sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Aumenta ritmo de expansão da atividade industrial


A leitura final dos indicadores de atividade industrial das principais economias mundiais não decepcionou o mercado. No geral, as economias emergentes seguem aumentando o ritmo de expansão da atividade, colaborando para retomada gradual do crescimento global.

Na China, o Índice Gerente de Compras subiu para 50,9 pontos em outubro, ante 50,2 pontos registrados em setembro. O indicador de atividade industrial chinês atingiu o maior nível dos últimos sete meses, mostrando aumento no ritmo de expansão do setor manufatureiro.

A expansão da produção reflete a demanda mais forte tanto no cenário doméstico quanto do mercado internacional, à medida que novas encomendas de exportação aumentaram no mês de outubro. O economista-chefe do HSBC na China afirmou que o país está no caminho certo para a retomada do crescimento gradual.

A notícia é positiva para o governo chinês, que está reestruturando o atual modelo econômico e prepara mais uma série de reformas para a terceira reunião de plenário do Partido Comunista, a ser realizada nos dias 9 a 12 de novembro.

Na Rússia, o indicador de atividade industrial disparou para 51,8 pontos em outubro, ante 49,4 pontos em setembro. Na Indonésia, o Índice Gerente de Compras saiu de 50,2 pontos em setembro para 50,9 pontos no mês de outubro. A atividade industrial da Índia permaneceu estagnada em 49,6 pontos, muito próxima da pontuação que indica expansão (acima de 50 pontos).

No México, o Índice Gerente de Compras subiu levemente para 50,2 pontos em outubro, ante 50 pontos registrados em setembro. Em Taiwan, a atividade industrial avançou de 52 pontos no mês de setembro para 53 pontos no mês de outubro. Na Coréia do Sul, o Índice Gerente de Compras subiu para 50,2 pontos em outubro, ante 49,7 pontos registrados no mês de setembro.

No Brasil, o Índice Gerente de Compras saiu de 49,9 pontos em setembro para 50,2 pontos em outubro, registrando expansão da atividade industrial pela primeira vez nos últimos quatro meses. A leitura do indicador sugere que a retomada do setor não ocorreu de forma consistente e generalizada, alguns setores seguem pressionados pelo alto custo dos insumos, que por sua vez subiram no ritmo mais elevado desde outubro de 2008.

As indústrias aumentaram seus níveis de produção, na expectativa de melhores condições econômicas e projeções de uma demanda mais forte nos próximos meses. Apesar de bastante moderado, o crescimento da produção foi o mais forte desde maio deste ano.

Nos Estados Unidos, o Índice Gerente de Compras apresentou ligeira piora ao recuar de 52,8 pontos em setembro para 51,8 pontos em outubro. Apesar da queda no ritmo de expansão, o índice ficou acima da leitura preliminar, que marcou 51,1 pontos.

Wall Street reagiu com otimismo e voltou a subir nesta sexta-feira. O índice Dow Jones fechou a semana colado na máxima histórica, mantendo a tendência de alta de curto, médio e longo prazo.


Na Alemana, o índice DAX fechou a semana em leve alta, mostrando uma sinalização de indecisão após a forte arrancada dos últimos meses. Risco de correção no curto prazo não altera a tendência principal de alta.


Na Índia, a bolsa de Bombay subiu forte na semana, iniciando importante rompimento do topo histórico. Mais um mercado entrando para a lista dos índices que romperam a máxima histórica do período que antecedeu o crash de 2008.
  
  
Na China a bolsa de Xangai fechou a semana em baixa, porém mostrando um importante movimento de recuperação após o toque sobre a linha central de bollinger. A confirmação do martelo nas próximas semanas formará uma região de fundo ascendente, mantendo tendência de alta iniciada na região dos 1.8k.


O índice Bovespa fechou a semana em leve baixa, mostrando um candle de indecisão no gráfico. A permanência dos preços acima dos 54k inviabiliza a manutenção do movimento corretivo de curtíssimo prazo. Tendência de alta de curto e médio prazo segue inalterada.


A todos vocês um ótimo final de semana. Bom descanso e até segunda!

17 comentários:

  1. Boa noite FI.
    Que vergonha olhar para o nosso mercado e comparar com o da India.
    Bom final de semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, é vergonhoso. Mesmo porque a Índia passa por problemas econômicos semelhantes ao nosso, ou, em alguns casos, até mais graves. Rápida desvalorização do câmbio, necessidade de atração do capital estrangeiro, alta dos Yields (pagando mais caro para rolar a dívida), déficit em conta corrente, entre outros. A diferença é que lá o governo pelo menos tenta fazer o seu dever de casa. Os indianos melhoraram as condições para o investimento estrangeiro, inclusive no mercado de capitais. O resultado está no desempenho do índice.

