segunda-feira, 24 de junho de 2013

Não chores por mim Brasil


Era tarde de quarta-feira do dia 19 de dezembro de 2001. O panelaço tomava conta das ruas de Buenos Aires, bem como das principais cidades do País. As manifestações populares aumentavam à medida que a Argentina se afundava numa grave crise política, econômica e social. Os conflitos entre a política e manifestantes ficavam cada vez mais sangrentos elevando o número de mortos e feriados. O caos tomava conta do País. O então presidente, Fernando de la Rúa, sentiu-se obrigado a declarar estado de sítio.

Não adiantou. No dia seguinte milhares de pessoas foram às ruas. Fernando de la Rúa havia anunciado que iria fazer um discurso na televisão às 4 horas da tarde daquele dia. Era uma tentativa de acalmar os ânimos. Mas De la Rúa acabou lendo a sua carta de renúncia em rede nacional.

Poucos meses depois a Argentina já havia passado por quatro presidentes. O sistema estava em colapso. O governo argentino, extremamente endividado, aplicou o maior calote da história (81 bilhões de dólares). A dívida do país foi reduzida de 166% do PIB para 41,5% do PIB.

Com o problema da dívida “resolvido”, Néstor Kirchner assumiu o governo em 2003 e fez o serviço que todo político populista adora fazer: aumento substancial dos gastos públicos. A máquina pública passou a funcionar com todo vapor. A política fiscal ultra-expansionista retirou a economia do buraco e permitiu que o país crescesse a uma média de 7,2% ao ano (de 2003 a 2012).

O gasto público saltou de 30,3% do PIB para 44,6% do PIB. O Estado injetava dinheiro na economia visando aumentar o consumo da população e, desta forma, conseguir gerar crescimento. Os salários eram reajustados acima da inflação e os gastos com programas sociais se multiplicaram.

Praticamente não havia oposição. O governo de Néstor Kirchner utilizou o poder do Estado a benefício próprio (e partidário) enquanto favorecia empresas e políticos ligados ao governo (os famosos amigos do rei).

Foi assim que o partido de Kirchner, devidamente blindado da oposição, conseguiu eleger em 2007 uma senhora chamada Cristina Kirchner (hoje viúva de Néstor Kirchner) para se manter no comando da Argentina.

Cristina Kirchner cometeu um erro grave ao manter o modelo de crescimento utilizado para tirar o país da crise no início da década passada. O incentivo desenfreado à demanda, num cenário de oferta limitada e incapacitada de crescer (devido às baixas condições de negócio), produziu inflação.

Ao invés de combater a perigosa pressão inflacionária com as ferramentas de política monetária, o governo argentino tentou administrar os preços. Evidentemente não obteve sucesso. Cristina Kirchner decidiu, então, partir para a manipulação dos índices oficiais de inflação.

O governo seguiu aumentando suas despesas gerando cada vez mais inflação ao mesmo tempo em que deteriorava as contas públicas. Os argentinos, visando proteção, começaram a comprar dólares e retirar o dinheiro do País. Foi então que as restrições cambiais começaram a ser implementadas pelo governo.

A intervenção do Estado sobre a economia (fenômeno conhecido como bull market político) aumentou significativamente. Cristina Kirchner congelou preços, apertou a margem de lucro das empresas privadas, afugentou investidores e atacou a imprensa independente.

Hoje a Argentina está novamente à beira do colapso por conta da estupidez do populismo. Com uma inflação estimada em torno de 30% ao ano, o governo insiste em não reduzir os gastos públicos e/ou apertar a política monetária. A máquina pública continua funcionando a todo vapor, mas o motor, superaquecido, pode estourar a qualquer momento.

Infelizmente existem paralelos entre o que aconteceu na Argentina com o que está ocorrendo no Brasil. Os brasileiros não aprenderam com o erro grotesco dos hermanos. A intervenção do Estado sobre a economia aumentou, a máquina pública passou a funcionar a todo vapor, o modelo de crescimento ficou respaldado pelo incentivo ao consumo e endividamento das famílias, os gastos públicos aumentaram, as reformas estruturais não foram realizadas (impedindo o crescimento da oferta) e os preços começam a ser administrados (uma tentativa frustrada de evitar a inflação).

