoje começou a partir do teste sobre a LTA de curto prazo que está sustentando esta alta desde os 49.4k. Se confirmado o rompimento dos 58.6k o índice vai buscar mais um teste sobre o patamar psicológico dos 60k.


No cenário externo, o primeiro-ministro da Itália (Silvio Berlusconi) já está jogando suas últimas cartas para evitar uma renúncia. Berlusconi precisa de um voto de confiança de seus parlamentares para permanecer no cargo. O mercado irá agradecer se Berlusconi cair, assim como agradeceu à queda do primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, confirmado ontem à noite (aguardando apenas definição do governo provisório).

Os índices em Wall Street também fecharam em alta. Mas Dow Jones está "sambando" sobre a média móvel simples de 200 períodos do gráfico diário e hoje conseguiu encerrar o pregão acima desta linha. Com o fundo confirmado em 11.6k podemos traçar uma LTA curta que pode dar impulso para um reteste sobre o último topo desta pernada de alta iniciada no início do mês de outubro. Apesar de tudo a redução de volume confirma a exaustão do movimento, risco x retorno para compra não está "as mil maravilhas" e exige atenção redobrada aos aventureiros de plantão.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cadê o dinheiro?

Os líderes europeus bem que tentaram, rodaram a caixinha de natal para todos os cantos do mundo na intenção de recolher quaisquer contribuições de seus países "amigos" para a delicada situação na Europa. Mas não funcionou, ninguém doou um tostão furado, nem um vale-transporte ou ticket-refeição, nada! A reunião do G-20 terminou e não houve anúncio de que os países emergentes irão contribuir para o EFSF (traduzindo para o português: Linha de Estabilidade Financeira Europeia).

Não adiantou chamar o Hu pra jogar golf com seus novos amigos da Europa, ou chamar a Dilma pra fazer compras nas badaladas grifes europeias com direito a 50% de desconto (vamos utilizar o mesmo desconto "oferecido" pelos credores privados da dívida grega ok?). O golpe não funcionou e porque será? Talvez porque somos pobres mas estudamos história. Basta relembrar o quanto nós sofremos com os inúmeros embargos, barreiras e condições desleais de negócios quando se tratava de Europa. E a realidade não mudou muita coisa, ainda sofremos para vender no velho continente.

Este "não" de imediato dos países emergentes vai esquentar as próximas rodadas de negócios, principalmente aquelas negociações "monstro" que ocorrem às portas fechadas. Agora temos poder de barganha para negociar e temos que aproveitar este momento para "puxar a sardinha pro nosso lado". Muito provavelmente, a medida que as negociações forem avançando, os países emergentes deverão contribuir com a Europa, mas este recurso não cairá na conta carnavalesca do EFSF. O dinheiro será creditado no FMI (Fundo Monetário Internacional), para que seja avaliado caso a caso na concessão de empréstimos aos países necessitados.

Sem dinheiro na caixinha de natal, as bolsas europeias fecharam em baixa nesta semana. O índice DAX (Alemanha) não conseguiu passar pela linha central de bollinger e entrou num movimento de realização de lucros mais forte após a forte puxada desde o fundo nos 4.9k. Movimento idêntico observado nos mercados franceses e italianos.


Atenção especial para a Itália pois o país continua sofrendo uma dura crise de credibilidade, impactando no custo para emissão de dívida no mercado. O bônus italiano de 30 anos já está pagando 6,95% ao ano. O FMI planeja enviar uma equipe de peritos à Itália nas próximas semanas para iniciar a verificação sobre como o país está cumprindo os compromissos para reduzir sua alta carga tributária, implementar as medidas de austeridade fiscal e reduzir o orçamento.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones também fechou a semana em baixa, mas conseguiu se manter acima da linha central de bollinger e média móvel simples de 50 períodos, respaldado pelo impulso fornecido pela média de 200 períodos do semanal. Ainda há espaço para mais realizações de lucros, para posteriormente armar um fundo ascendente dando continuidade à tendência de alta no médio prazo que está intacta.


Na China a bolsa de Xangai fechou em alta na semana, testando a LTB mais rápida de curto prazo. Ainda trabalha em tendência de baixa no médio prazo e precisar romper esta LTB para posteriormente armar um pivot de alta invertendo a mão da tendência.


No Brasil a semana fechou em baixa na Bovespa, mas em ritmo de recuperação no final. As operações vendedoras conseguiram jogar o índice para retestar a LTB rompida e linha central de bollinger, região onde houve um forte aparecimento da força compradora que devolveu boa parte da queda na semana. Pode manter o movimento de realização de lucros ou congestão nas próximas semanas, o índice está sendo barrado pela média móvel simples de 200 períodos do semanal.


Hoje vamos fechar a semana com uma notícia positiva. O Tesouro Nacional informou nesta sexta-feira que emitiu 1 bilhão de dólares em bônus Global 2041 nos mercados europeu e norte-americano. Os papéis da dívida brasileira foram vendidos com spread de 160 pontos-base acima do Treasury (que é o nosso parâmetro), com vencimento em 7 de janeiro de 2041. O bônus ficou em 4,69% ao ano. Ou seja, o Brasil conseguiu vender dívida de 30 anos com a menor taxa de sua história. Isso porque a demanda foi muito alta, 13 vezes superior ao da oferta inicial que era de 500 milhões de dólares. O mercado está fugindo do risco de títulos soberanos europeus para comprar títulos de países como o Brasil por exemplo.


Então é isso pessoal, bom descanso e um ótimo final de semana!

Artigos da semana:

E pra Itália tem dinheiro?
Grécia "pede pra sair"
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