sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Uma aposta antecipada para o fim da crise


Os desempenhos dos principais mercados de ações espalhados mundo afora não refletem nem de perto a delicada situação da economia global. Índices espalhados pela Europa, Estados Unidos, Ásia e América Central trabalham em níveis elevados de pontuação, alguns próximos das máximas históricas, refletindo o clima de otimismo destes mercados.

À julgar pelo desempenho dos mercados de ações, o mundo parece ser aquele do período de pré-crise, onde as economias cresciam de forma rápida e consistente. Mas o mundo de hoje é completamente diferente daquele de 2007. Os bancos centrais ainda lutam para conter a dura crise financeira via afrouxamento/injeções monetárias sob diversas formas.

O mercado interbancário está longe de ser aquele de outrora onde o crédito corria solto no sistema financeiro impulsionando a atividade econômica. Uma onda de desemprego alto, que já dura mais de 4 anos, afeta mais da metade do PIB mundial. Dívidas soberanas se tornaram impagáveis e alguns países estão no limite da bancarrota. Déficit fiscal se tornou uma expressão popular no mercado financeiro, mas antigamente mal se houvia falar nestas palavras.

De fato a situação da crise financeira mundial ainda é preocupante. O trabalho coordenado entre os principais banqueiros centrais mundiais nos salvaram de uma grave recessão e mostrou que aprendemos bastante com a grande depressão dos anos 30.

Desde 2007 foram mais de 11 trilhões de dólares despejados dentro do sistema financeiro pelos maiores bancos centrais mundiais. Evidentemente boa parte deste recurso não foi parar na economia real, mas sim nos mercados financeiros. Este é um dos principais motivos que explicam o bom desempenho dos mercados acionários, queda abrupta das dívidas triplo “AAA” (devido a alta procura), disparada dos metais e alto giro financeiro em mercados de derivativos (um paraíso sem limite aos grandes bancos de investimento).

A fase da torneira aberta dos bancos centrais ainda não terminou. O FED (Federal Reserve - banco central norte-americano) vai continuar comprando bilhões de dólares em títulos do Tesouro ao longo de 2013. O BoE (Bank of England - BC inglês) vai canalizar bilhões de libras para empresas e pessoas físicas através dos bancos comerciais. O BCE (Banco Central Europeu) vai manter os juros baixos dos empréstimos de governos que necessitarem sua ajuda. O Banco do Japão está comprando 1,14 trilhão de dólares em títulos do governo, dívidas empresariais e ações na bolsa.

Toda essa ação coordenada entre os “donos do dinheiro” no mundo não é decidida por acaso e tem uma razão. Os principais banqueiros centrais mundiais (entre eles o BC brasileiro) se reúnem 6 vezes por ano em Basileia às portas fechadas, sem assessores, funcionários, transcrições de atas ou qualquer tipo de documento oficial sobre o que foi tratado na reunião. É nesta reunião que saem as principais decisões a serem tomadas, de forma coordenada, pelos banqueiros centrais a fim de se evitar a instabilidade financeira e gerenciamento do crescimento global.

Conforme mencionado no antepenúltimo parágrafo, a fase da torneira aberta dos bancos centrais ainda não terminou. Este é o fluxo de capital impresso que impulsiona os ativos e permite que os formadores de mercado acreditarem que o pior da crise já passou, o que não deixa de ser uma aposta antecipada e perigosa.

2013 pode até ser um ano favorável à renda variável (ou não, ninguém sabe do futuro), mas o risco de um novo tombo, e talvez o último do nosso ciclo de correção, nos mercados é relativamente alto levando-se em consideração o delicado cenário macroeconômico.

A partir do ano que vem os principais banqueiros centrais começarão a discutir nestas reuniões em Basiléia quando será o momento de fechar as torneiras e acabar com a festa do dinheiro farto no mercado. Da mesma forma como foi de suma importância os bancos centrais agirem rapidamente com injeção de capital no sistema financeiro, será de suma importância interromper este ciclo de expansão monetária no momento certo.

A desalavancagem do sistema financeiro (afinal são mais de 11 trilhões injetados nos últimos 4/5 anos) provavelmente será por intermédio da inflação. Mas “o grupo de Basiléia” não pode se dar ao luxo de esperar aparecer os sinais de retomada da inflação para só assim interromper a expansão monetária. Se fizerem isso economia mundial entrará num surto inflacionário sem precedentes (elevação dos preços + retomada do crescimento econômico + confiança alta + crédito farto + juro baixo) gerando outra grave crise no sistema financeiro.

