sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Panorama dos principais índices mundiais


Faltando apenas um mês para o fechamento de 2013, vamos aproveitar o post desta sexta-feira para avaliarmos o desempenho das principais bolsas de valores mundiais neste ano. Para isso, serão utilizados apenas gráficos mensais na análise de hoje.

O cenário nos Estados Unidos continua bastante favorável. O índice Dow Jones fechou em alta pelo terceiro mês consecutivo, renovando sua máxima histórica. Segue trabalhando dentro de um canal de alta formado no início de 2009 sem apresentar qualquer sinal de reversão na tendência de médio e longo prazo.


O índice S&P500 também fechou em alta pelo terceiro mês consecutivo, renovando sua máxima histórica. Segue trabalhando dentro de um canal de alta formado no início de 2009 sem apresentar qualquer sinal de reversão na tendência de médio e longo prazo, apesar de estar colado na linha de retorno deste canal.


Mesmo admitindo a possibilidade de choque de curto prazo provocado pela redução dos programas de estímulo monetários no primeiro trimestre de 2014, as perspectivas seguem favoráveis para o mercado norte-americano, já que o sistema financeiro continuará alavancado até que a taxa básica de juros comece a subir.

O quadro é semelhante para as principais bolsas de valores do mercado europeu, que, por sinal, também foram bastante influenciadas pelos programas de relaxamento monetário e injeções de liquidez do Banco Central.

O índice DAX, na Alemanha, subiu forte pelo terceiro mês consecutivo, renovando a máxima histórica. Segue dentro de uma forte tendência de alta de médio e longo prazo sem qualquer sinal de reversão.


Na Inglaterra, a bolsa de Londres segue dentro de uma tendência de alta de médio e longo prazo, mas tem encontrado dificuldade (natural) para romper o topo histórico na região dos 6.8k. Esta linha é significativa, faz parte de uma grande zona de congestão de longo prazo, iniciada na década de 1990. Mas o pequeno candle de baixa deste mês de novembro não altera o quadro positivo para o índice. Nos próximos meses poderemos ter um rompimento histórico na bolsa de Londres.


O mercado japonês também tem reagido aos agressivos programas de estímulos monetários do BoJ (Banco Central do País). A forte arrancada deste ano confirmou a reversão da tendência de baixa de longo prazo. O bear market iniciado em 1996 chegou ao fim. O BoJ trabalha com uma meta bastante ambiciosa: criar inflação de 2% ao ano numa economia que luta para sair da deflação. Como a meta está longe de ser atingida, os programas de estímulos (principal combustível para a disparada do Nikkei) serão mantidos ainda por um bom período.


Já o mercado mexicano segue trabalhando dentro de uma tendência de baixa de médio prazo, corrigindo o excesso provocado pela forte arrancada dos últimos anos (movimento responsável pelo rompimento da máxima histórica no início de 2013). O índice mostrou uma boa recuperação neste mês, formando um piso importante acima da LTA de 2009. No longo prazo a tendência de alta permanece válida.
  
  
Na Índia a bolsa de Bombay fechou o mês em leve baixa, colada no topo histórico. Mercado segue trabalhando dentro de uma tendência de alta de médio e longo prazo. Apesar de não ser tão robusta quanto às pernadas de altas observadas nas bolsas de países desenvolvidos, os movimentos do mercado indiano são bastante consistentes, apresentando pouca margem para correções de curto/médio prazo.


Na China a bolsa de Xangai fechou o mês em leve alta, sem apresentar novidades, mantendo-se dentro de um canal de baixa iniciado em 2009. Mercado em tendência de baixa de médio e longo prazo, sem apresentar sinal de reversão.


No Brasil o índice Bovespa cedeu no mês de novembro, sentindo a pressão da média móvel simples de 20 períodos mensal. Mercado com viés de baixa, tentando se firmar acima do importante patamar de sustentação dos 51.3k. A perda deste piso poderá jogar o índice de volta para LTA de 2002, sob o risco de invalidar a recuperação iniciada na região dos 44.1k.


Desejo a todos vocês um ótimo final de semana!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A caminho de uma nova decepção


Embalado pelo bom desempenho dos mercados europeus, o índice Bovespa abriu o pregão desta quarta-feira mantendo o movimento de recuperação iniciado no dia anterior, na importante região de suporte dos 51.3k. A adesão da Vale ao programa do governo de refinanciamento de dívida com impostos (fato que permitiu a redução da dívida tributária de 45 bilhões de reais para 22,32 bilhões de reais) também contribuiu para o movimento positivo do mercado.

