segunda-feira, 29 de julho de 2013

Uma lanterna no meio da escuridão


As famosas pedras, de centenas de quilos, que andam sozinhas no deserto de Death Valley, Estados Unidos, fazem parte de um dos fenômenos mais raros da natureza. Cientistas atribuem tal fenômeno aos fortes ventos e superfície gelada da região. Mas para muitos, a teoria não é convincente, e não explica por que as pedras se movem lado a lado, em ritmo e direções diferentes.

Entender o fenômeno das pedras no deserto de Death Valley é tão complicado, ou impossível, quanto entender/estimar o que poderá acontecer com o mercado de capitais nos próximos dois anos. Infelizmente esta afirmativa não está baseada apenas no princípio de que os mercados são imprevisíveis.

Se existe algo que possa ser considerado como a espinha dorsal de todo o sistema financeiro mundial é a Federal Funs Rate, ou taxa básica de juros dos Estados Unidos (equivalente à taxa Selic no Brasil). Inevitavelmente, as decisões de política monetária da maior economia do planeta afetam o mundo inteiro. O FED (Federal Reserve - Banco Central dos Estados Unidos) já adiantou que em meados de 2015 um evento tão raro, que chega a ser inédito, vai atingir o mercado de capitais.

A Federal Funs Rate voltará a subir após um longo período de juros zero na economia. Nunca antes na histórica dos Estados Unidos a taxa básica de juros ficou entre zero e 0,25% ao ano por tanto tempo. O FED, assim como os demais banqueiros centrais mundiais, respondeu rapidamente ao choque de 2008, provocado pela crise do subprime, com a política de afrouxamento monetário mais agressiva da história.

Os Bancos Centrais conseguiram evitar um desastre econômico inundando o sistema de liquidez. Mas agora, com a crise contornada, a fase dos estímulos monetários e das taxas de juros em mínimas históricas está chegando ao fim.  A retomada dos juros e o retorno da inflação mundial serão as duas principais ferramentas de redução da liquidez do sistema financeiro. E, mais uma vez, nunca antes na história ocorreu uma desalavancagem no sistema semelhante ao que irá acontecer nos próximos anos.

Não é por acaso que o FED resolveu avisar, com bastante antecedência, que a partir de 2015 os gestores, investidores e players de mercado estarão entrando num terreno desconhecido. Ninguém sabe (nem mesmo os Bancos Centrais) o que poderá acontecer, simplesmente porque um evento deste porte nunca aconteceu no mercado.

Mas para não ficarmos no meio do escuro, sem ao menos uma lanterna na mão, vamos analisar ao longo deste artigo o que ocorreu em eventos ligeiramente semelhantes nos últimos 40 anos.

A década de 1970 foi marcada pela crise do petróleo. A OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróelo) provocou uma disparada sem precedentes no preço do barril de petróleo (alta de 400% em cinco meses) como forma de retaliação aos Estados Unidos e Europa que davam apoio a Israel na guerra contra os Árabes.

A combinação da política econômica exercida pelos Estados Unidos no início da década de 1970, juntamente com a escassez de petróleo provocada pela OPEP, jogou o País numa dura recessão em meio a um cenário de disparada da inflação.

O FED sentiu-se obrigado a elevar de forma bastante agressiva a taxa básica de juros para combater a enorme pressão sobre os preços. A inflação rondava os 12% entre 1974 e 1975 e superou os 14% no final da década de 1970 com uma nova crise provocada pela OPEP.


O ciclo de aperto monetário iniciado em 1972 provocou uma desvalorização significativa no mercado de ações. O índice Dow Jones saiu dos 1.070 pontos e foi parar nos 570 pontos no final de 1974, com o retorno da Federal Funds Rate para a casa dos 5% ao ano.


A linha branca no gráfico acima mostra o movimento dos Yields de 10 anos (juros do título da dívida pública dos Estados Unidos). O aumento da taxa básica de juros provocou uma forte disparada dos juros da dívida pública do País.

Já o segundo ciclo de aperto monetário iniciado no final da década de 1970 não gerou impacto significativo sobre o mercado de ações. O índice Dow Jones andou de lado, enquanto os Yields de 10 anos seguiam em disparada.

