sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Rabiscando no índice

Grandes amigos (as) do Finanças Inteligentes! Como estão todos vocês? Espero que estejam bem e aproveitando esta puxada do índice! Promessa é dívida então irei fazer uma análise rápida apenas com o gráfico semanal do Ibovespa pois estou por fora do cenário macroeconômico.

As vendas de curtíssimo prazo, conforme destacamos no último post antes de sair, realmente apareceram e configuraram esta estrela cadente no semanal bem abaixo de uma resistência fortíssima. Sinal totalmente bear no gráfico, mas o que aconteceu? Trap! Ninguém esperava (no curtíssimo prazo) e a bolsa subiu carregada pelas blue chips que apanharam tanto nos anos anteriores. Ursos com posições abertas tiveram que sair zerando posição (comprando) originando este candle forte no semanal típico de rompimento de resistência.


Reparem como os 55k atuaram "como uma mola", amortecendo as pancadas sofridas na região dos 60k e remetendo de volta o índice para cima. Este foi o ponto decisivo (55k) , na minha opinião,  no qual comentávamos exaustivamente aqui ano passado.

As vezes gosto de voltar atrás para ler algumas análises antigas e fazer uma auto-crítica. A parte técnica sinalizava este movimento (como neste post do dia 03/01/2012 "Arranque pra furar"), mas a parte macroeconômica não. É por isso que o mercado não é fácil, são raras as boas oportunidades de entrada.

O índice tem espaço para manter a tendência de alta nos próximos meses, mas vejam como tocou a linha de retorno daquele velho canal de alta. Pode aparecer algumas realizações de lucros nos próximos dias mas nada que altere a tendência no médio prazo. Está mirando teste sobre a LTB principal. Resistência forte pela frente somente na região dos 63.9k (ou 64k) e mesmo assim é bem mais fraca do que os 60k.

Forte abraço a todos e até breve. Retornamos com força total no dia 13/02/2012. Sucesso e bons negócios!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quem não faz... leva!

Quarta-feira, 11 de janeiro de 2012. O dia em que os touros jogaram a toalha. O pregão abriu confirmando o favoritismo da força compradora, aliviando até o suporte em 59.5k para pegar mais fôlego e atacar os 60k. Tudo perfeito e natural, mas o movimento brecou nos 60k mais uma vez. Não entrou dinheiro novo para levantar o índice, que fechou o dia com uma tímida alta de 0,26%.

O candle de fechamento foi péssimo para a força compradora. Enforcado bem abaixo da principal linha de resistência (60k). Poderá atrair operações vendedoras para amanhã e a única forma de reverter este cenário bear de curtíssimo prazo é subir e romper os 60k com força. O índice ainda se mantêm bem configurado para este rompimento mas parece que hoje os touros jogaram a toalha. Estavam com a faca e o queijo na mão para romper os 60k e deixaram a oportunidade passar. Agora será briga boa para correr atrás do prejuízo pois os ursos deverão entrar bufando amanhã.


No índice Dow Jones tivemos mais um dia de pregão inexpressivo e de poucas oscilações. Praticamente não alterou em nada a análise dos últimos dias.


Observação: O Finanças Inteligentes fará uma pausa e as análises serão retomadas no dia 13/02/2012. Mas não deixarei os leitores na mão, passarei algumas vezes por aqui para responder os comentários ou fazer alguma análise rápida. No mais, durante este período em que estarei ausente, espero que todos vocês façam bons negócios, descansem bastante e divirtam-se! Sucesso a todos e até mais!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Na boca da caçapa

As bolsas ao redor do planeta fecharam o pregão desta terça-feira em alta animadas, segundo a mídia, com a notícia de que a agência de classificação de risco Fitch não vai rebaixar a nota de crédito da França (pelo menos por enquanto), atualmente em “AAA”. O balanço da Alcoa, divulgado ontem à noite nos Estados Unidos, também contribuiu para o clima de otimismo nos mercados pois mostrou um aumento inesperado nas vendas da companhia.

Na verdade as bolsas estão subindo por motivos técnicos, pelo qual estamos destacando há algumas semanas aqui no Finanças Inteligentes. Se fosse pelo lato da notícia o dia seria de indecisão e talvez queda. A própria Fitch alertou hoje que a Itália oferece o maior risco para o euro em meio à crise da dívida soberana, mostrando-se muito preocupada com o tamanho da sua carga tributária e da necessidade/dificuldade de o país acessar os mercados de títulos públicos (resultando em um alto custo para captar recursos no mercado).

