quarta-feira, 29 de maio de 2013

Escorregamos na manteiga e caímos na estagflação


O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deu um banho de água fria no mercado hoje cedo ao divulgar mais um resultado decepcionante da economia brasileira. O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu apenas 0,6% no primeiro trimestre deste ano. O resultado veio abaixo do esperado e surpreendeu até os mais pessimistas.

A situação é grave. A economia não mostrou sinal de reação mesmo com todos os “programas de incentivo” ao crescimento implementados pelo governo desde o fim de 2011. O excesso de intervenções e as inúmeras medidas de baixa eficácia do ministro Mantega estão agora contribuindo para a própria deterioração da economia.

O governo demorou para perceber os sinais de esgotamento na sua política econômica ultrapassada (crescimento puxado pelo consumo das famílias). A leniência com a inflação, num cenário de demanda altamente pressionada, trilhou o nosso caminho rumo ao perigoso cenário de estagflação.

Hoje a inflação está tão alta que o país não consegue mais crescer. A falta de crescimento inibe os investimentos, barrando, desta forma, a expansão da oferta. Esta última, por sua vez, não consegue atender o excesso de demanda, gerando desequilíbrio de preços. Resultado: o país caiu, com o aval do Ministério da Fazenda, numa perigosa espiral de inflação elevada e baixo crescimento.

Ao analisarmos os números do PIB deste primeiro trimestre de 2013 observamos um agravante ainda maior. O consumo das famílias, que até então estava sustentando a expansão medíocre da economia brasileira, parou de crescer, evidenciando os sinais de esgotamento no modelo de crescimento adotado pelo governo. O setor de serviços também está perdendo força e cresceu apenas 0,5%. A indústria, tão castigada no passado, retraiu 0,3% e as exportações caíram mais de 6%.

O que salvou a economia de uma retração humilhante neste primeiro trimestre foi o crescimento recorde da safra brasileira (que não deverá se repetir nos próximos trimestres), impulsionando o agronegócio. O PIB da agropecuária registrou expansão de 9,7%.

A Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos), considerada pela mídia o lado bom do PIB brasileiro, cresceu 4,6% neste primeiro trimestre. Mas este número não mostra, necessariamente, aumento dos investimentos na economia. Mesmo porque os setores mais sensíveis ao crescimento não demonstraram reação.

O aumento do FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) está vinculado ao forte crescimento da produção de caminhões. Segundo a equipe econômica do Bradesco, gastou-se mais em caminhões em um ano, por exemplo, do que o governo planeja investir em uma década em novas ferrovias. O aumento da produção de caminhões reflete as péssimas condições da infraestrutura brasileira (faltam opções para escoamento) e não uma retomada fumegante dos investimentos na economia.

O Brasil investe cerca de 18% do PIB na economia, uma das piores taxas do mundo. Os erros da política econômica são também os grandes responsáveis pelo baixo investimento na economia. O incentivo desenfreado ao consumo das famílias provocou queda na taxa de poupança interna para 14,8%. Ou seja, as pessoas gastam mais e economizam menos, no mesmo ritmo do governo.

Neste cenário torna-se praticamente impossível observarmos aumento substancial da taxa de investimento na economia se a taxa de poupança interna permanecer baixa.

O problema é que agora o país depende, mais do que nunca, do aumento na FBCF (investimentos). Este é o caminho mais curto e sustentado para sairmos do perigoso cenário de estagflação. Mas para destravar os investimentos, pelo menos do setor privado, o governo precisa fazer o que não fez nos últimos anos/décadas: as reformas estruturais.

O ambiente de negócio no Brasil é tão desfavorável que a indústria não consegue competir no mercado com o câmbio a 2,00 reais. Permitir a desvalorização do real (hoje o dólar bateu R$ 2,11) não vai resolver o problema da indústria, apenas reduzirá a velocidade do processo de desindustrialização do país.

Tal como a economia, o Banco Central também está numa situação extremamente delicada, se segurando como pode para não escorregar na manteiga. O real desvalorizado pressiona a inflação, mas se o câmbio ficar abaixo de R$ 2,00 as fábricas (ou o que restou delas) fecham as portas.

Os juros baixos mantêm o mercado de trabalho aquecido, mas também alimentam as pressões inflacionárias. Porém, se os juros subirem demais, a taxa de desemprego poderá aumentar acima do limite de capacidade de sustentação do sistema financeiro, já que este aumento provocará uma disparada da inadimplência no pior momento (endividamento elevado das famílias provocado justamente pela política de incentivo ao consumo do governo). Este cenário forçará os bancos a se protegerem reduzindo as operações de crédito (tirando o dinheiro de circulação da economia) e consequentemente prejudicando o crescimento econômico.

