segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Indústria chinesa volta surpreender


A retomada da atividade industrial na China está surpreendendo o mercado. Mais uma vez, a prévia do Índice Gerente de Compras superou a média de projeções dos principais analistas.

O indicador saiu de 50,1 pontos em agosto para 51,2 pontos em setembro, mostrando aumento na força de expansão do setor manufatureiro chinês. O resultado ficou acima do esperado pelo mercado (de 50,9 pontos) e atingiu o nível mais alto dos últimos seis meses.

A boa notícia impulsionou as ações das principais empresas que fazem parte da composição da carteira teórica do índice Bovespa, beneficiadas pelo crescimento da economia chinesa.

O índice Bovespa fechou o pregão em alta de 0,91%, formando um piso na região aleatória dos 54k. O mercado aliviou a pressão vendedora após dois dias consecutivos de queda. A manutenção do piso em 54k inviabilizará abertura de novas operações de curtíssimo prazo na ponta vendedora.


O mercado também reagiu à reeleição da chanceler alemã, Angela Merkel, que prometeu lutar para formar um governo de coalizão. O parceiro de coligação do partido de Merkel saiu enfraquecido das eleições, obrigando a chanceler alemã arquitetar uma nova coligação com o Partido Social-Democrata e/ou Partido Verde para ter apoio no Parlamento.

Ainda na Europa, a prévia do Índice Gerente de Compras saiu de 51,5 pontos em agosto para 52,1 pontos em setembro, marcando o nível mais alto dos últimos 27 meses. O indicador revela que a atividade manufatureira na zona do euro segue mantendo um bom ritmo de recuperação.

Nos Estados Unidos a prévia do Índice Gerente de Compras caiu de 53,1 pontos em agosto para 52,8 pontos em setembro, mostrando o segundo mês consecutivo de perda no ritmo de expansão da atividade industrial.

O índice Dow Jones fechou o pregão em baixa de 0,32%. Apesar do baixo volume financeiro, a segunda-feira foi bastante movimentada no mercado por conta dos discursos dos diretores regionais do FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos).


O presidente do FED de Nova York, William Dudley, afirmou que o ritmo de melhora da economia americana é insuficiente para que a autoridade monetária possa iniciar os trabalhos de redução do programa de estímulo monetário. O presidente do FED de Atlanta, Dennis Lockhart, afirmou que a política monetária dos Estados Unidos deve se concentrar na geração de uma economia mais dinâmica e evitou citar uma data para o Banco Central iniciar o processo de redução no volume do programa de estímulo monetário.

Já o presidente do FED de Dallas, Richard Fischer, considerou que a autoridade monetária prejudicou sua credibilidade ao decidir manter inalterado o volume de compra de ativos e ainda criticou a postura da Casa Branca no processo de substituição do chairman do Banco Centraldo País.

Richard Fischer não tem poder de voto no Comitê do FED. É conhecido por ser um economista de visão contrária à Janet Yellen. Com a saída de Larry Summers, Yellen se tornou a principal candidata para sucessão de Ben Bernanke.

8 comentários:

  1. FI,

    Faltam menos de duas semanas para a penúltima reunião do Copom que irá decidir sobre novas mudanças na Selic. A última reunião ocorreria somente em 27 de novembro.

    Será que agora já é de se esperar finalmente alguma reação mais forte na correção dos exageros dos yields nos títulos brasileiros (NTNB entre outros)?

    Abs,

    Miguel

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    1. Miguel,

      Mais forte do que aconteceu na semana passada eu não sei dizer. Foi uma queda relevante de curtíssimo prazo. Mas ainda há espaço para novas correções nos Yields nas próximas semanas/meses.

      Abcs, bons negócios

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  2. este ai deve estar tomando fumo nas notas do tesouro , isto é para especular

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  3. FI, qual sua expectativa para a taxa SELIC na próxima semana? Manutenção ou elevação? Elevação em 0,25 ou 0,5%)

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    1. Minha expectativa é de nova elevação de 0,50 pontos percentuais.

      Abcs, bons negócios

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    2. PS: a próxima reunião do Copom ocorrerá nos dias 8 e 9 de outubro

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  4. FI, vc acha mesmo que dá pra confiar em qualquer índice chinês? Eu não consigo confiar neles de jeito nenhum. O setor imobiliário deles é uma pirâmide prestes a ruir, por exemplo...

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    1. Índices do governo chinês não são confiáveis. Por este motivo utilizo a medição do PMI do Instituto Markit nas minhas análises, que é uma instituição privada, desvinculada de qualquer governo.

      Abcs, bons investimentos

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