sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Panorama dos principais índices mundiais


Faltando apenas um mês para o fechamento de 2013, vamos aproveitar o post desta sexta-feira para avaliarmos o desempenho das principais bolsas de valores mundiais neste ano. Para isso, serão utilizados apenas gráficos mensais na análise de hoje.

O cenário nos Estados Unidos continua bastante favorável. O índice Dow Jones fechou em alta pelo terceiro mês consecutivo, renovando sua máxima histórica. Segue trabalhando dentro de um canal de alta formado no início de 2009 sem apresentar qualquer sinal de reversão na tendência de médio e longo prazo.


O índice S&P500 também fechou em alta pelo terceiro mês consecutivo, renovando sua máxima histórica. Segue trabalhando dentro de um canal de alta formado no início de 2009 sem apresentar qualquer sinal de reversão na tendência de médio e longo prazo, apesar de estar colado na linha de retorno deste canal.


Mesmo admitindo a possibilidade de choque de curto prazo provocado pela redução dos programas de estímulo monetários no primeiro trimestre de 2014, as perspectivas seguem favoráveis para o mercado norte-americano, já que o sistema financeiro continuará alavancado até que a taxa básica de juros comece a subir.

O quadro é semelhante para as principais bolsas de valores do mercado europeu, que, por sinal, também foram bastante influenciadas pelos programas de relaxamento monetário e injeções de liquidez do Banco Central.

O índice DAX, na Alemanha, subiu forte pelo terceiro mês consecutivo, renovando a máxima histórica. Segue dentro de uma forte tendência de alta de médio e longo prazo sem qualquer sinal de reversão.


Na Inglaterra, a bolsa de Londres segue dentro de uma tendência de alta de médio e longo prazo, mas tem encontrado dificuldade (natural) para romper o topo histórico na região dos 6.8k. Esta linha é significativa, faz parte de uma grande zona de congestão de longo prazo, iniciada na década de 1990. Mas o pequeno candle de baixa deste mês de novembro não altera o quadro positivo para o índice. Nos próximos meses poderemos ter um rompimento histórico na bolsa de Londres.


O mercado japonês também tem reagido aos agressivos programas de estímulos monetários do BoJ (Banco Central do País). A forte arrancada deste ano confirmou a reversão da tendência de baixa de longo prazo. O bear market iniciado em 1996 chegou ao fim. O BoJ trabalha com uma meta bastante ambiciosa: criar inflação de 2% ao ano numa economia que luta para sair da deflação. Como a meta está longe de ser atingida, os programas de estímulos (principal combustível para a disparada do Nikkei) serão mantidos ainda por um bom período.


Já o mercado mexicano segue trabalhando dentro de uma tendência de baixa de médio prazo, corrigindo o excesso provocado pela forte arrancada dos últimos anos (movimento responsável pelo rompimento da máxima histórica no início de 2013). O índice mostrou uma boa recuperação neste mês, formando um piso importante acima da LTA de 2009. No longo prazo a tendência de alta permanece válida.
  
  
Na Índia a bolsa de Bombay fechou o mês em leve baixa, colada no topo histórico. Mercado segue trabalhando dentro de uma tendência de alta de médio e longo prazo. Apesar de não ser tão robusta quanto às pernadas de altas observadas nas bolsas de países desenvolvidos, os movimentos do mercado indiano são bastante consistentes, apresentando pouca margem para correções de curto/médio prazo.


Na China a bolsa de Xangai fechou o mês em leve alta, sem apresentar novidades, mantendo-se dentro de um canal de baixa iniciado em 2009. Mercado em tendência de baixa de médio e longo prazo, sem apresentar sinal de reversão.


No Brasil o índice Bovespa cedeu no mês de novembro, sentindo a pressão da média móvel simples de 20 períodos mensal. Mercado com viés de baixa, tentando se firmar acima do importante patamar de sustentação dos 51.3k. A perda deste piso poderá jogar o índice de volta para LTA de 2002, sob o risco de invalidar a recuperação iniciada na região dos 44.1k.


Desejo a todos vocês um ótimo final de semana!

17 comentários:

  1. BoJ trabalha com uma meta bastante ambiciosa: criar inflação de 2% ao ano

    vamos exportar dilma e mantega para resolver esse problema

    ResponderExcluir
  2. Olá FI.
    Saiu o tão esperado reajuste dos combustíveis. Deixou a Foster sem Graça e o sr. Mercado deve dar mais uma pisada de leve na Estatal.
    Bom final de semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Realmente o reajuste ficou abaixo do esperado. Mas por outro lado parece que a Graça Foster conseguiu mudar a política de preços da companhia, que, por sinal, não foi divulgada ao mercado. O documento divulgado na sexta-feira ressalta que esta nova metodologia de preços pretende "assegurar que os indicadores de endividamento e alavancagem da Petrobras retornem aos limites estabelecidos no Plano de Negócios 2013-2017 em até 24 meses, considerando o crescimento da produção de petróleo e a aplicação da política de preços de combustíveis". É um ponto positivo, pode ser considerado como um pequeno avanço.