Por um lado o Banco Central não pode deixar de subir os juros, pois a inflação elevada é o principal entrave ao crescimento da economia e causa uma deterioração ainda maior do cenário interno, inibindo os investimentos. Por outro lado o Banco Central não pode combater a inflação com a dose necessária, pois a política econômica não consegue fazer o país crescer.

Seguindo esta premissa, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) optou por subir a taxa básica de juros em 0,50 p.p., fazendo o possível, dentro de sua margem de limitação, para impedir o agravamento do cenário inflacionário brasileiro.

Poderíamos continuar destrinchando os demais fatores que trilharam o nosso caminho rumo a estagflação, mas este texto ficaria longo demais. Apesar dos inúmeros motivos, o elemento causador é um só: a política econômica do governo brasileiro.

Após um longo período acumulando uma bagagem sem precedentes de erros estratégicos, teorias equivocadas, intervenções atrapalhadas e previsões lunáticas, o ministro Mantega antecipou hoje aos repórteres uma frase a ser utilizada em sua futura carta de demissão (partindo do pressuposto do desfruto de seu bom senso) endereçada à presidente Dilma: “o consumo não deve ser o carro-chefe do crescimento da economia. Queremos que seja o investimento”.

A decepção com o desempenho da economia brasileira apenas reforçou a sinalização de venda emitida pelo mercado na tarde de ontem. O índice Bovespa despencou 2,5%, perdendo a LTA da tendência de alta de curto prazo com um candle de força relevante (marubozu de baixa).

Ibov

A força observada neste movimento de queda indica que a região de suporte em 54.4k não conseguirá segurar a onda vendedora. Ao perder esta região de sustentação, o índice confirmará o fim da tendência de alta de curto prazo, podendo retornar ao patamar de 52.5k.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou em queda de 0,69%, confirmando a sinalização de topo duplo. Caso a linha de suporte (fraca) em 15.2k seja perdida nos próximos pregões (levando junto a linha central de bollinger), a tendência de queda de curtíssimo prazo ganhará força.

Wall Street

42 comentários:

  1. Olá Fi, o governo só se preocupa mesmo com os milhões de votos "casados" dos menos esclarecidos;
    Olha a Elpl4 que se não perder a região dos R$ 7,50 pode sim ser o fim desta baixa, estou me preparando para algo mais consistente!
    Quanto ao IBOV vamos ver se a turma dos comprados segura os 52K, alvo caso venha a perder o suporte hora testado;
    Ivan

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    1. Olá Ivan,

      É lamentável pois o governo sacrificou demais a economia para manter a máquina pública funcionando em pleno vapor. ELPL4 inverteu a tendência de baixa de curto prazo, mas ainda falta inverter a de médio prazo. Voltar para os 52.5k vai fragilizar a linha de suporte, será mais difícil segurar desta vez (se chegar lá).

      Abcs, bom feriado!

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  2. Fin.. post fodastico! Parabens.

    Vamos ver o que a "midia" vai dizer agora.

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  3. Observe que o IBOV está iniciando a quinta onda impulsiva de tendência baixista, pra mim o objetivo é a região dos 48K, depois teremos uma reação A B C...isso é o que imagino possível;
    Ivan

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    1. Aos 48k a bolsa já começa a ficar bem mais descontada, tranquilo pra comprar ou subir a exposição da carteira pra renda variável em 30% a 40%, na minha opinião. Lembrando que a maior parte tem que deixar pro crash rsrs.. Vamos ver se chega lá.

      Abcs,

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    2. FI,

      Qual seria a região do crash? Abs!

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    3. Opa, tudo bom?

      Não há uma região pré-definida. Crashs são quedas rápidas e fortes, desvalorizam as ações rapidamente tornando-as extremamente baratas. São raros, mas excelentes para fazer dinheiro no mercado. Eu monitoro os movimentos de crash analisando o nível de volatilidade do mercado. No meu livro eu explico melhor sobre isso.

      Abcs, bons investimentos

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  4. Excelente post e análise, como sempre.
    Se existisse uma oposição forte no Brasil, isso seria o fim do governo PT no ano que vem. Mas como não existe, será mais do mesmo: malabarismo contábil, números mágicos e crescimentos ilusionistas no discurso eleitoreiro, e mais do mesmo pra 2015.
    Triste ver como o país perdeu uma enorme oportunidade de crescer quando os holofotes estavam todos aqui, e agora o bonde passou e voltamos a nossa insignificância e incompetência mundial.
    Quem sabe cabe agora a criação de mais ministérios pra segurar os partidos insatisfeitos e gastar mais dinheiro público no lugar errado?

