quinta-feira, 9 de agosto de 2012

China poderá ampliar afrouxamento


Uma nova série de dados fracos divulgados pelo governo chinês nesta quinta-feira aumentaram as probabilidades de que mais estímulos econômicos poderão surgir na China. O crescimento da produção industrial desacelerou para 9,2% em julho (na comparação anual), este é o nível mais fraco dos últimos três anos. O crescimento das vendas no varejo recuou para 13,1% durante o mesmo período, ficando abaixo da expectativa dos analistas (em torno de 13,7%).

Diferente do que acontece no Brasil, os números de inflação na China são levados a sério e permitem novas medidas de afrouxamento monetário. A inflação anual recuou para 1,8% em julho, esta é a taxa mais baixa registrada na China nos últimos dois anos.

Com o desaquecimento cada vez mais acentuado na economia chinesa e a folga nos números de inflação (cria-se uma janela para o afrouxamento monetário), é quase certo que o governo chinês poderá entrar com mais medidas de estímulo à economia neste segundo semestre.

A expectativa por novas medidas de afrouxamento, a serem tomadas pelos principais banqueiros centrais mundiais, é o que está “sustentando” toda esta alta nas bolsas de valores. Notícia ruim para a economia é notícia boa para o mercado, pois alimenta a onda especulativa. Na prática esta onda poderia levantar as bolsas de uma forma ou de outra, pois as opções dentro do mercado financeiro estão cada vez mais escassas.

Os dados negativos da economia chinesa não derrubaram os mercados que fecharam o dia perto da estabilidade ou em leve baixa. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones deixou mais um candle de indecisão do tipo sipinning top indicando falta de força para continuar subindo ou esgotamento da pernada curta iniciada em 12.5k.


No Brasil o índice Bovespa também fechou com um spinning top indicando indecisão. Houve uma recuperação ao final da tarde, porém sem indicações de rompimento da média móvel simples de 200 períodos ou teste sobre a LTA desta pernada iniciada em 52.5k.
  


A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) confirmou as projeções do Banco Central do Brasil ao dizer que a maior parte das grandes economias deverão perder força nos próximos meses, com exceção do Brasil e possivelmente o Reino Unido (poderão registrar um aumento moderado no segundo semestre).

12 comentários:

  1. Eu não sei FI, mas eu não acredito muito nesses dados chineses. Pô, os caras crescem dois dígitos ao ano por mais de 30 anos! Isso é impossível!

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    1. Eike Rico,

      É alguns dados do governo chinês não são confiáveis na minha opinião, por isso prefiro medições das agências de fora. Mas o que eles consumiram de commodities brasileiras nas últimas décadas justifica boa parte este crescimento pujante. Esta fase já passou também, há 30 anos atrás a China era uma economia virgem, por isso o crescimento foi forte. Hoje crescer 10% em cima do que já expandiram é muito difícil.

      Abcs, bons trades

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  2. Graficamente, tanto no Brasil quanto lá fora está se desenhando uma baixa no curto-prazo que acho que será saudável para esta nova pernada de alta, pois a subida foi extremamente vertical.

    Os estrangeiros continuam tirando seu dinheiro do mercado, o que mostra que esta última alta teve total interferência do capital interno. Será que os grandes fundos governamentais criaram esta alta? Ou foram nossas instituições financeiras? De certa forma, todas as principais bolsas vinham subindo e só a nossa estava lateralizada. Esta alta acabou nos fazendo acompanhar a tendência mundial.

    Uma ação que chamou muito minha atenção do ponto de vista gráfico foi SUZB5. Ela está armadinha pra subir. Seus maus números fundamentalistas aparentam já terem sido precificados, pois já está há 30 pregões lateralizada na faixa dos 4 R$, que foi o preço da recente oferta secundária de ações da empresa. O que achas? Eu já estou de olho ...

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    1. Esterco da bolsa.

      Sim, uma correção seria extremamente saudável para tendência iniciada a partir dos 52.5k. Não gosto de pernadas muito verticais, estica rápido demais e acaba chamando venda pesada em algum momento.

      A taxa de juro real está abaixo dos 2% ao ano. Os institucionais terão que quebrar cabeça pra tentar manter o rendimento das carteiras ou minimizar a queda no rendimento. Acredito que seja mais um movimento dos gestores de fundos.

      Sobre a SUZB5 não gosto desta empresa e nem do setor. Ficaria com o pé atrás para montar uma posição mais longa no papel acreditando numa inversão de tendência no médio prazo. Mas essa é só minha opinião, posso estar totalmente errado rss.

      Abcs, bons trades

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  3. Volume muito baixo nessas últimas altas. todo cuidado é pouco.

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    1. Torço para que esteja se formando um O-C-O.

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    2. Anônimo,

      Sim, o volume não está lá nas alturas. Mas como o mercado tem mostrado sinais de força, pode ser porque os vendidos não estão se arriscando tanto e consequentemente girando menos.

      Abcs, bons trades

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    3. Sir Income,

      Sim, existe a possibilidade desta figura.

      Eu estou balizando pela média de 200 períodos semanal. Acho que poderá ser o divisor de águas. Se formar topo bem abaixo dela a coisa fica feia de novo. Se furá-la com gosto, bull market ganha força e esta pernada pode ir longe (testar LTB do TH).

      Abcs, bons negócios

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  4. Alta puxadas pelos institucionais. PF e estrangeiro continuam em retirada.
    http://www.dadosdabolsa.com/Investidores%20Bovespa

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    1. Olha olha! Gestores de fundos mostrando serviço? rsrs.. A partir de agora vão ter que rebolar pra manter os rendimentos das carteiras, já que o mercado financeiro acompanha a queda na taxa de juro real.

      Abcs,

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    2. A solução para muitos gestores (de acordo com os estatutos) é girar mais na renda variável..

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