quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Corte será de 55 bilhões

O governo brasileiro anunciou hoje um corte de 55 bilhões de reais no Orçamento de 2012. O valor é superior ao contingenciamento efetuado no ano passado (50 bilhões de reais) e teoricamente visa garantir mais os investimentos de longo prazo. Os recursos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa Minha Vida e Brasil sem Miséria serão mantidos. 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o corte permitirá ao país cumprir tranquilamente a meta do superávit primário para este ano, de 139,8 bilhões de reais. Obviamente tranqüilo não será, mas é perfeitamente possível que a meta de superávit seja alcançada desde que não apareçam surpresas pela frente. O que provavelmente ficará comprometida é a “fictícia” meta de inflação. Para um corte modesto no Orçamento, visando manter a política expansionista com foco num crescimento de 4,5% para este ano, a meta de inflação dificilmente será alcançada já que o Banco Central deverá manter a sua política de afrouxamento monetário até que a taxa básica de juros seja derrubada para casa de um dígito.
No cenário externo a China resolveu entrar em cena após o presidente do banco central chinês, Zhou Xiaochuan, afirmar que vai aumentar suas reservas em euro. Boa notícia para os especuladores de câmbio. O presidente chinês (e “melhor amigo” de todos os representantes políticos europeus), Hu Jintao, disse também que seu governo vai participar de uma ação internacional para dar apoio à Europa. O “mestre Hu” não é ingênuo, ele sabe que a Europa é um dos principais mercados consumidores das bugigangas chinesas e depende diretamente da economia do velho continente para manter sua indústria aquecida e balança comercial extremamente favorável.
O anúncio das autoridades chinesas parecia estar programado para ser feito no dia de hoje, na intenção de abafar a recessão técnica (dois trimestres seguidos de contração econômica) de cinco países europeus: Holanda, Itália, Portugal, Grécia e Bélgica. Além disso, a economia da zona do euro encolheu 0,3% no quarto trimestre de 2011, em comparação com o terceiro trimestre do ano passado. A tática funcionou e os mercados financeiros europeus fecharam em alta nesta quarta-feira.
No Brasil, o índice Bovespa fechou o pregão em leve alta mantendo suas oscilações dentro da zona de congestão de curto prazo entre 66.4k e 64k. O candle de fechamento não ficou muito bonito para os comprados, uma estrela cadente que pode jogar o índice de volta para a região dos 64k. Se esta linha de suporte for perdida a intensidade da queda deverá se prolongar até as regiões de suporte mais abaixo em 62k (fraco) e 60k (forte).



Nos Estados Unidos o índice Dow Jones acordou um pouco, mas acabou indo para o campo negativo. O índice conseguiu está lutando para se manter acima da linha central de bollinger, amanhã poderá definir, perdendo esta linha a congestão de curto prazo será rompida para baixo intensificando o movimento de correção.

6 comentários:

  1. bem vindo de volta, abraços

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  2. Conseguí tirar este quadro chato de confirmação para postar os comentários. Agora ficará mais rápido =)

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  3. Cara, tenho medo de ouvir falar em manutenção do minha casa minha vida, isso só está inflando a bolha. Além desse pseudo crédito em excesso ainda temos os trambiques das construtoras. Por outro lado, qd ela estourar será a vez de investir em imóveis.

    Abraço!

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  4. corey,

    Tem muito jogo de interesse aí no meio e gente grande envolvida. Quando a festa acabar, vai chegar a conta. Imóvel é complicado, os preços estavam defasados há uns 3/4 anos atrás, mas alguns casos acabaram virando especulação pura. Dependendo da localização do imóvel, os preços estão um absurdo.

    Crises são oportunidades, em qualquer setor e qualquer lugar do mundo. Independente do que estourar, temos que estar preparados para aproveitar estas oportunidades.

    Abcs, bons negócios

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