terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Futuro da inflação é “incerto”


Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini, reforçou o conteúdo da última ata do Copom (Comitê de Política Monetária), aumentando as expectativas do mercado quanto à interrupção do ciclo de aperto monetário no primeiro trimestre de 2014.

Tombini abrandou o tom do seu discurso ao dizer que “há alguma incerteza sobre a intensidade com que a inflação irá reagir às elevações da taxa básica de juros feitas este ano”. Diante de um quadro de “incerteza”, o Banco Central poderia optar pela manutenção da taxa básica de juros (em 10,5% ou 10,75% - a partir do segundo trimestre do ano que vem) para novas avaliações de impacto da política monetária sobre a trajetória dos índices de preços durante todo o ano de 2014.

Entretanto, a incerteza do Banco Central com relação ao futuro da inflação está completamente desencontrada da avaliação do mercado. A manutenção da política fiscal expansionista/irresponsável, o descongelamento dos preços administrados (tarifas de transportes públicos, tarifas de energia elétrica e, talvez, novo reajuste nos preços da gasolina) e o movimento de valorização do dólar deverão somar novas pressões ao IPCA (índice oficial de inflação) no próximo ano. São três fatores de peso que derrubam facialmente a "tese de incerteza" levantada pelo Banco Central.

Esta é mais uma indicação de que o Banco Central está se preparando para a frustração futura com o (novo) descumprimento da meta de 4,5% estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), sustentando a atual complexidade do quadro doméstico para os próximos anos.

No mercado de capitais o dia foi marcado por mais um pregão de baixo volume financeiro e poucas novidades. O índice Bovespa sentiu novamente a pressão da barreira dupla de resistência formada pela linha dos 51.3k e LTB intermediária dos 54.3k e fechou o pregão em queda de 0,34%, confirmando nova abertura de posições vendidas de curtíssimo prazo.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones oscilava em leve baixa próximo do horário de fechamento do pregão. Mercado de poucas novidades e baixo volume financeiro. Como a agenda macroeconômica está fraca, só resta aos investidores/operadores, ainda ativos neste fim de ano, aguardarem por novas informações a serem disponibilizadas após a reunião do FED (Federal Reserve – Banco Central do pais) a ser realizada na próxima semana.

8 comentários:

  1. Tem palavra pior do que incerteza para investidores? Cara, sou leigo em finanças mas o que tá acontecendo com a economia do país qualquer leigo com um pouco de interesse consegue compreender (o desgoverno está fud... com o país). E neste próximo ano não existirá para o Brasil. Motivo: Carnaval Copa Eleição Fim de ano. Acho que vão embarrigar está Selic até o fim das eleições para depois aumenta-la pois não terão saída.
    Z

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    1. Exato. O simples fato de o Banco Central mostrar-se incerto com o futuro da inflação já é ruim. Pior ainda quando esta incerteza está visivelmente incoerente com o quadro para o próximo ano. A inflação continuará pressionada pela política fiscal, deslocamento do câmbio e aumento dos preços administrados.

      Abcs, bons negócios

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  2. FI,

    Acredito que a política que o BCB tá seguindo é a de empurrar ao máximo até as eleições, depois disso sem dúvida os juros vão subir. Com isso a falta de credibilidade no Brasil só tende a aumentar no próximo ano. Não creio que 2014 vai ser um ano bom para a economia...

    Abs,

    Miguel

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    1. Acho que 2014 poderá ser até mais decepcionante do que foi (ou está sendo) este ano. Estamos perdendo margem de manobra e o nosso rating está seriamente ameaçado.

      Abcs, bons investimentos

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  3. Não fosse mesário cidadão, já estaria fazendo campanha para o Aécio ou para o Eduardo, FI.

    Assim eu teria alguma esperança para 2015. 2014 nem começou e eu já joguei a toalha. Eita governo perdido o nosso, viu...

    Abraço!

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    1. PSB? Partido SOCIALISTA do Brasil?
      Desculpe, mas não dá...

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