sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bernanke está preocupado, e quem não está?


O presidente do FED (Federal Reserve) discursou hoje em Jackson Hole no simpósio anual da unidade do FED de Kansas City. Em seu discurso, Ben Bernanke se mostrou bastante preocupado com o mercado de trabalho estagnado nos Estados Unidos e deixou claro que não está satisfeito com o progresso da economia. E será que alguém estaria satisfeito?

Apesar de toda a sua indignação, o presidente do FED, conforme esperado, não anunciou nenhuma medida para fortalecer a economia americana. Também não houve nenhum sinal de que uma nova rodada de afrouxamento monetário (quantitative easing 3) será adotada no próximo mês e talvez nem este ano.

Bernanke fez um discurso totalmente político visando manter as esperanças de Wall Street. Os mercados precisam sonhar com uma nova chuva de dinheiro para que os índices possam manter o atual nível de pontuação.

“Levando em conta as incertezas e os limites de suas ferramentas de política, o Federal Reserve fornecerá acomodação política adicional [atenção para estas duas palavras mágicas a seguir] conforme necessário para promover uma recuperação econômica mais forte e melhora sustentada nas condições do mercado de trabalho em um contexto de estabilidade de preços. É importante conseguir mais progresso, particularmente no mercado de trabalho”. Disse Bernanke.

A própria ata da última reunião do Fomc, feita antes da leve melhora na atividade econômica, mostrou sinais mais esperançosos de quantitative easing 3 do que o discurso do presidente do FED realizado hoje. Isso pode significar uma leve mudança de postura da autoridade monetária, a ser confirmada na reunião do mês de Setembro.

Este dia importante para os mercados mundiais foi marcado pelo aumento da volatilidade nas bolsas. Fechamento da semana e do mês no mesmo dia do simpósio anual do FED em Jackson Hole provocou um sobe e desce frenético nos principais índices mundiais.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou em baixa pela segunda semana consecutiva. Apesar da queda, o índice conseguiu se manter acima do patamar psicológico na região dos 13k. Ainda não há sinalização de fundo e caso esta região seja perdida, o índice poderá testar a linha central de bollinger próximo à linha de suporte em 12.8k.


O principal índice do mercadão europeu fechou a semana com um doji de indecisão ainda colado na LTB que vem do topo em 7.6k. Esta formação acaba reforçando a sinalização de topo no DAX (Alemanha). Há poucas regiões de suporte para segurar a provável queda até a linha central de bollinger.


Na China a bolsa de Xangai segue em sua tendência de baixa no curto, médio e longo prazo. Mesmo apresentando um nível alto de sobrevenda, o índice sequer mostra uma reação de fundo temporário no curto prazo. Sinal de fraqueza total da força compradora.


No Brasil o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o PIB (Produto Interno Bruto) registrou aumento de 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre deste ano. O baixo crescimento já era esperado pelo mercado que aguarda uma recuperação neste segundo semestre. 
  
O índice Bovespa fechou mais uma semana em baixa colado na linha central de bollinger. Não há sinal de formação de fundo ascendente no gráfico semanal, deixando esta linha mais fraca para tentar suportar a tendência de queda no curto prazo.


O gráfico mensal mostra uma sinalização de topo bem abaixo da média móvel simples de 20 períodos. Candle de pavio longo superior semelhante a uma estrela cadente (padrão forte de reversão). Este mesmo candle em posição semelhante (indicando falso rompimento da média móvel simples de 20 períodos) marcou o topo do Ibovespa no início deste ano.


A confirmação deste candle resultará na perda da LTA formada a partir do fundo em 2008. Situação delicada para os touros.

Bom pessoal, por hoje é só. Os touros caíram na sinuca e Setembro será um mês importante para definição de tendência no médio e longo prazo. Portanto o mês que vem promete fortes emoções. Estejamos todos preparados para o que der e vier! Descansem bastante e até segunda!

Posts da semana:

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Agora é pra valer


Ingredientes apimentados é o que não faltam para o pregão de sexta-feira ser um dos mais importantes do mês. A mídia tem gerado uma grande expectativa (muito mais para atrair atenção do que para prestar uma informação útil) sobre o discurso do presidente do FED (Federal Reserve), Bem Bernanke, a ser realizado amanhã às 11:00h (horário de Brasília) em Jackson Hole.

A probabilidade de Bernanke anunciar um novo pacote de estímulo monetário (quantitative easing 3) amanhã é muito baixa. A economia dos Estados Unidos continua mostrando sinais de crescimento moderado. Não é um cenário preocupante à nível de intervenções do Banco Central. Além disso, a proximidade com as eleições presidenciais acabam limitando, em certas partes, a atuação da autoridade monetária que não deve ser utilizada para “fins políticos”. Seria um prato cheio para oposição de Obama.