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    1. Obrigado Nerd Investidor,

      Pois é. Não apareceu ninguém da oposição na mídia para criticar a política econômica do governo. O momento era perfeito. Parece até que não estão querendo vencer as eleições de 2014, já que a roupa suja começará a ser lavada em 2015 com ou sem PT no poder (esta é a minha projeção).

      Abcs, bom feriado!

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  5. Falar q a inflação está alta e que isso é a causa do não crescimento não faz sentido. Só olhar os dados históricos pra ver isso. O problema é o dólar barato e os rentistas q estão fazendo de tudo pra mamata dos juros altos voltar. Infelizmente o governo se acovarda e não faz o q precisa. Exemplo? Mudar o cálculo da inflação pra não contar mudanças como essa do tomate todo ano. Os EUA fazem isso...

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    1. O governo já mudou o cálculo da inflação, senão estaria bem maior. E o que adianta manipular número, vamos virar outra Argentina? Vamos tabelar os preços também que nem na Venezuela? O texto diz claramente o porque do país não está crescendo.

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    2. O cambio vai aumentar...vamos ver o que vai acontecer. Como disse o FI no texto, o problema não é o cambio e sim o pais que não oferece condições para crescimento real da economia. O cambio ajuda as empresas a manter os balanços positivos, mas não o crescimento econômico. Para haver crescimento é necessário que existam condições básicas para isso como especialização da mão de obra, melhoria nas condições de escoamento da produção, aumento do grau de investimento, diminuição da carga tributária, politicas de estimulo ao empreendedorismo etc. Na minha opinião a culpa não é do Mantega, mas sim do governo em si. O Mantega só representa o governo. Tudo que podia ser feito para tentar melhorar a economia foi tentado, mas sem as condições básicas de sustentação do crescimento, não farão efeito. Julio

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    3. Mudar a forma de calcular a inflação ? Em que pais vc vive? Na Argentina, a questão e que os números nao sao apenas números eles representam o que esta acontecendo na economia real, se mudar metodologia de calculo fosse a solução , nao existiria pobres, inflação e demais problemas econômicos, pelo amor de Deus vai estudar um pouquinho de economia básica .

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    4. Afirmar que a inflação elevada não é a causa do baixo crescimento é a mesma coisa que olhar pra lua cheia e falar que o sol está bonito. Não faz o menor sentido. A inflação acumulada dos três primeiros meses de 2013 é de 1,93%. O PIB do primeiro trimestre de 2013 foi de 0,6%. Não tem algo errado aí? A cada 0,1% de crescimento a economia gera 0,3% de inflação. Os preços crescem três vezes mais do que o país gera de riqueza. Como é possível produzir com margem de lucro assim? É correto afirmar que a inflação não é a única causa do baixo crescimento, mas sim um dos grandes fatores responsáveis pra tal.

      Como disse o Nerd Investidor o governo brasileiro já mudou a base de cálculo do IPCA, várias vezes por sinal, e mesmo assim o índice oficial de inflação permanece elevado. Na verdade não faz muita diferença alterar a base de cálculo, como disse os demais amigos. O índice de dispersão de preços é alto. Ou seja, a inflação está dispersa na economia, o que significa alta de preços generalizada entre os setores. Alterar a base de cálculo é trocar 6 por meia dúzia.

      Abcs, bom feriado a todos!

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    1. Preparar para voltar as compras rsrs..

      Abcs, bom descanso

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  7. Ótima análise FI! Impossível o país crescer com uma política econômica tão desatualizada!

    Tem topinho duplo na região dos 57k ou forcei a barra?

    Um abraço!

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    1. Valeu Investidor Troll,

      Sim, confirmado ontem pelo segundo candle, dos últimos 5 pregões, mostrando pavio longo superior relevante abaixo da resistência dos 57k, configurando topo duplo de curto prazo.

      Abcs, bom feriado

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  8. FI,

    Parabenizo pelo acerto na projeção da decisão do COPOM de hoje (alta de 0,5%) como seu post anterior.

    Você mudou a projeção para o topo da selic este ano (8,75%) ou continua a mesma?

    Abraços,

    Miguel

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    1. Obrigado Miguel!

      De vez em quando a gente acerta né? rsrs... Mas esta alta da Selic ficou nítida pelas declarações de dois importantes diretores (Alexandre Tombini e Carlos Hamilton). O Hamilton foi bem direto.

