sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Análise dos principais índices mundiais


Uma pesquisa realizada pelo The Wall Street Journal aponta que 66% dos economistas consultados pelo jornal acreditam que o FED (Federal Reserve - Banco Central dos Estados Unidos) vai começar a reduzir, na próxima semana, o volume do seu programa de estímulos monetários.

O número é significativo e, de certa forma, surpreendente, pois em nenhum momento a autoridade monetária indicou esta possibilidade, por meio de seus principais mecanismos de comunicação com mercado, já para o mês de setembro.

Os últimos documentos do FED revelaram, repetidas vezes, que a redução do volume de compras do programa de estímulo monetário está condicionada à melhora da economia norte-americana. Caso as projeções econômicas do FED sejam confirmadas (taxa de desemprego, taxa de inflação e taxa de crescimento), a redução poderá ocorrer no final deste ano. Esta é a linguagem adotada pela autoridade monetária nos últimos meses. Linguagem que parece não estar chegando à mesa dos economistas e analistas de mercado, mas que está bastante clara nos documentos e comunicados da instituição.

Ao observarmos os desempenhos dos principais índices de Wall Street podemos verificar que o mercado não tem comprando a hipótese apontada pela maioria dos economistas. Tanto o S&P500, quanto o índice Dow Jones, voltaram a se aproximar de suas respectivas máximas históricas, apresentando um bom desempenho nas últimas duas semanas. Justamente as semanas que antecedem a reunião do FED.

O índice Dow Jones fechou esta semana com um marubozu, recuperando a linha central de bollinger. Este é o candle de alta mais forte do ano, indicando que o mercado poderá retornar para as máximas históricas registradas no início do mês passado, mantendo a tendência de alta de curto, médio e longo prazo.


Na Alemanha o índice DAX também fechou a semana em forte alta, se aproximando da máxima histórica na região dos 8.6k com boas possibilidades de rompimento nas próximas semanas.


Na Inglaterra o índice FTSE fechou em alta pela segunda semana consecutiva, confirmando a retomada da linha central de bollinger. Mercado bem armado para testar a máxima histórica nas próximas semanas.


Na França o índice CAC também subiu forte na semana, conseguindo se aproximar da importante linha de resistência na região dos 4.150 pontos com boas possibilidades de rompimento. A superação desta barreira abrirá espaço para o índice manter a tendência de alta de curto e médio prazo, rumo aos 4.560 pontos (resistência fraca) inicialmente.
  

O principal índice do mercado mexicano fechou a semana em forte alta, confirmando a formação de fundo ascendente sobre a linha de suporte em 256 pontos. Mercado em tendência de alta de médio e longo prazo, com espaço para testar a região dos 288 pontos nas próximas semanas.


A bolsa de Bombay na Índia segue mantendo um forte movimento de recuperação observado nas últimas três semanas. Índice conseguiu se aproximar novamente da principal resistência de curto e médio prazo na região dos 20.2k. A força da arrancada recente do mercado indica boas possibilidades de rompimento. A superação desta linha de resistência provocará o acionamento de um forte pivot de alta, fato que jogará o mercado para romper a máxima histórica posicionada na região dos 21.1k.


O principal índice da bolsa de Xangai na China fechou a semana em forte alta, acelerando o ritmo da tendência de alta de curto prazo. Deverá testar a linha de resistência na região dos 2.3k nas próximas semanas.


No Brasil o índice Bovespa fechou a semana de lado, pressionando pelo movimento local de realização de lucros e alguns eventos internos envolvendo empresas de peso temporariamente relevante na carteira teórica. O doji de indecisão é uma sinalização saudável de topo de curtíssimo prazo formada na região dos 54.8k.


A principal linha de suporte continua posicionada na região dos 52.4k. O movimento corretivo ganhará força apenas com a perda deste importante patamar de sustentação. Mercado em tendência de alta de curto e médio prazo, sem sinalização de reversão.

Desejo a todos vocês um ótimo final de semana!

14 comentários:

  1. Acredito que não vão cortar dessa vez. Mas daí ficam faltando só 2 reuniões do FED para o final do ano. Tá ficando pressionado isso, será que não pula para 2014 o corte?

    Miguel

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  2. Eu acho que a mídia está fazendo sensacionalismo a toa. Não acho que o corte será feito desta vez.