Hoje o país não cresce, gasta mau os seus recursos e ainda consegue gerar inflação. A política se tornou um jogo de interesse entre partidos, políticos e amigos do rei. Não representa mais os interesses da população. O povo se indignou e foi às ruas, com toda razão.

Os 458 bilhões de reais em impostos arrecadados até o mês de maio deste ano são recursos mais do que suficientes para promover melhorias significativas nas áreas da saúde, educação, segurança e transporte. O governo não o faz por três motivos básicos: utiliza boa parte dos seus recursos para outras finalidades, possui uma extensa e volumosa folha de pagamento e não consegue (ou não quer?) tapar o ralo da corrupção.

Desinteressado em promover mudanças necessárias aos três motivos citados no parágrafo anterior, não resta outra saída a não ser atender as reinvindicações dos manifestantes. O Estado vai cobrir os aumentos das tarifas de transporte, energia elétrica e saneamento. São medidas mais fáceis de serem tomadas pelos políticos e acalmam a população. Mas isso também significa que o gasto público vai aumentar ainda mais, elevando o processo de deterioração do superávit primário e aquecimento das pressões inflacionárias.

Este é o caminho perigoso que a Argentina percorreu. O povo fez a sua parte, saiu às ruas batendo panelas nos ouvidos dos políticos e conseguiu provocar as mudanças. Mas, adivinhem só, o político/partido que assumiu o poder era pior do que o anterior. O governo deu calote na dívida e ligou a máquina pública na potência máxima. O País entrou de ponta-cabeça na ideologia populista e se afundou.

O povo brasileiro está nas ruas reivindicando por mudanças. Teremos uma grande chance no ano que vem. Mas quem é o candidato que vai, realmente, levantar esta bandeira e seguir a agenda que precisa ser feita? O principal partido de oposição ao governo não tem tomado atitudes nesta direção. A verdade é que, infelizmente, este candidato não existe.

Inevitavelmente as manifestações populares provocarão uma queda vertiginosa na popularidade da presidente Dilma. Diante deste cenário, o seu partido político (PT) poderá optar por uma troca ao candidato que vai disputar as eleições presidenciais no ano que vem.

E, adivinhem só, o “novo” candidato é pior do que o anterior. O retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da Republica vai fazer o nosso País chorar por Evita. Vamos terminar de bagunçar o que ele começou. Dar o último gás à máquina pública. Contratar mais companheiros. Surfar a última marolinha. Pagar a última parcela do mensalão.

A segunda-feira começou com o pé esquerdo no mercado de capitais. A liquidez no mercado interbancário chinês segue bastante comprometida, provocando aumento da taxa Shibor (equivalente ao CDI no Brasil). O Banco Popular da China (considerado o Banco Central do China) não indicou nenhuma ação de intervenção num momento onde há suspeitas com relação à solvência de algumas instituições financeiras de pequeno porte.

O índice Bovespa despencou 2,32%, mantendo a tendência de queda inalterada. O elevado nível de sobrevenda do índice tem provocado repiques de curtíssimo prazo (abertura de posições técnicas), porém este movimento não consegue se sustentar por mais de um dia em decorrência da fuga diária de investidores estrangeiros do País. Ainda não há sinal de fundo temporário no gráfico diário.


Nos estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão em queda de 0,94%, mantendo a tendência de baixa de curto prazo sem sinal de fundo ou reversão. A linha de suporte mais próxima está posicionada na região dos 14.4k, onde o índice deverá testá-la nos próximos dias.


25 comentários:

  1. É fácil demais ser presidente no Brasil!!! É só:

    Prometer pro futuro que nunca chega os sonhados investimentos prioritários em educação, saúde e segurança.
    Anunciar de maneira genérica um número gigante (R$ 50 bilhões) para "investimentos em transporte público".
    Fingir que os problemas que estão ocorrendo com a inflação não são consequência direta das suas próprias decisões equivocadas.
    Anunciar em cadeia nacional um "pacto" que basicamente diz exatamente o que o governo deveria ter feito desde o começo, não mais do que a obrigação .
    Falar que não tolera a corrupção, enquanto seus irmãos de partido condenados continuam em cargos políticos importantes como se nada tivesse acontecido.
    Jogar pra frente e pro congresso uma reforma obviamente necessária há anos ao invés de utilizar os instrumentos corretos para tal.