Com os escritórios fechados em Wall Street, devido ao feriado e Ação de Graças, o índice Bovespa conseguia se sustentar na casa dos 52.4k, mantendo uma valorização média de 1% no pregão, aproveitando-se da baixa volatilidade do mercado. Mas, conforme podemos observar no gráfico de 10 minutos logo abaixo, tudo mudou após as 15h.


Em poucos minutos o índice Bovespa devolveu todo o ganho conquistado desde a abertura dos negócios. A queda rápida foi provocada por mais um dado fiscal decepcionante do governo brasileiro. Exatamente às 15h o Tesouro Nacional havia informado que as contas do governo central (União, Previdência Social e Banco Central) registraram um superávit primário de apenas 5,43 bilhões de reais no mês passado.

O resultado marcou o pior mês de outubro dos últimos nove anos para as contas do governo, mesmo com a arrecadação recorde de 100,99 bilhões de reais do mês passado. Os números indicam que as despesas continuam crescendo num ritmo muito mais forte do que as receitas, contrariando as promessas do governo. De janeiro a outubro, as receitas líquidas cresceram 8,4% em valores nominais. As despesas, no entanto, subiram 14%.

O número apresentado pelo Tesouro Nacional mostra que o resultado do setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais), a ser divulgado amanhã pelo Banco Central, ficará aquém do esperado. As projeções apontam para um superávit primário de 9,75 bilhões de reais em outubro.

Com este fechamento, o índice Bovespa anulou o movimento de repique iniciado no pregão de ontem. Mas o doji de indecisão deixou o jogo aberto para o último pregão do mês, que poderá contar com o movimento de acerto de carteiras de fundos de renda variável e forte volatilidade nos papéis da Petro, já que o Conselho de Administração da estatal se reúne amanhã para discutir a proposta de reajuste de preços dos combustíveis.
  

Na Europa, a bolsa italiana subiu 0,92% nesta quinta-feira. O mercado francês avançou 0,22%. A bolsa da Alemanha ganhou 0,39%. Na Inglaterra, a bolsa de Londres fechou perto da estabilidade ao avançar 0,08%.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Banco Central emite comunicado polêmico


O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) elevou nesta quarta-feira a taxa Selic de 9,5% para 10%, confirmando as indicações da última ata de reunião do Comitê, além do Relatório de Inflação divulgado no final do mês de setembro.

A elevação de 0,5 p.p. na taxa básica de juros não surpreendeu o mercado, que esperava manutenção no ritmo de aperto monetário. Ao final da reunião o Banco Central emitiu o seguinte comunicado: “Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10 por cento ao ano, sem viés.”

A grande novidade pode ser observada no texto do comunicado. Nas reuniões anteriores o Banco Central sempre repetia o mesmo comunicado para sinalizar ao mercado manutenção no ritmo de aperto monetário: “Dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 9,50% ao ano, sem viés. O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano.

Mas desta vez os diretores do Banco Central optaram por retirar do comunicado o seguinte trecho: “O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano.”

Por que será que o Banco Central retirou o principal trecho do seu comunicado? A resposta estará na ata a ser divulgada na próxima semana. De imediato, pode-se estimar uma alteração do cenário traçado pelo Comitê entre a reunião do mês e outubro e esta última realizada neste mês. Pode ter ocorrido uma deterioração do quadro doméstico, na visão dos diretores do Copom, responsável pela retirada do trecho que sinaliza a expectativa de queda da inflação.

Além disso, os diretores fizeram duas pequenas alterações extremamente relevantes na primeira linha do comunicado: (i) trocaram a palavra “ajuste” por “processo”, o que pode sinalizar algo mais duradouro; (ii) enfatizaram a data de início do atual ciclo de aperto monetário, o que pode reforçar a hipótese da durabilidade deste ciclo.

O comunicado é polêmico. Esperava-se uma sinalização de redução no ritmo de aperto monetário (de 0,5 p.p. para 0,25 p.p.), mas o Banco Central acabou demonstrando o contrário. O ritmo pode ser mantido ou mesmo acelerado. Vale ressaltar que esta é a impressão no primeiro momento.  O conteúdo da ata vai esclarecer melhor qual a nova mensagem que o Banco Central está transmitindo ao mercado.

