quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Recuperação da indústria chinesa anima o mercado


Indicadores importantes que fazem a medição da atividade industrial nas principais economias mundiais foram divulgados nesta quinta-feira. Na zona do euro, a prévia do Índice Gerente de compras do setor manufatureiro atingiu os 51,7 pontos, registrando a maior alta desde junho de 2011. A expansão da atividade industrial na zona do euro superou as expectativas do mercado. Esperava-se um número bem menor, em torno de 50,9 pontos.

Nos Estados Unidos, a prévia do Índice Gerente de Compras saiu de 53,7 para 53,9 pontos, mostrando a contínua expansão da atividade industrial norte-americana. O indicador, embora tenha ficado abaixo das expectativas do mercado (54,1 pontos), atingiu o nível mais alto dos últimos cinco meses.

Mas a grande surpresa ficou por conta da atividade industrial chinesa. A prévia do Índice Gerente de Compras saltou dos 47,7 para 50,1 pontos, registrando o maior nível dos últimos quatro meses. A forte recuperação da indústria chinesa é um reflexo das medidas adotadas recentemente pelo governo na tentativa de suavizar o processo de desaquecimento da economia.


O governo eliminou a cobrança de impostos para as micro e pequenas empresas, visando estimular o empreendedorismo e reaquecer o mercado de trabalho. Houve melhora das condições aos exportadores, com a simplificação de procedimentos de liberação alfandegária e cortes de taxas administrativas. O governo ainda criou canais de financiamento para acelerar o investimento em infraestrutura urbana e ferrovias.

A melhora da atividade industrial na China provocou um movimento de alta generalizada nas principais bolsas de valores mundiais. O indicador aliviou parte das tensões do mercado relacionadas ao desaquecimento mais acelerado da economia chinesa. Na Alemanha, o índice DAX subiu 1,36%. A bolsa de Londres, na Inglaterra, fechou em alta de 0,88%. Na Itália, a bolsa de Milão avançou 2,56%. A bolsa de Paris, na França, subiu 1,10%. Na Espanha, a bolsa de Madri fechou em alta de 1,98%.

Nos Estados Unidos o índice S&P500 fechou o pregão em alta de 0,86%. Nasdaq subiu 1,08%. O índice Dow Jones avançou 0,44%, mostrando uma formação de fundo na região aleatória dos 14.9k. A confirmação do hamari deverá reverter a tendência de baixa de curtíssimo prazo, jogando o índice para testar a LTB do topo histórico.
  

No Brasil o índice Bovespa confirmou a sinalização de indecisão destacada na análise de ontem. A manutenção do suporte na região dos 50k permitiu que o mercado voltasse a subir novamente. Desta forma, o índice ficou bem armado para testar (com boas possibilidades de rompimento) a linha de resistência dos 52.1k nas próximas semanas, mantendo a tendência de alta de curto prazo.


No mercado de câmbio o dólar recuou 0,78%, para R$ 2,43. Apesar do recuo da moeda, os operadores continuam testando o Banco Central. Existe uma expectativa de maiores intervenções da autoridade monetária no mercado ou surgimento de novas medidas cambiais.

No mercado de renda fixa o Tesouro Nacional voltou a fazer leilões extraordinários nesta quinta-feira, visando conter o forte movimento de valorização dos Yields. A agitação está mais forte nos títulos de curto prazo, já que aumentaram as expectativas do mercado com relação ao fechamento da taxa Selic em 2013.

A taxa da LTN 2016 continua próxima de sua máxima história, representando uma boa oportunidade de compra. Mesmo com a possibilidade da taxa Selic fechar o ano aos 10% (expectativa do mercado), o título ainda apresentará um prêmio de 1,6 pontos percentuais acima da taxa básica de juros.

Gráfico da LTN 2016

Os demais títulos continuam desinteressantes para compra, mesmo com spreads elevados de curto prazo. As taxas ficarão defasadas a partir de 2015/2016, quando os principais banqueiros centrais mundiais (incluindo o Banco Central do Brasil) voltarão a subir os juros para conter o aumento das pressões inflacionárias, consequência de uma recuperação mais consistente economia global.

10 comentários:

  1. FI,

    Já dá para vislumbrar algum período em que a agitação no tesouro (com os yields subindo) vai acalmar e ocorrer uma provável correção dos excessos (yields para baixo)?

    Abs,

    Miguel

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    1. Miguel,

      Vamos ter uma noção melhor deste período após a reunião do Copom na semana que vem (dias 27 e 28). O Banco Central deverá sinalizar no comunicado, e explicar com mais detalhes na ata, se a taxa Selic fecha este ano nos 9,50% ou 10%, já que estamos na parte final do ciclo de aperto monetário. O segundo driver para acalmar o mercado de renda fixa é o próprio FED. Creio que o Fomc deverá indicar com mais detalhes na reunião do mês de setembro quanto ($$$) e quando (final deste ano ou início de 2014) o Banco Central iniciará os trabalhos para redução parcial dos estímulos monetários. Acho que após estas definições dos Bancos Centrais o mercado de renda fixa poderá acalmar um pouco. O Yield da Treasury de 10 anos renovou a máxima deste ano. Já está ficando muito puxado, tem pouco espaço para manter novas disparadas no curto prazo.

      Abcs, bons negócios

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    2. Agradeço FI, agora é esperar o Copom.

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    1. rs.. pernada de alta está muito boa. Forte e bem desenhada. As condições técnicas são realmente muito boas para manutenção da tendência para as próximas semanas/meses. Bolsa já subiu 18% e ainda está sobrevendida no semanal e mensal.

      Abcs, bons trades

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  3. 23/08-Leilão do Banco Central tem taxa de corte de R$ 2,4651
    O Banco Central informou que a taxa de corte no leilão de linha realizado nesta sexta-feira, 23, foi de R$ 2,4651. Na operação, a primeira dentro da estratégia, anunciada na quinta-feira, 22, de ofertar diariamente até o fim do ano um total de até US$ 60 bilhões ao mercado, o BC ofertou até US$ 1 bilhão. A recompra pelo BC será feita em 2 de janeiro de 2014. A taxa de câmbio utilizada na venda de dólares por parte do BC foi a Ptax do boletim das 11 horas, que ficou em R$ 2,3992. A operação de venda será liquidada no dia 27 de agosto de 2013. Segundo o BC, até 31 de dezembro, haverá sempre às sextas-feiras leilão de linha de US$ 1 bilhão. De segunda a quinta-feira, diariamente, o BC fará leilão de swap cambial, ofertando US$ 500 milhões por dia.

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  4. Olá,

    onde eu encontro gráficos dos históricos das taxas do tesouro direto?
    []s

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    1. Olá amigo,

      Neste site: http://dotstock.com.br/

      Abcs, bons negócios

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