Ainda há outros fatores que irão apimentar o pregão desta sexta-feira. Em um único dia será formado o fechamento da semana e do mês. Estes dois fechamentos serão de extrema importância para, no caso do semanal, dar continuidade ao movimento de queda a partir da média móvel simples de 200 períodos e no caso do mensal, soltar um candle de reversão/topo bem abaixo da média móvel simples de 20 períodos (uma das médias mais importantes para gráficos mensais). Este candle poderá ser revertido com uma boa alta amanhã.

Na agenda econômica destaque para deterioração da economia alemã. O desemprego no país subiu novamente em agosto (quinta alta consecutiva)O número de desempregados subiu para um total de 2,9 milhões de pessoas. Este é o maior nível desde novembro de 2011.

Os mercados europeus fecharam o dia baixa. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones acelerou o movimento de correção um dia antes do importante discurso de Bernanke. Foi acionado pivot de baixa jogando o índice para testar o patamar psicológico na região dos 13k, com elevado risco de rompimento.

  
No Brasil o índice Bovespa ensaiou uma recuperação na parte da tarde, após sentir a pressão da linha de resistência em 57.6k, e fechou o dia em leve baixa de 0,20%. Pregão de baixa relevância, mantendo a análise do dia anterior.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Afrouxamento monetário continua


O Copom (Comitê de Política Monetária) acabou de anunciar novo corte de 0,50 p. p. na taxa básica de juros, atingindo um novo recorde histórico de baixa. O ciclo de afrouxamento monetário completa 1 ano com a taxa selic chegando aos 7,50% ao ano. Vamos observar logo abaixo o comunicado do Copom:

"Considerando os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, que em parte se refletem na recuperação em curso da atividade econômica, o Copom entende que, se o cenário prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia".

Não houve nenhum sinal de que o ciclo de afrouxamento monetário chegou ao fim ou que será encerrado em outubro. Logo pode-se esperar novo corte na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom a ser realizada nos dias 9 e 10 de outubro. Destaque para o trecho: “esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia”, que em outras palavras pode significar um corte de 0,25 p.p. caso o Banco Central observe melhorias na atividade econômica.

O mercado nacional descolou-se de Wall Street e fechou o dia em forte baixa, puxado pelas blue chips. O índice Bovespa acabou perdendo uma importante linha de sustentação (região de suporte em 57.6k, topo de uma antiga zona de congestão) que se tornou vulnerável após o movimento de perda da linha central de bollinger. O forte pivot de baixa acionado nos gráficos intradays atraiu ainda mais as operações vendidas, praticamente anulando a força desta referida linha de suporte.

  
Caso o índice não demonstre nenhuma reação amanhã, o próximo objetivo desta pernada de baixa será a linha de suporte (fraca) localizada na região dos 55.5k.

Ainda no Brasil o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou hoje a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis até 31 de outubro deste ano. Para o setor de materiais de construção o IPI foi prorrogado para o final de 2013. Para a indústria moveleira e produtos de linha branca, o IPI reduzido foi estendido até o dia 31 de dezembro deste ano.

O dia nos Estados Unidos foi marcado pela divulgação do Livro Bege (ata da última reunião do FED). O documento sugeriu que a atividade econômica continuou a se expandir gradualmente em julho e no início de agosto, porém o ritmo da recuperação está aquém do necessário para elevar o ritmo de contratações mais rápido. O Produto Interno Bruto (PIB) foi revisado para uma taxa anualizada de 1,7% no segundo trimestre, superior a leitura anterior de 1,5%.

Estes dados tiveram impacto limitado no mercado e o índice Dow Jones fechou praticamente estável, oscilando pouco e mantendo a análise dos últimos dias.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

A indireta do BoJ


O BoJ (banco central do Japão) reduziu hoje, pela primeira vez em quase um ano, sua avaliação para o crescimento econômico do país. O governo japonês disse que a desaceleração do crescimento global pesou sobre suas exportações, piorando as perspectivas de recuperação da terceira maior economia do planeta.

Esta avaliação negativa do governo, na véspera de rodadas importantes de diversos banqueiros centrais, reforça a expectativa por novas medidas de estímulo por parte do banco central do Japão, além de pressionar os demais banqueiros (principalmente o FED) a tomarem medidas semelhantes.

Apesar da avaliação negativa do Japão, os mercados oscilaram pouco nesta terça-feira mantendo praticamente o cenário traçado no dia anterior. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou em leve baixa perdendo a linha central de bollinger. As declarações de David Riley, diretor da Fitch, ameaçando cortar o rating “AAA” dos Estados Unidos após o primeiro semestre de 2013 caso as questões fiscais e orçamentárias não forem solucionadas, não tiverem impacto no mercado.


O pregão na Bovespa foi de pouca oscilação, devolvendo as perdas ocorridas na segunda-feira. O índice continua brigando com a linha central de bollinger e segue indefinido no curtíssimo prazo apesar do rompimento de uma LTB curta. O volume financeiro continua muito baixo.