No início da década de 1980 a Federal Funds Rate havia atingido sua máxima histórica, se aproximando do patamar de 20% ao ano, numa tentativa desesperada da autoridade monetária em combater a crise inflacionária, que chegou a superar levemente os 14% ao ano em 1980. A estratégia do FED deu certo. A inflação caiu para cerca de 3% em 1983, o que permitiu a posterior redução gradual da taxa básica de juros.


O índice Dow Jones permaneceu andando de lado durante a crise dos juros altos e inflação elevada e só voltou a subir quando o Banco Central havia contornado a situação. O retorno da Federal Funds Rate para casa de um dígito provocou um forte rally no mercado de ações.


Os Yields de 10 anos atingiram a máxima histórica no final de 1981 e voltaram a ceder nos anos seguintes, acompanhando o movimento da taxa básica de juros. No final da década de 1980 os Yields já haviam corrigido todo o movimento do pânico de alta, enquanto o mercado de ações superava máximas históricas.

Com a inflação controlada, oscilando entre 2% a 4%, a Federal Funds Rate continuou sua trajetória de queda durante a década de 1990.


A taxa básica de juros chegou a encostar na casa dos 3% ao ano, menor patamar dos últimos 20 anos, fato que permitiu a manutenção do rally de alta no mercado de ações e redução dos Yields de 10 anos, atingindo mínimas históricas.


O início da década de 2000 foi marcado pelo estouro da bolha das “ponto com”. O forte movimento de valorização do mercado de ações nos últimos anos atingiu em cheio os ativos de tecnologia representados pelo índice Nasdaq.

O FED voltou a subir os juros no final da década de 1990 numa tentativa de evitar o superaquecimento de uma economia que havia crescido sem parar nos últimos anos/décadas.
  
O problema era que, nesta época, o mercado de ações estava em pânico de alta. Ninguém dava ouvidos às preocupações do FED. O estouro da bolha das “ponto com” atingiu em cheio o mercado financeiro e provocou uma crise econômica. O Banco Central se viu forçado a reduzir drasticamente a taxa básica de juros para a casa dos 1% ao ano.


O índice Dow Jones caiu dos 11.500 pontos registrados no início de 2000 para 7.230 pontos no final de 2002. Os Yields de 10 anos caíram para as mínimas históricas acompanhando o movimento da Federal Funds Rate.


O estouro de uma bolha na bolsa de valores provocou o descolamento do movimento inverso entre taxa de juros e ações. O índice Dow Jones só voltou a subir a partir de 2003, três anos depois do início do ciclo de afrouxamento monetário do FED.

A Federal Funds Rate voltou a subir forte em 2004, mas desta vez o movimento da taxa básica de juros não gerou impacto relevante no mercado. Os Yields de 10 anos pararam de cair e chegaram a esboçar uma reação (leve valorização). O índice Dow Jones se manteve dentro da tendência de alta e disparou quando a taxa básica de juros atingiu o pico (ou seja, parou de subir) na casa dos 5% ao ano.

O FED só voltou a cortar os juros quando visualizou os primeiros sinais da crise do subprime em 2007. Mas o que parecia ser uma crise setorial se transformou num monstro em 2008 com o sistema financeiro à beira de um colapso. Os mercados despencaram. A economia entrou em recessão.

Em 2009 a Federal Funds Rate já estava nula, representando o patamar de juro mais baixo da história dos Estados Unidos. Os Yields de 10 anos também atingiram a mínima histórica. O País estava (e ainda está) rolando dívida “de graça”, pagando um juro extremamente baixo aos credores.

O índice Dow Jones já se valorizou mais de 130% desde que a taxa básica de juros ficou estacionada entre zero e 0,25%. Os Yields de 10 anos atingiram uma mínima histórica em 2012. Até o momento observa-se um padrão normal entre taxa de juros, Yields e ações. Isso significa que, ao manter este padrão, o índice Dow Jones continuará se valorizando e os Yields permanecerão próximos das mínimas históricas até 2015.

Em 2014 o FED completará meia década de juro zero.  A manutenção da taxa de juros extremamente baixa por um longo período de tempo pode estar criando bolhas e/ou distorções no sistema. As commodities metálicas (principalmente ouro e prata) entraram em crash recentemente, corrigindo o excesso de valorização do passado.