A bolsa brasileira atingiu o seu objetivo no pregão de hoje ao testar a resistência nos 60k. Não foi um teste difícil e houve pouca pressão vendedora. O índice continua muito bem armado para tentar rompimento dos 60k, desde que consiga se estabelecer acima da linha dos 59.5k, o próximo ataque da força compradora poderá ocorrer em breve e ser decisivo.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou em leve alta. Está conseguindo se afastar da região de suporte e ponto de pivot nos 12.2k, o que é um bom sinal para força compradora pois gera uma gordura pra queimar nas próximas realizações.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

“Os credores é que vão mandar no euro”

Em meio a um noticiário macro de poucas novidades, continuamos nossa busca por informações e projeções dos grandes players mundiais. Já falamos sobre Mohamed El-Erian (CEO da Pimco - maior gestora de fundos e obrigações do mundo) e Robert Prince (codiretor-presidente de investimentos da Bridgewater - maior fundo hedge do mundo), este recentemente comentando no dia 4 de janeiro de 2012.

Agora chegou a vez de um dos grandes mestres do mercado, o homem que conseguiu quebrar o Banco da Inglaterra em 1992 quando apostou contra a libra esterlina e arrancou nada mais nada menos que 1 bilhão de dólares para o seu fundo hedge, o Quantum. Senhoras e senhores, com a palavra, George Soros:

"Os credores é que vão mandar no sistema do euro”. Eis o que o homem solta em plena segunda-feira se referindo à Alemanha, que está ditando as regras que serão seguidas pelo tesouro europeu. Este tema já foi comentando aqui no Finanças Inteligentes há cerca de um mês atrás nos artigos: “Como a Alemanha queria” e “O mercado manda o seu recado”.

George Soros ainda disse que a economia mundial enfrenta um ciclo deflacionário "vicioso", num momento em que os integrantes da zona do euro cortam fortemente as despesas para controlar seus déficits, o que reduz a demanda e derruba os preços. São os efeitos do remédio amargo de uma política de austeridade fiscal.

Soros disse uma frase ratificando o que muitos gestores estão alertando mundo afora: "O uso excessivo do crédito soberano é que pôs em xeque o crédito soberano". E ainda finalizou dizendo que a crise atual é mais séria que o colapso financeiro de 2008. Um colapso no sistema financeiro europeu trará conseqüências drásticas a nível mundial.

Este é mais um gestor de grande peso no mercado que entra para o grupo dos que estão pessimistas com a situação macroeconômica mundial (principalmente na Europa) para os próximos meses/anos.

No mercado de capitais o dia foi de poucas novidades, o índice Dow Jones praticamente não oscilou durante o dia mantendo o ritmo do último pregão. É tão irrelevante que se Wall Street estivesse fechada nos últimos dois dias não iria fazer diferença.


No Brasil, o índice Bovespa conseguiu emplacar uma boa alta em meio ao marasmo de Wall Street. Segue rumo a um novo teste sobre a resistência em 59.5k e posteriormente 60k. Continua muito bem armado para furar, mas falta entrada de força compradora mais consistente, aquela chifrada de touro que põe os ursos pra correr (como nos velhos tempos de 2009).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Fechamento da semana

Devido à ausência de novidades e informações relevantes nesta sexta-feira, iremos abordar no post de hoje apenas o fechamento da semana nos principais índices mundiais.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou a semana em alta rompendo a importante resistência em 12.2k proporcionando um pivot de alta que precisa ser confirmado na próxima semana. Rompimento muito tímido, mas foi. Para as próximas semanas o índice deverá se manter entre a LTA que vem do fundo em 10.4k e linha de resistência em 12.6k. Está bem configurado para manter o movimento e testar resistências logo acima.


No principal mercado europeu, o índice DAX (Alemanha) também fechou a semana em alta com um candle de pavio longo superior, que permitiu traçar uma LTB de um triângulo simétrico. O rompimento deste triângulo poderá indicar para que lado será a próxima pernada forte na Alemanha.


