segunda-feira, 3 de junho de 2013

Commodities impulsionam as bolsas


O Instituto Markit, em parceria com o banco HSBC, divulgou nesta segunda-feira números importantes que medem o desempenho da atividade industrial nas principais economias mundiais. O resultado, no geral, foi ruim, confirmando o baixo crescimento da economia global.

A indústria chinesa se contraiu no mês de maio. O Índice de Gerentes de Compras recuou para 49,2 pontos, ante uma leitura de 50,4 pontos registrados em abril. Esta é a primeira vez, nos últimos sete meses, que a atividade manufatureira da China não consegue se expandir, registrando contração. O indicador mostra que o gigante asiático continuou perdendo força neste segundo trimestre.

A atividade industrial na zona do euro registrou contração pelo vigésimo segundo mês consecutivo. O Índice de Gerentes de Compras fechou o mês de maio aos 48,3 pontos. Deve-se ressaltar que o ritmo de contração na zona do euro segue perdendo força, o que mostra uma ligeira melhora para o cenário de retomada do crescimento europeu no segundo semestre deste ano. Em abril, este mesmo indicador havia atingido os 46,7 pontos.

Nos Estados Unidos o Índice de Gerentes de Compras atingiu 52,3 pontos no mês de maio, praticamente em linha com a medida do mês anterior (52,1 pontos). O indicador ainda mostra expansão da atividade industrial, porém no mesmo ritmo do mês anterior. Chris Williamson, economista-chefe do Instituto Markit, alertou que o setor industrial corre o risco de estagnar no país, devido ao crescimento modesto da produção, encomendas e emprego.

A perspectiva mais pessimista para o crescimento da economia global, transmitida pelos números da atividade industrial, não afetou o mercado de commodities (que trabalha com demanda reduzida, sem expectativa de melhora). Pelo contrário, os índices subiram forte nesta segunda-feira.

O minério de ferro e o petróleo, por exemplo, conseguiram se recuperar após o tombo dos últimos dias, mostrando um movimento de acerto técnico do mercado. A desvalorização do dólar no mercado externo permitiu este acerto nos preços das commodities.

A moeda norte-americana foi a peça-chave para impulsionar os mercados nesta segunda-feira, já que a desvalorização do dólar colabora para retomada da atratividade das commodities (preço), mesmo que este seja um evento de curtíssimo prazo.

O mercado se baseou no baixo desempenho da atividade industrial para vender dólares, acreditando que o FED (Federal Reserve – banco central dos Estados Unidos) manterá inalterado, na reunião deste mês, o programa de compras mensais no valor de 85 bilhões de dólares (colabora para desvalorização do dólar).

O índice Dow Jones fechou o pregão desta segunda-feira recuperando boa parte das perdas sofridas na última sexta-feira. O repique ocorreu numa zona isenta de linhas de suporte, mostrando a complexidade do movimento observado hoje, respaldado pelas expectativas criadas em cima dos indicadores macroeconômicos.

Dji

No Brasil o índice Bovespa fechou o pregão em alta de 0,82%, impulsionado pelas ações da Vale e Petro, refletindo o movimento de ajuste no mercado de commodities. O fundo de curtíssimo prazo foi confirmando na região dos 52.9k. O movimento de repique encontrará resistências na região dos 54.1k e LTB dos 57k.

Ibov

6 comentários:

  1. Amigos,

    Já deram uma olhada no EWZ?

    Será que desta vez rompe de vez os $50!?

    abs

    Henrique

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    1. Parece que é só questão de tempo, já que o índice permanece dentro da tendência de baixa de médio prazo sem sinal de reversão. Desempenho do EWZ está pior do que o próprio Ibov.

      Abcs, bons trades

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  2. FI,

    Como você vê o boato de que o Brasil pode ser rebaixado e perder o ranking atual com as agências de risco?

    Acredito que o ibovespa iria ladeira abaixo se isso acontecer realmente. Mas já estão falando abertamente...

    Repasso: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/bancos-estrangeiros-destacam-protecionismo-do-governo

    Abs,

    Miguel

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    1. Confesso que não cheguei a ver este boato e se ele realmente existe, acho exagerado no momento. Passei o olho rápido nesta matéria e não encontrei comentários sobre o rating brasileiro. Mas de qualquer forma o nosso rating não foi colocado sob revisão e não há perspectiva futura de rebaixamento pelas agências de classificação de risco. Apesar da deterioração do cenário econômico, o nosso risco de crédito continua relativamente baixo. Agora no cenário corporativo a histórica muda, ficaria longe das empresas endividadas em dólar.

      Abcs, bons negócios

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    2. "Para Emy Shaio, não seria surpresa se a agência de risco Fitch reduzisse a nota de crédito brasileira no médio prazo..."

      Pois é FI. Mas também não acho tão estranho se reduzissem com esse bull market político.

      Como vc disse, ainda bem que não estão em revisão. A ver o que acontece.

      Abs.

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    3. Ok. Obrigado pela citação.

      O bull market político é algo que preocupa, com toda certeza, afetou os pilares da economia e atingiu em cheio o mercado corporativo. Mas creio que para o rating cair, as agências precisarão observar, inicialmente, indicadores de risco no crédito do país. Vamos ver para onde vai este "superávit primário".

      Abcs,

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