O mercado de ações norte-americano já começa apresentar sinais de excesso de valorização. Os Yields estão em bear market há mais de 30 anos. A sensação é de que o elástico, tanto da renda fixa quanto da renda variável, parece estar esticado. A manutenção da normalidade deste padrão (taxa de juros, Yields e ações) nos próximos dois anos esticará ainda mais o referido elástico.

Acontece que o FED monitora de perto todos estes movimentos no mercado. Se o Banco Central pretende manter o elástico esticado até 2015 é porque existem razões para tal. Talvez o mercado não esteja preparado para entrar neste ambiente adverso e, o mais importante, a economia ainda não criou força suficiente para suportar um novo choque no sistema financeiro.

Mas ao estudarmos o histórico do movimento do mercado de ações, Yields e Federal Funds Rate, podemos entender porque o FED está mantendo uma postura bastante cautelosa para fazer a transição do maior ciclo de afrouxamento monetário da história para um terreno que ainda não conhecemos.

Pelo menos a lanterna mostrou que está funcionando. Mas economizem as baterias. Quando a luz apagar elas serão o nosso único recurso.

32 comentários:

  1. Inacreditável como você escreve e informa bem.
    Show de bola!

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  2. parabéns pela matéria, acredito que crash ocorrera
    mais quando é o dificil saber...
    quarta feira teremos um pequena resposta!

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    1. Obrigado! Vamos ficar de olho...

      Abcs, bons investimentos

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  3. Olá Fi, parabéns pelo post, muito esclarecedor!!
    O que temos de ficar atentos é o TH do Sp500 que foi rompido, caso o índice volte a trabalhar abaixo deste tem grandes chances de um fundo triplo na região dos 800 pts, observe que desde o fundo de 2009 que o Sp500 foi subindo mês á mês e o volume caindo( gráficos mensais);
    Ivan

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    1. Obrigado Ivan!

      S&P está numa situação semelhante ao Dow Jones. Subiu cerca de 130% desde quando a taxa básica de juros ficou estacionada entre zero e 0,25%. Também já começa a ficar um pouco caro, mas creio que o timming da correção será definido pelo próprio FED.

      Abcs, bons trades

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  4. Show de bola essa matéria! Entrei no mercado de trabalho em 96, e por sorte vi quase 20 anos de estabilidade financeira externa e interna, o que permitiu a acumulação de algum patrimonio através de salário. Penso que toda minha geração se beneficiou disso. Porém cada vez fica mais claro que o modelo economico dos ultimos 20 anos mudará. O site está trazendo bons dados, para que cada um faça bons julgamentos e boas estratégias, que permitam defender o trabalho de uma vida inteira.

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    1. Obrigado Galo da Comarca!

      Esta é a intenção, poder contribuir dentro do possível para o sucesso de todos no mercado. Tempos difíceis virão pela frente, então todo o tipo de ajuda/orientação transparente e imparcial é sempre bem vinda.

      Abcs, bons investimentos

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  5. Não entendi exatamente, FI, sobre o motivo de ter falado em "para um terreno que ainda não conhecemos".
    Ué, não bastaria olhar para o passado e verificar que os aumentos dos juros são óbvios?
    A única questão são os números desse novo aumento, mas fazendo uma análise "técnica", ficaria entre 3-5%...

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    1. Sim, o aumento da Federal Funds Rate é 100% certo. O FED já confirmou. Mas o impacto desta mudança (desalavancagem do sistema após o encerramento do maior afrouxamento monetário da história) é incerto. Nem mesmo os Bancos Centrais podem estimar um panorama de mercado, pois isso nunca ocorreu antes (nas devidas proporções). Mas pelo que aconteceu no passado poderemos ter uma orientação (por isso utilizei a palavra "lanterna"). Os Yields de 10 anos poderão voltar a subir num ritmo gradual (finalizando o bear market de mais de 30 anos) e o mercado de ações passará por um período de estresse. Fica difícil mensurar o grau do impacto, pois até mesmo esse estresse dos mercados pode fazer parte dos planos do FED.

      Abcs, bons investimentos

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  6. ESTE É O MELHOR TEXTO QUE JÁ LI SOBRE A CONFUSÃO QUE ESTAR POR VIR!!!!!!!!!!!!!!


