segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Bolsas sobem pelo quarto pregão consecutivo


As negociações nas principais praças financeiras mundiais começaram a semana mantendo o mesmo tom de otimismo observado nos últimos pregões. Apesar da permanência do impasse nos Estados Unidos, as bolsas de valores conseguiram fechar em alta pelo quarto dia consecutivo.

Hoje, os líderes do Senado disseram que estão se aproximando de um acordo para reabrir o governo e elevar o limite da dívida norte-americana, mas ainda não há uma proposta definida, que precisa ser aprovada tanto no Senado, quanto na Câmara, de maioria republicana.

A reunião do presidente Obama com as lideranças da Câmara foi adiada para dar mais tempo ao Senado, que parece estar evoluindo numa nova proposta. É só isso que o mercado sabe até o momento, mas mesmo assim as bolsas de valores continuam subindo. Parece que a história de calote nos Estados Unidos (na prática não faz o menor sentido) ainda não convenceu boa parte dos investidores/operadores de mercado.

Não houve divulgação de indicadores macroeconômicos nesta segunda-feira, o mercado apenas digeriu os números da balança comercial chinesa, disponibilizados pelo governo neste último final de semana. O superávit comercial da China caiu para 15,2 bilhões de dólares em setembro deste ano, ante 28,52 bilhões registrados no mês de agosto. As exportações caíram 0,3%, enquanto as importações aumentaram 7,4%.

Impulsionado pelas principais exportadoras de commodities, o índice Bovespa fechou o pregão desta segunda-feira em alta de 1,92%, colado na máxima. A superação da linha central de bollinger impulsionou o índice para testar a média móvel simples de 200 períodos, já com uma tentativa de rompimento a ser confirmada no próximo pregão. A superação desta barreira eliminará as zonas de resistências até a região dos 55.9k.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou mais um pregão em alta, mantendo o forte ritmo de recuperação após testar a média móvel simples diária de 200 períodos, juntamente com a importante região de suporte dos 14.7k.



12 comentários:

  1. FI,

    A aposta do mercado parece ser ainda a de alta de 0,25% na próxima reunião do Copom, finalizando em 9,75%. Será que se a inflação der uma caída até novembro, junto com o câmbio sendo acomodado a um patamar menor, essa previsão pode se confirmar?

    Estaria fora da coerência com a última ata, mas em coerência com a política do Bacen da Dilma... Ou talvez devessemos só esperar a Ata que vai vir esta semana para ter uma ideia melhor.

    Abs,

    Miguel

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    1. Miguel,

      Esta projeção de 9,75% é do boletim Focus, que possui uma dinâmica diferente, pois os dados são revistos semanalmente pelos economistas conforme vão sendo divulgados novos indicadores econômicos. Provavelmente esta projeção do Focus aumentará após a divulgação da ata. Já o mercado (juros futuros BM&F) está mais adiantado, aposta em 10%.

      A oscilação de curto prazo da inflação não interfere no processo de tomada de decisão da política monetária, a não ser que haja ocorrência de um evento adverso/atípico no mercado. Os diretores do Banco Central tomam as decisões em cima da perspectiva de inflação para os próximos 12 meses ou mais. Quando os estudos da autoridade monetária começarem apontar para queda da inflação futura (bem próximo da meta de 4,5%), os diretores do Comitê terão o respaldo necessário para interromper o ciclo de aperto monetário e/ou implementar um novo ciclo de afrouxamento monetário, caso seja necessário reajustar a dose.

      Um aumento de 0,25 p.p. seria incoerente com o cenário traçado no Relatório de Inflação, últimas atas do Copom e também com o próprio discurso dos diretores do Banco Central. Mas vamos ver se vai ter surpresa na ata. Acho que não.

      Abcs, bons negócios

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  2. o premio nobel de economia 2013 comentou que suspeita uma bolha no mercado imobiliario brasileiro o que vc acha disso FI? abraços

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    1. Opa, tudo bom?

      O Robert Shiller questionou o movimento de alta acentuada nos preços dos imóveis nas cidades do RJ e SP. Levando em consideração apenas a variável do preço, ele tem razão em suspeitar de uma bolha imobiliária no Brasil. Mas creio que o Shiller não incluiu em sua análise outras questões importantes como déficit habitacional elevado, alta fiscalização e regulação do sistema financeiro e baixo nível de endividamento de longo prazo das famílias (a famosa “dívida boa”, pois as taxas são bem mais baixas e você – banco – não terá dificuldades na recuperação do imóvel em caso de inadimplência. É uma linha de crédito bem diferente daquela concessão de empréstimo que os bancos fazem para compra de veículos, móveis/eletrodomésticos, emergências/imprevistos, etc.)