No Brasil, o índice Bovespa também fechou em alta deixando um candle muito parecido com o da Alemanha. Mais uma vez a alta daqui foi barrada pela média móvel simples de 200 períodos semanal e região de resistência nos 60k. Há 11 semanas o índice está sendo barrado por esta importantíssima zona de resistência. Água mole e pedra dura... se por um lado a resistência conseguiu barrar o movimento de alta, por outro não conseguiu derrubar o suficiente para espantar a força compradora.


Banda inferior apontando para cima, linha central de bollinger (ou média móvel simples de 20 períodos semanal) envergada para cima, início de abertura da banda superior. Está bem configurado para que os 60k sejam rompidos nas próximas semanas.

Na China a situação é bem diferente. A bolsa de Xangai não pára de cair e já está testando a linha de retorno do grande canal de baixa. Índice sobrevendido, pode aparecer algum repique, mas o mercado por lá está um massacre, totalmente vendedor.


Posts da semana:

Desejo a todos vocês um ótimo final de semana! Até segunda!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Zumbi à vista

Uma avalanche de liquidações envolvendo as ações dos maiores bancos europeus derrubaram as bolsas de valores europeias nesta quinta-feira. O epicentro começou em um dos maiores bancos italianos, o UniCredit, após oferecer elevados descontos nos preços de ações para se (re)capitalizar. O banco foi obrigado a oferecer um desconto de 43% (isso é queima de estoque?) para encontrar comprador no mercado.

Este episódio acaba denunciando (e confirmando mais uma vez) um fato preocupante: não há comprador de risco no mercado. Praticamente ninguém, incluindo fundos hedge agressivos, está interessado em abrir posições que envolvem instituições financeiras e títulos da dívida pública na região sul da Europa. A não ser o próprio BCE (Banco Central Europeu) para tentar amenizar um pouco a situação.

Os papéis do UniCredit despencaram 17,3% nesta quinta-feira, sendo que ontem o tombo foi de 14,5%. Uma verdadeira destruição de capital em curtíssimo prazo que atingiu bancos de outros países europeus. Na Espanha houve um outro agravante, o governo anunciou que o setor precisará captar cerca de 50 bilhões de euros em reservas adicionais, para fazer frente às perdas de valor dos ativos imobiliários podres. Os bancos espanhóis estão sofrendo prejuízos consideráveis devido a crise imobiliária espanhola. Estima-se que metade dos 338 bilhões de euros em exposição total ao setor de incorporação imobiliária, cerca de 176 bilhões de euros é considerada "problemática" pelo Banco de Espanha (Banco Central do país).

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones realizou movimento de pullback sobre o rompimento na linha dos 12.2k conforme destacamos na análise de ontem e conseguiu se recuperar no final do pregão. O candle de fechamento é um doji de indecisão e deixa o mercado aberto para novas pressões vendedoras.


No Brasil o índice Bovespa não surpreendeu e fechou em baixa confirmando o que ressaltamos ontem. Não há nada de novo a comentar, vale apenas ressaltar que há um fraca linha de suporte nos 58k para segurar as vendas de curtíssimo prazo. Este é um ponto importante, pois se a força compradora conseguir segurar a pressão vendedora nesta linha, poderá abrir uma oportunidade para uma arrancada rumo aos 60k. Mas por enquanto vamos com um passo de cada vez, ursos no comando.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Com a palavra, Robert Prince

Em nossa busca por informações provenientes dos verdadeiros donos do dinheiro no mundo, conseguimos colher mais uma projeção de um grande player global do mercado. Acontece que este player é o maior fundo hedge do mundo e está mantendo sua visão pessimista para 2012, fazendo companhia com o que a Pimco, em menor tom, de Mohamed El-Erian, (maior gestora de fundos e obrigações do mundo) vem dizendo ultimamente.

"O que vemos é um cenário de sistemas econômicos quebrados e operando na UTI", disse Robert Prince, codiretor-presidente de investimentos da Bridgewater. "Estamos vivendo uma desalavancagem histórica que provavelmente levará 15 a 20 anos, e só estamos no quarto ano."

Prince ainda completou dizendo que há bancos insolventes dando suporte a governos insolventes e nações insolventes dando suporte a bancos insolventes. Parece um ciclo vicioso que sustenta toda essa alavancagem do sistema mas que está empurrando a Europa para uma recessão neste primeiro semestre de 2012 (minhas conclusões).