As torneiras precisam estar fechadas antes da chegada da inflação. Mas quando isso irá acontecer? Nem mesmo “o grupo de Basiléia” sabe e não há margem para erro. Certamente este tema começará a ser debatido com mais força em 2013 e será o bicho papão que incomodará o sono de Bernanke, Mario Draghi e companhia limitada. Mas Jaime Caruana, gerente-geral do Banco de Compensações Internacionais, já alertou dizendo que "essas medidas de emergência podem ter efeitos indesejáveis se continuarem por muito tempo."

A semana foi bem movimentada no mercado de capitais. Na segunda-feira houve um furo na revista Veja responsável porimpulsionar os papéis de Eike Batista, desmentido um dia depois. Na terça-feira comentamos sobre um novo Banco Central brasileiro em 2013. Na quarta-feira o FED confirmou suas próximas rodadas de estímulos monetários. Na quinta-feira foi definido o primeiro passo para união bancária na Europa.

A sexta-feira foi relativamente calma comparando com os outros dias da semana. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou a semana em leve baixa, mas a sinalização do candle é forte. Estrela cadente colada na resistência dos 13.3k, LTB e linha central de bollinger semanal. Portanto existe uma possibilidade de formação de topo descendente a ser confirmada na próxima semana.


No principal mercado europeu o índice DAX (Alemanha) fechou a semana em alta colado na última resistência abaixo do topo histórico. Não houve sinalização de topo, porém o índice parou exatamente na linha de resistência. Precisa rompê-la na próxima semana pra evitar uma inversão de tendência no curto prazo.


Na China a bolsa de Xangai fechou mais uma semana em forte alta rompendo a linha central de bollinger e uma importante LTB de médio prazo iniciada em 2011. Trabalha uma tendência de alta no curto prazo e poderá testar os 2.2k nas próximas semanas.
 
  
O principal índice do mercado mexicano rompeu a sua última resistência abaixo do topo histórico mostrando a força da tendência de alta no médio prazo. Um novo pivot de alta foi acionado e pode-se esperar teste no TH nas próximas semanas. Mercado em euforia de alta.


A bolsa brasileira está bem longe de seu topo histórico devido aos motivos, principalmente políticos, internos ocorridos com frequência nos últimos anos, responsáveis por espantar o fluxo de capital especulativo estrangeiro.

No curto prazo o índice Bovespa trabalha uma tendência de alta iniciada em 55.1k, responsável por jogar o índice para a região de patamar psicológico dos 60k. A linha central de bollinger foi rompida, mas agora o índice começará a sofrer pressão vendedora da resistência dupla formada por esta linha de resistência (60k) e LTB que vem do topo em 69.1k.


Por hoje é só pessoal. Desejo a todos vocês um ótimo final de semana e espero que tenham aproveitado, dentro do possível, o “rally da primeira quinzena de natal”. Chegamos nos 60k e agora é outra história. Tal como na Formula 1, chegar é fácil, o difícil é passar.

35 comentários:

  1. Parabéns por mais uma análise séria e clara do mercado. Lendo os seus textos fica fácil compreender o que a maioria complica ao tentar explicar. Valeu! Abrs

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    1. Opa! Tudo bom Paulo Rafael?

      Eu é que agradeço pelas palavras. Obrigado!

      Abcs, bom final de semana!

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    1. Doutor Honorários,

      Acho que sim. A princípio manterei a mesma estratégia que venho adotando nos últimos anos.

      Abcs, bom sábado!

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  3. FI, pelo jeito teremos algumas semanas de altas aí, que sabe, ralizinho de natal.
    IvanC.

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    1. IvanC,

      Pra mim o rally de natal foi esta primeira quinzena de dezembro. Chegamos nos 60k sem muita dificuldade. Daqui pra frente começam aparecer resistências mais pesadas (média de 200 semanal, a própria linha psicológica dos 60k, etc.). Mas a tendencia de alta ainda segue inalterada. Vamos ver.

      Abcs, bom final de semana!