    Estamos no caminho certo de nos igualarmos aos companheiros Argentinos, Bolivianos e Venezuelanos!

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    1. mas vc não é esquerdista,Nerd? Abriu os olhos pra realidade?

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    2. ops foi mal,acho que confundi vc com essa babaca vermelhinho aqui rs:

      http://nerdsocialista.wordpress.com/

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    3. Acho que você confundiu amigo. O blog do Nerd Investidor é esse aqui: http://nerdinvestidor.blogspot.com.br/

      Abcs a todos e bons negócios!

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    4. Tô ficando assustado com o que tá rolando no país.

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    5. Eu sou o Nerd Capitalista... xinga a mãe mas não me chama de socialista... rsrs

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  2. Não há de ser nada FI, a nova constituinte que Dilma irá propor é uma bandeira antiga do PT. Uma de suas propostas é instituir a reeleição indeterminada para presidente da república e a extensão de um mandato para 6 anos. É só acessar o www.pt.org.br, está tudo lá. Isso é defendido desde a época do Lula.

    Se não virarmos uma ditadura de esquerda, já é alguma coisa...

    Abs.

    Miguel

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    1. Nossa, nem brinca rsrs.. Acho improvável, mas não estou confortável quanto ao que poderá acontecer nos próximos dois ou três anos, pelo menos. O discurso da Dilma está repleto de "boas intenções", mas é isso que o PT tem feito nos últimos anos. Não passa disso.

      Abcs, bons invsetimentos

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    2. http://gilvanmelo.blogspot.com.br/2013/06/democracia-direta-merval-pereira.html

      Repasso artigo de hoje do Merval publicado no globo em que fala justamente sobre essa "constituinte" - antiga bandeira do PT.

      Abs.

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    3. Bom artigo e ao mesmo tempo aterrorizante. O Reinaldo Azevedo também escreveu sobre esta tentativa de golpe do PT:

      http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/proposta-de-constituinte-e-inconstitucional-trata-se-de-uma-tentativa-de-golpe-bolivariano-ou-conforme-previ-petismo-tenta-saida-a-esquerda-nao-estou-surpreso-nem-voces/

      Abcs,

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    4. Impressão minha ou o Joaquim Barbosa tá concordando com essa porra de plesbiscito?

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  3. FI,

    Meu receio é que o aumento dos juros, associado com a inflação, aumente o desemprego. Aí o descontentamento vai aumentar e teremos mais protestos.

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    1. Certamente a taxa de desemprego vai acabar subindo um pouco quando a política de aperto monetário começar a fazer efeito na economia (início de de 2014). Mas o governo está dosando o ajuste e anulando o efeito com as políticas fiscais expansionistas.

      Abcs, bons negócios

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  4. Dessa vez terei que discordar de você, FI, ao menos em parte. Não acredito que o governo brasileiro possua uma folha de pagamento tão extensa assim, pelo contrário, considero bem enxuta se considerarmos que a ideologia nacional é a social democracia. O Brasil tem bem menos servidores públicos em termos percentuais do que países como EUA e Alemanha. Se formos considerar que aqui tudo é direito constitucionalmente garantido e vários cidadãos com uma condição um financeira pouco melhor, acionam a justiça para exigir tratamentos milionários do SUS, etc... o padrão correto de comparação não seria um país liberal como os EUA ou com responsabilidade fiscal como a Alemanha, mas sociais democracias europeias maduras como Suécia ou Dinamarca. Afinal, esse é o modelo de governo que a nossa constituição quis imitar e nossa elevadíssima carga tributária não nos deixa mentir. Entretanto, como o Brasil não tem servidores para se comparar com os países citados anteriormente, fazer uma comparação com esse modelo é um absurdo. Existe uma classe da população que reclama dos servidores públicos, mas a minha visão é que os serviços públicos no Brasil não funcionam bem porque o governo acha que tem que abraçar o mundo fazendo um pouquinho de cada coisa e acaba fazendo praticamente tudo muito mal feito. E nesse processo entram políticos demagogos interessados em perpetuar esse sistema para que quando algo for feito, pareça que é um grande mérito dele, o salvador da pátria.

