quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Situação da Grécia piora cada vez mais


O governo grego reduziu em mais da metade sua estimativa de superávit orçamentário em 2013, as vésperas de uma reunião decisiva, que ocorrerá no dia 12 de novembro, para garantir o recebimento da próxima parcela de empréstimo do pacote de socorro acertado juntamente com a UE (União Europeia) e FMI (Fundo Monetário Internacional).

As medidas de austeridade fiscal estão afundando o país cada vez mais na recessão. Estima-se uma contração econômica na Grécia de 4,5% em 2013, o que deverá elevar a dívida pública do país para um recorde insustentável de 189% do PIB (Produto Interno Bruto). A necessidade de financiamento para o país se manter solvente nos próximos 2 anos aumentou para 30 bilhões de euros conforme estudo realizado recentemente pela troika.

A Grécia precisará realizar uma série de reformas econômicas e aumentar os cortes nos gastos públicos até a reunião do dia 12 de novembro para convencer os credores internacionais liberarem o pagamento da próxima parcela de empréstimo. A única certeza é que o país terá de receber esta parcela de empréstimo para evitar um default e /ou ruptura com a zona do euro.

Opções como alongamento no vencimento das novas dívidas contraídas, juntamente com a redução nas taxas de juros dos empréstimos concedidos (permitindo assim a rolagem da dívida), é a carta na manga que ainda resta para a Europa manter a Grécia respirando até que haja uma reestruturação organizada na zona do euro. Um novo corte na dívida grega (default parcial) está fora de cogitação e praticamente confirmaria uma moratória disfarçada na Grécia.

Nos Estados Unidos o dia foi marcado pela volta das negociações na bolsa de valores de Nova York. O índice Dow Jones oscilou bastante mas fechou próximo à estabilidade marcando novamente um candle de indecisão. Ainda há uma tentativa de formação de fundo levemente acima da linha de suporte psicológico em 13k, mas com o clima de aversão ao risco provocado pelos eventos técnicos das duas semanas anteriores, a força compradora em Wall Street continua fraca até mesmo para engatar um repique.

Bolsa de Nova York
  
No Brasil o índice Bovespa fechou o dia devolvendo toda a alta de ontem provocada pelos investidores institucionais nacionais (na intenção de levantar os rendimentos das carteiras). Os cartuchos foram queimados ontem aproveitando-se da ausência dos investidores estrangeiros, mas o mercado (diga-se players estrangeiros) corrigiu este movimento nesta quarta-feira. Ao contrário do que muitos dizem por aí, não houve nova tentativa de puxar as cotações no último dia útil do mês, o volume na Bovespa ficou abaixo dos 6 bilhões de reais sem qualquer reação relevante de força compradora nos minutos finais do pregão.

Bovespa diário

O gráfico mensal do Ibovespa revela que a média móvel simples de 20 períodos continua apontando para baixo após barrar o movimento de alta iniciado em 52.5k. A queda deste mês confirma a formação de topo abaixo desta referida média juntamente com os pavios longos superiores dos candles de agosto e setembro.

Bovespa mensal

O engolfo no gráfico diário poderá jogar o índice para retestar o fundo de curto prazo marcado em 56.6k. Caso esta linha (fraca) não consiga segurar o movimento vendedor, o suporte na região dos 56.2k ficará comprometido pois a força vendedora irá aumentar com a formação de um pivot de baixa nos gráficos intradays.

A perda do suporte em 56.2k representará rompimento da LTA de longo prazo iniciada em 2008, fortalecendo ainda mais o viés de baixa do mercado. Ibovespa parece ter entrado em uma sinuca de bico para impedir continuação da tendência de baixa com o casamento das consequências dos movimentos técnicos nos gráficos intradays, diário, semanal e mensal.

8 comentários:

  1. FI, parece que agora é definitivo: o IBOV está em tendencia de baixa....

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    1. Opa, tudo bom Eike Rico?

      No curto prazo continua na mesma, tendência de baixa. No médio prazo não descaro a tendência de alta enquanto o índice conseguir se manter acima dos 52.5k. Mas neste período, conforme o Ibov vai caindo, as chances para manter intacta esta tendência de alta no médio prazo vão diminuindo também.

      Abcs, bons trades

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    2. Ola. O ibov esta em baixa desde 2010 na tentativa frustrada em romper o th. No momento opera dentro de uma zona de congestao o que pra mim caso nao seja revertida a figura baixista tem grandes chances de vermos fortes quedas. E segurar o dindin que teremos promocoes...

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    3. Entre 2009 e 2010 aconteceram algumas tentativas de teste e rompimento do TH, se não me engano foram pelo menos em 5 meses distintos. Esta de 2010 foi a que mais se aproximou do TH. Este movimento é característico de formação de topo de uma zona de congestão. Nesta congestão de longo prazo devemos considerar duas bases relevantes: uma nos 60k e outra ao redor dos 50k. Esta congestão longa pode ser uma correção da pernada forte de alta entre 2002-2008. Como estamos no mesmo nível de pontuação de 2007, pode ser que esta correção (em forma de congestão) esteja entrando na fase final (mais alguns meses ou mesmo 1 ou 2 anos, chute). Então acho que se o mercado nos presentear com outra queda forte, esta talvez poderá ser a última deste ciclo de correção. Mas no médio prazo não descarto a tendência de alta, este fundo em 52.5k foi muito bem desenhado, é também um ascendente a partir do fundo em 48k de 2011.

      Abcs, bons negócios!

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  2. O BRIC vai virar CRIC?

    Brasil não tem mais o melhor sistema financeiro da América Latina
    Superado pelo Chile, dois dos fatores que mais prejudicaram o Brasil foi o regime fiscal e a fraqueza do capital humano

    http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/credito/noticia/2599332/Brasil-nao-tem-mais-melhor-sistema-financeiro-America-Latina

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    1. Se tem alguma coisa que o Brasil pode se orgulhar é da regulação e solidez do sistema financeiro. Desde quando o sistema financeiro que quase jogou o mundo na sarjeta pode ocupar a segunda posição deste "ranking"? rsrs... Certamente a metodologia empregada para este estudo é bastante questionável. Mas com relação ao ambiente de negócios, este sim é um motivo que nos envergonha mundo afora.

      Abcs, bons investimentos!

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    2. a inflação não faz parte do sistema financeiro de um país? Ou seria uma responsabilidade unicamente do governo?

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    3. Opa, tudo bom Angelo Manosso?

      Inflação é consequência da política monetária do Banco Central e não necessariamente da composição do sistema financeiro nacional. O Banco Central possui uma política de metas e sua responsabilidade é fazer a inflação alcançar esta meta, atualmente em 4,5% com 2 p.p. de tolerância para baixo (2,5%) ou para cima (6,5%). O sistema financeiro é um arcabouço de órgãos e instituições que regulam, fiscalizam e executam toda a atividade do sistema. O órgão máximo normativo (como se fosse o "cérebro" do sistema financeiro) é o Conselho Monetário Nacional composto pelo Ministro da Fazenda, Presidente do Banco Central e Ministro do Planejamento e Orçamento.

      Abcs, bons negócios!

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