Finalizando, o Financial Times soltou nesta terça-feira uma matéria importante sobre o Brasil abordando um assunto no qual estamos comentando aqui no blog há algum tempo. A tendência dos investidores em buscar oportunidades de negócio fora do ambiente do mercado financeiro. O jornal avalia que a taxa selic em um nível historicamente baixo pode levar o investidor estrangeiro a investir menos na dívida pública e mais na infraestrutura, em busca de maiores retornos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A rodada dos bancos centrais


A segunda-feira de baixo giro financeiro e pouca oscilação nas praças mundiais tem uma explicação. O mercado está de olho nas decisões ou indicações dos principais banqueiros centrais mundiais que deverão sair nesta semana. Nos Estados Unidos o presidente do FED (Federal Reserve), Bem Bernanke, fará um discurso no dia 31 de agosto ao término do simpósio anual da autarquia de Kansas City.

A mídia continua inflando a expectativa dos investidores quanto à nova rodada de estímulos econômicos (quantitative easing 3). Portanto a fala de Bernanke será rigorosamente avaliada pelo mercado (por esta expectativa criada pela mídia), apesar das indicações mais do que suficientes na ata do FED. Provavelmente não haverá anúncio de novas medidas de estímulo.

Na Europa há expectativas de que o BCE (Banco Central Europeu) apresente um plano de compra de títulos da dívida pública no início do mês de setembro. O ministro de finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, disse que irá desenvolver propostas juntamente com a França (através da criação de uma equipe de trabalho entre os dois países) para uma união bancária, fiscal e monetária na zona do euro.

No Brasil teremos reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) nos dias 28 e 29 de agosto, onde será divulgada a nova taxa selic (atualmente em 8,00% ao ano). É praticamente certo que seja anunciado um novo corte na taxa básica de juros, mas o mercado ficará de olho no documento que será divulgado após o encerramento imediato da reunião do Copom para encontrar indicações do término da política de afrouxamento monetário (encerramento do ciclo de cortes na taxa de juros).

Neste ritmo de espera/expectativa pelos bancos centrais, as bolsas de valores oscilaram pouco na abertura da semana e tiveram um dia de pregão praticamente inexpressivo. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou a segunda-feira em leve queda iniciando a perda da linha central de bollinger a ser confirmada amanhã.

  
No Brasil o índice Bovespa também iniciou movimento de perda da linha central de bollinger, mas não mostrou confiança devido ao baixo número de negócios. Caso esta linha seja realmente perdida, a região de suporte em 57.6k ficará mais vulnerável ao rompimento pois o movimento acionará um pivot de baixa nos gráficos intradays.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O novo mercado corporativo brasileiro


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, falou abertamente em um discurso na noite de quinta-feira em São Paulo sobre a mudança importante que está acontecendo no mercado corporativo brasileiro. A queda na taxa selic (atualmente em 8% ao ano, porém com projeção de novo corte na próxima reunião do Copom) para as mínimas históricas acabou com a “festa” dos investidores que ganhavam dinheiro no mercado sem correr risco.

Este movimento de queda nos juros provoca um efeito cascata no mercado financeiro, o fluxo de capital tende a procurar oportunidades em ativos reais dentro da economia em busca de um retorno maior sobre o investimento, que evidentemente envolverá aumento do risco. Percebe-se que há uma queda generalizada no rendimento líquido dos fundos de investimentos comerciais e não há muito o que fazer para mudar este cenário. A não ser que os gestores estejam dispostos a arriscar mais na bolsa de valores e ainda sim seguindo as regras do estatuto do fundo. Muitas vezes este risco envolve operações de curto prazo, haja vista as condições atuais (últimos 5 anos) do mercado de renda variável brasileiro.

O CDI deixará de ser um benchmark importante a ser perseguido pelos investidores simplesmente porque o seu retorno líquido está abaixo dos 2% ao ano (irrisório), portanto o Ibovespa (“o benchmark do risco”) passará a ser, cada vez mais, a referência do mercado financeiro mesmo com rentabilidade inferior ao CDI nos últimos anos e na última década. A tendência é que haja uma inversão nesta briga de rentabilidades entre CDI x Ibovespa.

"Há uma tendência natural de que a poupança, a disponibilidade de ativos, seja canalizada não mais para financiar a dívida pública, que vem diminuindo, mas para financiar a atividade produtiva. Portanto, daqui pra frente, vai ser difícil ganhar dinheiro sem assumir riscos. Um novo mercado corporativo vai emergir no Brasil a partir dessa mudança". São palavras do ministro da Fazenda.

Podemos observar que o governo está completamente seguro quanto à rolagem da dívida pública (perderá parte da demanda, via pessoa física, que está fugindo da renda fixa em busca de outros ativos) devido às condições de crescimento econômico e superávit primário. Estes fatores são essenciais para atrair demanda dos fundos espalhados pelo mundo afora que investem em títulos dívida pública.