No mercado de capitais, o Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira em alta de 0,81%, mostrando reação após testar a principal linha de suporte de curto prazo (região dos 51.3k). O movimento foi impulsionado pelo repique dos papéis da Vale e do setor financeiro. Decisões judiciais importantes e de alto potencial de impacto no caixa destas empresas foram adiadas para o ano que vem.


Apesar do repique, o índice Bovespa continua sob ameaça de perder o importante patamar de sustentação dos 51.3k. Esta ameaça seria minimizada com o rompimento da LTB dos 54.3k, culminando numa retomada da região dos 52k, conforme podemos observar no gráfico de 60 minutos logo abaixo.
  

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street tiveram mais um dia de poucas oscilações. Dow Jones subiu 0,15%. Pregão irrelevante e de baixo volume financeiro por conta do feriado de Ação de Graças que começa amanhã.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Casa da mãe Joana


155,9 bilhões de reais. Alguém se lembra deste número? Esta era a meta de superávit primário (saldo positivo entre as receitas e despesas. Economia feita para o pagamento dos juros/dívida pública) a ser perseguida pelo governo este ano. No início de 2013 as lideranças políticas mostravam total convicção de que esta meta seria devidamente cumprida, diferentemente do que havia acontecido 2012.

A nossa credibilidade já não era das melhores, consequência da falta de compromisso do governo perante aos objetivos fiscais dos anos anteriores. As manobras contábeis realizadas em 2009, 2010 e 2012 também não caíram bem (obviamente) no mercado. Investidores, empresários, analistas e agências de classificação de risco mostram-se incomodados com rumo da política fiscal brasileira. Esta sequência negativa e deteriorante não poderia continuar em 2013. Não poderíamos falhar neste ano. Havia uma dívida de comprometimento do governo a ser quitada no mercado.

Havíamos pegado a estrada errada, aquela cheia de buracos e sem acostamento. Mas o governo não se preocupou em pegar um desvio para correção da rota. Pelo contrário, procurou um posto da Petrobras, encheu o tanque com gasolina (aproveitando a cortesia da empresa em vender o combustível mais barato pelo preço que pagou) e seguiu estrada adentro. E aquela dívida de comprometimento? O governo levantou o dedo do meio pro mercado e foi-se embora.

Não demorou muito para a meta de superávit primário ser reduzida de 3,1% para 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto). Além de cortar a meta, o governo alterou o estatuto do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para fazer mais uma manobra contábil. E mesmo assim a conta não iria fechar.

Mexe na regra, corta a meta, faz uma manobra aqui, outra acolá. Não deu certo? Corta a meta de novo. Continua não dando certo? Muda a legislação. Uma verdadeira confusão. Ninguém entende nada. Desordem generalizada. Não se pode confiar em nada. Parece que estamos na casa da mãe Joana. Mas na verdade estamos, infelizmente, tentando entender o superávit primário do governo brasileiro.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje, sem a menor cerimônia, que o governo federal se compromete a fazer um superávit de 73 bilhões de reais. Este valor é menos da metade do que foi prometido por ele mesmo no início deste ano.

A nova regra predominante na casa da mãe Joana é de um superávit primário de 1,5% do PIB, mais alguns trocados que serão economizados pela boa vontade dos Estados e municípios.

Investidores, empresários e analistas são obrigados a trabalhar com informações incorretas/infundadas, que parecem mais uma demonstração de desprezo do fornecedor. Insatisfeito com este tratamento, o mercado penaliza o governo pagando mais para lhe emprestar recursos. No geral, as taxas dos títulos pré-fixados do Tesouro Nacional já subiram 4 pontos percentuais desde o mês de novembro do ano passado.


Como se não bastasse, os empresários reunidos hoje na Confederação Nacional da Indústria, ávidos por uma demonstração realista/respeitosa do governo, foram obrigados a escutar o ministro da Fazenda dizendo que estamos “bem na foto”.

A bolsa cedeu forte após as declarações de Guido Mantega repercutirem na mídia. O índice ainda foi pressionado pela queda de mais de 6% das ações da Petrobras, refletindo a indefinição sobre o reajuste nos preços dos combustíveis.