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  4. Olá pessoal, o mercado está vivendo a última etapa em uma tendência de alta, onde otimismo e mídia carregam muitos iniciantes enquanto os formadores de preço estão distribuindo suas ações.
    Momento ao meu ver de aproveitar opeações de curto prazos se já tem alguma experiência ou literalmente apenas acompanhar a dinamica dos preços.
    Bom, tivemos ontem na Petr4 rompimento com bom volume dos R$ 19,90, muitos starts foram acionados e para novas entradas uma estratégia seria no G60 no rompimento do 1 candle e stop abaixo de sua mínima.
    Na Elpl4 quem aproveitou o pânico da abertura se deu bem, temos agora a região dos R$ 13,30 como resistência, caso rompa esta barreira poderá fechar o grande gap, trade de alto risco.
    Um bom final de semana.
    Ivan

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    1. Ivan,

      Petro e Vale deram uma boa arrancada. Flash PMI da China veio bom (aumentou em relação ao mês anterior) e aproveitaram que tem vencimento de opções na segunda pra levantar os papéis. Mas as duas ações estão bonitas, rompendo resistências importantes. ELPL4 bateu mínima logo no primeiro candle, gráfico de 15 minutos chamou repique/alívio básico. Esse papel tem que ficar de olho pois o elástico já está ficando esticado demais.

      Abcs, bom final de semana!

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  5. Caro finanças inteligentes,


    Transcrevo abaixo um parágrafo do seu texto.

    A bolsa brasileira está bem longe de seu topo histórico devido aos motivos, principalmente políticos, internos ocorridos com frequência nos últimos anos, responsáveis por espantar o fluxo de capital especulativo estrangeiro.



    Enquanto nossa bolsa está distante do topo histórico, se corrigirmos então pela inflação muito mais distante ainda, os mercados estrangeiros estão em pontuação mais favorável.

    As razões aqui já exaustivamente discutidas e pelo menos as internas sem perspectivas de mudanças.

    Agora nosso mercado está próximos aos 60.000 pontos, mas que mercado é esse? Esses 60.000 pontos se referem principalmente as ações de varejo, consumos e outras com forte aporte de recursos oficiais.

    Se formos criar um índice das principais blue-chips: vale, petrobrás, elétricas (geração, transmissão e distribuição), bancos privados,telefonia, siderúrgicas e celulose,veremos que tal índice estaria mais próximo do período de crise do que próximo ao topo histórico. Cabe uma ressalva as elétricas teriam algumas exceções.

    Se analisarmos o ibovespa antes da grande oferta dos ipos - 2005,2006, 2007 e etc, observaríamos que as empresas citadas no parágrafo anterior seria praticamente o ibovespa, com exceção de algumas que fecharam o capital - cstb, cpsl, etc.

    Vivemos um paradoxo?

    A economia nos últimos vai bem ou mais ou menos, e a bolsa 1 vai bem, mas a bolsa2 vai mal.

    Então que bolsa é essa que estamos falando que pode cair ou pode subir? A "minha" bolsa, o meu ibovespa está há anos luz de qualquer recuperação, a despeito de operações long-short e novas aquisições. E a melhoria recente prende-se mais fortemente ao aumento da cotação do minério de ferro que saiu do tombo de 89,42 dólares para os 126,48 a tonelada.


    anonimo investidor.


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    1. Anônimo Investidor,

      Acabei escrevendo demais rsrs... Tive que colar meu comentário no word e tentarei postar em duas ou três partes.

      Mas acho que vale a pena ler tudo. Inclusive para os demais. Segue:

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    2. Exatamente. Ibovespa indexado pelo IPCA já está batendo acima de 100k/110k, se não me engano. Definitivamente não é uma boa estratégia se posicionar para longo prazo em um índice tão concentrado em poucos setores. O índice Bovespa é formado basicamente por empresas do setor financeiro e commodities (incluindo as siderúrgicas). O resto dos setores possuem influencia significativamente baixa sobre a carteira teórica do Ibovespa e alguns destes setores deram show nos últimos anos. Quem apostou no varejo que o diga. Na nossa visão de investidor destaco alguns pontos importantes na avaliação dos setores/empresas/classificação de ativos para os próximos anos:

      - Renda fixa: Deixou de ser "investimento" para ser um simples mecanismo de proteção de perda do poder de compra, que irá remunerar sua aplicação com um prêmio levemente acima da inflação.

      - Fundos imobiliários: Uma boa opção de investimento mas exige uma análise mais cuidadosa do que o próprio stock picking de ações. O risco também é mais elevado devido à falta de liquidez, sensibilidade do mercado imobiliário, etc. Não há outra opção para investir em FIIs a não ser acompanhar de perto o mercado e estar preparado para comprar as cotas quando há uma correção nos preços. A maioria das cotas são negociados acima do VPA e consequentemente estão caras. Porém recentemente tivemos um bom exemplo de boas oportunidades de compra com a oferta do BBPO11, muita gente sacou recursos de outros FIIs para entrar na oferta do BB. Algumas cotas de FIIs despencaram (consequência da baixa liquidez), gerando um bom ponto de compra. Portanto não há outra opção a não ser acompanhar o mercado de FIIs e estar preparado para entrar quando o Sr. Mercado oferecer uma boa condição de negócio.

