segunda-feira, 30 de abril de 2012

O facão da S&P está afiado


Ultimamente a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor's) tem andado com o facão afiado, a Espanha que o diga. Na semana passada a S&P tinha cortado o rating da Espanha de A para BBB+ (mantendo perspectiva negativa), devido ao volume da dívida do país e a recente retração econômica.

Depois de cortar o rating da dívida espanhola, agora chegou a vez de atacar os bancos. A S&P cortou o rating de 11 bancos espanhóis nesta segunda-feira e ainda colocou outros 5 revisão, o que pode indiciar novos cortes pela frente.

Santander, Banesto, Santander Consumer, BBVA, Banco Sabadell, Ibercaja, Kutxabank, Bancos Cívica, Bankinter, Barclays e a Ceca (Confederação Espanhola de Caixas Econômicas) são os bancos que tiveram suas notas rebaixadas pela S&P. CaixaBank, La Caixa, Bankia, BFA e Banco Popular são os bancos que estão na mira do facão da S&P.

A agência de classificação de risco entende que existem “riscos significativos com relação ao crescimento econômico e a execução orçamentária", algo que poderia repercutir negativamente na qualidade de crédito da Espanha e desta forma, causar impacto no sistema financeiro. Outros motivos que podem se atribuídos a estes cortes foram levantados pelo Finanças Inteligentes na análise do dia 13/04/2012, “Bancos espanhóis sob alerta” e também na análise do dia 17/04/2012, “Fusões àvista, Santander na mira”.

Os mercados europeus fecharam em leve baixa no pregão de hoje e Wall Street ficou praticamente de lado. O índice Dow Jones praticamente não oscilou e fechou perto da pontuação de abertura. Índice próximo de sua principal zona de resistência: 13.3k.

  
No Brasil, dados divulgados pela Serasa Experian confirmaram as nossas preocupações com o aumento da inadimplência no país. Somente no segmento pessoa jurídica, o número subiu 21,1% nos três primeiros meses deste ano, comparando com o mesmo período do ano passado. De fevereiro de 2012 para março de 2012, a inadimplência dos negócios subiu 11,6%.

O índice Bovespa fechou a segunda-feira em leve alta, com uma puxadinha básica no final do pregão de encerramento do mês. O famoso levanta carteira dos fundos, ou neste caso reduzir a intensidade da queda. A região de suporte dos 61.3k continua amortecendo as vendas, porém o índice está perto de definir a sua próxima pernada e sair desta congestão de curto prazo pois ficou espremido entre LTB e a linha dos 61.3k.


O fechamento do gráfico mensal não ficou muito bonito para a força compradora. A estrela cadente do mês passado foi confirmada com o candle de baixa deste mês perdendo a média móvel simples de 20 períodos. Espera-se que esta LTA do triângulo simétrico seja testada este ano ainda. Suportes: 60k, 58k e 55k. Abaixo disso, ou perdendo esta LTA de 2008 poderemos ter indicação de mais um bear market.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Estamos conseguindo espantar os investidores estrangeiros

As medidas agressivas adotadas pelo governo federal para desvalorizar o real estão deixando os investidores estrangeiros sem saída, a não ser procurar outro lugar, com uma política econômica mais estável, para investir suas reservas. Os investidores japoneses, referência no mercado de câmbio, se desinteressaram pelo Brasil e estão realocando seus recursos em outros países emergentes como Turquia, África do Sul e Indonésia. A entrada de capital estrangeiro está aumentando nestes países, enquanto no Brasil os fundos mútuos japoneses venderam 38,5 milhões de ienes denominados em real somente no mês passado.

Uma série de fatores internos está desagradando os fundos japoneses, que compram papéis da dívida pública, ações em bolsa e moeda. O governo brasileiro introduziu vários impostos sobre operações financeiras para impedir a valorização do real. Isso desagrada profundamente o investidor estrangeiro pois um mercado onde as regras do jogo são alteradas constantemente, não é um lugar seguro para investir. O BC (Banco Central) tem cortado os juros agressivamente e com isso os gestores de fundos começam a procurar títulos da dívida pública em outro lugar. No câmbio, o BC tem comprado dólares no mercado para desvalorizar a moeda do país e satisfazer os desejos da antiquada indústria nacional, que não aprendeu a inovar para sobreviver no mercado.

Está certo que o Brasil possui um leque de problemas internos que são uma pedra no sapato para o crescimento e desenvolvimento sustentado da economia no longo prazo, porém estes problemas estão longe de serem resolvidos com medidas e intervenções cambiais. Economias emergentes que estão fazendo o seu dever de casa (e existe mais de uma centena delas no mundo), há muito tempo conseguem se destacar em uma “competição de igual para igual” com o Brasil. África do Sul, Turquia e Indonésia são apenas alguns exemplos das novas sensações que estão encantando os fundos japoneses.