O ministro da Fazenda disse que o mecanismo para os reajustes dos combustíveis não pode ser de improviso e tampouco inflacionário. Por outro lado, a Petrobras pode vender gasolina no prejuízo para tapar buracos imprevistos e segurar a inflação.

Graça Foster, que não pediu licença para entrar na casa da mãe Joana ao dar sua grande cartada no final do mês passado, parece estar perdendo a queda de braço contra o governo federal. Mas a proposta submetida ao Conselho de Administração está amarrada ao robusto programa de investimentos da companhia. Se o governo barrar o reajuste, a empresa vai cortar seus investimentos por necessidade de sobrevivência. Os dois saem perdendo.

Com o tombo desta terça-feira o Ibovespa retornou à principal linha de suporte de curto prazo na região dos 51.3k. A perda deste patamar confirmará o término da tendência de alta de curto prazo, prolongando a tendência de baixa iniciada na região dos 56.7k.
  

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou mais um pregão de lado, mostrando o segundo candle de indecisão. Permanece com a mesma análise de ontem.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

O populismo de 2 trilhões


O clima no mercado brasileiro continua pesado. A crescente deterioração do cenário doméstico segue azedando o humor dos investidores. A situação que já era delicada com o enorme rombo nas contas públicas e o numeroso déficit nas transações correntes se complicou ainda mais com o novo aumento do endividamento do país.

O Tesouro Nacional informou nesta segunda-feira que a DPF (Dívida Pública Federal) cresceu no último mês e voltou a ultrapassar a preocupante barreira psicológica de 2 trilhões de reais. Na passagem de setembro para outubro a dívida brasileira aumentou 33,6 bilhões de reais, atingindo a marca de 2,023 trilhões de reais (a maior da série histórica).

O resultado é preocupante, pois a dívida pública externa caiu 2,73% (de 88,85 bilhões de reais em setembro para 79,68 bilhões de reais em outubro) influenciada pela queda de 1,23% do dólar no mês passado. O simples fato de a DPF subir mesmo com a queda do dólar (suavizando a parte da dívida externa), mostra que o governo está gastando e se endividando cada vez mais sem trazer benefícios à economia e/ou se preocupar com as consequências futuras.

Basicamente são três os motivos responsáveis pelo aumento do endividamento do governo: aportes volumosos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), na Caixa Econômica Federal e na CDE (Conta de Desenvolvimento Energético). Os aportes nestas duas instituições financeiras tinham (tem) objetivo de aumentar o volume de crédito subsidiado na economia para estimular o consumo da população (tal como o programa bilionário de financiamento de móveis e eletrodomésticos conhecido como “Minha Casa Melhor”). O aporte na CDE tem objetivo de financiar o desconto médio de 20% nas tarifas de energia.

Para financiar estes aportes volumosos o governo precisou captar recursos no mercado emitindo títulos da dívida pública. Isso significa que o dinheiro que o governo pagou caro para captar no mercado está sendo utilizado de maneira ideológica/improdutiva para que as atuais lideranças políticas consigam se sustentar no poder.

Este é apenas mais um indicador, entre tantos outros, que revela como o quadro doméstico está se deteriorando cada vez mais por conta da política populista.

A bolsa brasileira deslocou-se, mais uma vez, dos principais índices mundiais. Na Europa, a bolsa italiana avançou 0,20%. O mercado francês fechou em alta de 0,55%. Na Alemanha a bolsa de Frankfurt subiu 0,88% e na Inglaterra a bolsa de Londres ganhou 0,30%.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão desta segunda-feira em leve alta de 0,05%, deixando um candle de indecisão na região dos 16.1k.
  

O índice Bovespa cedeu 1,02%, impulsionado pela deterioração do cenário doméstico. O mercado fechou colado na linha de apoio dos 52.2k, onde o seu rompimento provocará o acionamento de um pivot de baixa com potencial de jogar o Ibovespa de volta ao suporte (enfraquecido) dos 51.3k.


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A conta salgada da hiperinflação


Está marcado para o dia 27 de novembro um importante julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) com potencial de gerar impacto significativo no sistema financeiro do País.  O julgamento do Supremo marcará o término de uma disputa de duas décadas envolvendo milhares de poupadores de um lado e as instituições financeiras do outro. No centro da discussão está a aplicação de novos índices de correção das cadernetas de poupança em razão de planos econômicos implementados no período de hiperinflação.