      - Renda variável: o investidor que adotar uma simples estratégia de buy & hold comprando qualquer coisa/setor não sobreviverá por muito tempo no mercado. O Ibovespa indexado pelo IPCA nos últimos 4/5 anos mostra o que acontece com o seu capital quando o investimento "não vai pra frente". É melhor gastar ou comprar outra coisa que não seja um "papel". Mas então como sobreviver na renda variável? Na minha visão o investidor terá apenas duas opções:

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    3. [...]

      Primeiro: Adotar uma boa estratégia de stock picking. E não adianta ler Buffet achando que irá entrar no mercado e comprar excelentes empresas que irão fazer o seu capital se multiplicar. Não vai funcionar. Precisa acompanhar política, prestar atenção no que o Banco Central está fazendo, entender a dinâmica da economia brasileira e as diversas variáveis macro que afetam os setores. E por fim precisa ser um bom negociador, não adianta descobrir uma empresa boa se você paga caro por ela. Seu risco aumenta e o potencial de lucratividade diminui. "É muito mais difícil ser Buffet hoje do que há 10 anos atrás."

      Segundo: Adotar uma boa estratégia de trading. Não importa se é para operar mercado à vista ou futuros /derivativos. O importante é ter um sistema operacional que funcione no segmento de mercado onde você está colocando o seu dinheiro. Ressalvas: no mercado à vista uma estratégia para operar determinado ativo (ação) pode não funcionar para operar um outro ativo (ação) do mesmo segmento (à vista). Isso porque as ações possuem características técnicas e de liquidez extremamente diferentes uma da outra. A própria correlação com o índice (alta/baixa) pode atrair determinado tipo de operador para um certo ativo que não costuma aparecer em outro ativo do mesmo segmento. Isso começou a ocorrer com mais frequência nos últimos 3 anos com o avanço significativo do mercado de derivativos. E por fim, a última e não menos importante, ressalva: Não existe curso/livro/receita pronta para um sistema de trading que funcione na sua cabeça. Todos nós temos particularidades psicológicas diferentes, esse é o grande responsável (diria que mais de 90%) para eficácia de uma estratégia de curto prazo que funcione, mas na sua cabeça (diga-se sistema operacional, a tomada de decisão). Análise técnica é fantástica, acho válido estudar a fundo e buscar informações/orientações, mas de bons profissionais que possam te ajudar na construção de seu sistema operacional.

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    4. [...]

      Para finalizar sobre a bolsa que pode cair e a bolsa que pode subir destaco alguns pontos:

      - Consumo explodiu nos últimos anos. Quem aproveitou se deu muito bem, mas falar do passado é fácil. Quem ficou de fora não recomendo entrar agora pra surfar a espuma da onda.

      - A bolsa que caiu está relativamente barata e o governo vem mostrando que está adotando e irá adotar novas medidas para retomada do setor. Acho que vale a pena estudar algumas opções de investimento no setor industrial.

      - Petróleo e gás é o "futuro" do Brasil, este setor também pode apresentar bons retornos no longo prazo. Pena que as empresas mais conhecidas (Petro e OGX) possuem risco elevado de investimento. Uma é excelente, tem monopólio do mercado, mas sofre com a interferência excessiva do governo. A outra nem se fala, mas é o xodó do Sr. X.

      - Mineração: está mais para meio termo pois o mercado já mostrou que o preço do minério de ferro não se sustenta abaixo dos 100,00 dólares. Mas também não é há nada que justifique elevação de preços acima dos 150,00 dólares a tonelada. Ainda há bastante demanda, porém o ciclo de forte expansão das commodities (aquele de 2002-2007) já se esgotou.

      - Setor financeiro: Este eu não coloco minha mão no fogo, apesar de que Banco do Brasil nos preços atuais é um ativo atraente. Redução do spread bancário veio pra ficar, os próximos balanços começarão a mostrar o efeito da queda nas margens de lucro. A inadimplência não está alta, mas incomoda bastante pois o nível de desemprego está extremamente baixo. Ou seja, a renda familiar está comprometida e um aumento na taxa de desemprego ou aperto monetário poderá elevar aumentar o nível de calote nos bancos.