    FI, PODERIA ALONGAR MAIS SOBRE O TEMA E DIZER QUAIS PERSPECTIVAS VC OBSERVA A FRENTE QUANDO O FED COMEÇAR A AUMENTAR OS JUROS.

    OS JUROS DO BRASIL TAMBÉM SEGUEM DIREITINHO OS JUROS DOS EUA.


    QUER DIZER QUE AQUI TAMBÉM VAI AUMENTAR E BEM OS JUROS......


    QUE VIVER VERÁ!!!!!!!!!!


    PARABÉNS FI.


    lUCIANO GUIMARÃES

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    1. Obrigado Luciano!

      Muito provavelmente os juros deverão subir aqui também no Brasil. O fator determinante para alta da Federal Funds Rate será a taxa de inflação. Com a retomada do crescimento econômico mundial em 2014, é de se esperar que os índices inflacionários voltem a subir no mundo inteiro a partir de 2015 e certamente o aumento da inflação mundial vai respingar no Brasil. Somando isso à tendência de valorização do dólar, temos um cenário complicado para o Banco Central nos próximos 2 ou 3 anos pelo menos. Muito provavelmente a taxa Selic voltará para a casa dos dois dígitos.

      Abcs, bons investimentos

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  7. FI,

    De fato deve ocorrer impacto significativo no mercado mundial, mas essa alta dos juros americanos deve ser bem mais parcimoniosa do que houve no passado, como no choque do petróleo, até mesmo para evitar outro colapso. Mas tenho certeza de que o bull market dos EUA está com os dias contados. Fica difícil imaginar o ibovespa decolando.

    Quanto ao QE, essa quarta-feira vai ser divulgada a Ata da reunião do FED. Vou ficando com a impressão que os estímulos só vão ser realmente cortados ano que vem, ocasião que coincidirá com a saída do Bernanke.

    Muito bom o seu post.

    Abs,


    Miguel

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    1. Obrigado Miguel!

      Certamente, o ritmo do aperto não vai ser tão forte como no passado. A inflação nos Estados Unidos permanece abaixo da meta de 2% ao ano. Acho que o timming da redução dos estímulos não importa tanto assim (final deste ano ou início do ano que vem). O mais importante é que eles irão acontecer e precisamos nos preparar para as mudanças significativas que irão ocorrer no mercado nos próximos dois anos.

      Abcs, bons investimentos

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  8. Parabéns pelo post!

    Você diz que "... os Bancos Centrais conseguiram evitar um desastre econômico inundando o sistema de liquidez..."

    Para os economistas adeptos da Teoria Austríaca, essa intervenção dos BCs evitou o movimento necessário de correção dos mercados, prorrogou e maximizou os ajustes, que provavelmente ocorrerão logo que os BCs retirem a liquidez artificial do mercado, só que de maneira muito mais intensa.

    Se possível, gostaria de saber a sua opinião sobre isso.

    Obrigado,

    Igor

    Obs.: Não sou economista, mas gosto bastante. Logo, procuro me informar e gosto bastante das teorias austríacas.

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    1. Obrigado Igor!

      Aprecio bastante a escola austríaca mas algumas teorias são completamente absurdas, na minha humilde opinião. Uma coisa é deixar meia dúzia de bancos pequenos/médios quebrarem numa crise financeira. Outra coisa é deixar meia dúzia de gigantes quebrarem. Praticamente não haveria mais crédito circulando na economia. Muitas empresas fechariam as portas, a taxa de desemprego subiria de tal forma à provocar um caos nas cidades (saques, violência, etc). Não é um caso de correção natural dos mercados, mas sim de uma catástrofe sem precedentes. Se o governo dos Estados Unidos e o FED ficassem de braços cruzados teríamos uma repetição do que foi a grande depressão dos anos 30.

      Quando os BCs começarem a retirar liquidez do mercado os bancos permanecerão solventes e continuarão financiamento o crescimento econômico, porém em menor intensidade. Para não passarmos por este aperto no futuro, seria necessário desmembrar estas grandes instituições financeiras (literalmente donas do mundo e do sistema). Mas tenho observado pouco avanço nesta questão, que pra mim é a mais importante.

      Abcs, bons negócios

      PS: Também não sou economista rs.. Então pode ser que eu esteja errado.

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  9. Belo texto. Conclusão é que estamos ferrados.