Diferentemente do Brasil, estes países reconhecem a importância do capital estrangeiro. Estes governos não estão taxando entrada de capital ou atacando os investidores chamando-os de especuladores (mesmo porque a maioria das aplicações estrangeiras tem um hedge na outra ponta, minimizando o impacto no câmbio local) ou atacando os Estados Unidos, Europa e Japão culpando-os de provocarem um “Tsunami Monetário” no mundo onde curiosamente somente o Brasil é prejudicado.

A ignorância política consegue reclamar da entrada de dólares no Brasil, um país basicamente exportador de commodities. Mas como os dólares não irão entrar cada vez mais se os preços das commodities dispararam nos últimos anos? Um exemplo: se você vendia 1 tonelada do produto X em 2009 por 10.000,00 dólares, com a alta nas commodities você vende esta mesma tonelada do produto X em 2012 por 15.000,00 dólares. Logo, mesmo sem aumentar a produção, mais dólares entraram na sua conta nos últimos anos. É o que aconteceu com o petróleo, minério de ferro, soja, algodão, trigo, açúcar, milho, café, etc.

Desta forma fica difícil acreditar que algum dia o país irá conseguir fazer pelo menos o seu dever de casa e reconhecer os seus próprios erros (ao invés de culpar alguém) para trabalhar em um planejamento de crescimento sustentado ao longo prazo.

No mercado financeiro o fechamento da semana não ficou muito bonito na Bovespa. O índice renovou nova mínima no semanal, desconfigurou o spinning top de indecisão da semana anterior, não conseguiu romper a LTB rápida e ainda sentiu a pressão da linha central de bollinger que atua como resistência. São 5 candles de baixa em 6 semanas. Mercado ainda sob domínio dos ursos e não mostra sinal de reação/fundo confirmado.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones conseguiu fechar em leve alta mesmo com os dados negativos do PIB (Produto Interno Bruto) americano. O crescimento econômico do país perdeu força e desacelerou no primeiro trimestre deste ano. O PIB fechou em 2,2% a uma taxa anual ajustada pela inflação, resultado inferior aos 3% do quarto trimestre do ano passado.

Dow Jones conseguiu testar mais uma vez o seu topo histórico deste ano, na região dos 13.3k. Se compararmos com os demais índices mundiais, o desempenho chega a impressionar no curto prazo. Está prestes a detonar mais um pivot de alta alimentando a tendência de alta no médio prazo.

  
Na Europa, o índice DAX (Alemanha) fechou com um candle de alta após uma semana bastante turbulenta. Conseguiu se recuperar com as perdas provocadas pelas vendas fortes no início desta semana. Mantendo-se acima da linha central de bollinger, deve projetar um novo teste sobre a LTB deste triângulo simétrico.


Na China a bolsa de Xangai fechou em leve baixa sentindo a pressão da LTB de médio prazo. Movimento natural pois encontrou uma linha de resistência relevante após três semanas de alta. Pode retestar esta LTA de curto prazo antes de atacar novamente a LTB.


Bom pessoal, terminamos a semana. 5 dias turbulentos e repletos de surpresas/novidades. Chegou o descanso merecido. Bom final de semana a todos vocês! Para os que irão “engolir” a segunda-feira: boas férias!

Posts da semana:

quinta-feira, 26 de abril de 2012

As contradições do Copom

A ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) realizada na semana passada foi divulgada hoje e novamente o Banco Central surpreende o mercado com uma mudança na sua estratégia. O documento divulgado hoje revela que uma queda adicional na taxa básica de juros deverá ocorrer nas próximas reuniões do Copom, porém esta queda deverá ser conduzida com "parcimônia". O que em outras palavras pode significar mais um corte de 0,25 p.p.

Há uma grande divergência de estratégia entre o documento divulgado hoje com a ata publicada dia 15/03/2012, reunião que antecedeu esta decisão de cortar a selic em 9% no mês de abril. Primeiramente, vamos fazer uma releitura deste trecho (o principal) extraído da ata publicada em março:

“considerando os valores projetados para a inflação e o balanço de riscos associado, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”.

Atualmente a selic está no patamar informado pela ata da reunião do março, ligeiramente acima da mínima histórica. Mas o que aconteceu com esta parte: “e nesses patamares se estabilizando”? Sumiu? O gato comeu? Observe agora o principal trecho publicado na ata da última reunião do Copom, divulgada hoje:

“Diante do exposto, mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia”.