A intenção do governo é atrair fluxo de capital do mercado financeiro para a economia e assim estimular o crescimento econômico do país, aumentando a geração de emprego, renda, consumo e consequentemente aumentar a arrecadação (fortalece superávit primário e permite mais investimentos públicos). É uma equação que funciona perfeitamente bem, desde que a inflação seja controlada, preferencialmente no centro da meta. O mesmo raciocínio vale para a corrupção.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou esta semana em baixa confirmando o candle da semana anterior. Há três semanas o índice tenta romper a média móvel simples de 200 períodos semanal sem êxito. O problema é que as médias diária e semanal estão na mesma posição gráfica, justamente por onde passa uma LTB secundária já rompida e uma LTA secundária perdida e retestada, aumentando ainda mais a resistência nesta região.


A região de apoio da força compradora continua sendo a linha de suporte em 57.6k. Enquanto o índice conseguir se manter acima desta região, continuará mirando ataque sobre a média móvel simples de 200 períodos.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones sentiu a máxima do ano e fechou a semana em baixa. Temos um topo formado na região dos 13.3k e ausência de linhas de suporte abaixo dos 13k até a linha central de bollinger e/ou região dos 12.8k.

  
A semana também foi negativa para os mercados europeus que entraram em um movimento de correção após o rally das últimas semanas/meses. Na Alemanha, o índice DAX ameaça retornar para dentro da LTB anteriormente rompida. Nível de sobrecompra ainda alto permitindo continuação do movimento corretivo.


Na China a bolsa de Xangai também fechou a semana em baixa, perdendo uma importante linha de suporte para o médio e longo prazo. Um novo pivot de baixa foi acionando complicando ainda mais a situação do índice chinês. A tendência de baixa no médio e longo prazo foi reforçada, índice cada vez mais “micado”.


Desejo à todos vocês um ótimo final de semana! Bom descanso e até segunda!

Posts da semana:

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Contração aumenta na China


O banco HSBC, em parceria com o Instituto Markits, divulgou nesta quinta-feira a prévia dos principais Índices de Gerentes de Compras da economia mundial que sacudiram os mercados. Esta prévia, antes do resultado oficial que será divulgado no início do mês de setembro, é importante para os investidores avaliarem a real situação da economia mundial neste exato momento.

Nos Estados Unidos a atividade industrial segue em expansão moderada. O índice subiu de 51,4 pontos em julho para 51,8 pontos em agosto, este é o melhor resultado entre os três pilares da economia mundial (Estados Unidos, Europa e China). É um dado positivo para a economia norte-americana mas por outro lado, a manutenção da expansão na atividade industrial não justifica, em um primeiro momento, programas de estímulo monetário. Contrariando assim a “vontade” do FED (Federal Reserve) e de Wall Street.

Na zona do euro o índice está praticamente estagnado (de 46,5 pontos em julho para 46,6 em agosto), mostrando que teremos mais um mês de contração na atividade industrial.

A bomba foi cair justamente na China onde o índice apresentou forte queda na atividade manufatureira. O indicador foi parar nos 47,8 pontos em agosto, resultado bem inferior aos 49,3 pontos do mês anterior, a maior queda dos últimos nove meses. A contração na atividade industrial aumentou bastante, o que irá exigir ainda mais do governo chinês para intensificar as medidas de estímulo econômico em um cenário de risco elevado de inflação dos alimentos.

Wall Street derreteu arrastando as demais bolsas mundiais que estavam operando no momento. O índice Dow Jones fechou em forte queda perdendo a linha central de bollinger e caminhando para testar a linha de suporte psicológico nos 13k.

  
No Brasil o índice Bovespa também fechou em queda confirmando a perda da LTA de curto prazo e a força da média móvel simples de 200 períodos. O mercado encontrou ponto de apoio exatamente na linha central de bollinger, porém se esta região for perdida a linha de suporte em 57.6k ficará mais vulnerável.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FED aumenta as esperanças do mercado


Foi divulgada nesta quarta-feira a ata da última reunião do FOMC (Comitê de Mercado Aberto do FED - Federal Reserve) realizada nos 31 de julho e 1 de agosto. O documento revela que a maioria dos membros do FED concordaram que o crescimento econômico continuará moderado nos próximos trimestres e que a taxa de desemprego deverá se reduzir “apenas gradualmente” (ou seja, continuará elevada).

A parte mais importante da ata refere-se ao crescimento de apoio, entre os membros, para implantação de possíveis novas medidas de estímulo econômico (quantitative easing 3). "Muitos membros julgaram que uma acomodação monetária adicional provavelmente será justificável muito em breve, a não ser que as informações a ser divulgadas apontem para um fortalecimento substancial e sustentável no ritmo da recuperação econômica". Este trecho foi retirado da ata do FED.

Isto significa que se a economia americana não mostrar sinais de reação mais forte ao longo dos próximos trimestres, o FED poderá entrar com uma nova rodada de estímulo monetário. Apesar desta “boa sinalização” para Wall Street (observar ineficácia econômica das duas últimas rodadas do quantitative easing), tudo ainda está girando a base da esperança. Parece que no momento é isso que as autoridades monetárias desejam, inflar o sentimento de esperança no mercado e segurar os índices mundiais.