      - Agrícola: Este é um setor que dificilmente dá prejuízo a empresa com know-how de mercado. Pena que as opções na bolsa são quase escassas. A maioria que se interessa pelo mercado de capitais não está interessada em socializar os lucros, apenas fazer hedge no mercado futuro e garantir seu lucro.

      - Infraestrutura: Outro setor com boas possibilidades de retorno ao investidor (porém mais para longo prazo), principalmente devido à carência e necessidade de investimentos de norte a sul do país.

      - Energia elétrica: Não vejo grandes oportunidades de ganho. Acabou o almoço grátis dos gordos dividendos. Vamos entrar para uma nova realidade onde as ações deste setor ficarão mais voláteis e repassarão um percentual menor de DY ao minoritário.

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    5. Ufa!! rsrs...

      Abcs, bom final de semana!

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    6. Caro Finanças inteligentes,

      Meus sinceros parabéns pela análise franca e objetiva. Uma verdadeira aula. Obrigado.

      Anonimo investidor.

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    7. Grande Fi, conheci o seu blog na época em que você recusou o convite para entrevista promovida pelos moderadores do Infomoney, pela falta de liberdade em abordar certos "dogmas": "o investidor que adotar uma simples estratégia de buy & hold comprando qualquer coisa/setor não sobreviverá por muito tempo no mercado".

      Desde então, tento tentado acompanhar o seu blog sempre que possível, apesar de ainda não ter feito nenhum comentário aqui. Hoje, diante da riqueza da postagem e do comentário subsequente, me sinto obrigado a lhe parabenizar novamente, assim como eu fiz via mensagem privada naquele dia.

      Parabéns pela obra de mestre.

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    8. Anônimo,

      Eu é que agradeço por protagonizar esta excelente discussão. Obrigado!

      Abcs, boa semana!

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    9. Neomalthusiano,

      Valeu amigo! Estou sem palavras, obrigado pelo reconhecimento e contem comigo sempre que precisar!

      Abcs, boa semana!

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    10. FI,

      Muito bom o post e a análise! ALL, CSN e SLC vão para o meu radar. Quanto as eletricas, elas vão voltar a ser o que é esperado de uma ação de utilities...um DY ligeiramente maior que RF.

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    11. Galo da Comarca,

      Concordo com a sua visão. Dy ligeiramente acima da renda fixa. Entraria naquele conceito de mecanismo de proteção de perda do capital (rendimento líquido baixo, acompanhando juro real), porém com um maior risco (em relação as NTNBs). Este risco seria justificado ao investidor que aposta numa valorização do ativo nos próximos anos.

      Abcs, bons investimentos

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  6. Muito bom, parabéns FI!!

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  7. Esse é o melhor artigo que li em blogs de finanças. Parabens, li e vou reler varias vezes.

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    1. Opa!

      Obrigado! Quem sou eu pra estar no grupo dos melhores rsrs... mas acho que também vou reler este post ano que vem.

      Abcs, boa semana!

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  8. Excelente artigo. Vc poderia explicar porque, provavelmente, a desalavancagem se dará pela inflação e qual consequencia que isso teria no cambio e de que forma essa inflação mundial afetaria a inflação brasileira.
    Grato

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    1. Obrigado!

      Acho que será pela inflação pois é a única opção que sobrou para os Bancos Centrais. Mexer no compulsório, taxa básica de juros e operações no open-market num processo de virada (da desaceleração para retomada no crescimento) deve ser feito de forma cirúrgica para não prejudicar o processo. Se você exagera na dose, para desalavancar o sistema, poderá comprometer a retomada do crescimento ou deixar sequelas a serem resolvidas mais à frente. A velocidade da perda do poder de compra dependerá da taxa básica de juro real. Ou seja, a provável retomada no crescimento em 2014/2015 contará com aumento gradual da taxa básica de juros e aumento das pressões inflacionárias (mantendo assim a taxa de juro real baixa/negativa). Assim você consegue desalavancar o sistema financeiro, mas de uma forma não muito rápida. A julgar pela taxa de juro real em alguns países desenvolvidos, poderíamos dizer que já está havendo este processo de desalavancagem, mas como as torneiras dos bancos centrais estão totalmente abertas, o sistema ainda está sendo alavancado.