    Isso me faz discordar do segundo ponto, que é a popularidade de Dilma. Deve haver realmente alguma queda imediata de popularidade pois uma camada da população deve querer entrar no clima de "estamos insatisfeitos com o governo", mas quase todos esses daí daqui a pouco esquecerão disso e vão votar no PT. Os que saem a rua, os que estão insatisfeitos de verdade, são quase todos pessoas de um nível cultural mais elevado, nível de renda melhor do que a média, a grande maioria com faculdade ou cursando, muitos jovens sem filiação política. Isso não estou dizendo em São Paulo, mas falo em relação a qualquer cidade do Brasil. Tenho certeza que na sua cidade o perfil não fugiu muito disso. Pra cada voto desse grupo que o político A,B ou C perder (se é que foi votado algum dia) ele tem um voto garantido do jovem militante de partido que quer ganhar algum favor do vereador, um voto do jovem do subúrbio onde o vereador colocou uma ambulância ou então asfalto ,um da jovem grávida que irá ganhar alguma "bolsa família" e outro da jovem que vendeu o voto. O PT só será obrigado a usar o carisma de Lula se a coisa ficar realmente feia, ou seja acabar o dinheiro. Até lá os mais de 87 bi de maio estão de excelente tamanho. Dilma está cooperando não por medo de pressão política, mas para ver se ganha capital político (simpatia) nesse grupo onde ela sempre foi exceção e de quebra aproveita para transferir a batata quente para os senadores/deputados de oposição. A quem você acha que mais interessa a repressão à políticos corruptos? Posso garantir a qualquer um que isso será melhor para o PT do que para o Brasil.

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    1. Neomalthusiano,

      Na verdade a conta da folha de pagamentos poderia ser até mais enxuta. Não vejo necessidade de tantos ministérios, senadores e deputados. Este número poderia ser reduzido e de quebra, contribuir para fechar um pouco o ralo da corrupção. Sobre a queda de popularidade, eu já estou incluindo neste cálculo, além do impacto causado pelas manifestações, o descontentamento futuro da classe C com relação ao encarecimento das linhas de crédito e leve aumento da taxa de desemprego (reflexos da política de aperto monetário do Banco Central). É uma possibilidade, mas concordo que a base dos eleitores do PT é facilmente comprada e este cenário pode se reverter quando as eleições se aproximarem. Parabéns pelos comentários!

      Abcs, bons negócios

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    2. Concordo, inclusive acho que esses ministérios, comissões, assessores de congressistas, etc... fazem parte do tentar fazer tudo e acabar não fazendo nada. Porém, imagino que demore um pouco para que os reflexos na economia real sejam sentidos realmente. O governo deve continuar subsidiando tudo possível até as eleições. Nesse sentido, os 50 bi de mobilidade urbana vem bem a calhar. Uma hora a máquina superaquecida quebra, mas imagino que as reservas do governo deem com sobra até a eleição. O problema serão as consequências nos quatro anos seguintes...

      Muito obrigado pelo elogio. O seu blog é sem dúvida o meu favorito. Um abraço.

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    3. Conta enxuta, é ruim em, só os 40 ministérios. Brincadeira ...

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    4. Ele acredita em social democracia pra país grande como o Brasil e acha que seremos Dinamarca e Suécia com população homogênea, cultura diferente e gatos pingados vivendo...

      ai ai ai ai ai

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  5. Aliás, apenas para ilustrar com uma situação recente que serve de exemplo:

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1196103-planalto-vai-atribuir-fracasso-da-reducao-no-preco-aos-governos-tucanos.shtml

    O governo arrebentou com as elétricas nas regras de renovação; deu uma ferroada especial na Cemig como se o objetivo da S.A. não fosse gerar valor para os acionistas, mas agradar políticos; alardeou que ia baixar a conta de luz porque é a favor do povo, fez propaganda disso até não poder mais; depois usou a queda na luz para justificar um aumento da gasolina; fez um alvoroço acusando a oposição de ser contra o povo, papinho furado que os analfabetos adoram e por fim, mês passado veio Renan Calheiros falando que MP da energia elétrica, só ano que vem:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/05/1286121-renan-diz-que-senado-nao-votara-mp-que-reduz-tarifas-de-energia.shtml

    Não duvido que o governo de Dilma faça algo próximo disso nesta ocasião, aproveitando para pressionar os desafetos na medida em que as ocasiões surjam.