As autoridades do FED também discutiram sobre a extensão do período em que a taxa básica de juros permanecerá nula. Inicialmente a orientação do banco central é de um provável aumento a partir do segundo semestre de 2014. Na próxima reunião dos dias 12 e 13 de setembro, a autoridade monetária divulgará uma nova rodada de previsões sobre a economia e conseqüentemente projeções para extensão do afrouxamento monetário via taxa básica de juros.

Wall Street esboçou uma reação após a divulgação da ata, mas não o suficiente para tirar o índice do vermelho. A linha dos 13.2k agora atua como resistência, formando uma pequena zona de congestão de curtíssimo prazo com a linha em 13.1k (mesmo ponto da linha central de bollinger).

  
No Brasil o índice Bovespa fechou o pregão em alta, porém o movimento não foi suficiente para rompimento da famosa média móvel simples de 200 períodos. A briga pela nova LTA de curto prazo continuará amanhã, após o falso rompimento ocorrido na tarde de hoje. A divulgação da ata do FED colaborou para reversão de tendência no curtíssimo prazo.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Mercado vira em ponto estratégico


Os índices mundiais iniciaram o pregão desta terça-feira em forte alta pegando carona em mais uma injeção de liquidez do Banco do Povo da China (equivalente ao banco central). A autoridade monetária informou que injetou mais 220 bilhões de yuans (equivalente a 34,7 bilhões de dólares) no mercado monetário durante esta semana, dando continuidade aos esforços para impulsionar a economia chinesa.

Nas últimas oito semanas o Banco do Povo da China injetou um total de 916 bilhões (sem considerar os 220 bilhões de hoje) no sistema financeiro por meio das operações de recompra reversa.

Dados da produção mundial de aço bruto divulgados pela Worldsteel (Associação Mundial de Aço) também animaram os mercados, impulsionando ainda mais o movimento positivo na abertura dos pregões. A produção global subiu 2% no mês de julho comparando-se com o mesmo período do ano passado. Somente na China (maior produtor de aço do mundo) a produção de aço subiu 4,2%, no Japão (segundo maior produtor) a alta foi de 1,2%. O Brasil atuou como contrapeso registrando recuo de 4,1% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado.

Por outro lado, em uma abordagem geral, a pesquisa de Sondagem Industrial feita pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revela expansão na atividade industrial brasileira. O indicador saiu de 45,5 pontos registrados em junho para 51,1 no mês passado. O resultado também foi melhor na comparação com o mês de julho do ano passado, quando este indicador havia marcado 50,1 pontos.

Ao contrário do que muitos esperavam, a agenda extremamente positiva do dia não foi capaz de manter o movimento de alta nos mercados por muito tempo. Os índices viraram rapidamente registrando aumento de volume e abertura de novas posições vendedoras.

Na Bovespa as operações vendedoras apareceram após a tentativa de rompimento da média móvel simples de 200 períodos. O índice fechou mais uma vez abaixo da média trabalhando rompimento de uma nova LTA de curto prazo. A confirmação de rompimento desta linha de tendência poderá jogar o índice novamente em direção à linha central de bollinger e região de suporte em 57.6k.

  
O candle de fechamento não pode ser considerado uma estrela cadente devido à formação de um pavio inferior visível. Mas não podemos desconsiderar a relevância de um pavio longo superior indicando falso rompimento da média móvel simples de 200 períodos.  Portanto existe a sinalização de topo (curto prazo) no gráfico diário que será anulada apenas se o índice passar pelos 60k.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones também fechou o pregão em queda correndo o risco de perder a linha de suporte em 13.2k.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

BCE x Der Spiegel


Neste último domingo a revista alemã Der Spiegel publicou uma matéria informando que o BCE (Banco Central Europeu) estaria considerando fixar limites aos prêmios de risco (diferença entre as taxas de juros de referência pagas pela Alemanha e as fornecidas pelos países em dificuldades) para comprar títulos públicos de países problemáticos na periferia da zona do euro.

Segundo a revista, o BCE só compraria títulos públicos caso estes limites fossem superados, ou seja, se as taxas de juros dispararem o BCE estará disposto a intervir nos mercados.

Mas o BCE desmentiu tudo nesta segunda-feira fazendo uma declaração direta à especulação levantada pela revista alemã. “É absolutamente enganoso escrever sobre decisões que ainda não foram tomadas”, disse o porta-voz da instituição.

Apesar do esclarecimento do BCE, somente os índices espanhóis e italianos registraram queda relevante no pregão de hoje (baixa de 1,21% e 1,01% respectivamente). O índice DAX na Alemanha caiu apenas 0,10% e na França o índice CAC perdeu 0,22%.

O movimento de baixa também foi insignificante nos Estados Unidos, a leve recuperação no final do pregão deixou os principais índices de lado nesta segunda-feira. Dow Jones soltou mais um doji de indecisão, desta vez acima da linha de suporte em 13.2k.