      Eu sinceramente espero que o Banco Central volte a recuperar sua total autonomia do governo federal, pois as medidas que deverão ser tomadas para impedir um surto inflacionário no Brasil (em decorrência da retomada da inflação mundial) não serão nada eleitoreiras. O cuidado aqui deve ser dobrado devido as particularidades do mercado (brasileiro não sabe comprar/usar crédito, mercado emergente, etc). Espero também que a FIESP e grande parte dos empresários reclamem menos da falta de competitividade do nosso ambiente de negócio (estão com razão mas se ficarem de braços cruzados estarão se preparando para assinar suas futuras concordatas) e passem a estudar projetos de inovação de seus produtos, por uma questão de sobrevivência as adversidades do câmbio e competitividade no mercado externo.

      Abcs, boa semana!

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  9. FI .. a acada post você se supera!
    Parabens! Não posto muito, sou novato. Leio o blog todo dia. e fico chateado quando as vezes não tem analises.. kk

    Estou iniciando na bolsa.. com 5k apenas.. ja tomei alguns tombos de iniciantes, mas graças a muita leitura.. decidir me conter e não ficar comprando de vendendo lendo noticias e blogs ditatoriais... Cheguei aqui.. tambem depois da recusa da entrevista. aquilo para mim foi um marco.. kkk
    Não tenho tempo de acompanhar muito o mercado durante o dia, pois o serviço não deixa.. mas gosto de trades rapidos.. não muito rapidos.. algo semana.

    Com essa grana enorme.. kkk aproveitando que você esta inspirado.. indicaria algum papel..?
    Acompanho a CYRE3, e percebo que ela tem uma volatilidade meio previsivel, porem sou Bolhista nato. Acredito que teremos uma correção nos valores dos imoveis. Se me premite, indico o site bolhaimobiliaria.com. Fico no aguardo e meus parabens!

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    1. Opa! Obrigado Veigalex!

      Que nada rsrs.. Mas sobre a entrevista, aquilo precisava ser feito.

      Bom pra operar na ponta comprada com o índice andando de lado bem abaixo dos 60k está meio difícil. Ali é ponto bear, mas de qualquer forma, estou de olho na OGX (para compra). Aguardando sinalização de um fundo ascendente no intraday. Quem sabe o Eike não levanta um pouco os seus papéis nos últimos dias de pregão pra fechar o ano "menos ruim"?

      Qualquer dúvida basta me mandar um e-mail que eu respondo.

      Abcs, bons trades

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  10. Fi, e por falar em imóveia ontem tive uma convesa com o gerente do Bradsco daqui, não esta nada animado, juros de 8,5% anuais e os preços abusivos hoje praticados torna grande fatia dos mutuários reféns de uma dívida impagável, segundo ele se a economia continuar patinando como agora teremos um efeito dominó, uma bolha!!
    Ainda sobre a Elpl4, volume mostro sexta, ao meu ver limparam os stops, o que vç acha?? Se amanhã abrir em alta é capaz de disparar, não ta parecendo que este é o piso do papel??
    Obrigado;
    Ivan

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    1. Ivan,

      Financiamento de longo prazo é uma bola de neve que rola na direção contrária ao enriquecimento. As pessoas olham apenas o valor da parcela e não se interessam pela taxa de juros. Certamente a renda destas famílias com dívidas de longo prazo ficarão comprometidas por muitos e muitos anos, levando-se em consideração que a taxa de desemprego continue baixa. Não que poderá ocasionar o estouro de uma bolha (apenas se a inadimplência disparar) , mas uma correção saudável nos preços de alguns imóveis absurdamente caros certamente acontecerá, se já não está acontecendo.

      Sobre ELPL no curtíssimo prazo tem fundo nos 12,70 e mais um logo acima (ascendente) nos 13,00. Mas ainda é muito cedo para avaliarmos se é o fundo da tendência de baixa de médio prazo.

      Abcs, bons trades

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    2. Ivan, também to acompanhando esse "possivel fundo" da ELPl. Empresa arriscada mas pode ser uma boa aposta para segurar em carteira 1-2 anos e considerando com trigger de saídas as revisões de revenues e EPS.

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    3. Eu já estou achando este preço na ELPL interessante. Acho que mesmo considerando o pior cenário, poderá ser uma aposta interessante de longo prazo. Mas, o melhor mesmo é esperar definir.

      PS: olhem os 15 minutos nela. Trade de curtíssimo, acho que vai dar jogo de novo. Bollingers estreitas, papel de lado, vai puxar uma perna pra algum lado. Acho que a perna será pra cima, mas quem decide é o Sr. Mercado.

      Abcs, bons negócios a todos

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