      Já aqui no Brasil, dispensa comentários. Aliás, tudo começou a desandar a partir deste dia:

      20/10/2009 - 15h47
      Mantega diz que IOF sobre capital estrangeiro evitará "bolha" na bolsa
      http://economia.uol.com.br/ultnot/valor/2009/10/20/ult1913u114966.jhtm


      Colhemos o que plantamos.

      Abcs, bom sábado!

      Excluir
  2. Esse Ibovespa parece que está zicado. Vamos ver se sem as porcarias da OGX ele deslancha.
    Abraços,

    Blog Economicamente Incorreto
    http://economicamenteincorreto.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Depende. Nos últimos 3/4 anos sim. Mas nos últimos meses não. Pelo contrário, está muito forte. Esta pernada de alta iniciada no mês de junho deste ano, na região dos 44.1k, é a mais forte desde a épica arrancada de 2009. Índice subiu quase em linha reta no gráfico semanal, mostrando uma sequência de candles de força relevante nos pontos de formação de fundos ascendentes no gráfico diário e intraday. Característica de uma tendência forte e duradoura, que até o momento está confirmando a sinalização técnica de quatro meses atrás.

      Desde o mês de junho deste ano, o desempenho do índice Bovespa tem sido superior ao desempenho do índice S&P500, da bolsa da Índia, do MSCI (índice mercados emergentes), entre outros.

      O fato do nosso mercado ainda ser desacreditado é uma consequência normal do trauma provocado pelo baixo desempenho da bolsa nos últimos anos. Isso fica provado pelo fluxo significativamente negativo de investidores pessoa física na bolsa desde 2008. As pessoas não estariam saindo desta forma do mercado se estivessem contentes com o seu desempenho/estratégia. Mas a verdade é que o mercado brasileiro tem se mostrando um dos melhores no mundo para posicionamento na ponta compradora nos últimos meses. Por incrível que pareça (psicológico). Até quando isso vai permanecer assim ninguém sabe. A questão principal é estar preparado para aproveitar estas oportunidades, tanto para entrar, quanto para sair.

      Abcs, bom sábado!

      Excluir
    2. Olá, FI. Pelas tuas últimas palavras entendi que a bolsa está "barata", ou seja, que os bons ativos estão oferecendo oportunidades para entrada. Entendi corretamente, é isto mesmo ?
      Obrigada, Flávia.

      Excluir
    3. Não e sim rsrs...
      Primeiro porque a bolsa não está barata. Mas os ativos, sim, ofereceram boas oportunidades de entrada nos meses anteriores, mantendo uma tendência de alta de curto e médio prazo até o presente momento.

      Pelos fundamentos atuais das empresas/economia, a bolsa já começa a ficar um pouco cara perto dos 60k. Mas a questão principal gira em torno da perspectiva. 60k pode estar caro hoje, mas barato amanhã, desde que haja uma melhora nos fundamentos das empresas. Ou 60k pode estar caro hoje e muito caro amanhã, desde que haja uma piora nos fundamentos das empresas. Os preços das ações subiram justamente por conta desta perspectiva de melhora nos fundamentos. O principal vetor responsável por esta perspectiva de melhora está na política monetária. Sugiro releitura deste post:

      segunda-feira, 22 de julho de 2013
      Um merecido voto de confiança
      http://www.financasinteligentes.com/2013/07/um-merecido-voto-de-confianca.html

      Desde quando o Banco Central passou a indicar, na prática, mantendo o ritmo de alta da taxa Selic, que o seu objetivo é conduzir a inflação para o centro da meta (4,5%) no médio prazo, diferente do que se imaginava no início deste ano (Banco Central iria apenas fazer um acerto na taxa para minimizar os riscos de extrapolar o teto da meta - 6,5% -, ou seja, esperava-se que o ciclo de aperto monetário seria interrompido quando a taxa Selic se aproximasse dos 8,5%), o mercado passou a confiar na possibilidade de um quadro inflacionário menos pressionado no futuro próximo. Neste momento inciou um processo de ressurgimento do Banco Central como uma instituição independente, bem diferente daquela de 2011/2012.

      Com a expectativa de inflação menor no futuro, os investidores/operadores passaram a enxergar uma melhora na perspectiva para os fundamentos das empresas, já que a inflação elevada corrói significativamente os lucros das empresas. O simples fato da inflação cair, levando em consideração a permanência do crescimento econômico nesta faixa de 2,5%, provocará aumento na taxa de lucro líquido das empresas. A economia continua crescendo com a mesma força, porém dos insumos sobem menos. Portanto, este descompasso no ritmo de crescimento entre PIB e inflação cria condições para as empresas lucrarem mais, fazendo o mesmo.

      Por este motivo as perspectivas melhoraram. Existem outros fatores como expectativa de manutenção no ritmo de valorização do dólar no médio/longo prazo (aumentando a competitividade das empresas, favorecendo as exportações), além da própria retomada do crescimento global (aumentando a demanda por commodities). Mas o principal fator, sem dúvida, está na política monetária.