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  6. Na verdade não existirà mta diferença nas politicas e rumos tomados pelos Governantes entre Brasil Argentina e mto provavelmente Mexico e todos os outros...A diferença é que alguns sao sufecientemente industrializados para poder dar a volta por cima como os EUA Alemanha e França.E tambem uma maioria dos Paises do centro e norte Europa,pois sao Paises mais frios e mais habituados a poupar e mais produtivos ao contrario dos Paises quentes ou simplesmente do SUL da europa ou Latinos.

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    1. Exato. A política em países latinos é quase toda voltada ao populismo. Uns mais, outros menos. Entram em crise, perdem tempo e dinheiro arrumando a casa e depois retornam novamente o populismo. É por isso que a América Latina não consegue se desenvolver. É um cachorro correndo atrás do rabo.

      Abcs, bons negócios

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  7. Em relação a lula candidato, discordo.
    O que já percebo a dilma fazendo são propostas absurdas, impossíveis de serem aprovadas, uma forma de jogar com o povo. Dessa forma ela mostra boas intenções conosco e separa a imagem dela do PT. Tão queimando bandeiras do PT nas passeatas!!! rsrsrs
    Agora dilma é dilma. E quer limpar sua barra com o povo de qq jeito. Mesmo com propostas jurídicas absurdas como um poder constituinte parcial. Ela não é tão burra assim, não é possível. Isso é pura maldade, oportunismo político para se beneficiar com o povo, mostrar aquele "fechamento", mas é tudo mais um golpe político. Espero que o povo não caia nessa. Ela deve apresentar outras propostas "nas coxas", de imediato, pra conquistar popularidade e mostrar sua boa vontade. Mas sabe bem que não passarão no congresso, é apenas o velho marketing político.

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    1. Sim, é praticamente uma tentativa de golpe. Mas ela pode estar dando um tiro no pé. Além de ser inconstitucional, acho que o povo não vai cair nessa. Vamos acompanhar o desenrolar dos fatos.

      Abcs, bons investimentos

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  8. Fala FI.

    Até agora eu estava doido de vontade de pegar meu salário inteiro e meter na bolsa.

    Empresas baratas, tomaram um tombo, convite a ficar rico.

    Mas depois deste discurso, realmente estou com medo e não sei nem se elas voltariam ao patamar anterior.

    Nem elas nem a bolsa.

    Oque vc acha?

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    1. Opa, tudo bom?

      Que nada, é melhor comprar quando o mercado está caindo. Se você ainda não tem exposição em renda variável, o momento é propício para começar a comprar alguma coisa. Mas cuidado com as empresas baratas, muita coisa que não presta caiu na bolsa (ações ou segmentos ruins). Empresa boa e barata são poucas no momento. Você pode contar nos dedos. Banco do Brasil, Vale e talvez uma Petro ou alguma coisa do setor elétrico e saneamento. É aconselhável não comprometer mais do que 40% da sua carteira em renda variável, já que as oportunidades futuras poderão surgir e boa parte do capital deve ser resguardado para os momentos de crash na bolsa. Além disso, a bolsa de valores nem sempre reflete o que acontece na economia. O mercado se movimenta por diversas variáveis e não somente por indicadores econômicos. Veja o caso da China, o país crescia 10% ao ano na década passada mas o índice da bolsa de Xangai patinava na região dos 1.5k. Quando a bolsa enfim disparou (em dois anos atingiu os 6k) acabou gerando uma bolha e o mercado colapsou logo em seguida, retornando para os 2k. Hoje a bolsa de Xangai está na mesma pontuação registrada no ano 2000. Já o PIB chinês é significativamente maior do que aquele registrado em 2000. Veja o caso recente da bolsa de Merval (Argentina). Entre maio de 2012 e maio de 2013 o índice subiu quase 100%, mesmo com a economia argentina indo pro buraco. Hoje a bolsa de Merval já retornou para a tendência de queda.

      Conforme demonstrei no livro, o mais importante no mercado é saber entrar nos momentos oportunos. Comprar na baixa e vender na alta. É só isso que você precisa fazer pra ganhar dinheiro na bolsa.

      Abcs, bons investimentos

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