terça-feira, 12 de março de 2013

O’Neill segue otimista com os BRIC


O economista visionário Jim O'Neill, presidente do conselho do Goldman Sachs, responsável por criar a famosa sigla do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) há mais de dez anos, quando poucos no mercado financeiro acreditavam no potencial de crescimento destas quatro importantes economias mundiais, segue otimista em suas projeções de crescimento para os países do BRIC.

O’Neill acredita que a China manterá o crescimento em torno de 7% para os próximos anos (o que não deixa de ser um excelente número, apesar de ser menor do que os 10% dos últimos anos) e que a Índia poderá crescer mais de 10% ao ano devido às condições de mercado favoráveis (bom ambiente de negócio e crescente abertura de mercado) aliado a um excelente perfil demográfico (população jovem e taxa de natalidade alta).

Com relação ao Brasil, o presidente do Goldman Sachs ressalta que a nossa economia poderá crescer 5% ao ano. Evidentemente é uma projeção otimista, porém nós temos este potencial que precisa ser aproveitado, basta o governo fazer um simples dever de casa. O’Neill ainda disse que a Rússia deverá crescer 4% ao ano, pois o país é mais dependente da produção de combustíveis e apresenta uma situação demográfica mais fraca.

Este é o cenário esperado pelo economista para esta década. Os países do BRIC deverão manter forte ritmo de expansão, mantendo posições entre os importantes players do mercado global. México, Indonésia, Coréia do Sul e Turquia (formando a nova sigla “MIST” criada por O’Neill) são os novos emergentes que também deverão se destacar nesta década.

É inegável o potencial de crescimento da economia brasileira, os investidores sabem disso, mas acabam rejeitando algumas oportunidades ou ficando com o pé atrás. O governo instaurou um clima de incerteza e desconfiança. A política econômica e monetária perdeu credibilidade. As condições de negócio são extremamente desfavoráveis. Caso o Brasil consiga superar estes entraves, Jim O'Neill poderá dizer que estava certo, mais uma vez.

No mercado de capitais o dia foi de agenda fraca, Wall Street andou de lado. O índice S&P500 fechou em leve queda enquanto o índice Dow Jones fechou próximo à estabilidade. O pequeno doji no Dow Jones pode indicar formação de topo de curto prazo, a ser confirmado por um candle de baixa amanhã. Índice trabalha em região elevada de sobrecompra.

Índice Dow Jones

No Brasil o índice Bovespa fechou em baixa reduzindo o otimismo criado no mercado com a virada de ontem. Com este candle de baixa pode-se esperar novo teste sobre a média móvel simples de 200 períodos diária, que novamente atuará como principal linha de suporte de curtíssimo prazo. Apesar de tudo, a tendência de alta no curto prazo segue inalterada.

Índice Bovespa

Para finalizar o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, realizou uma apresentação rotineira, mas que acabou chamando atenção do mercado, durante o seminário do Banco Nacional da Polônia. Tombini retirou do slide uma menção de possível arrefecimento inflacionário no segundo semestre desse ano na economia brasileira. Esta menção estava presente anteriormente neste mesmo material utilizado por Tombini na apresentação realizada em fevereiro, nos Estados Unidos.

A retirada desta frase é mais um sinal evidente de que existe uma maior preocupação da autoridade monetária com a inflação, aumentando as chances de um possível ciclo de aperto monetário ainda este ano.

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