Nem parece que uma ata antecedeu a outra. A situação agora é diferente, os investidores devem refazer suas estratégias e considerar a probabilidade alta da taxa básica de juros atingir 8,75%, para não dizer 8,50% até julho deste ano, onde o ciclo de afrouxamento monetário poderá ser interrompido. Infelizmente o nosso Banco Central ainda não atingiu o nível de transparência nas estratégias e comunicação ao mercado conforme rotineiramente acontece nos demais bancos centrais mundiais, tal como FED, BCE, BoE, BoJ, etc.

Com a taxa selic abaixo de 9%, a maioria dos fundos de renda fixa perdem rentabilidade para poupança. Seria uma audácia muito grande do governo mexer nas regras da caderneta de poupança em ano de eleições importantes para aumento da base petista no país. Uma solução seria reduzir sensivelmente a tributação dos fundos de investimento em renda fixa, ou forçar os bancos a reduzirem as absurdas taxas de administração dos fundos de investimentos.

Na bolsa de valores o índice Bovespa fechou em leve alta, porém o movimento comprador foi relevante. Os touros conseguiram levantar mais de 1.000 pontos no índice, saindo dos 61k para os 62.2k. É mais um candle de pavio longo inferior sob uma linha de suporte. Pode indicar que esta LTB deverá ser rompida nos próximos pregões. Está bem armado para concretizar este movimento. Mercado chamou entrada de posições compradas e os touros atenderam a solicitação.

  
Nos Estados Unidos o índice Dow Jones está adiantado pois rompeu sua LTB e está próximo de testar a sua principal resistência do ano em 13.3k. Trades abertos por lá seguem em andamento e não há sinal de esgotamento ou saída das posições compradas.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Redução da inadimplência e spreads bancários é história de pescador

O Banco Central divulgou hoje dados importantes sobre a inadimplência no Brasil. No mês de março deste ano a inadimplência média nas operações de crédito fechou em 5,7%. Em fevereiro a inadimplência estava em 5,8%. Estes números mostram uma certa acomodação no nível de calote (que continua alto). O ideal é que este número seja reduzido para abaixo de 5%, pelo menos.

Mas isso está longe de acontecer e o mercado não gostou. Segundo o próprio Banco Central, a taxa de inadimplência não deve arrefecer tão cedo. Outro fato preocupante é que o calote no financiamento de veículos, um dos mais comuns e que já era recorde em fevereiro, voltou a subir no mês passado e agora já atinge 5,7% das operações, registrando nova marca histórica.

Segundo Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, a inadimplência nesse patamar é algo que merece atenção. A recente “redução dos spreads bancários”, conforme inúmeras propagandas na mídia, não chegaram a aparecer com a mesma intensidade nos contratos de créditos/financiamentos junto aos bancos. Uma redução nos spreads bancários, na prática, poderia contribuir para impedir o avanço da taxa de inadimplência.

Houve uma pequena redução no indicador que mede em pontos percentuais o spread bancário de todas as operações de crédito livre no Brasil. O índice passou de 28,5 pontos em fevereiro para 28 pontos em março. “Gigantesca” redução de 0,5 ponto percentual. Este é o resultado real da redução do spread bancário no Brasil, depois de tanto estardalhaço feito na mídia. E por incrível que pareça o spread bancário está mais alto do que o registrado em janeiro deste ano, de 27,8 pontos.

Ações do sistema financeiro fecharam em forte queda com estes dados recentes da inadimplência no Brasil. O Banco Itaú ainda aumentou o seu PDD (provisões com devedores duvidosos) para o segundo e terceiro trimestres deste ano. Isto significa que o nível de calote no banco deverá aumentar ainda mais no curto prazo. Com a pressão dos bancos, que possuem grande peso no índice, o Ibovespa fechou o pregão em baixa de 0,36% com giro alto de 7.7 bilhões. Alguns players provavelmente acertaram posições na Vale e Itaú. OGX e algumas siderúrgicas ficaram por conta de fazer o contrapeso no índice.


O candle de fechamento foi um spinning top, que indica indecisão acima da linha de suporte de curto prazo nos 61.3k. Está próximo de indicar a próxima pernada com uma possível perda definitiva desta região suporte ou rompimento da LTB.
  
Nos Estados Unidos o índice Dow Jones conseguiu romper sua LTB e linha central de bollinger virando o jogo no curto prazo. 12.8k é um fundo ascendente dentro de uma pernada iniciada em 12.7k. O rompimento dos 13.1k carimba a passagem para o índice visitar a região dos 13.3k.


terça-feira, 24 de abril de 2012

Repique na Europa arrastou Wall Street

Não foram os indicadores americanos (mesmo porque alguns vieram positivos e outros negativos) que provocaram o movimento de alta nas bolsas de valores nesta terça-feira. Infelizmente é isso que a mídia usou para justificar o desempenho das bolsas. Basta observar que os mercados europeus já estavam subindo antes mesmo de saírem os resultados da agenda econômica norte-americana, portanto esta tese é inválida.

