terça-feira, 30 de julho de 2013

À espera da agenda pesada


Os mercados estão na defensiva. Os próximos dois dias serão decisivos para as decisões e formações das estratégias entre especuladores e players de mercado. O Comitê de Política Monetária do FED (Federal Reserve – banco central dos Estados Unidos) se reunirá nesta terça e quarta-feira para definir (confirmar) o futuro da taxa básica de juros e dos programas de estímulos monetários.

A decisão será divulgada amanhã às 15h (horário de Brasília). Novamente os mercados estão apreensivos, apesar de não haver sinalização de mudança no cronograma do FED para redução gradual do programa de estímulos monetários. A principal avaliação ficará por conta do tom do comunicado e/ou confirmação (embora improvável no momento) de uma data efetiva para que se iniciem os trabalhos de retirada parcial dos estímulos monetários.

Ainda nesta quarta-feira será divulgado o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano. Este indicador tem potencial para aumentar ainda mais a volatilidade no pregão. A superação de uma expectativa positiva para o PIB poderá levar os operadores a acreditarem que o FED reduzirá o programa de estímulos monetários já no mês de setembro deste ano (altamente improvável, mesmo com um resultado positivo), fato que ocasionará no aumento da pressão vendedora por um curto espaço de tempo, já que o FED deverá desmentir esta hipótese no final da tarde. Portanto, o mercado poderá oferecer oportunidades para operações curtas nas duas pontas amanhã (vendedora e compradora).

Na quinta-feira os investidores conhecerão os números finais do Índice Gerentes de Compras das principais economias mundiais referente ao mês de julho, além da decisão do BCE (Banco Central Europeu) quanto à taxa básica de juros na zona do euro.

A notícia de que Banco Popular (Banco Central da China) injetou recursos no sistema financeiro por meio de operações de mercado aberto, pela primeira vez desde fevereiro deste ano, animaram os pregões na parte da manhã. Foram injetados cerca de 2,7 bilhões de dólares (17 bilhões de iuanes) em contratos de recompra reversa de títulos de sete dias. Apesar de a notícia ser encarada como positiva pelo mercado, a postura do Banco Popular mostra certo relaxamento quanto à perigosa formação de bolha no mercado de crédito bancário (principalmente no segmento imobiliário).

A animação durou pouco, rechaçada rapidamente pela força vendedora. O índice Dow Jones fechou colado na resistência dos 15.5k, sem conseguir esboçar movimento de rompimento, pelo nono pregão consecutivo. A LTA dos 14.5k foi perdida. Mercado bastante vulnerável a novas correções de curto prazo.


No Brasil o índice Bovespa fechou o pregão em baixa de 1,32%, mostrando sinalização de topo na linha de resistência dos 49.4k. Houve nova uma tentativa de rompimento (a quarta dos últimos seis pregões) da referida região de resistência, rechaçada rapidamente pela força vendedora. Isto significa que nesta região há uma barreira relevante que poderá impedir a manutenção da tendência de alta de curto prazo.
  

A bolsa poderá retornar ao patamar de suporte na região dos 48k, onde o rompimento desta linha aumentará a força da tendência de baixa de curtíssimo prazo, fato que poderá culminar no encerramento da tendência de alta de curto prazo (ou fim movimento de repique iniciado na região dos 44.1k).

No cenário interno o Banco Central informou que o governo brasileiro fechou o primeiro semestre deste ano com o menor superávit primário semestral dos últimos três anos (apenas 52,16 bilhões de reais). É mais um indicador que mostra a ineficiência fiscal do governo. Além de gastar muito, faz um mau uso dos seus (nossos) recursos.

3 comentários:

  1. FI,

    Agora é esperar para ver o que vai sair amanhã.Vamos ver se sai algumasinalização mais clara de quando o QE vai ser cortado.

    Os Yields dos títulos brasileiros deram uma subida nestes últimos dias com toda essa tensão, mas acho que a tendência ainda é deles caírem alguma coisa.

    Bom post,

    Miguel

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    1. Amanhã vai ser um bom dia pra operar. Sim, o movimento dos Yields no Brasil está acompanhando os treasuries nos Estados Unidos. Em média, os bônus do Tesouro Direto subiram em torno de 0,5 p.p. em pouco mais de uma semana. Tensão pré-FED rsrs.

      Obrigado!

      Abcs, bons investimentos

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  2. nem um sinal do corte do QE e nosso ibov não
    tá bem complicado de entender o mercado

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