segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Mercado respira em dia de agenda fraca


A relativa calmaria observada nos pregões das principais praças financeiras mundiais foi um reflexo da agenda macroeconômica fraca. Não houve divulgação de indicadores relevantes nesta segunda-feira.

O mercado digeriu apenas os dados da economia chinesa divulgados no último final de semana, que por sua vez não apresentaram surpresas. As vendas no varejo subiram 13,3% no mês de outubro, repetindo o mesmo desempenho apresentado no mês anterior.

O volume de novos empréstimos concedidos no mês passado caiu 35,7%, na comparação com o mês de setembro. Este dado confirma a nova postura do Banco Popular (Banco Central da China), atuando no sistema para restringir a liquidez. A taxa de inflação, uma das principais preocupações da autoridade monetária no momento, subiu levemente de 3,1% em setembro para 3,2% em outubro, na comparação com um ano antes. O número ainda está abaixo da meta fixada pelo governo (3,5%).

A segunda-feira tranquila e de poucas novidades permitiu que os mercados europeus fechassem o pregão em leve alta. A bolsa de Paris subiu 0,70%. O principal índice da bolsa de Frankfurt avançou 0,33%. Em Londres, o índice FTSE subiu 0,30%.

No Brasil, o índice Bovespa fechou o pregão em alta de 0,72%, respeitando a importante linha de suporte na região dos 51.8k. O clima tranquilo no pregão permitiu que o mercado respirasse após quatro pregões consecutivos de quedas relevantes, favorecendo o giro de operações puramente técnicas.


O movimento de alívio não invalida a tendência de baixa de curtíssimo prazo iniciada na região dos 56.7k, mas deixa uma sinalização de fundo justamente na principal linha de suporte de curto prazo, que por sinal está atuando como divisor de águas na definição das tendências neste momento.

Nos Estados Unidos os principais índices de Wall Street fecharam perto da estabilidade nesta segunda-feira. O índice S&P fechou o pregão em alta de 0,07%. Nasdaq avançou 0,01%. O índice Dow Jones subiu 0,14%, marcando um dia de pregão irrelevante e de baixo volume financeiro.


11 comentários:

  1. FI,

    Nesse dia sem grandes notícias, tenho uma dúvida sobre o "panorama de mercado" disponível no site e a situação do Brasil.

    Por mais que se diminuam os estímulos do QE no primeiro trimestre de 2014, é de esperar alguma mudança radical na Selic, durante o ano de 2014, em função disso? Ou o que tinha para acontecer já aconteceu em 2013?

    Digo isso devido ao fato de que hoje, em 2013, o Brasil já passou a oferecer a maior taxa real de juros do mundo, junto com a possível chegada aos dois dígitos na próxima reunião do Copom de novembro.

    Qual seria o tamanho dessa mudança de patamar da Selic em função da redução dos estímulos nos EUA em 2014? O ajuste na Selic ja teria sido feito, em 2013, ao se chegar aos 10%?

    Se quiser acrescentar e dizer para quanto estima a selic em 2015/2015 também, sem problemas!

    Sei que é dificil fazer a estima, mas gostaria da sua opinião.

    Abs,

    Miguel

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    1. Miguel,

      Apesar de já estar um pouco defasada, esta última análise de panorama feita no mês de agosto ainda se encaixa ao panorama atual. Destaco o seguinte trecho:

      "Por outro lado o governo federal não tem feito o seu dever de casa, anulado, em partes, os esforços do Banco Central. O nível elevado de intervenção estatal sobre a economia reduz a atratividade do mercado brasileiro. A política fiscal expansionista e os malabarismos contábeis no superávit primário desagradam os investidores e podem estimular a fuga de capitais.

      Essa é a foto do cenário macro brasileiro, composto por uma mistura de responsabilidade do Banco Central e irresponsabilidade do governo federal. O mercado, portanto, sofre influência de dois drivers importantes que impulsionam os preços em direções opostas, travando um movimento consistente e direcional de médio e longo prazo."

      Com relação à Selic, creio que um número perto de 11% ao ano seria o suficiente para carregar a inflação em direção ao centro da meta, que provavelmente será atingida apenas em 2015, levando em consideração a permanência do quadro atual. Acontece que haverá uma mudança significativa neste quadro quando o FED começar a subir os juros e/ou quando a inflação global voltar a subir.