Estão na pauta do dia 27 quatro recursos de bancos, referentes aos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991). Como os recursos têm repercussão geral, a decisão do Supremo valerá para as demais ações semelhantes em trâmite no país, afetando todas as instituições financeiras que operavam na época. Hoje são mais de 1 milhão de ações individuais e mais de 1 mil ações coletivas, todas em busca de correção mais generosa das cadernetas de poupança nas viradas dos planos de estabilização.

Até o presente momento, os julgamentos de ações individuais, em todas as instâncias, foram integralmente favoráveis aos poupadores. Os bancos fizeram provisão em seus balanços para pagar até 18 bilhões de reais em ações já transitadas em julgado. Mas de acordo com os dados levantados pelo procurador-geral do Banco Central do Brasil, Isaac Sidney Menezes Ferreira, a conta a ser paga pelas instituições financeiras, caso o julgamento seja favorável às teses dos poupadores, é extremamente elevada (149 bilhões de reais em valores atualizados).

Esta quantia equivale a um quarto do capital dos bancos brasileiros. Uma perda desta magnitude resultaria numa rápida e perigosa interrupção da circulação do crédito na economia. Como as instituições trabalham alavancadas, a retração total de crédito poderá chegar a 1 trilhão de reais, segundo os cálculos de Ferreira.

Os impactos econômicos são incalculáveis, resultariam numa recessão provocada pela escassez de crédito no sistema. As empresas mais alavancadas, altamente dependentes de operações bancárias, fechariam as portas de imediato. O salto da inadimplência afetaria empresas com fluxos de caixa mais saudáveis. Haveria aumento expressivo da taxa de desemprego e as contas do governo seriam ainda mais prejudicadas pela queda na arrecadação de impostos.

Entretanto, a possibilidade da ocorrência deste evento é relativamente baixa. Os ministros do STF já foram alertados pelo Banco Central sobre as consequências de uma decisão desfavorável às instituições financeiras.

Mesmo com o ganho de causa aos poupadores, a possibilidade maior é que sejam adotadas soluções alternativas, com objetivo de eliminar o risco de desestabilização do sistema financeiro nacional, tais como: (i) redução do valor requerido; (ii) parcelamento dos pagamentos ao longo prazo; (iii) subsídio por parte do governo. Neste caso os impactos seriam limitados e perfeitamente contornáveis, mas ainda assim afetariam o desempenho da economia brasileira, que por sua vez passa por um momento crítico de crescimento baixo e inflação persistentemente elevada.

O desempenho do índice Bovespa foi pressionado nesta sexta-feira pela queda dos bancos, principalmente por conta das ações do Banco do Brasil, que juntamente com a Caixa, responde por 52% dos depósitos em poupança no País.


O candle de baixa desta semana pode anular o movimento de recuperação iniciado na região dos 51.3k. A perda deste patamar de sustentação aumentará a força da tendência de baixa iniciada na região dos 56.7k, invalidando a tendência de alta de curto prazo.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou mais uma semana em alta, renovando a máxima histórica. Mercado em tendência de alta de curto, médio e longo prazo.


O mesmo cenário pode ser observado no mercado europeu. Na Alemanha, o índice DAX fechou em alta pela sétima semana consecutiva, ainda sem mostrar sinalização de reversão, mesmo em prazos mais curtos.


Na Índia a bolsa de Bombay fechou a semana mostrando um candle de reversão na região do topo histórico. A perda do importante patamar de sustentação em 20.2k poderá aumentar a pressão vendedora de curtíssimo prazo.
  

Na China a bolsa de Xangai fechou a semana em alta, mostrando um importante movimento de recuperação após testar a linha central de bollinger.


Desejo a todos vocês um ótimo final de semana!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Cenário para redução dos estímulos começa a ser desenhado


O ambiente nas principais praças financeiras mundiais amanheceu pesado nesta quinta-feira. A recuperação da atividade industrial na zona do euro sofreu um breque inesperado,  enquanto a indústria manufatureira chinesa mostrou perda de ritmo de expansão, azedando o clima dos negócios.

A prévia do Índice Gerente de Compras da zona do euro caiu para 50,9 pontos em novembro ante os 51,6 pontos registrados no mês anterior, frustrando as expectativas do mercado. Este é o pior resultado dos últimos três meses e mostra que as principais economias do bloco (com exceção da Alemanha) estão apresentado dificuldades para manter o ritmo de recuperação da atividade.