      Mas enfim, ninguém precisaria se dar ao trabalho de enxergar/entender tudo isso que eu escrevi nos parágrafos anteriores rsrs... O índice Bovespa formou fundo na região dos 44.1k e os gráficos sinalizaram uma reversão de tendência. Um operador poderia simplesmente optar por comprar papéis no mercado seguindo a sinalização técnica, dentro de sua estratégia operacional. A análise técnica apenas casou com a análise fundamentalista e macroeconômica.

      Abcs, boa semana!

      Excluir
    4. Obrigada pela resposta, FI, ótima semana e bons investimentos. Flávia.

      Excluir
  3. A melhora no cenário internacional pode acelerar a retirada dos estímulos econômicos?
    Percebo um certo receio na retirada dos estímulos... será que a demora excessiva também não é prejudicial a economia?

    Abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Li por aí que quanto mais tempo o FED permanece com os estímulos, mais são infladas as bolhas especulativas mundo afora. Seria bom o Brasil estar preparado para quando isso acabar. Não sei o que vai acontecer.

      Excluir
    2. É por conta desta melhora no quadro econômico (tanto dos Estados Unidos, quanto das demais economias globais), que os estímulos monetários serão cortados. O FED quer garantir que esta retirada ocorra no timming correto.

      A demora na retirada seria prejudicial à economia caso a inflação nos Estados Unidos estivesse acima do centro da meta, o que não é o caso. Não há risco de inflação, pelo contrário, os índices de preço estão bem abaixo da meta, hoje em 1,2% (a meta é de 2%). Portanto, há espaço para permanência do programa, seguindo os objetivos do FED (impulsionar o PIB e baixar a taxa de desemprego).

      Em alguns segmentos pode-se observar bolhas especulativas. As commodities metálicas, por exemplo, já estouraram este ano mesmo. Não por conta do fluxo dos estímulos monetários, mas porque as pessoas (investidor pessoa física, o efeito manada do mercado) correram para as commodities metálicas desde a implementação do primeiro QE, com receios de um surto inflacionário na economia. Como isso não aconteceu, no final de 2011 alguns já começaram a desmontar posições. Mas com os preços inflados demais, o resultado não poderia ser diferente. O pânico começou no final de 2012 e neste ano veio o crash no ouro e na prata.

      O Yield de 1,40% ao ano do título de 10 anos do governo norte-americano poderia ser uma sinalização de excesso de demanda (irracional) no mercado da dívida soberana e poderia provocar um estouro futuro, caso o Yield permanecesse cedendo. Mas como a taxa voltou a subir neste ano, hoje em 2,50%, este risco foi descartado.

      As moedas muito valorizadas de países emergentes também poderiam sinalizar um excesso, mas este movimento começou a ser corrigido pelo próprio mercado em meados de 2011.

      As bolsas de valores próximas de suas respectivas máximas históricas, ou acima, poderiam ser uma suspeita de bolha no mercado de ações. Mas o movimento de alta nas ações foi acompanhado por uma melhora nos fundamentos das empresas, então a bolha está descartada. Os preços não estão em níveis exagerados/irracionais. Se houver um descompasso no ritmo de valorização dos preços dos ativos com o ritmo de melhora nos fundamentos das empresas, provocado pelo fluxo de manada, pode ser formado uma bolha no mercado.

      O mercado pode até se estressar novamente quando o FED começar a cortar os estímulos. Mas creio que o efeito será puramente psicológico. Pois na prática, o corte será uma sinalização positiva do quadro. Se os preços das ações caírem em meio ao cenário de melhora do crescimento econômico global (aumento da demanda, empresas vendem mais, receita sobe e o lucro aumenta), as empresas ficarão baratas na bolsa.

      Abcs a todos e bom final de semana!

      Excluir
  4. O Partido Comunista Chineis é melhor capitalista do que o capitalismo americano.

    Procede?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não concordo. O regime na China é totalitário.

      Abcs, bom sábado!

      Excluir
  5. Corre um boato de implantação de bandas tarifárias no setor elétrico que provocará reajustes mensais na conta de energia. Este procedimento, apesar de completamente esdrúxulo e absurdo, como tudo o que nosso governo faz, tem potencial para valorizar a cotação das empresas elétricas?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Preciso entender mais sobre esta proposta. Mas a princípio, sim. O custo da energia mais cara será integralmente repassado ao consumidor.

      Abcs, boa semana!

      Excluir
  6. olá FI entao quer dizer que vamos ser vitimas de mais uma barbeiragem do governo primeiro anunciam aos quatro ventos uma reduçao forçada nas tarifas de energia agora querem dar um jeito de aumentar e isso mesmo? abraços

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim. Na verdade a situação é bem mais crítica, já tem gente pagando a conta mais salgada. Para algumas indústrias em algumas regiões a conta de luz, ao invés de cair, aumentou ainda mais.

      Abcs, boa semana

      Excluir