segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Parada técnica


A bolsa brasileira conseguiu cumprir uma façanha nesta segunda-feira. O mercado retornou ao patamar técnico responsável por originar a queda mensal mais forte do ano. A perda dos 52.400 pontos no início do mês de junho foi responsável por provocar o agravamento da tendência de baixa de curto e médio prazo. O índice Bovespa caiu praticamente em linha reta até os 44.100 pontos.

Cerca de dois meses após o término da pancadaria lá estava o mercado de volta aos 52.400 pontos. A recuperação da bolsa brasileira não aconteceu em linha reta, mas surpreendeu. Descolada de Wall Street, subindo mais do que os mercados emergentes, ignorando a deterioração do cenário doméstico e contrariando as expectativas da massa, o índice Bovespa conseguiu mostrar, mais uma vez, a soberania do mercado de capitais com uma alta de 19% nestes dois últimos meses.

O mercado deu um show à parte, mas chegou a hora de cobrar o preço do ingresso. O teste na importante linha dos 52.4k formou uma região de topo no gráfico diário. O pregão desta segunda-feira foi dominado pela força vendedora, cenário que poderá se prevalecer para os próximos dias, mantendo o movimento de correção de curtíssimo prazo. A próxima linha de suporte está posicionada na região dos 50k.


Deve-se destacar que a formação de topo na linha dos 52.4k não invalida a tendência de alta de curto prazo, apenas demonstra o nascimento de um novo movimento de correção de curtíssimo prazo. A diferença é que, desta vez, pela força da linha de resistência, a correção pode ser um pouco mais forte.

O recuo de 0,6% no Índice de Confiança da Indústria (atingindo o menor nível desde julho de 2009), medido Fundação Getulio Vargas, juntamente com as declarações infundadas do ministro da Fazenda, nesta segunda-feira, colaboraram para o movimento de queda na bolsa de valores. Guido Mantega voltou a culpar a comunicação do FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos) pelo fracasso da política econômica brasileira.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones voltou a ceder, impulsionado pela queda das encomendas de bens duráveis, fato que demonstra certa fragilidade econômica e compactua com a visão pessimista por parte de alguns diretores do FED quanto à força da recuperação econômica no curto prazo.

O índice Dow Jones recuou 0,43% e poderá retornar à linha de suporte (fraca) dos 14.9k.


6 comentários:

  1. FI,

    Amanhã tem reunião do Copom, será que já pode vir alguma sinalização de abrandamento no comunicado ou só viria mesmo na Ata da semana que vem?

    Daqui a 2 semanas tem reunião do FED, capaz de irem empurrando o QE para mais pra frente mesmo.
    Esse nervosismo tem que acabar, rs.

    Abs,
    Miguel

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    1. Miguel,

      Levando em consideração que projeção para o fechamento da taxa Selic em 9,50% seja o número correto, o Copom já deverá apresentar alguma dica (alterando algumas palavras cruciais, por exemplo) no texto do comunicado, que normalmente é curto. Mas se a projeção do mercado for a correta (fechamento da taxa Selic em 10% este ano), o comunicado pode ser o mesmo ou muito semelhante ao da reunião anterior. Com relação ao FED, sim. Na verdade não estão empurrando rsrs.. Desde quando o FED indicou esta possibilidade as projeções apontavam para o final do ano. O mercado é que é muito ansioso e a mídia acaba contribuindo para isso.

      Abcs, bons investimentos

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  2. FI a ONU ja disse que e questao de tempo para uma intervençao militar na siria os EUA ja estao se preparando para a guerra o que vc acha que poderia acontecer na economia. uma disparada do petroleo? uma aceleraçao da inflaçao mundial? abraços

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    1. Opa, tudo bom?

      Não acho que acontecerá uma guerra propriamente dita, apenas uma ação militar curta e rápida. Pode causar impacto sobre o preço do barril do Brent, porém nada muito significativo. A Síria não é uma grande produtora e sofre com as sanções do ocidente e da Liga Árabe. A economia do País está completamente fragmentada. Além de ser prejudicada pela queda abrupta nas exportações de petróleo, sofre com a guerra civil dos últimos anos. Portanto do lado econômico, a Síria é praticamente irrelevante para o planeta. O problema é o lado político. Uma intervenção militar na Síria pode desencadear uma crise no oriente médio envolvendo o Irã.

      Abcs, bons negócios

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    2. Olha só, manda bem tb na analise politica! Gostei, em resumo é isso.

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    3. rsrs... que nada, é apenas a minha humilde opinião. Obrigado!

      Abcs,

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