As visões de Prince são um tanto quanto pessimistas demais, porém com um fundo de verdade preocupante. A Europa irá passar por um processo doloroso de reestruturação, precisa limpar toda esta liquidez estacionada dentro dos bancos europeus e desmembrar as grandes instituições financeiras para que as mesmas possam ser liquidadas sem que haja uma hecatombe dentro do sistema financeiro. Fora os problemas de dívida soberana e economias funcionando em austeridade fiscal.

O principal fundo da Bridgewater (Pure Alpha Strategy Fund), é considerado um dos melhores do mundo e estava rendendo 25% em 2011 até o mês de novembro. O Purê Alpha mantêm forte exposição em ouro, além de estar posicionado para a valorização das moedas dos países emergentes da Ásia e rendimento menor nos mercados de títulos de países de baixo risco.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou em leve alta, mas não foi um bom negócio para os comprados. O candle de fechamento é um doji de indecisão bem abaixo da primeira resistência do qual destacamos na análise de ontem, os 59.5k. Péssimo sinal de curtíssimo prazo para os comprados, é configuração para entrada de operações vendedoras. Se as compras não aparecerem amanhã para fazer pressão logo na abertura e espantar os ursos, podemos ter um dia de queda na bolsa.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones também fechou com um candle não muito bom para a força compradora. Parece com um enforcado após o rompimento da resistência no pivot de alta. Poderá fazer pullback sobre o rompimento na linha dos 12.2k.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Arranque pra furar

O índice Bovespa fechou o pregão desta terça-feira em alta de 2,48% mantendo o movimento destacado na análise de ontem. As notícias do dia ajudaram impulsionar a força compradora, mas não foram um fator decisivo. Nos Estados Unidos houve expansão da atividade industrial, o índice subiu para 53,9 pontos no mês de dezembro (pelos mesmos motivos observados na melhora do índice chinês de atividade industrial divulgado ontem) superando as estimativas do mercado.

O mercado está em uma puxada técnica rumo aos 60k. O rompimento da LTB logo de imediato confirma a predominância da força compradora. As próximas resistências estão na faixa dos 59.5k e 60k onde os ursos deverão abrir posições vendidas. Vai ser uma briga boa de se ver, mas os touros estão em vantagem. Esta arrancada do índice é típica de movimento técnico pra romper resistência.


Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones iniciou no pregão de hoje fazendo o rompimento da sua principal zona de resistência no curto prazo. Este movimento tem espaço para jogar o índice no topo histórico (região dos 12.8k).

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O pulo do gato

Com a “matriz de folga” e os investidores estrangeiros ainda em ritmo de celebração de ano novo, a Bovespa ficou na mão dos investidores institucionais nacionais e subiu 1,89% nesta segunda-feira. Na terceira ponta estão os investidores pessoa física, mas estes não tem porte para brigar como players de mercado e estão em debandada da bolsa (pelo volume de negócios) desde 2008. Os institucionais (assim como os estrangeiros) não perdoam, puxaram o índice para cima, para levantar o rendimento dos fundos e carteiras de janeiro já no início do mês, aproveitando a ausência dos principais players rivais.

Foi muito fácil para os institucionais levantarem carteira neste primeiro pregão de 2012. Dado positivo na China (Índice de Gerente de Compras batendo 50,3 pontos em dezembro registrando expansão da atividade manufatureira, ante os 49 pontos de retração da atividade em novembro de 2011) e pouco volume de negócios (apenas 3,8 bilhões). Bastou levantar os papéis de maior peso no índice que o efeito manada se encarregou do resto.

Olhando pelo gráfico percebe-se uma formação de candles parecida com um hamari de alta. Porém a continuidade do movimento altista de curtíssimo prazo vai depender da LTB que vem do topo em 59.5k. Ela precisa ser superada, caso contrário as vendas poderão reaparecer.


Apenas uma ressalva quanto aos dados positivos da China. Deve-se observar que esta época do ano é influenciada pela sazonalidade do período, onde o número de encomendas às indústrias aumentam substancialmente. Somente a partir do mês de janeiro/fevereiro deste ano poderemos ter uma visão melhor quanto ao nível realista e atual da atividade manufatureira na China.
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