quinta-feira, 2 de maio de 2013

BCE corta taxa de juros


Confirmando a nossa expectativa ressaltada no mês passado, o BCE (Banco Central Europeu) anunciou hoje a redução da taxa básica de juros para a zona do euro de 0,75% para 0,50% ao ano, atingindo um novo patamar da mínima histórica.

A redução dos juros, respaldada inflação abaixo da meta, visa combater o preocupante aumento da taxa de desemprego na Europa. A autoridade monetária pretende incentivar ainda mais as operações de crédito, a fim de estimular o crescimento, fornecendo a liquidez necessária que os bancos precisarem até julho de 2014, pelo menos.

Para encorajar os bancos a emprestarem mais dinheiro, o BCE pretende reduzir também sua atual taxa de depósito (de zero para território negativo). Ou seja, os bancos que depositarem dinheiro no BCE (segurança) terão rentabilidade negativa.

Apesar do alívio do mercado com corte de juros na Europa, os indicadores ruins permanecem dominando a agenda macroeconômica. Na China, o Índice Gerente de Compras final caiu para 50,4 pontos em abril ante 51,6 pontos registrados em março. O indicador ficou em linha com a leitura preliminar da semana passada de 50,5 pontos, mostrando forte queda na expansão da atividade industrial.

No Brasil, a balança comercial registrou déficit de 994 milhões em abril, o pior resultado para o mês desde o início da série histórica em 1993. No acumulado do ano o resultado negativo já ultrapassou os seis bilhões de dólares.

Parte deste déficit é consequência das operações de importação de combustíveis feitas pela Petrobras no final do ano passado, que estão sendo contabilizadas somente agora. Retirando a parte da Petrobras, a balança comercial permanece com um déficit em torno de três bilhões de dólares no ano, um número considerado elevado.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou o pregão desta quinta-feira em baixa de 1,05%, devolvendo a alta descolada dos mercados externos da última terça-feira, véspera de feriado e último dia útil do mês (que contou com a famosa puxadinha de final de mês por parte dos gestores de fundos). A queda de hoje não invalida a tendência de alta de curto prazo, porém pode-se esperar um novo teste sobre a LTA dos 52.5k.

Bovespa
Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão em alta mantendo-se dentro da zona de congestão de curto prazo (entre a resistência dos 14.9k e suporte dos 14.4k). O rompimento desta congestão será decisivo para os operadores identificarem a próxima pernada do índice Dow Jones.

EUA

2 comentários:

  1. Olá Fi, forte divergência nos indicadores na matriz, sinalizando grande fraqueza neste topo, é esperar pra ver más ao meu ver tem grandes chances de romper para baixo esta congestão;
    Por aqui estamos ao vento dos gringos, é olhar de longe, muito arriscado;
    Ivan

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    1. Olá Ivan,

      Bem observado. Dow Jones bem esticado e com divergência em vários indicadores. Se corrigir um pouco mais forte, será um movimento até mais saudável para manutenção da tendência de alta de médio e longo prazo.

      Abcs, bons trades

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