quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Contração aumenta na China


O banco HSBC, em parceria com o Instituto Markits, divulgou nesta quinta-feira a prévia dos principais Índices de Gerentes de Compras da economia mundial que sacudiram os mercados. Esta prévia, antes do resultado oficial que será divulgado no início do mês de setembro, é importante para os investidores avaliarem a real situação da economia mundial neste exato momento.

Nos Estados Unidos a atividade industrial segue em expansão moderada. O índice subiu de 51,4 pontos em julho para 51,8 pontos em agosto, este é o melhor resultado entre os três pilares da economia mundial (Estados Unidos, Europa e China). É um dado positivo para a economia norte-americana mas por outro lado, a manutenção da expansão na atividade industrial não justifica, em um primeiro momento, programas de estímulo monetário. Contrariando assim a “vontade” do FED (Federal Reserve) e de Wall Street.

Na zona do euro o índice está praticamente estagnado (de 46,5 pontos em julho para 46,6 em agosto), mostrando que teremos mais um mês de contração na atividade industrial.

A bomba foi cair justamente na China onde o índice apresentou forte queda na atividade manufatureira. O indicador foi parar nos 47,8 pontos em agosto, resultado bem inferior aos 49,3 pontos do mês anterior, a maior queda dos últimos nove meses. A contração na atividade industrial aumentou bastante, o que irá exigir ainda mais do governo chinês para intensificar as medidas de estímulo econômico em um cenário de risco elevado de inflação dos alimentos.

Wall Street derreteu arrastando as demais bolsas mundiais que estavam operando no momento. O índice Dow Jones fechou em forte queda perdendo a linha central de bollinger e caminhando para testar a linha de suporte psicológico nos 13k.

  
No Brasil o índice Bovespa também fechou em queda confirmando a perda da LTA de curto prazo e a força da média móvel simples de 200 períodos. O mercado encontrou ponto de apoio exatamente na linha central de bollinger, porém se esta região for perdida a linha de suporte em 57.6k ficará mais vulnerável.


12 comentários:

  1. FI, será que agora os investidores vão cair na real que estamos numa crise braba e a bolsa vai derreter?

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    1. Eike Rico,

      No geral os índices estão encontrando resistências importantes e alguns mostrando sinais de esgotamento na força compradora (como Dow Jones e S&P500). Isso por si só é um motivo e tanto para as bolsas entrarem em correção, tanto é que este movimento já se iniciou.

      Abcs, bons trades

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  2. e a vale hein? será que vai ser o patinho feio e derrubar o ibov? ta com jeitão, vamos ver.
    Ivan Carlos

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    1. Ivan Carlos,

      Pegaram a vale pra bater e não era pra menos porque o noticiário ajudou muito. Está no fio da navalha perto da região de forte suporte em 33,90. Acho que pelo menos um repique de curtíssimo prazo pode sair a partir do teste, mas depois disso eu já não sei rsrs..

      Abcs, bons negócios

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    2. parece que o candle vai fechar um Martelo, testou o suporte e voltou

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    3. Nossa, se fechar no martelão vai ficar tão bonita na foto que merece até uma moldura rsrs...

      E pior que esse pavio inferior é sinal de que muita gente levou stop. Tanto pra quem vendeu, quanto pra quem comprou e jogou stop muito curto.

      Abcs,

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    4. poisé, nunca operei vale, mas se fechar nesse martelo vai ficar bonito

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    5. Ou se ela voltar a ficar bem distante da bollinger inferior no diário pode dar trade também.

      Eu não gosto de operar ela não, lugar que tem muito peixe grande é tenso rsrs. A não ser quando o risco x retorno estiver muito bom pra mim.

      Abcs

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    6. gosto de operar a vale pra daytrade, tem dia que tá facim facim, eheheehe.
      abraços.
      Ivan C

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  3. Até tú China?!?!?1

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    1. Anônimo,

      Aquela fase de crescer loucamente 10% ao ano já se foi. A China hoje é uma outra economia, muito mais forte, avançada, mão de obra mais instruída e mais custosa também e consequentemente com muitos mais problemas estruturais a serem absolvidos.

      Abcs, bons investimentos

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