      Não mudei pois acho que vai fechar neste patamar. Acho que teremos uma uma alta de 0,50 p.p. na próxima reunião de julho e 0,25 p.p. na reunião de agosto. Isso baseado nos documentos e declarações dos diretores. Se eles continuarem mostrando insatisfação com a trajetória de preços até julho (após o Copom) subirei minha projeção para 9,00%.

      Abcs, bons investimentos

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  9. FI,
    Eu fiquei surpreso com a alta de 0.5, esperava 0,25 por causa do pibinho.
    Vamos ver como o mercado irá reagir.
    Também estou esperando mais quedas para aumentar posições aos poucos nas blues. Estou de olho em BBAS3, VALE5 e algumas elétricas.

    Abraço
    Investidor Paciente

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    1. Investidor Paciente,

      Acho que o Banco Central está menos preocupado com o crescimento neste momento. É uma postura diferente. Os diretores do BC vêm mostrando insatisfação com a inflação há um bom tempo, com o aval da presidente Dilma. Pelo tom dos discursos, esta insatisfação aumentou desde a última reunião do Copom (em abril). O BC monitora tudo na economia e acho que perceberam o perigo desta estagflação. Além disso o índice de dispersão do IPCA continua alto, mostrando inflação generalizada entre os setores, o que também é preocupante.

      São excelente papéis, entre as blue chips mais baratas da bolsa. A Vale tem um agravante que é a dependência do crescimento chinês, que por sua vez impacta no preço do minério de ferro. Como as commodities estão em queda no mercado, incluindo o minério, é de se esperar que o desempenho da Vale não surpreenda tanto na bolsa.

      Abcs, bons negócios

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  10. AMIGOS,

    HÁ TEMPOS EU DISSE QUE A VACA IRIA PARA O BREJO ESTE ANO.

    E NÃO SE ENGANEM!

    ESTA ALTA DA SELIC SERVE PRINCIPALMENTE PARA SEGURAR DÓLARES NO PAÍS.

    O DÉFICIT EM TRANSAÇÕES CORRENTES É UM DOS MAIORES DA HISTÓRIA!

    COM UM PIB DE 0.6, O RAZOÁVEL SERIA AUMENTAR A SELIC NO MÁXIMO EM 0.25.

    O ÚNICO INDICADOR QUE AINDA ESTÁ RESISTINDO É O EMPREGO, MAS A CONSTRUÇÃO CIVIL – UM DOS SETORES QUE MAIS EMPREGA – JÁ COMEÇOU A DEMITIR.

    NÃO HÁ MAIS MARGEM DE MANOBRA.

    O MOMENTO DO AJUSTE CHEGOU.

    ABS

    HENRIQUE

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    1. Parabéns!Você tem resumido e explicado com clareza este desastre desse governo na condução da economia.Não sei como o PTralha mor é tão idolatrado pelo povo.Que país é este???
      Acionista25

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    2. É isso aí Henrique, você veio cantando a pedra há muito tempo. Parabéns, pois acertou em cheio! O governo abusou demais na fase intervenção e brincou com fogo (inflação). Afundamos perigosamente para uma estagflação. A diferença para a estagflação clássica é justamente as nossas taxas de desemprego que ainda estão baixas. É o que está permitindo o governo respirar. Mas acho que isso irá se reverter lentamente. O desemprego tende a subir um pouco. É neste ponto que o governo precisa ser bastante cauteloso, vai ter que saber gerenciar a dor.

      Outro ponto negativo é que houve um sacrifício enorme para derrubar os juros na marra (ou no grito). Sacrifício este que ficou em vão. Perdemos tempo e oportunidade. As taxas voltaram a subir justamente porque acabou a margem de manobra e possivelmente atingirão a casa dos dois dígitos em 2015/2016, com a retomada da inflação mundial. Lembrando que atualmente a nossa inflação é quase o triplo da média mundial.

      Abcs, bons investimentos

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  11. Muito bom o post! Parabéns!

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  12. carissimo,

    nao se furte de escrever mais. suas análises sao melhores que as da grande imprensa, provavelmente por nao ter o rabo preso. acredito que minhas palavras encontram eco em todos os visitantes do site.

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    1. Obrigado meu caro!

      Bom mesmo são os comentários de vocês leitores. Isso é muito gratificante.

      Abcs, bons negócios

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  13. Excelente!

    Basicamente um resumo de tudo que vem sido falado e comentado exaustivamente, inclusive aki, nos últimos meses.