  
Nem o vencimento de opções agitou o índice Bovespa nesta segunda-feira, o giro do exercício ficou abaixo dos R$ 4 bilhões. Uma leve alta observada ao final da tarde, puxada pelas ações da Vale, garantiu o fechamento do índice no azul. Com este fechamento podemos traçar uma nova LTA curta a partir do fundo em 52.5k, espremendo o espaço até a média móvel simples de 200 períodos.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

ICB-Br carimba a retomada brasileira


O ICB-Br (Índice de Atividade Econômica) divulgado hoje pelo Banco Central do Brasil confirmou em números o início da fase de retomada da economia brasileira. O índice fechou o mês de junho com uma alta de 0,75% na comparação com o mês anterior. Esta é a maior alta em relação ao mês anterior nos últimos 15 meses e marca o início de uma nova fase para a economia do país.

O crescimento econômico brasileiro ficou bastante comprometido a partir do processo de desaceleração iniciado no segundo semestre do ano passado. A recente redução expressiva da atividade econômica observada durante o primeiro trimestre deste ano é conseqüência deste processo de desaceleração que parece ter chegado ao fim.

Esta nova fase da economia brasileira está mostrando sinais de mudanças para atrair cada vez mais fluxo de capital empreendedor. A própria redução da taxa básica de juros (de 12,50% para 8% em menos de um ano), derrubou o rendimento real das carteiras de investimentos e vai forçar os investidores a procurarem novas alternativas de ganho (estamos batendo nesta tecla há algum bom tempo). Muitas destas novas alternativas estão fora do ambiente de mercado financeiro e fortemente presente no setor varejista da economia real, que por sinal é uma das opções empreendedoras mais simples de serem executadas.

O número do ICB-Br, considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto) e parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses é bastante animador para os investidores que pretendem "colocar o dinheiro para trabalhar na economia". Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (criação de 142.496 novos postos de trabalho no mês de julho) continuam mostrando aumento de emprego e renda da população, causando um impacto direto no aumento do consumo das famílias. Por fim, o programa do governo para estimular a atividade econômica (Programa de Investimentos em Logística que prevê a aplicação de R$ 133 bilhões na reforma e construção de rodovias e ferrovias federais - um dos nossos grandes gargalos) é um pequeno e importante passo rumo à redução dos custos absurdos que atingem em cheio o setor produtivo.

O presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, afirmou que a economia brasileira está em pleno processo de recuperação e que o poder executivo está atento aos desafios deste avanço nos próximos anos. "O governo brasileiro tem ampla agenda para aumentar a competitividade e produtividade da economia", disse.

Após a deterioração da imagem do governo perante aos investidores com as inúmeras, e muitas vezes atrapalhadas, medidas de intervenções no câmbio e tentativas de reaquecimento da economia, parece que enfim acertamos o alvo entre tantos disparos. O caminho do crescimento exige maior investimento público e privado na economia, porém as condições de negócio devem ser minimamente favoráveis para atrair o capital privado. Parece que agora sim o governo começa a trabalhar para melhorar o ambiente de negócios no país.

No mercado financeiro pode-se observar uma diferença entre os desempenhos dos principais índices mundiais. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou mais uma semana em alta atingindo a forte zona de resistência em 13.3k. Esta linha representa a máxima do ano e ponto de pivot no médio prazo, portanto pode-se esperar um aumento da pressão vendedora nas próximas semanas.


No principal mercado europeu o índice DAX (Alemanha) fechou a semana com uma boa alta, a sexta consecutiva, e conseguiu passar pela LTB que vem do topo em 7.6k. Este movimento foi importante para manter o bom desempenho do índice no médio prazo, mesmo com o aparecimento de uma correção de curto prazo. O desempenho dos mercados europeus nos últimos meses é digno de bull market, mal pode-se dizer que o continente passa por uma grave crise estrutural desde a criação do euro.


Em compensação o movimento inverso pode ser observado na China, o motor do crescimento mundial. O índice da bolsa de Xangai voltou perigosamente para  a principal linha de suporte no médio prazo (região dos 2.1k) e está perto de perdê-la, o que acionaria um pivot de baixa piorando ainda mais a situação do índice no médio e longo prazo.
 
  
No Brasil o índice Bovespa fechou esta semana com um doji de indecisão colado na média móvel simples de 200 períodos semanal. Isto significa que o mercado não confirmou o rompimento desta linha importante (mesmo ponto por onde passa uma LTB secundária) e soltou um possível sinal de topo no curto prazo que depende de confirmação na próxima semana.


Bom pessoal vamos encerrando por aqui nossas atividades. A todos um ótimo final de semana e até segunda-feira!

Posts da semana:


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

China faz a alegria do mercado e injeta mais dinheiro no sistema


O Banco do Povo da China (considerado o banco central chinês) anunciou hoje que injetou, apenas nesta semana, mais de 11 bilhões de dólares (cerca de 75 bilhões de yuans) no sistema financeiro. Esta foi a maior injeção de liquidez em seis semanas e normalmente acontece quando o banco central quer impulsionar o crescimento econômico através de outras ferramentas alternativas ao corte na taxa básica de juros.

