quinta-feira, 11 de abril de 2013

Eslovênia pode ser a próxima da fila


Olli Rehn, Comissário para Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, deu um puxão de orelha nos principais líderes europeus durante a apresentação de avaliação anual da saúde e competitividade dos países europeus.

A melhora na situação financeira e alívio no mercado de títulos de dívida provocou um certo relaxamento por parte das autoridades políticas. As novas medidas necessárias à reestruturação do bloco não estão sendo implementadas com a mesma rapidez e agilidade do passado.

O relatório da Comissão destaca que a Espanha não está mantendo o mesmo ritmo de esforço para conter os gastos públicos e melhorar o desempenho econômico. O país passa por uma profunda recessão e tenta lutar contra o alto número de desempregados (acima dos 25% da população economicamente ativa).

As perspectivas de crescimento para a França estão cada vez mais pessimistas devido ao crescente aumento do endividamento do governo. A delicada economia italiana (com uma dívida de 127,1% do PIB) continua sendo uma ameaça à estabilidade da zona do euro. A Alemanha ainda precisa fazer muito para reduzir as distorções criadas dentro do bloco, principalmente com relação ao mercado de trabalho (permitir que os salários subam de acordo com o aumento da produtividade).

O destaque do relatório ficou por conta de outra pequena bomba prestes a estourar na zona do euro: a Eslovênia. O endividamento excessivo das empresas do país está colocando em risco a estabilidade do sistema financeiro. 23,7% dos empréstimos corporativos estão inadimplentes há mais de três meses.

O número é extremamente alto e pode forçar o governo esloveno solicitar um pacote de ajuda às autoridades da zona do euro a fim de se impedir um colapso na economia. O PIB da Eslovênia recuou 2% em 2012 e o país não tem a menor condição de lidar, sozinho, com o aumento da inadimplência. Este pode ser o sexto membro da zona do euro a pedir socorro.

O mercado ignorou os avisos de Olli Rehn e o dia foi mais uma vez positivo nas principais bolsas de valores mundiais, com exceção, é claro, do Brasil. Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou mais um pregão em alta, sustentado pela onda de liquidez do mercado.

Dow Jones

O índice Bovespa fechou em queda de 1,40% nesta quinta-feira, voltando a ficar abaixo da linha central de bollinger. As operações vendedoras seguem dominando o pregão desde o topo formado ontem na região dos 57k.
  
Brasil Bovespa


No cenário interno, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje que as vendas no varejo brasileiro recuaram 0,4% em fevereiro desde ano na comparação com o mês anterior. Este é o primeiro recuo anual desde novembro de 2003, mostrando sinal visível de esgotamento na incompreensível política econômica brasileira.

Advinha quem foi o grande responsável pela queda inesperada das vendas no varejo? A inflação, alimentada pelo próprio governo. Mais um pênalti batido pelo zagueiro Mantega que passou longe do gol e atravessou o Maracanã. Mas a culpa é da chuteira...

22 comentários:

  1. Mas acho que agora o Copom vai se mexer pra aumentar pelo menos 0,25% na Selic... não é possível, não falta acontecer mais nada pra provar que essa estratégia econômica (?) não está funcionando.

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    1. Pois é. Não está funcionando há bastante tempo. Mas o governo continua batendo na mesma tecla. A taxa Selic vai ter que subir mais cedo ou mais tarde (mais tarde = final deste ano), mas acho que nesta próxima reunião do Copom a taxa ficará inalterada.

      Abcs, bons investimentos

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    2. http://veja.abril.com.br/noticia/economia/mercado-faz-aposta-unanime-na-alta-da-selic-na-proxima-semana

      Será mesmo FI. li essa matéria onde a aposta é unanime na alta. Vamos aguardar. Abs

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    3. Ze Piu,

      O mercado está avaliando uma decisão que seria lógica: subir a Selic. Mas sabemos que a realidade não é bem assim, o Banco Central perdeu sua autonomia. Minha expectativa de que os juros não irão subir nesta próxima reunião do Copom está baseada nas declarações das autoridades do governo e documentos do BC, que infelizmente estão fora da realidade.

      Abcs, bons negócios

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  2. O PT está perdido, não sabe o que fazer nem tem capacidade para mexer na oferta. Essa política de juros baixos / estáveis e inflação constante deve perdurar nos próximos anos. Com apoio do povo, claro.

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    1. Só pode ser, pois as lideranças políticas não demonstram a menor capacidade de gestão e parecem não entender os conceitos básicos de economia.

      Abcs, bons negócios

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    2. Totalmente perdido.