Mais curioso ainda é que os indicadores europeus do dia foram ruins, pra variar. As novas encomendas à indústria na zona do euro caíram 1,3% em fevereiro comparado ao mês anterior, quando houve queda de 2,9%. O resultado veio pior do que as estimativas do mercado que apontavam para uma alta de 1,4%.

Outro fato preocupante é o grande número de eleitores europeus apoiando os partidos radicalistas de extrema-direita. Esta é uma situação nova e bate de frente contra os ideais de uma Europa unificada. Estes partidos de extrema-direita estão trazendo o nacionalismo de volta, apoiando os interesses específicos de cada nação. Além disso, países do norte europeu começam a questionar, mais abertamente, porque deveriam subsidiar os países da periferia do bloco quando eles próprios estão passando por dificuldades internas.

O que aconteceu na verdade foi bem simples. Repique forte na Europa que arrastou os demais índices mundiais. Cobertura de posições vendidas de curtíssimo prazo por lá, aliviando os papéis que apanharam tanto nos últimos dias. Na Alemanha o índice DAX subiu 1,03%. Na França o índice CAC-40 fechou em alta de 2,29%. Na Itália o FTSE-MIB teve alta de 2,48%. Na Inglaterra o índice FTSE-100 subiu 0,78% e na Espanha o Ibex 35 teve alta de 2,24%.

Este foi o movimento na Europa que atingiu Wall Street e por conseqüência os demais mercados mundiais que estavam abertos no momento. Dow Jones fechou em alta testando novamente a LTB de curto prazo que atua como resistência dupla, juntamente com a linha central de bollinger.


No Brasil o índice Bovespa fechou em leve alta acompanhando a movimentação nos mercados externos. Muitos papéis ainda estão sobrevendidos pois os repiques estão sendo curtos e fracos até então. Deverá manter sua oscilação entre a LTB que vêm do topo em 69k e linha de suporte forte dos 60k. Entre estas linhas vale tudo, jogo aberto.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Estrago em dose tripla

Segunda-feira, 23/04/2012, um dia para ser esquecido na Europa. O primeiro estrago começou com a vitória do candidato socialista, François Hollande, no primeiro turno para as eleições presidenciais na França. A campanha de Hollande é de duras críticas ao setor bancário e bem relutante quanto as medidas de austeridades fiscais impostas pela União Europeia para todos os países do bloco. O futuro da França, bem como o da Europa, está em jogo com a possibilidade da não reeleição do atual presidente Sarkozy.

Outro fator que pesou muito foi a porcentagem de votos conquistados pela extrema-direita na França. Marine Le Pen, com suas propostas polêmicas de anti-imigração e a favor do abandono do euro, por exemplo, recebeu 18% dos votos. Percebe-se que o grau de descontentamento da população com a atual administração na França é bastante alto e alguns deles (uma parte considerável) estão simpatizando com o radicalismo.

O segundo estrago foi proporcionado pela Holanda. O primeiro-ministro Mark Rutte e todo seu gabinete renunciaram nesta segunda-feira, depois do fracasso para se chegar a um acordo sobre os cortes para reduzir 3% do déficit do país até 2013.

E para acionar de vez o botão “venda” nas mesas de operações das corretoras, o terceiro estrago ficou por conta do Índice Gerente de Compras Composto. A atividade do setor de serviços e manufatureiro na zona do euro recuou para 47,4 pontos em abril, ante 49,1 pontos em março. Abaixo de 50 pontos já está caracterizado uma retração na atividade. Acontece que o rítimo acelerou ainda mais, evidenciando que alguns países estão caminhando para a recessão. A Espanha aproveitou o embalo e soltou o seu número hoje mesmo. O PIB (Produto Interno Bruto) registrou uma contração de 0,4% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o quarto trimestre do ano passado.

A China apenas “temperou” o estrago feito na Europa com o seu Índice Gerente de Compras. Isso porque houve uma melhora nas condições de negócios ao sair de 48,3 pontos em março para 49,1 em abril. Mesmo assim, o número abaixo de 50 revela contração (e não expansão) da atividade industrial. Em outras palavras, a força da contração diminuiu neste mês.

Os índices em Wall Street fecharam em baixa refletindo os dados macroeconômicos citados acima. Dow Jones não conseguiu superar a linha central de bollinger que projetou uma resistência dupla juntamente com a LTB do topo em 13.3k. O resultado foi um candle de baixa projetando novamente teste sobre a região dos 12.7k.