Com a desaceleração na economia, aumento do custo no setor manufatureiro e a virada no câmbio (valorização do yuan frente ao dólar), parte dos recursos (inclusive o capital especulativo) começaram a sair da China em direção aos mercados de países desenvolvidos.

Menos recursos fluindo no sistema financeiro chinês, acaba apertando o mercado financeiro, aumentando assim dificuldade para os bancos emprestarem dinheiro e por conseqüência prejudicando o crescimento econômico. No mês de julho, cerca de 3,8 bilhões de yuans (507 milhões de dólares) deixaram os bancos chineses em moeda estrangeira.

As injeções de dinheiro por meio das operações do Banco do Povo da China no mercado aberto visam tapar este buraco e reduzir as taxas do mercado monetário, conseqüentemente diminuindo os custos de financiamento para as empresas. Este grande volume em oferta financeira também sinaliza uma maior flexibilidade do banco central, pois em tese estão deixando de usar os cortes na taxa básica de juros e reservas compulsórias dos bancos.

Ao abrir mão do corte na taxa básica de juro, o banco central revela sua preocupação com a inflação (principalmente no que se refere ao aumento nos preços dos alimentos). Esta ferramenta é mais agressiva, mas causa um impacto inflacionário considerável como “efeito colateral do remédio”.

A notícia foi de grande impacto e causou uma reviravolta nos mercados. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones reverteu o sinal de esgotamento e furou a resistência de curto prazo criada pelo mercado em 13.2k. Um novo pivot de alta foi acionado e a LTA de curto prazo foi respeitada.

  
O índice Bovespa também fechou o pregão desta quinta-feira com um movimento importante após o doji de indecisão deixado acima da linha de suporte em 57.6k. Os vendidos que não liquidaram as posições nesta importante linha de suporte levaram um contra ataque da força compradora e correm risco de levar stop com prejuízo caso a média móvel de 200 períodos seja rompida. A formação gráfica facilitou o ataque sobre a média que será feito amanhã. As chances de rompimento aumentaram mesmo com o mercado sob o risco da sobrecompra e baixa volatilidade.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

A pata do urso apareceu


O índice Bovespa descolou-se de Wall Street nesta terça-feira as vésperas do vencimento de índice futuro que acontece amanhã. Este acontecimento regional foi o responsável pelo movimento de queda rápida e acentuada na última hora do pregão. Vamos observar logo abaixo, no gráfico intraday de 60 minutos do Ibovespa, como e porque tudo começou.


A lateralização recente do índice bem abaixo da média móvel simples de 200 períodos contribuiu para formação de uma perigosa cunha de baixa nos 60 minutos (desenhada pelas linhas vermelhas no gráfico). A perda da LTA, que originou toda essa pernada de alta a partir dos 52.5k, culminou no aumento da pressão vendedora sobre a base desta cunha. Com uma pressão maior na venda, a cunha ficou insustentável e foi rompida facilmente acelerando o movimento de queda.

Em outras palavras podemos dizer que o mercado levou uma patada de urso. Movimento rápido e forte, estourando linhas importantes de curtíssimo prazo. Grande parte das operações vendidas abertas hoje não foram encerradas. Não foi possível observar a famosa correria para fechamento de posições descobertas ao final do pregão. Sinal de que os ursos entraram no mercado para brigar no vencimento do índice futuro que acontece amanhã. Este movimento é bem diferente de uma realização de lucros.

A briga pelo índice futuro ocorrerá bem acima da linha de suporte dos 57.6k. Os ursos mostraram que entraram no mercado e os touros deverão brigar amanhã (ou seja, entrar com mais dinheiro) para defender suas posições no índice futuro, bem como a linha de suporte mencionada acima. Caso seja perdida, o movimento de queda deverá continuar rumo à linha central de bollinger.

As declarações de Roberto Castello Branco, diretor de Relações com Investidores da Vale, colaboraram para abertura de posições vendidas na Vale (um dos papéis mais visados para forçar o movimento do índice, juntamente com Petro e OGX). Roberto afirmou que vê um cenário de mudanças estruturais e crescimento mais baixo para a China (um dos maiores clientes da Vale). “Se o crescimento chinês ficar entre 7% e 8% ao ano já será muito bom”. As taxas em torno de 10% ficaram para trás. “Os anos dourados acabaram. O milagre acabou.” Frases impactantes do Sr. Roberto em plena véspera de vencimento do índice futuro.

  
Nos Estados Unidos o índice Dow Jones continua se arrastando para tentar manter a pernada de alta com sinais evidentes de esgotamento no curtíssimo prazo. Novamente a resistência criada pelo mercado em 13.2k barrou o movimento de alta do índice que acabou fechando o dia com um doji de indecisão. Por lá a pata de urso ainda não apareceu.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Uma força alheia à vontade do Banco Central


O boletim Focus desta segunda-feira revela um detalhe preocupante em suas rotineiras projeções. Pela quinta semana consecutiva o mercado elevou as projeções de inflação para este ano. As projeções subiram de 4,87% (há quatro semanas) para 5,11% de expectativa sobre o fechamento do IPCA 2012, divulgado hoje.

