quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Livro bege anima as bolsas


O banco central dos Estados Unidos divulgou hoje o Livro Bege (ata da última reunião do comitê de política monetária) enfatizando a melhora no setor imobiliário e aumento no gasto do consumidor nas últimas semanas. Apesar de ser comum nesta época do ano, o destaque é positivo pois o consumo interno é a base da economia norte-americana.

A previsão do FED é de que a economia do país cresça entre 2,0% a 3,2% neste ano. Quanto ao mercado de trabalho a autoridade monetária segue com suas projeções menos otimistas. A expectativa é de que a taxa de desemprego termine este ano entre 6,9% a 7,8%, acima do patamar de 6,5% (meta do FED para interromper o ciclo de relaxamento quantitativo).

A postura do FED segue respaldada pela inflação americana. O índice oficial de preços ao consumidor manteve-se estável no mês passado. No ano, a inflação dos Estados Unidos fechou aos 1,7%, sem ajustes sazonais.

Ainda no cenário externo o Banco Mundial cortou suas previsões de crescimento econômico global para 2013, saindo de 3% para 2,4%. No cenário doméstico devemos ter em alguns instantes a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) sobre a taxa básica de juros. Apesar dos recentes incômodos dos índices de inflação, a taxa de juros poderá permanecer inalterada, em 7,25%, mantendo a estratégia utilizada nas últimas reuniões.

O índice Dow Jones segue mantendo a análise de ontem, confirmando os sinais de esgotamento na pernada de alta. Fechamento em leve baixa. Houve aumento da pressão vendedora, mas não em volume suficiente para manter o mercado próximo da mínima do dia. O livro bege do FED animou um pouco as bolsas de valores no meio da tarde.

Dow Jones
  
No Brasil o índice Bovespa mostrou um dia de recuperação após a baixa iniciada na abertura do pregão. A principal região de suporte de curtíssimo prazo (61k) foi testada e respeitada (não houve o toque, mas houve a aproximação). A linha central de bollinger colaborou para montar uma resistência dupla na região dos 61k.

Ibovespa

O candle de fechamento é um doji libélula, que indica indecisão, porém o pavio longo inferior colabora para a força compradora manter o ritmo no curtíssimo prazo e confirmar fundo duplo sobre a região dos 61k.

8 comentários:

  1. Inflação americana baixa, e crescimento "alto";
    aqui: inflação alta e crescimento "baixo".

    Não era eles que estavam quebrados? kkkk

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    1. Anônimo,

      E olha que o nosso ministro da Fazenda criticou firmemente a política econômica norte-americana. Além de fazermos feio ainda criticamos quem faz pelo menos o dever de casa.

      Abcs, bons negócios

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  2. Comunicado do BC:

    "Considerando o balanço de riscos para a inflação, que apresentou piora no curto prazo, a recuperação da atividade doméstica, menos intensa do que o esperado, e a complexidade que ainda envolve o ambiente internacional, o comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta"

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  3. Importante neste comunicado do Banco Central é que a autoridade monetária está reconhecendo o perigo do aumento da inflação e recuperação econômica abaixo do esperado.

    Assumem os riscos, mas estão confiantes de que a inflação irá perder força ao longo de 2013. Taxa selic permanecerá estável por algum bom tempo. Sem novidades nesta parte.

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  4. Creio que o governo deverá aumentar a SELIC no 2º semestre de 2013, mesmo com a recuperação econômica abaixo do esperado, pois a SELIC baixa se mostrou insuficiente para reaquecer o mercado.
    Aliás, SELIC baixa só está servindo para aumentar a inflação.
    O governo brasileiro só poderia ter diminuído a SELIC, no meu entender, se fizesse as reformas estruturais, coisa que não fez.
    Então, até que as reformas sejam feitas, penso que a SELIC deveria estar na casa dos 2 dígitos.

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    1. Anônimo,

      Concordo quanto ao dever de casa não realizado pelo governo federal. Sim, é o principal causador da inflação. A oferta não conseguiu acompanhar o aquecimento da demanda. Taxa de desemprego muito baixa, crédito fácil, máquina pública girando a todo vapor e custo de produção muito alto. Resultado: demanda forte para uma oferta estagnada que não consegue crescer. Este é o problema maior e não a taxa de juros. Por isso o governo precisa melhorar as condições para a iniciativa privada voltar a investir e reaquecer a oferta. Reformas estruturais precisam ser feitas, o benefício é de longo prazo. No curto prazo o problema maior é a falta de confiança. Nossa política econômica é um desastre. Se o governo resolver esta questão e conseguir retomar a confiança do empresário a situação melhora um pouco e minimizamos os riscos de um surto inflacionário até que os investimentos em infraestrutura sejam finalizados no médio prazo. Mas não vejo esta necessidade de uma taxa básica de juros tão alta para impedir um surto nos preços. O governo só precisa mostrar serviço, parar com as medidas populistas, voltar da Lua e aterrizar na Terra. Sei que isso é difícil, mas é politicamente melhor do que deixar a taxa de juros voltar para casa dos 2 dígitos (presenteando a oposição para as próximas eleições).

      Abcs, bons investimentos

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  5. E sera que o governno vai volta da Lua?
    Esse eh o problema do atual governo. Sem estrategia de planejamento a medio prazo, banco central seduzido pelo governo e com isso virou um bancario que aceita as ordens do governo (segundo Daold)....e manuseanndo os dados sobre inflacao...
    cade a confiabilidade para investidor estrangeiro?

    Nao consigo ver outra opcao a nao ser a volta da subida da taxa selic?

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    1. Se não voltar da Lua o tombo deste sonho vai ser grande e pode custar a reeleição da Dilma. E na minha opinião, o ministro Mantega não dura mais um mandato no governo.

      Abcs,

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