No Brasil a queda foi maior porque os players entraram com a mão pesada logo no início dos negócios. Tamanha força vendedora que detonaram rápido demais o pivot de baixa no intraday. Mesmo fechando acima dos 61.3k, o pivot já está acionando. Tende a respeitar esta LTB e caminhar rumo ao suporte dos 60k.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Uma rápida revisão semanal

O post de hoje será bem resumido pois resolvi alterá-lo de última hora. Iríamos fazer uma abordagem polêmica sobre os HFTs (High Frequency Trading, ou traduzindo para o português: operações de alta freqüência), mas acho que este assunto poderá ser prorrogado por mais algum tempo. Para compensar vou descarregar uma quantidade maior de gráficos semanais de importantes índices mundiais.

Vamos começar então pela matriz Dow Jones. Fechamento semanal confirmando fundo da semana passada acima da linha central de bollinger. Deverá permanecer oscilando entre os 12.7k e 13.3k.


Uma curiosidade: Reparem na divergência absurda entre o índice Dow Jones e o Dow Jones US Banks (índice dos bancos). Três topos descendentes dentro de uma tendência de baixa que se arrasta desde abril de 2010. Continua sendo um sinal de cautela para as instituições financeiras.


  
O ouro, que ninguém comenta mais, deu uma estacionada após o rally dos últimos anos e não acompanhou este último upside dos índices mundiais nos três primeiros meses de 2012. É um sinal de esgotamento de tendência, mas só teremos pânico no mercado abaixo dos 1.500,00.


O petróleo tipo light está com uma formação técnica perigosa que se confirmada poderá fazer o preço do barril disparar ainda mais. Se os preços ultrapassarem a região dos 115,00 dólares ficará difícil tentar controlar o preço do barril via intervenções do governo, pois o movimento especulativo deverá aumentar ainda mais.


Na Alemanha, o índice DAX fechou a semana com um bom candle de alta marcando fundo acima da linha central de bollinger, tal como o índice Dow Jones. Segue trabalhando dentro de um triângulo simétrico.


Na China, a bolsa de Xangai fechou a semana com a terceira alta consecutiva. Índice totalmente descolado do mundo, mas agora encontrou uma LTB de médio prazo para fazer uma pressão sobre este repique de alta.


No Brasil, o Ibovespa fechou a semana com um spinning top colado sobre a linha central de bollinger. Mostra um certo alívio após 4 semanas de quedas fortes. Precisa romper esta LTB bastante inclinada para manter o movimento de repique na semana que vem.


No mercado de commodities podemos observar pelo índice CRX (Commodity Related Equity – índice de commodities) que o movimento de queda nas cotações das commodities já dura mais de um ano. Boa parte da alta de 2010 e 2011 já foi devolvida pelo mercado e não há sinais de que este movimento esteja perto do fim.


Pessoal, este post foi só pra não passar a sexta-feira no liso. Segunda-feira voltamos com as análises. Bom final de semana à todos vocês!

Posts da semana:

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Poupança vai continuar a mesma de sempre

A falta do que escrever tem originado alguns artigos na mídia sobre possíveis alterações no rendimento da caderneta de poupança. Este “movimento anti-poupança” (patrocinado, por trás, pela indústria de fundos brasileira?) ganhou força após a última reunião do Copom, encerrada ontem, o qual ficou decidido mais um corte definitivo de 0,75 p.p. na taxa básica de juros.
Alguns analistas chegaram a dizer que a taxa selic poderá cair ainda mais, abaixo dos 9%. Infelizmente estas pessoas não leram a última ata da reunião do Copom (publicada em 15/03/2012) disponível no site do Banco Central. Nela consta uma afirmação de que a taxa de juros cairá para um patamar ligeiramente superior à mínima histórica (8,75%). Após atingir este patamar de juro, a taxa seria mantida. E foi o que aconteceu. Não houve surpresa nenhuma.
Mas então porque tanto barulho no mercado? Porque alguns analistas resolveram passar por cima do próprio Banco Central? Não faz sentido algum dizer que a taxa de juros continuará caindo, pois esta informação contradiz o que está documentado na ata do Copom. Essas pessoas deveriam no mínimo aguardar a publicação da próxima ata do Copom antes de pensar em publicar qualquer coisa na mídia.
Outro ponto que não faz sentido algum é dizer que o rendimento da caderneta de poupança poderá ser alterado. Não adianta nem debater esta idéia pois ela simplesmente não existe. O  próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega confirmou a posição do governo hoje mesmo ao dizer que "com o juro básico a 9%, não há necessidade de mudar a regra da poupança".
Como o governo jamais iria fazer uma alteração no rendimento da caderneta de poupança em ano eleitoral, podemos pressupor que a taxa de juros ficará mesmo em 9%. Reparem que o Mantega começou a frase dizendo: “com o juro básico a 9%...”. Isso porque se a taxa selic ficar abaixo deste patamar, poderá ocorrer uma fuga em massa de capital da indústria de fundos para caderneta de poupança. E numa situação dessas o governo terá de intervir, mesmo que as medidas sejam impopulares.
Lembrando que os fundos de renda fixa compram títulos públicos do governo federal para montar carteira, portanto seria um tremendo “tiro duplo no pé” provocar uma fuga de investidores destes fundos devido à continuação de queda na taxa selic. O próprio governo seria prejudicado por ter de recomprar os papéis da dívida, vendidos aos fundos, para cobrir os saques dos investidores, além de reduzir sua captação de recurso no mercado. 
No mercado de capitais os principais índices mundiais fecharam esta quinta-feira em baixa. A desconfiança em relação à Espanha tem aumentado cada vez mais. O índice Dow Jones fechou em baixa pelo segundo dia consecutivo formando um topo descendente em 13.1k. Poderá trabalhar dentro do espaço entre esta nova LTB e linha de suporte em 12.7k.