      O risco para o final deste ano/início de 2014 está na fuga de capitais. Quanto mais o governo deslizar na parte fiscal, maior será o risco de uma fuga de capitais, incentivada ainda pela alta do dólar. Neste caso o Banco Central teria que subir a Selic "no desespero", não para controlar a inflação, mas sim para garantir a atratividade dos títulos da dívida soberana. Mas acho que não vamos chegar a este ponto. Se o nosso rating descer um degrau ainda seremos "grau de investimento". Podemos ter uma pequena fuga de capitais de curta duração, como a que aconteceu no meio deste ano.

      Não tenho condições para estimar Selic em 2015. Não daria nem pra chutar rsrs... Tem muita água pra rolar nos próximos dois anos, com mudanças relevantes nas políticas monetárias dos principais banqueiros centrais mundiais. Vai ser uma fase turbulenta, marcando o início da desalavancagem do sistema.

      Abcs, bons negócios

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    2. Em chuto: selic de 15% em 2015 e 20% em 2016.

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    3. Acho muito dificil ficar abaixo de 12% em 2015, inclusive essa eh a minha precisao. Quando eu falava que esse ano chegariamos em dois digitos com alguns colegas muitos me chamavam de louco. Agora já eh quase certeza. Acredito em algo entre 12 e 13% para 2015, como uma forma de pisar no freio para evitar a disparada geral da inflação. Puxar a inflação de volta para o centro da meta depois de tantos anos longe de lá é muito mais dificil do que parece. A resposta do pais a essa pisada no freito é lenta. Abraco

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  2. FI,

    Primeiramente gostaria de dizer novamente o seguinte: Obrigado por me ajudar a ganhar dinheiro.

    Dito isto tenho uma pergunta, notei que nas respostas do teu post anterior tu parecia observar ou comprar TD por uma ferramenta semelhante a um broker eh isso? Como voce acompanha essas pequenas variacoes dos %`s ? Eu fico consultando a pagina do tesouro mas ela so atualiza duas vezes por dia, na abertura e depois do meio dia. É assim mesmo que tu acompanha?

    Abraço!

    Jader

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    1. Olá Jader,

      Estamos aqui é pra isso mesmo! rsrs...

      Acompanho pela página do Tesouro também. São apenas 3 atualizações por dia. Basta acessar a página uma vez na parte da manhã (abertura), outra depois do meio dia e uma última no final da tarde (fechamento). De vez em quando, em momentos de tensão nos mercados, o Tesouro atrasa a abertura dos negócios, como aconteceu na última sexta-feira, na tentativa de reduzir o desequilíbrio de forças (compradora e vendedora). Mas emite um comunicado informando o horário de abertura.

      Abcs, bons investimentos

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  3. FI, semana passada comprei 30 títulos LTN2016 a 11,51%... será que compensa vendê-los nessa quarta-feira (13/11), para recomprá-los dias depois a 12,0%?

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    1. 11,51% não está ruim. Lembrando que a estratégia recomendada é de compras parciais e crescentes, pois dificilmente um operador/investidor conseguirá pegar a taxa na máxima com uma só tacada. Então a medida que a taxa vai disparando, você vai realizando novas compras, em volume maior. Hoje a LTN está em 12,01%. Está boa pra uma nova fisgada.

      Qualquer dúvida volte a me contactar.

      Abcs, bons negócios

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    2. Obrigado, FI. É que antes tinha o dinheiro estava investido em Fundo Referenciado DI de um banco de varejo. Então, só de partir pro TD já vi que era um ganho pra mim.

      Estava acompanhando antes o TD, e as taxas estavam entre 10,9 e 11,1%. Então começei a comprar a partir de 11,51%. Mas acho que exagerei um pouco na compra inicial. Mas, como é sempre dito aqui, não há como adivinhar. =)

      Realmente 11,51% não é ruim, principalmente porque eu pretendo levar até o vencimento. Fiz outras compras a taxas mais altas. Não gosto dessa frase, mas acho que pode se aplicar ao caso: "o ótimo é inimigo do bom".

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    3. As ordens!

      Você pode utilizar LCI e poupança como "investimentos base". É o primeiro destino do seu capital. A recomendação é que essas aplicações tenham liquidez diária. A partir dos recursos em LCI/poupança, o investidor avaliará oportunidades de negócio em ambos os mercados (renda fixa e renda variável). Quando o mercado apresentar estas oportunidades de entrada (simples de identificar conforme demonstrei no livro), o investidor utilizará parte destes recursos em LCI/poupança para financiar estas compras em Tesouro Direto (renda fixa) ou na bolsa de valores (renda variável).

      Abcs!

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