Parte deste aumento, nas projeções de inflação, está sendo influenciado pelos fatores climáticos. O clima seco nos Estados Unidos, chuvoso demais no Brasil e um verão muito quente na Rússia, está prejudicando a cadeia de produção de alimentos e aumentando os preços ao redor do planeta. Somente no mês passado o índice para preços de alimentos da ONU subiu 6%, em sua maior alta desde novembro de 2009.

Este não é um bom momento para uma inflação global de alimentos, já que os bancos centrais de vários países estudam novas medidas de incentivo à economia. Estas (possíveis) medidas dos banqueiros centrais acabariam pressionando ainda mais os índices de inflação. É o efeito colateral do remédio chamado afrouxamento monetário.

A inflação dos alimentos seria danosa também para o Brasil, que projeta uma “tímida” retomada no crescimento a partir deste segundo semestre. O Banco Central vai ter de lidar com um cenário de crescimento baixo e inflação elevada, limitando assim as ferramentas de afrouxamento monetário utilizadas há mais de um ano. Poderá ser difícil apreciarmos a taxa básica de juros abaixo dos 7% este ano.

Os mercados iniciaram a semana em leve baixa, respeitando as zonas de resistências importantes em diversos índices mundiais e engolindo o PIB do Japão de 0,3% no segundo semestre (metade do que era esperado pelos analistas).

O índice Dow Jones continua exibindo sinais de fraqueza para continuar subindo no curtíssimo prazo. São 6 pregões consecutivos de testes sobre a região dos 13.2k (resistência que a princípio não existia, foi criada pelo mercado) sem rompimento. Sinal de que o mercado está se arrastando, em posição para abertura de operações vendidas, porém a patada do urso ainda não apareceu.

  
No Brasil o índice Bovespa fechou o pregão desta segunda-feira em leve baixa deixando mais um candle de indecisão abaixo da média móvel simples de 200 períodos diária. A LTA de curto prazo iniciada em 52.5k poderá ser testada amanhã, o seu rompimento será decisivo para entrada de operações vendidas em maior peso na Bovespa.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Fechamento da semana


Em decorrência da ausência de fatos relevantes no mercado, o post de hoje estará focado apenas no fechamento dos principais índices mundiais. Os gráficos irão nos mostrar que o apetite ao risco continua alto em todas as praças mundiais. Por qualquer que seja o motivo, há um movimento comprador relevante responsável pelo bom desempenho das bolsas ao redor do planeta.

Começando pela matriz em Wall Street, o índice Dow Jones fechou mais uma semana em alta, renovando máxima e chegando perto do topo registrado no início deste ano (região dos 13.3k). O índice poderá encontrar certa dificuldade para rompimento imediato desta importante região de resistência. Se esta linha for rompida, Dow Jones fica com caminho livre para testar o seu topo histórico.


Os mercados na Europa também seguem em uma boa pernada de alta. Na Alemanha, o índice DAX fechou em alta pela quinta semana consecutiva e já está realizando teste sobre a LTB que vem do topo em 7.6k. Poderá encontrar alguma resistência nesta linha e corrigir parte desta última pernada forte iniciada na região dos 5.9k.


Na Índia, o índice Bombay (principal do mercado indiano) também está realizando teste sobre uma importante LTB após uma boa arrancada nas últimas semanas. A diferença é que o teste desta linha coincide com o ponto de pivot em 17.6k, e por conseqüência poderá oferecer uma resistência maior.
 
  
Até o índice da bolsa de Xangai na China está subindo, sinal de que o call para compras está solto nos mercados do mundo inteiro. Após deixar um doji de indecisão marcando fundo sobre a principal linha de suporte de curto e médio prazo, a bolsa de Xangai fechou a semana com uma boa alta colada na máxima e realizando teste sobre uma LTB rápida de média relevância.


No Brasil o índice Bovespa segue mantendo o bom ritmo de alta e fechou no azul pela terceira semana consecutiva. Desta vez temos um novo candle forte de alta rompendo a linha central de bollinger e iniciando corte sobre a importante média móvel simples de 200 períodos. A confirmação do rompimento desta média poderá jogar o índice para passar da região psicológica dos 60k sem maiores problemas. Observar a ausência de resistências relevantes entre 60k a 68k.


O bom desempenho dos mercados, principalmente dos países emergentes, pode ser observado também pelo índice MSCI Emerging markets. Podemos reparar no desenho da figura que o movimento de alta está forte e caminhando para o teste da principal LTB que vem do topo histórico.


Então é isso pessoal. Encerramos por aqui nossas atividades, retornamos na próxima segunda-feira. Desejo a todos vocês um ótimo final de semana!

Posts da semana:

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