    Negócio é acumular e acumular ações para na hora do raly ficarmos milionários.

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    1. Pobretao,

      Obrigado! Ou então adaptar-se ao meio. Ou seja, focar nas operações de curto prazo.

      Abcs, bons investimentos

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    2. Apesar de não podermos prever o futuro, também concordo com o pobretão, acredito que se dará muito bem quem estiver posicionado para um eventual rally, vamos esperar que ele não esteja muito distante hehe.

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  10. Bom post

    Outra coisa que da medo é uma possível crise na China, principalmente quando ocorrer a desregulamentação financeira, exatamente como aconteceu na Russia, México, Tigres Asiaticos na decada de 90.

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    1. Obrigado amigo!

      Sim, a China é outro ingrediente que adiciona preocupação aos investidores. Há uma bolha no mercado de crédito, principalmente no que se refere ao financiamento de imóveis.

      Abcs, bons negócios

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  11. Não pude de deixar de dar um belo muito obrigaaodo, pela forma que escreve e expõe seus estudos.

    Webtrade.

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  12. FI, venho ganhando a vida como day trade (WINFUT), to a quase 2 anos operando com resultados consistentes, cheguei a largar minha faculdade de medicina pois o que to conseguindo lucrar já equivale ao salário de um medico no começo de carreira...com a vantagem que trabalho 2 horas por dia e faço o que eu realmente gosto =D

    minha dúvida é: serei muito prejudicado nas minhas operações ?? e quando vc diz que o mercado ficará stressado se refere a um mercado com baixo volume e lateralizado ? e faz ideia por quanto tempo ele pode ficar assim ?

    abraços e grato desde já

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    1. Olá Caio,

      Não, muito pelo contrário. Você pode acabar operando mais e, como a estratégia está funcionando, aumentar a sua lucratividade. Isso porque o mercado tende a ficar mais volátil e direcional. Talvez você precisará rever o ponto de stop, aumentando um pouco a gordura pra queimar, por conta do aumento da volatilidade. Mas isso é apenas uma possibilidade. O mais importante é manter a estratégia e seguir as orientações do mercado. Não há motivos para preocupações no seu caso, isso pode acabar prejudicando o seu processo de tomada de decisão. Você ainda poderá reduzir o volume das operações na fase inicial desta mudança de ambiente, observando se a estratégia continua bem adaptada e/ou fazendo pequenos ajustes. Parabéns pela consistência de lucratividade de suas operações!

      Abcs, bons trades

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  13. no seu ver o aumento das taxas de juros pelo FED
    será positivo ou negativo para economia mundial?

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    1. Aumento de juros nunca é bom para economia, mas o aperto monetário do FED ocorrerá num momento de retomada consistente do crescimento (fato que aumentará a pressão sobre os preços, ocasionando inflação). Isso significa que a economia crescerá de tal forma que será necessário subir os juros para controlar a inflação.

      Abcs, bons investimentos

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  14. Show de bola ! É justamente um movimento gigante deste tipo que vem preocupando há algum tempo, e olha que sou urso, hehehe. (enquanto tudo e todos insistem em que está tudo normal e blá blá blá ...)

    O problema é justamente o "timing" do negócio. A onda vem quando afrouxarem a política de comprar U$85 bilhões de títulos (deles ...) por mês, ou um pouco mais pra frente ? Os títulos de 10 anos já quiseram começar a se animar para subir agora em junho/julho ...

    Resta aguardar e se preparar para o que está por vir.

    Olhar o passado é a melhor forma de nos prepararmos para o que vem pela frente. ;)

    Parabéns ! :)

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    1. Obrigado Zé!

      Acredito que a tensão maior ocorrerá após a implementação da política de aperto monetário do FED. A redução dos estímulos pode provocar um estresse no mercado, mas creio que será suavizado pelo Banco Central (este por sinal praticamente conduziu sozinho o rumo dos mercados nos últimos anos). Desconfio que o FED vai "soltar" o movimento de correção quando a economia estiver mais bem preparada "à prova de choques" do sistema.

      Abcs, bons trades

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    2. Que Trabalho, sério, calcado em estudo de longo prazo e com os fundamentos necessários para um esclarecimento consistente e científico.
      PARABÉNS A TODOS VOCÊS

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