      Eles governam assim: "ah vamos agora ajudar esses caras aqui desse setor. Ah agora vamos reduzir isso aqui desse setor. Chama a Petro e o tesouro aí pra ajudar. Ah vamos dar uns recadinhos agressivos no mercado pro empresariado contratar via imprensa. Ah agora vamos fazer mais umas cotas agressivas aqui pra minorias e vamos botar mulheres em cargos do governo e também construir uns hospitais pra mulher e abrigos femininos aqui pra acalmar nossa base eleitoral".

      É ridículo cara.

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    3. Populismo é assim mesmo. Política burra de médio e longo prazo, mas que agrada a massa e conquista os votos no curto prazo. Só não há como fugir da conta depois. Tempo perdido.

      Abcs,

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  3. O Brasil precisa ser moralizado.

    Para começar: como é que um país com tantos problemas sociais pode ter um Congresso tão caro? Tantos funcionários? Tantos cargos comissionados no Poder Executivo? Tantos vereadores?

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    1. É porque a gente é trouxa

      Néh não/

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    2. Para mudar isso o país precisaria, primeiramente, investir mais na educação. Mas o próprio governo sabe como é conveniente manter o nível baixo de educação da população.

      Abcs, bons negócios a todos

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    3. Não quero dizer que educação não é importante, mas o nosso problema está mais na atitude, isso sim.

      Os brasileiros dificilmente se mobilizam em relação a algum tema. E quando falo de mobilização, não é só fazer passeata. É reclamar numa ouvidoria, ministério público, agencia reguladora e judiciário.

      E quando tem eleição, é mais do mesmo....

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    4. Eike Rico,

      Concordo. É a cultura do brasileiro. Sabe de cor e salteado a escalação do seu time de futebol, mas não sabe o que é um cheque especial ou o que é um Procon, etc. Mas isso acontece por que essas pessoas não receberam instrução nas escolas. É difícil mudar de atitude se você está num meio onde não há esse incentivo.

      Abcs, bons investimentos

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  4. dane-se a ESLOVÊNIA ., só quero que as ESLOVENAS venhan pra ka

    O mulherada linda., sí precisa emprego todas

    Ass: MCAFEE

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    1. Seria cômico se não fosse trágico.

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  5. FI, com essa perspectiva de piora da zona do Euro de países como França, Itália e Espanha. Qual a previsão da moeda Euro no curto e médio prazo?

    Abraço,
    Fernando

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    1. Boa tarde Fernando,

      Mesmo com esta recaída, o risco do euro x dólar voltar a bater nos 1,20 é relativamente baixo. A não ser que a situação na Itália piore significativamente. Acho que a moeda deverá oscilar um pouco abaixo dos 1,30, talvez chegando perto de 1,27. Por outro lado, se a cotação subir muito (chegar perto dos 1,35, o que acho pouco provável) alguns líderes europeus começarão a reclamar para o BCE. Apesar de não poder fazer muita coisa, acaba gerando impacto psicológico no mercado.

      Abcs, bons negócios

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  6. Até quando estaremos protegidos dessa crise?
    O que está segurando por enquanto é a copa do mundo e as olimpíadas, por conta desses dois eventos o governo esta financiando obras que diminui o desemprego. Mas quando isso passar, se o mundo ainda não estiver recuperado?

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    1. Zé das Cove,

      A crise é interna. Estamos tentando nos proteger de nossos próprios erros. O nosso PIB é o pior entre os BRICs e um dos mais decepcionantes entre os mercados emergentes. O governo tem todas as condições de reverter este quadro se fizer as reformas estruturais necessárias e melhorar o ambiente de negócio para estimular o investimento.

      Abcs, bons investimentos

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  7. Quando a bolsa só subia, o País era ótimo, mesmo com o Lula no poder. Só pesquisar em arquivos antigos de qualquer fórum.

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    1. Entendi o seu ponto. Mas o Lula era uma droga mesmo, não é? Mas te digo que a Dilma consegue ser pior que ele. A Dilma perto do Lula faz dele um liberal e o mercado já percebeu isso.

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    2. O Lula pegou o período mais forte do super ciclo de alta das commodities, foi por isso que o índice conseguiu manter um bom desempenho na década passada.

      O problema é esse mesmo, Dilma mostrou uma forte intervenção do Estado sobre a economia. O famoso bull market político começou no governo dela:

      http://www.financasinteligentes.com/2012/05/brasil-e-um-bull-market-politico_10.html

      Abcs a todos. Bons negócios

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