      Abcs, boa semana!

      Excluir
  3. Boa tarde, com tantos mercados e produtos em maximas historicas ou topo, vc nao acha q podemos estar chegando em uma crise ou forte correção?
    Abs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Veremos uma grande correção nos preços dos imóveis. Inclusive o setor de construção da bovespa está calamitoso, bem como os balanços das construtoras residenciais. Sugiro que leia o blog bolha imobiliária.

      Excluir
    2. Você vai ouvir falar que estamos próximos de uma nova crise o tempo todo no mercado. Não acho que estamos perto de entrar num forte movimento corretivo (ou crash) no curto prazo, mas a bolsa brasileira chegou num ponto importante de definição e tem espaço pra continuar cedendo. Creio que o mais importante é ter uma estratégia e preparo psicológico para saber o que fazer independente do que acontecer.

      Abcs, boa semana a todos!

      Excluir
  4. FI,
    Quais os principais riscos envolvidos ao comprar títulos LTN no tesouro direto?
    Abs e bom final de semana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. 1 - Necessidade de vender antes do vencimento. O valor de face do título pode estar menor do que na época em que você comprou, o que lhe trará prejuízo. Vale para todos os outro títulos também.
      2 - Risco de você comprar hoje com uma taxa que julga atraente e no futuro, esta taxa estar bem maior. Você não perdeu nada, mas deixou de ganhar.

      Excluir
    2. 3 - Risco de liquidez: não conseguir liquidar sua posição (transformar o título em dinheiro) antes do vencimento.
      4 - Risco de crédito: Governo federal não honrar sua dívida. O calote pode ser parcial (quando o governo deixa de pagar apenas alguns títulos, normalmente os de curto prazo) ou total (quando o governo deixa de pagar todos os títulos emitidos no mercado).

      3 e 4 são possibilidades extremamente remotas no quadro atual.

      Abcs a todos e bom domingo!

      Excluir
    3. Penso que é até menor do que extremamente remotas as possibilidades.
      Caso o governo ousasse fazer algo dessa natureza, seus integrantes seriam mortos em menos do que uma semana.
      A possibilidade de um colote só é possível caso caia um cometa no Brasil, que detone o país.

      Excluir
    4. Não é bem assim. O governo brasileiro já deu calote na dívida em 1987. A Rússia em 1998. Argentina em 2001. Equador em 2008. E por fim a Grécia em 2012 (calote "ordenado", com a dívida reestruturada). São eventos raros, mas não incomuns. Podem acontecer com qualquer país que apresente deterioração das contas públicas.

      No caso atual do Brasil pode-se observar aumento no ritmo de deterioração das contas públicas em meio ao cenário de juros mais elevados. Ou seja, estamos aumentando o nosso endividamento e pagando mais caro para captar recursos no mercado. Mas a possibilidade de calote neste quadro atual (curto prazo) é bastante remota, pois ainda há margem de manobra para reduzirmos o endividamento, controlar a inflação, reajustar o modelo econômico e provocar um recuo natural da taxa de juros. Mas se não fizermos nada e continuarmos neste ritmo de aumento do endividamento (e, consequentemente, juros mais elevados) estaremos caminhando para um novo calote no longo prazo.

      Abcs, boa semana a todos

      Excluir
    5. FI, as regras jurídicas mudaram no Brasil pós 88, mas principalmente após a EC que proibiu o que o Collor fez.
      Sobre os outros países, deve-se verificar as suas regras jurídicas.
      E, na boa, estou falando de literal calote, não raros e eventuais adiamentos (com os devidos pagamentos de juros).
      Como eu falei, se o Brasil der literal calote, os integrantes do governo seriam mortos, e falo literalmente.
      Quando a Selic estava a 20 e poucos %, nada de calote.
      Eu ficaria preocupado apenas no caso da Banânia ser colocada com seu rating a nível de calote.
      A petezada seria violentada MUITO antes de chegar em algo desse nível, ou seja, as torneiras seriam fechadas antes do definitivo estrago.
      Calote? Ah, tá, isso é coisa pras empresas X.
      Uma coisa é uma empresa de porte, outra coisa é TODO o país.
      Guerra civil seria pouco.

      Excluir
  5. Bom dia pessoal!

    FI,a linha ADX no DOW JONES esta saturada,não será isso perigoso...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, para operar na ponta compradora visando curto prazo. Risco muito elevado. Praticamente todos os indicadores estão sobrecomprados. Mas não significa uma reversão na tendência de alta de médio e longo prazo, apenas uma possibilidade de correção no curto prazo.

      Abcs, bons trades

      Excluir