No Brasil o índice Bovespa fechou o dia em baixa. A região de fraca resistência nos 63k está conseguindo barrar todo o movimento de repique, evidenciando a fraqueza da força compradora, incapaz de romper uma resistência de baixa representatividade. Abriu oportunidade para entrada de operações vendidas na tarde de hoje. Stop dos ursos está um pouco acima dos 63k.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Sem firula, 0,75 p.p.

O Copom (Comitê de Política Monetária) acabou de anunciar mais um corte de 0,75 p.p. na taxa selic, confirmando as expectativas do mercado e carregando a taxa básica de juros para o nível considerado ligeiramente acima da mínima histórica (9% a.a.).

Destaque para o comunicado do Banco Central, em poucas palavras e sem mencionar novas possibilidades de cortes:

“O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária.
Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 9,00% a.a., sem viés.”
Com esta decisão, a taxa selic atingiu o nível desejado pela autoridade monetária conforme mencionado na última ata da reunião do Copom. Ao que tudo indica o Banco Central deverá interromper temporariamente a política de afrouxamento monetário e monitorar as pressões inflacionárias para o segundo semestre deste ano. Iremos confirmar esta informação após a divulgação da ata na semana que vem.
No mercado de capitais os olhos da especulação voltaram-se novamente para o dólar, pois reabriu oportunidades de trades rápidos com o rompimento dos 1,85. O Banco Central está colaborando para o movimento de alta da moeda com os seus leilões duplos diários de compras à vista pelo quinto pregão consecutivo.
O Ibovespa fechou o dia em leve alta, mas não conseguiu ultrapassar a barreira (fraca) dos 63k. Apesar de estar com boas possibilidades de rompimento desta zona de resistência, tal como a LTB que vem dos 69k, esta travada de hoje revela como a força compradora ainda está fraca. Não há nenhum ponto de venda (para curtíssimo prazo) no gráfico, com exceção dos 63k, mas foi só chegar perto que o índice parou. A briga foi prorrogada para amanhã, no leilão de abertura.



Nos Estados Unidos o índice Dow Jones corrigiu parte do candle de ontem mas não invalidou a tendência de alta no curto prazo. Segue acima da linha psicológica dos 13k, que atua solitariamente como suporte, já que a linha central de bollinger foi perdida.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Fusões à vista, Santander na mira

O Banco Central da Espanha aprovou nesta terça-feira os planos de recaptalização apresentados pelos bancos do país em uma tentativa de fazer cumprir as normas mais rigorosas dentro do sistema, minimizando riscos futuros. O setor financeiro na Espanha é um dos mais preocupantes dentro da zona do euro, algumas instituições podem estar apresentando riscos de insolvência neste exato momento.

Segundo o BC espanhol, os bancos comerciais foram notificados sobre a necessidade de levantarem 29,08 bilhões de euros de valor extra de provisões, além de 15,57 bilhões de euros adicionais de capital principal. No total são quase 45 bilhões de euros em recursos a serem levantados pelos bancos.

Estes recursos podem ser levantados através dos próprios lucros das instituições financeiras, somado à novas emissões de ativos no mercado. O Banco Central da Espanha destacou também que irá criar incentivos para fusões e aquisições entre as instituições financeiras espanholas. Os bancos maiores provavelmente irão abocanhar os bancos menores que passam por dificuldades, deixando o sistema financeiro ainda mais compacto e longe do ideal.

O Santander, um dos grandes bancos espanhóis, pode estar envolvido em alguma fusão dentro da Espanha. Por este motivo (levantar capital), especula-se cada vez mais que o banco poderá vender seus ativos no Brasil ou se fundir com o Bradesco (conversas extra-oficiais podem ter ocorrido entre as diretorias executivas) ou com o Banco do Brasil (menos provável, já tem um caixa comprometido e acabou de abocanhar o Banco Postal do Bradesco).