      Ele mesmo disse que não poderia confirmar a existência de uma bolha porque não conhece a fundo as características do nosso mercado, que por sinal é bem diferente das condições que levaram os Estados Unidos ao subprime. Então acho que as declarações de Robert Shiller tem pouco valor. Não é necessariamente um estudo, mas sim uma opinião baseada numa análise muito limitada (basicamente preço).

      Mas por outro lado pode-se observar que em algumas regiões os preços subiram demais. Acredito que este excesso (preço) será corrigido pelo próprio mercado nos próximos meses, de maneira gradual, quando o ciclo de aperto monetário começar a fazer efeito na economia. Esta correção nos preços será bem diferente de um estouro de uma bolha. Os imóveis não voltarão a custar aquele preço de banana de 2008, os preços deverão encontrar um ponto de equilíbrio sustentável. É como um Fórmula 1, a 330 km/h, atrasando demais a freada no final de uma reta (de asa aberta e com o kers ligado rsrs..). O carro vai perder o traçado da curva, vai pra área de escape, mas conseguirá retornar à pista, voltando ao traçado original. Haveria apenas uma colisão com o muro caso o piloto perdesse o controle do seu Fórmula 1, o que não é o caso deste exemplo hipotético e também não é o caso do cenário atual no mercado imobiliário brasileiro.

      Abcs, bons investimentos

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    2. FI, em todos os países há "deficit elevado".

      Mas os fatos gráficos são:

      - EUA está na fase do "return to normal". Movimento futuro do FED está para dar passo para a próxima fase, a "fear", e acelerando com isso os ativos imobiliários de outros países;
      - Espanha: está na denial para a bull trap;
      - Inglaterra: início da denial;
      - Japão: despair;
      - Brasil: está na new paradigm para denial.

      Sobre a alta fiscalização, tenho informação "insider info" de que isso é pura piada. Há formas bem ridículas de burlar essa fiscalização rigorosa. Mas, enfim, tudo bem se alguém não quiser acreditar.

      Vc talvez esteja se perguntando como eu citei com aparente precisão/calma as fases de "preços bolhísticos" de cada país. Pois, bem, pesquisei os preços históricos de cada país - de forma gráfica - e digo que é impressionante como há um comportamento padrão em todas elas, algumas já terminaram o ciclo de quedas, outras faz pouco tempo que começaram a estourar.

      Estouro de bolha não é uma fortíssima correção negativa em curtíssimo período de tempo, mas uma progressiva e dolorosa correção negativa no decorrer de muitos anos.

      Quero dizer que a nabada do setor será lenta, mas de quedas progressivas num grande intervalo temporal.

      Abraço!

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    3. * acelerando com isso os ativos imobiliários de outros países; = acelerando negativamente.

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    4. O que vejo são pessoas que não tem dinheiro torcendo para que uma queda acentuada de preços para que assim elas tenham condições de comprar. Concordo que há uma distorção entre demanda e oferta, cabendo ao próprio mercado fazer o ajuste nos preços, utilizando um dos diversos cenários possíveis para isso. Não acredito em bolha imobiliária aqui como ocorreu nos EUA.

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    5. Não entendi o significado do "déficit elevado" (entre aspas) em todos os países. Mesmo com os programas de incentivo do governo pode-se observar que o déficit brasileiro ainda é muito alto. Certamente você vai encontrar semelhanças nos padrões de oscilações de preços do mercado imobiliário em diferentes países, tal como encontramos semelhanças nas oscilações de preços no mercado de ações. Creio que é basicamente isso que o Shiller fez. Uma análise de preço. Mas é necessário entender as características e condições de cada mercado, bem como os fatores que originaram a movimentação dos preços. Todos nós sabemos que o mercado brasileiro é muito peculiar. O último Relatório de Inflação do BC mostra que o crédito imobiliário (pessoas físicas e jurídicas) atingiu R$ 365 bilhões em agosto deste ano (ou 7,8% do PIB). Apesar do crescimento das operações de crédito no setor, pode-se observar que ainda é um volume extremamente baixo. O próprio Banco Central destacou no relatório condições sustentáveis para aumento da demanda por crédito imobiliário. Com relação à fiscalização, posso afirmar que o nosso sistema é um dos mais bem regulados e fiscalizados do mundo.

      Abcs a todos e bons negócios!

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  3. FI

    Por quê o ntn-b 35 está pagando hoje uma taxa maior que o ntn-b 50?

    obg

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    1. Boa pergunta. Eu não sei rsrs...

      Coisas do Sr. Mercado. Mas este título (NTNB 2050) costuma oscilar mais ou menos em linha com a NTNB 2035. São títulos de características semelhantes: prazos longos demais, impossíveis de serem avaliados.

      Abcs, bons negócios

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  4. Queria saber pq o Miguel gosta tanto de perguntar sobre a Selic, torcendo q a msm fique baixa.

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    1. Porque ele tem dinheiro, e voce naum.

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