    Os austríacos, então, sequer acreditam que haverá corte rs

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  3. Também acho que não tem corte. Os economistas consultados querem é ver novidades e aí ficam nesse palhaçada.

    Se for feito vai ser bem de leve. Essa coisa fica pra 2014.

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  4. Exato. Estão criando esta expectativa de corte desde o mês de maio, quando o FED informou pela primeira vez na ata o seu cronograma para redução gradual dos estímulos monetários. Desde então o mercado tem sido bombardeado com inúmeras análises infundadas e matérias sensacionistas que não resultaram em nada, apenas frustrações àqueles que acreditaram no conteúdo que foi publicado pela mídia.


    Curioso é que desde o mês de maio o FED está dizendo a mesma coia, mas a mídia/economistas insistem em não entender algo tão simples. "A redução do volume de compras do programa de estímulo monetário está condicionada à melhora da economia norte-americana. Caso as projeções econômicas do FED sejam confirmadas (taxa de desemprego, taxa de inflação e taxa de crescimento), a redução poderá ocorrer no final deste ano."

    Até o momento, os dados divulgados da taxa de desemprego, taxa de inflação e taxa de crescimento estão dentro da expectativa do FED. Portanto, o cronograma segue válido e não teremos corte no mês de setembro. Na verdade pouco importa se a redução dos estímulos monetários vai acontecer em dezembro de 2013 ou janeiro de 2014. O importante é que a economia norte-americana está ganhando tração para (no futuro) conseguir andar sozinha novamente. O FED vai levantar um pouco "a rodinha de apoio da bicicleta". E quando isso acontecer nada vai mudar (para efeito prático). Se houver algum impacto no mercado, será puramente psicológico. Os próprios bancos substituirão pelo menos parte da retirada de liquidez do FED. Quando a economia volta a ganhar força, os bancos emprestam mais.

    Abcs a todos e bom domingo!

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  5. O mercado toma o caminho que causa, invariavelmente, o maior estrago...

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    1. Acho mais sensato afirmar que o mercado costuma exagerar, tanto para um lado, quanto para o outro. E são justamente estes exageros responsáveis por abrir excelentes oportunidades de negócios.

      Abcs, boa semana!

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  6. FI, nesse cenário o que é mais interessante para pequenos aportes mensais- NTNB Principal 2019, LTN 2016 ou LFT 2017, considerando levar os títulos até o vencimento ?
    A NTNBprincipal não seria mais rentável, considerando os juros compostos ?
    Desculpe se a pergunta é muito básica, pois não sou especialista, apenas uma micro-investidora que aprende bastante com teu blog...
    Muito obrigada ! Flávia.

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    1. Não acho interessante utilizar estratégia de aportes mensais em títulos do tesouro. Em alguns momentos você vai comprar títulos caros demais, em outros momentos vai comprar títulos baratos demais. No final das contas você não conseguirá bater o mercado (superar o rendimento da taxa Selic/CDI). Ou seja, o seu rendimento ficará dentro da média de mercado. Para aportes mensais, é mais vantajoso destinar os recursos aos produtos "intermediários", isentos de IR, de giro curto e liquidez imediata, tais como poupança e LCI. Quando o mercado apresentar uma boa oportunidade de negócio, você faz a migração para os títulos do tesouro direto. No momento há oportunidade para compra de LFT 2017 e LTN 2016. Expliquei os motivos e tracei o cenário na última análise de panorama, dê uma olhada depois: http://www.financasinteligentes.com/p/panorama-de-mercado.html

      Não existe pergunta básica. Todas são importantes. Qualquer dúvida volte a me perguntar. Estou à disposição.

      Abcs, boa semana!

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    2. Muito obrigada pela resposta, FI ! Abs... Flávia.

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  7. FI. Você várias vezes fez referência a utilizar a poupança e LCI visando aguardar melhores oportunidades. Ocorre que um fundo DI, com baixa taxa de administração, confere até um rendimento maior que os mencionados investimentos, mesmo pagando IR de 22,5%. Por qual razão você tem esta preferência?

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  8. No geral os fundos DI ficam em linha com o CDI. Não há uma diferença de rentabilidade relevante para uma LCI, por exemplo. Pelo contrário, na maioria dos casos é mais vantajoso comprar LCI (90% do CDI ou mais) do que investir em fundos DI.

    Abcs, boa semana!

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