Este foi o noticiário macro que serviu de impulso para as bolsas operarem no azul e não a venda de títulos públicos espanhóis conforme a mídia noticiou erroneamente. Na manhã desta terça-feira o governo espanhol captou 3,177 bilhões de euros em títulos de curto prazo no mercado, mas foi obrigado a subir novamente o yield dos títulos para arrumar comprador no mercado. 2,09 bilhões de euros foram em títulos de um ano, com uma rentabilidade de 2,73% (dobro da emissão anterior de 1,47% realizada em março deste ano). Outros 1,08 bilhão de euros foram títulos de um ano e meio com uma rentabilidade de 3,2 %, bem superior aos 1,77% da última emissão.

O dia foi definido logo na abertura do pregão em Wall Street. O índice Dow Jones abriu a terça-feira rompendo sua resistência psicológica dos 13k. Este movimento detonou pivot de alta no intraday e chamou abertura de posições compradas de curtíssimo prazo. Acabou passando por cima da linha central de bollinger também. Posições compradas em aberto visando teste na região dos 13.3k.


No Brasil o índice Bovespa também fechou em alta, mas não conseguiu armar pivot no intraday. O índice foi barrado novamente pela resistência fraca de curto prazo nos 63k. Se o movimento de repique conseguir passar por esta barreira dos 63k, deverá jogar o Ibovespa para romper sua LTB e projetar um teste sobre a linha de resistência nos 64k.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

A ignorância populista na América Latina

Intervenção excessiva do estado sobre a economia, medidas antidumping (intervenções do governo para proteção da indústria nacional contra os produtos importados), manipulação do câmbio, aumento da carga tributária e estatização de empresas líderes de mercado. Esta é a política que está dominando a América Latina nos últimos anos e infelizmente, com raras exceções (Chile por exemplo), vai empurrar novamente a maioria dos países do continente para o buraco.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, disse nesta segunda-feira que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para expropriar o acionista majoritário da maior petroleira do país, a YPF (controlada pela espanhola Repsol-YPF). Em outras palavras a Argentina vai estatizar a YPF abocanhando 51% da empresa controlada pelos espanhóis, na canetada.

Nossos hermanos argentinos fizeram o favor de mostrar mundo o que se passa dentro da América Latina. Este movimento acaba acentuando a presença do Estado na economia e coloca o país à beira da um grande conflito com a União Europeia. A aquisição do controle pelo governo argentino irá danificar seriamente o ambiente de negócios na Argentina, além de respingar nos demais países do continente, pois a política pública é a mesma.

Em seu comunicado nesta segunda-feira, Cristina Kirchner disse que se espelhou no modelo praticado dentro da Petrobras. Agora somos um péssimo exemplo e nossa imagem, que já estava ligeiramente danificada no cenário externo, começa a se deteriorar ainda mais. A atual diretoria da petrolífera YPF já foi dissolvida e o comando está nas mãos do governo argentino.

O governo argentino já havia nacionalizado a Aerolíneas Argentinas, fundos de pensão privados, a maior distribuidora local de águas do país e agora parte para o setor de petróleo e gás. Na questão tributária o governo argentino tenta extrair o máximo possível do lucro das empresas, tal como é feito aqui no Brasil. Hoje mesmo o fisco argentino suspendeu o registro de operador de grãos da gigante americana do agronegócio (Bunge). A medida retira alguns benefícios de suas atividades no país, enquanto a Justiça determinou um embargo dos bens da empresa (envolvendo ativos da ordem de 57 milhões de dólares) por supostas irregularidades fiscais.

A ignorância das autoridades políticas dentro da América Latina está sacrificando mais uma vez o crescimento econômico e sustentado na região. Um passo pra frente e dois pra trás. Pagamos caro pelos erros do passado e estamos cometendo-os novamente. Assim continuaremos a ser o mesmo continente de sempre.

Nas bolsas mundiais o dia foi de movimentos tímidos e distintos. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou em alta de 0,60% mas foi novamente barrado pela média móvel simples de 50 períodos. Resistência esta reforçada pelo patamar psicológico dos 13k. Três testes seguidos sem rompimento poderá jogar o índice para retestar último fundo de curto prazo em 12.7k.

  

No Brasil o índice Bovespa abriu o dia puxado para cima devido o acerto de posições no mercado de opções. Após o vencimento, o índice voltou a cair e fechou o dia com um spinning top (candle lembra um doji) que indica indecisão. Suporte fraco de curto prazo nos 61.3k é o último obstáculo antes de um teste sobre a região dos 60k. Os 63k estão barrando um movimento de repique mais consistente.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Bancos espanhóis sob alerta

O CDS (Credit Default Swap - uma espécie de seguro contra calote) da Espanha disparou nesta sexta-feira atingindo máximas históricas devido às preocupações quanto ao sistema financeiro do país. De acordo com o banco central da Espanha, as instituições financeiras tomaram uma quantia bastante considerável em empréstimos junto ao BCE (Banco Central Europeu) no mês de março deste ano. O valor bruto atingiu um recorde de 316 bilhões de euros. Para se ter uma idéia esta quantia é bem superior aos 169,86 bilhões de euros emprestados no mês de fevereiro.

