segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aumenta o ritmo de recuperação da atividade industrial


Os números divulgados hoje pelo Instituto Markit, em conjunto com o banco HSBC, confirmaram a expectativa de melhora no ritmo de recuperação da atividade industrial neste mês de novembro. O resultado mais importante desta rodada de indicadores ficou por conta da China, que voltou a mostrar sinais de expansão da atividade industrial após passar a maior parte dos últimos dois anos registrando contração.

O Índice Gerente de Compras da China fechou em 50,5 pontos no mês de novembro. Este resultado é superior ao registrado em outubro (49,5 pontos) e confirma aumento no ritmo de recuperação da atividade manufatureira, que passou a se expandir em novembro.

Nos Estados Unidos o Índice Gerente de Compras marcou 52,8 pontos, acima dos 51 pontos registrados em outubro (já com o dado revisado), sinalizando o avanço mais forte nos últimos cinco meses. Em compensação o ISM Manufatura (que não é calculado pelo Instituto Markit) mostrou resultado inverso, devido à diferença de metodologia, na atividade industrial norte-americana. O índice caiu de 51,7 pontos em outubro para 49,5 pontos em novembro, indicando contração da atividade manufatureira.

Para efeito comparativo entre os níveis de atividades industriais das principais economias mundiais, é aconselhável utilizar o Índice Gerente de Compras do Instituto Markit. No Brasil o Índice Gerente de Compras (divergente do número do IBGE) mostrou forte avanço do mês de outubro para novembro saindo de 50,2 pontos para 52,2 pontos. Esta aceleração na atividade industrial é um reflexo das medidas adotadas pelo governo que impulsionaram a venda de bens duráveis.

Índice Gerente de Compras do setor industrial brasileiro

A atividade industrial na zona do euro, medida pelo Índice Gerente de Compras, subiu de 45 pontos em outubro para 46,2 pontos em novembro, reduzindo assim o ritmo de contração. Este resultado na Europa pesou no resultado final do índice global de manufatura calculado pelo JP Morgan referente ao mês de novembro. A atividade manufatureira global permanece em zona de contração, porém este ritmo está diminuindo (saiu de 48,8 pontos em outubro para 49,7 pontos em novembro) e poderá registrar expansão no próximo mês.

Média da atividade industrial global feita pelo JP Morgan

O avanço forte do Índice Gerente de compras brasileiro impulsionou o movimento de alta na Bovespa provocando descolamento com Wall Street. Apesar de tudo o pregão desta segunda-feira foi bem volátil, o índice (colado na máxima do dia) chegou a zerar os ganhos em questão de minutos, porém se recuperou na mesma velocidade levando stops de posições compradas abertas no início do pregão.
 
Gráfico da bolsa de valores referente ao ano de 2012
  
Foi acionado um novo pivot de alta (intraday) no Ibovespa e a LTB que vem do topo em 63.4k foi rompida aumentando a força da pernada iniciada a partir dos 55.1k. A linha central de bollinger semanal (mostrada no post de sexta-feira: “Uma piada que se tornou vexame”), também foi rompida indicando que o próximo objetivo desta pernada será testar a média móvel simples de 200 períodos diária.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones segue pressionado pelo patamar psicológico dos 13k e média móvel simples de 200 períodos diária. A queda e hoje sugere teste sobre a LTA de curto prazo iniciada em 12.4k.

Gráfico do principal índice de Wall Street em 2012


9 comentários:

  1. Olá FI, o movimento do Ibov está bem parecido ao do ano passado, ficou troteando nas médias e por volta de março tomou rumo, é o pior dos mundos para trades pois fica "comendo stops" constantemente;
    Ivan

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    1. Ivan,

      Comer os stops faz parte do jogo rsrs. Ontem mesmo foi descarado, mas esse é o nosso mercado. Temos que nadar conforme a maré, não tem outro jeito. Mas isso ocorre eventualmente (quando o seu ponto de entrada é bom) e não sempre. Essa volatilidade é ótima para operações curtas, mas o trader não pode ter ganância, tem que entrar no mercado pra tirar o seu 0,5% (ou permitir um lucro maior, com a devida proteção, se a operação evoluir) e sair rápido antes que apareça alguém pra bater sua carteira rss.

      Abcs, bons trades

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  2. Bom dia, adr da Petro está prestes à perder forte suporte, pra mim é questão de tempo à não ser que algo fundamental aconteça...se na matriz furar este piso de vidro vai ficar complicada a situação por aqui!!
    Ivan

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    1. Essa aí está no meu radar. Tem uma congestão no gráfico horário boa de operar. No momento está se aproximando do topo, se soltar um sinal de indecisão/reversão, vale uma venda rápida. Stop barato. Vamo que vamo!

      Abcs,

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    2. FI,

      Tem uma LTA no gráfico de 15 min. Tocou 4 vezes, mas BB tá muito estreita. Se romper 19,12, qual seria a próxima resistência?

      Abraços

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    3. Agora tô achando que é um canal... rs

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    4. Pois é, muita gente fala na AT quanto mais testes a LTA sofrer, mais forte ela fica. Eu já discordo. Depende muito da situação. Nesse caso da petro o gráfico horário dela já mostrava ativo próximo do topo da zona de congestão. Mostrou fraqueza (andou de lado) e a força vendedora entrou. A LTA de 15 minutos na verdade estava mostrando relutância do ativo em subir (teste, seguido de um novo teste, ou seja, entra força compradora na linha mas não o suficiente pra engatar uma pernada). Resultado, papel acabou perdendo esta LTA de 15 minutos e chamou uma venda rápida no intraday. Claro, isso tudo vale apenas para análise de curtíssimo prazo.

      Abcs, bons trades

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  3. Lta, ltb, canal, MM......

    Se sair o reajuste dos derivados, a petro rompe prá cima, do contrário...... é caixão.

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    1. Anônimo,

      Sim, isso resultaria num impacto de prazo maior. Por isso fiz questão de ressaltar no texto, a análise é para curtíssimo prazo, visando day-trade.

      Abcs, bons negócios

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