segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Impasse continua


As principais bolsas de valores mundiais iniciaram a semana em leve baixa, repercutindo o cenário de impasse entre Republicanos e Democratas nos Estados Unidos, além da agenda macroeconômica vazia.

O Presidente da Câmara, John Boehner, do partido Republicano, afirmou neste último domingo que não concorda "de jeito nenhum" com qualquer medida para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos sem impor condições para redução do déficit.

Alguns investidores e operadores estão optando por ficar de fora do mercado, ou reduzir o volume de suas respectivas operações, fato que tem prejudicado o volume financeiro das principais bolsas mundiais.

No mercado europeu a bolsa de Londres (Inglaterra) fechou a segunda-feira em baixa de 0,26%. Na França, a bolsa de Paris fechou estável com uma pequena valorização de 0,03%. Na Alemanha, o índice DAX perdeu 0,36%.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones recuou 0,90%, S&P500 cedeu 0,85%, enquanto o índice Nasdaq caiu 0,98%, sem apresentar novidades. Mercado mantendo a tendência de baixa de curtíssimo prazo, se aproximando das principais linhas de suportes de curto prazo, ainda sem mostrar sinal de fundo/reversão.


No Brasil o índice Bovespa cedeu 0,82%, aproximando-se de sua principal linha de suporte de curto prazo sem emitir sinal de fundo/reversão. A perda da região de apoio em 52.4k (mais precisamente com o rompimento da mínima registrada na semana passada em 52.1k) provocará aumento da pressão vendedora, fortalecendo a tendência de baixa de curtíssimo prazo.


4 comentários:

  1. podemos imaginar que a bolsa já está precificada para aumento de 0,5% da taxa SELIC?

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  2. Vamos trocar esta palavra "bolsa" pela palavra mercado, pois se focarmos apenas nas oscilações de preço na bolsa deixaremos de fora o mercado de juros futuros, que é o mais importante neste caso.

    Sim, o mercado já precificou dois aumentos de 0,5 p.p. na taxa Selic. Ou seja, espera-se que a taxa básica de juros encerre este ano aos 10%. Qualquer número abaixo ou acima deste patamar será um fato novo e, portanto, poderá impactar o movimento dos ativos no mercado (tanto na bolsa, quanto na renda fixa, ou até mesmo no câmbio).

    Abcs, bons negócios

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  3. FI,

    Gostaria de fazer uma pergunta em relação a taxa SELIC (LFT2017) e o EMBI+ Brazil (http://www.cbonds.info/cis/eng/index/index_detail/group_id/1/). Se tivermos uma supervalorização do dólar ou um aumento significativo na taxa de juros, vide ocorreu entre 2008 e 2009 e até mesmo em 2002.
    Como ficaria o resgate de LFT no momento dessas euforias, desvalorizado? Seria um bom momento para entrada, usando exemplos da LTN 010116 @ 11,76%? Muito obrigado.

    Abraços,
    Fernando

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    1. O governo tem que garantir o resgate das LFTs, independente do volume. A LFT não oscila, o título é reajustado diariamente pela taxa Selic. Nestes momentos de euforia é melhor comprar as taxas precificadas exageradamente lá em cima que irão se refletir nas NTNBs e LTNs. Ou seja, você segura uma taxa alta e garante uma rentabilidade acima da média (LFT) quando o mercado voltar a se estabilizar.

      Abcs, bons negócios

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