quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Euro perdido na batalha cambial


François Hollande, presidente da França, está bastante incomodado com o câmbio na zona do euro. A moeda está se valorizando perante ao dólar deste a segunda metade do ano passado, com a redução no clima de aversão ao risco e aumento da agressividade nas políticas monetárias dos principais bancos centrais mundiais.

O euro x dólar saltou de uma mínima registrada nos 1,20 para os atuais 1,35. A valorização do câmbio prejudica os esforços dos governos europeus para melhorarem a produtividade econômica ao mesmo tempo em que tentam reduzir os déficits públicos. Em um cenário de austeridade fiscal, a exportação torna-se o fator determinante para a sobrevivência e sucesso desta política econômica.

euro x dólar

A valorização do euro provoca perda de competitividade no já fragilizado comércio exterior. As políticas agressivas dos bancos centrais norte-americano, japonês e inglês estão deixando o euro perdido no meio da batalha cambial, já que o BCE (Banco Central Europeu) não tem poder para entrar no mercado de câmbio e tentar segurar a valorização do euro. Na semana passada o dólar atingiu seu menor nível em relação ao euro em 14 meses. De novembro do ano passado até hoje, o iene já caiu mais de 18% em relação ao euro.

A retomada do crescimento na zona do euro pode ser afetada pela perda de competitividade no cenário externo, fato que tem motivado o presidente da França a tomar frente para que o BCE promova uma política de câmbio, evitando deixar o euro flutuar conforme os movimentos do mercado financeiro. "Há um paradoxo em exigir que alguns países tentem ser mais competitivos e ao mesmo tempo tornar suas exportações caras". Senão estamos pedindo aos países um aumento de competitividade que é aniquilado pelo valor do euro.", disse.

A Alemanha tem criticado firmemente a postura do Japão para desvalorizar o iene, alertando que “os líderes políticos não podem usar os bancos centrais para corrigir os equívocos de suas próprias políticas”. Apesar de tudo, a proposta dos franceses não agradou Angela Merkel. A chanceler alemã disse que o BCE chegou no limite de seu mandato, o que entre outras palavras significa: “já fizemos demais ao comprar títulos da dívida pública e liberar empréstimos extremamente baratos aos bancos comerciais”.

Em um cenário onde as grandes potências econômicas tentam desvalorizar indiretamente suas moedas, seguindo o que os chineses fizeram há mais de quatro anos atrás, para ganhar competividade no mercado global, o euro pode estar perdido no meio da batalha, pois nesta guerra (como diz o ministro Mantega) os europeus estão desprotegidos e o principal obstáculo são os próprios alemães. Este país soube “inovar” para se proteger, a política cambial da Alemanha é o benefício de competitividade criado pela discrepância salarial dentro da zona do euro, tornando o seu produto mais barato devido ao menor custo de produção.

Os mercados europeus fecharam em baixa devido às preocupações da França com relação ao câmbio, além dos temores quanto ao possível retorno de Silvio Berlusconi.  As pesquisas mostraram que a campanha anti austeridade de Berlusconi está impulsionando sua popularidade antes de eleições italianas deste mês.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão de lado, plotando um candle de indecisão abaixo do patamar psicológico dos 14k, mantendo a análise de ontem.

Índice Dow Jones
  
No Brasil o índice Bovespa caiu mais uma vez, pelo terceiro pregão consecutivo, acionando um novo pivot de baixa ao perder a LTA formada a partir do fundo em 55.1k e região de suporte em 59.1k. Não há como estimar o target desta nova pernada de baixa no curtíssimo prazo, pois não temos regiões de suportes relevantes até os 55.1k. No curto prazo segue mantendo a tendência de baixa, sem qualquer sinal de reversão.

Índice Bovespa em tendência de queda no gráfico

5 comentários:

  1. Azar da Europa, um dia da caça, outro do caçador, eles que se virem nos 30 pra continuar com €uro e bloco firme e forte, tentando vencer esta guerra cambial...a globalização está um pouco que meio, cada um por si, e zeus contra todos.
    Abraço.
    http://defendaseudinheiro.com.br

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    1. Vilmar,

      Quando a situação aperta todo mundo tenta se defender como pode. Acontece que neste ponto os países menos competitivos na zona do euro (ou seja, quase todo mundo menos Alemanha rsrs..) não conseguem brigar no comércio exterior, justamente no momento em que estas economias mais dependem das exportações, pois estão sob austeridade fiscal. Se o euro continuar subindo perante ao dólar acho que vamos passar por um novo estresse no mercado financeiro, provocando aumento nos yields dos títulos públicos da periferia europeia, aumentando o clima de aversão ao risco e fazendo investidores zerarem posições nos ativos em busca de segurança no dólar, ouro, prata ou treasuries

      Abcs, bons investimentos

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    Eu no meio dos tubaroes do mercado do ibovespa.....

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