    Precisamos urgentemente de uma "revolução industrial".

    []s!

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    1. Obrigado dimarcinho,

      Só mesmo uma revolução para mudar este cenário. Não conheço um país no mundo que desperdiça tanto potencial quanto o Brasil. Todos os países que fizerem reformas estruturais no passado, com menos recursos e mais complicadas até do que as nossas, estão hoje colhendo os frutos do bom crescimento sustentado de longo prazo.

      Abcs, bons investimentos

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  14. Grande FI, ótimo texto.

    O Estadão bateu forte também no governo, muito parecido como você fez, graças a deus.

    FI, a verdade é que o Mantega sempre foi um crítico do governo do PSDB e "políticas Neoliberais", ele é um MERDA desenvolvimentista bocó e a política de governo dele é tirada de livros de CEPAL, ou seja, intervenção forte em setores industriais ao bel prazer e políticas sociais robustas. Ele é o grande responsável pela merda que estamos passando.

    O PT cometeu erros graves desde que essa mulherzinha incompetente intervencionista assumiu. Não fez UMA reforma estrutural. O que fizeram foi atacar setores (Petrobrás, elétricas, um pouco da Vale, bancos privados) e fazer malabararismos estúpidos (cortar aquele imposto lá dos alimentos, corte de IPI, flexibilizações babacas de impostos trabalhistas jogando no faturamento, uso dos bancos públicos como manobra estatal para inundar o mercado com crédito barato).

    É um dos governos mais burros que já tivemos. Bando de desenvolvimentista keynesianos estúpidos cepalistas viciados em votos. Cadê a reforma tributária? Burocracia? Cadê o corte de imposto, máquina pública? Cadê leis de PPP mais fortes? Cadê os portos? Cadê as ferrovias? Cadê a segurança?

    A bomba estourou de vez.

    FI, você poderia fazer um post falando do Mantega um dos piores ministros que já tivemos e suas burradas.

    Pra finalizar, caímos 5 posições no ranking de competitividade.

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    1. Olá Pobretão. Assino em baixo do seu texto. Só não teria prazer nenhum em ler um post sobre as besteiras que ele fez e falou, até porque seria muito, mas muito longo.
      Abraços.

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    2. Grande Pobretao,

      Acho que você já desenhou o escopo deste post a ser feito. Vou deixar os méritos para você e espero poder ler algum dia no seu blog. Você está bem por dentro do assunto. Concordo com o Zé Piu, vai ficar bem longo rsrs...

      Abcs a todos e bons investimentos

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  15. É isso ai.Bom se na Europa a coisa teve feia e os mercados subiu,então tambem vai haver solução para o Brasil.Tem que se aproveitar as quedas.Falta agora saber quais os sectores.

    Batistuta007

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    1. Com certeza Batistuta, queda é sinônimo de oportunidade no mercado de capitais. No Brasil está difícil identificar setores, devido à intervenção estatal e degradação econômica, por isso tenho optado por formar posições em ETFs.

      Agora o investidor fica divido entre arriscar numa bolsa com baixo potencial de ganho ou investir com segurança numa LTN (título do tesouro nacional) que está pagando hoje 9,49%.

      Qualquer retorno abaixo de 9,50% a.a. é mau negócio na bolsa.

      Abcs, bons negócios

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    2. Essa é a grande verdade juros a a esse valor realmente nem da para acreditar que subiu mais ainda.Aqui em Portugal paga-se juros desses so epoca da ditadura.Acho ke ninguem vai investir o seu dinheiro nem na bolsa nem no Pais.

      Batistuta007

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  16. Olá FI. Você tem alguma análise comparando o dólar e o índice Bovespa? Digo isso, pois tenho a impressão que na maioria das vezes que o dólar se valoriza diante do Real, a bolsa cai.
    Abraços

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    1. Ze Piu, sim, você está correto. Existe uma correlação (inversa entre câmbio x ativos em bolsa) quando o câmbio flutuante apresenta pouca ou quase nenhuma intervenção do Banco Central.

      Minha projeção para fechamento do câmbio esse ano é de R$ 2,15. Acredito que ao se aproximar deste patamar, o BC vai entrar no mercado pra segurar a desvalorização do Real, caso contrário o combate à inflação precisará ser mais intenso na política monetária (prolongar um pouco o ciclo de alta dos juros).

      Abcs, bons negócios

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  17. Parabéns pelo blog e pelas análises conscientes. Recomendo também a leitura dos blogs "o pequeno investidor" e "bolha imobiliária". Abraço. Espiriquidilberto.

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