Na China, a prévia do Índice Gerente de Compras mostrou desaceleração no crescimento da atividade manufatureira do país. O indicador caiu para 50,4 pontos no mês de novembro, abaixo dos 50,9 pontos registrados em outubro, refletindo a queda de novas encomendas de exportação.

Mas a perda de ritmo das principais economias mundiais, observada neste mês de novembro, parece não ter atingido os Estados Unidos. A prévia do Índice Gerente de Compras disparou para 54,3 pontos neste mês, significativamente acima da medição de outubro (51,8 pontos). O resultado surpreendeu o mercado que esperava um número em torno de 52,6 pontos.

O dado sugere aumento expressivo no ritmo de crescimento da economia, constituindo um cenário ligeiramente diferente (melhor) daquele constatado nos trimestres anteriores. A retomada mais forte da atividade mostra que o impacto da paralisação parcial do governo norte-americano foi bastante limitado, apresentando um quadro mais positivo do que se esperava (em decorrência da queda do índice de confiança dos consumidores e empresários nos dois últimos meses, indicador que, provavelmente, voltará a subir neste mês).

A melhora considerável da atividade industrial nos Estados Unidos é a primeira sinalização macroeconômica favorável à redução dos estímulos monetários nos próximos meses. A ata do FED (Federal Reserve – Banco Central norte-americano), divulgada ontem, mostrou que os diretores do Comitê começaram a discutir estratégias para diminuir o volume de compras de títulos no mercado, atualmente em 85 bilhões de dólares por mês, desde que os indicadores apresentem melhora da atividade econômica.

O gatilho para redução dos estímulos monetários provavelmente será acionado quando a taxa de desemprego mostrar descolamento consistente em direção ao patamar simbólico de 7% ao ano, fato que poderá ser concretizado nos próximos meses, refletindo a retomada consistente do crescimento norte-americano.

É importante ressaltar que o FED está estudando maneiras de evitar que as taxas de juros futuras (Treasuries – títulos públicos do tesouro norte-americano) voltem a disparar no mercado. Para isso, o Banco Central deverá aumentar a clareza de seus planos para manter a Federal Funds Rate (taxa básica de juros da economia) próxima de zero por um período suficientemente prolongado.

Os estímulos monetários não serão reduzidos em condições de mercado desfavoráveis (atual), ambiente que provocaria um novo movimento de alta dos juros futuros. O FED precisa fazer com que os investidores e operadores comprem a ideia de que embora o ritmo de retomada do crescimento esteja aumentando, a Federal Funds Rate permanecerá inalterada. Caso contrário, a recuperação econômica poderá ser interrompida pela curva dos juros futuros, forçando a autoridade monetária adotar novas medidas de estímulo.

No mercado de capitais o índice Bovespa fechou o pregão desta quinta-feira em baixa de 0,65%, mostrando uma ligeira recuperação após a abertura pesada dos negócios. O candle de fechamento não pode ser considerado um martelo (apesar da aparência semelhante), porém mostra sinalização de fundo ascendente na região aleatória dos 52.2k. O mercado só volta a ficar vendido no curtíssimo prazo em caso de perda deste novo patamar (fraco) de sustentação em 52.2k.


Nos Estados Unidos o Comitê Bancário do Senado aprovou a indicação de Janet Yellen para comandar o FED, pendente agora apenas da ratificação final do plenário do Senado. Os principais índices de Wall Street trabalham dentro de um movimento de recuperação nesta quinta-feira, reaproximando-se de suas respectivas máximas históricas.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

OCDE reforça coro de alerta à economia brasileira


Está ficando cada vez mais difícil para o governo brasileiro sustentar a política da negação.  Até pouco tempo atrás as autoridades do primeiro escalão conseguiam esconder o pessimismo dos investidores e empresários, respaldado pelos vergonhosos indicadores econômicos domésticos, com discursos populistas e propagandas enganosas.

Mas o cenário foi se deteriorando de tal forma que hoje não existe tapete suficientemente grande para esconder tanta sujeira. Os alertas à economia brasileira deixaram de ser regionais e atingiram níveis globais. A Standard & Poor’s e Moody’s perderam a paciência e já rebaixaram a perspectiva para o rating brasileiro.