Estes números revelam que algo não muito bom atingiu o sistema financeiro espanhol no mês passado. Motivo ainda desconhecido pelo mercado, mas algumas pistas começam a indicar a gravidade da situação.

Porque os bancos da Espanha aumentaram os empréstimos junto BCE, sendo que na segunda rodada do LTRO em fevereiro/2012 (Long-term refinancing operations -  aqueles empréstimos “de graça” do BCE) foram os que mais solicitaram empréstimos? O que os bancos espanhóis fizeram com tanto dinheiro do LTRO? Repassaram à economia ou reaplicaram no mercado financeiro?

Vamos tentar responder estas perguntas. Quando uma instituição financeira solicita crédito junto ao Banco Central, obviamente significa que a mesma necessita de caixa para cobrir suas operações. Na maioria das vezes o Banco Central é acionado quando a instituição financeira não consegue crédito suficiente no mercado interbancário. Este aumento considerável de empréstimos, mesmo após o LTRO, pode demonstrar que a liquidez no mercado interbancário espanhol está secando. Um dos principais causadores da queda na liquidez do mercado interbancário é a desconfiança entre os bancos. O nível de confiança diminui inversamente proporcional à suspeita de solvência entre alguns bancos participantes daquele mercado.

Mas e aquela pilha de dinheiro do LTRO? Foi parar aonde? Evidentemente que na economia não foi. Uma pequena parte correu para compra de ativos no mercado de capitais e a grande maioria correu para compra de títulos da dívida soberana. Não foi por acaso que os yelds dos países periféricos da zona do euro cederam bastante após a injeção de recurso do BCE.

Os bancos espanhóis estão atolados de títulos da dívida soberana (fizeram carry-trade com os recursos do LTRO), principalmente da Espanha, onde o risco de calote (medido pelo CDS) está em nível elevado.

Reparem como o dinheiro está todo amarrado dentro do sistema financeiro e pode provocar um efeito dominó a qualquer sinal de default na Espanha. Qualquer sinalização de dificuldade financeira no governo espanhol poderá derrubar o sistema bancário atolado em dívidas públicas, que por sua vez irá arrastar, por incrível que pareça, o próprio BCE, grande financiador (e credor) dos recursos injetados no sistema financeiro.

Para evitar um desastre deste tipo, basta as autoridades europeias ficarem sob alerta, para que ao primeiro sinal de escorregão na Espanha, o pacote de ajuda seja liberado de forma rápida e eficiente.

Os mercados na Europa fecharam em baixa na semana, mais uma vez. Na Alemanha o índice DAX renovou mínima e segue para o teste sobre a linha central de bollinger talvez já na próxima semana. Tudo indica que a LTA do fundo formado no crash do ano passado será testada em breve também.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones também fechou a semana em baixa, mas pelo menos conseguiu se manter acima da linha de suporte dos 12.7k. A força deste suporte recebeu ajuda da linha central de bollinger, formando uma boa região de apoio. O rompimento dos 12.7k poderá jogar o índice para a região dos 12.2k sem muita cerimônia.


Na China, a bolsa de Xangai fechou a semana em alta mesmo com o PIB (Produto Interno Bruto) do país crescendo 8,1% nos três primeiros meses deste ano. As previsões e boatos lunáticos da mídia giravam em torno de 8,3%, sendo que ontem inventaram que o número seria 9%. Mais um vexame da mídia, para não perder o costume.
 
  
De fato o PIB chinês foi o menor número registrado desde o primeiro trimestre de 2009 e representa o quinto trimestre seguido de desaceleração no crescimento. Mas ainda assim, expansão de 8,1% sob o período anterior, mostra a força da economia xing-ling. O pouso forçado da China é o sonho de crescimento da maioria dos países ao redor do planeta.

No Brasil o índice Bovespa fechou a semana em queda, levemente abaixo da linha central de bollinger. Não conseguiu se manter acima de uma antiga LTB rompida, o que poderia caracterizar um pullback para retomada da tendência de alta. São quatro candles fortes de quedas no semanal sem esboçar nenhum sinal de reversão de tendência. Pode ocorrer algum alívio no curto prazo, mas ao que tudo indica os 60k serão testados em algumas semanas.


Bom pessoal, vamos finalizando as análises por aqui. Desejo a todos vocês um ótimo final de semana!

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