No iníciodo mês passado o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2014, de 3,2% para apenas 2,5%. Hoje a OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico) fez o mesmo e cortou de maneira expressiva as projeções para o PIB brasileiro em 2014. A estimativa caiu de 3,5% para constrangedores 2,2%.

Isso significa que, na avaliação da OCDE, o PIB brasileiro poderá desacelerar no ano que vem (já que as projeções apontam para um crescimento de 2,5% neste ano) em meio ao cenário de retomada da atividade econômica global. As projeções da OCDE apontam para uma média de crescimento mundial de 3,6% em 2014, superior à estimativa de 2,7% para este ano.

O simples fato de o Brasil não conseguir acompanhar o ritmo de recuperação da economia mundial, apresentando, mais uma vez, uma taxa de crescimento bem abaixo da média global, é grave e sinaliza a necessidade de mudanças rápidas na política econômica do governo.

Os motivos responsáveis pela redução na projeção de crescimento da OCDE para o ano que vem são, basicamente, as mesmas preocupações apontadas pela Standard & Poor’s, Moody’s, FMI, entre tantos outros: crescente deterioração fiscal, inflação persistentemente elevada, ausência de reformas estruturais e falta de capacidade do governo em solucionar as principais barreiras ao investimento.

O clima na bolsa voltou a ficar pesado, refletindo o aumento do número de participantes deste coral que tem emitido diversos alertas à economia brasileira, reforçado ainda pelo desinteresse do governo em fazer o seu dever de casa. A situação se agrava quando o mercado observa o governo movendo-se na direção contrária.

Está para ser aprovado um projeto de lei que desobriga a União a cobrir as metas fiscais não atingidas de Estados e municípios. A meta do superávit dos Estados e municípios prevista para este ano é de aproximadamente de 47 bilhões de reais. Mas até o mês de setembro, os Estados e municípios cumpriram apenas 18 bilhões de reais.

O principal tema da reunião do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, com os principais economistas de instituições financeiras brasileiras nesta terça-feira foi justamente a crescente deterioração das contas públicas.

Nas simulações apresentadas por alguns economistas, a inflação não convergiria para o centro da meta (4,5%) nem com a taxa Selic a 10,75% ao ano. Haveria convergência (em 2015) apenas com os juros em 11,75%, patamar que poderia anular os efeitos inflacionários da política fiscal extremamente expansionista.

Inevitavelmente o índice Bovespa cedeu forte nesta terça-feira, formando topo descendente na região dos 54.3k. O marubozu de baixa sinaliza que o mercado poderá retornar à principal linha de suporte de curto prazo na região dos 51.3k (hoje enfraquecida por conta da formação de um topo descendente relevante), onde o seu rompimento invalidará a tendência de alta de curto prazo.


Nos Estados Unidos o índice Dow Jones fechou o pregão em baixa de 0,06%, marcando o segundo candle de possível reversão na tendência de alta de curtíssimo prazo, a ser confirmada nos próximos pregões.


Bom feriado a todos vocês e até quinta!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Mercados emergentes sustentam rally


Influenciados pela recente queda do dólar, refletindo o sucesso da sabatina de Yellen no Comitê Bancário do Senado norte-americano, os mercados emergentes estão conseguindo sustentar um bom movimento de rally nos últimos pregões.

Conforme podemos observar logo abaixo, o gráfico do índice MSCI para mercados emergentes mostra um forte movimento de retomada nos preços dos ativos, consequência da formação de um fundo duplo na última quarta-feira (região dos 40,70 pontos).


A desvalorização de curtíssimo prazo da moeda norte-americana também tem contribuído para um novo movimento de correção nas taxas de juros dos Treasuries (títulos públicos do governo dos Estados Unidos). Nesta segunda-feira o Yield (juros) da Treasury de 10 anos atingiu os 2,67%. Este quadro proporciona condições para queda dos juros no mercado da dívida soberana a nível global, refletindo principalmente nos Yields dos títulos de países emergentes (mais voláteis).

Na volta do feriado da Proclamação da República, que provocou o fechamento do mercado brasileiro, o índice Bovespa descontou o atraso em relação aos seus pares e fechou o dia com uma alta de 1,60%. O clima positivo do mercado ainda foi alimentado pela sinalização de mudanças positivas na China. O documento do Partido Comunista, divulgado na última sexta-feira, mostra que os preços de combustíveis, eletricidade e outros recursos serão definidos, principalmente, pelos mercados. O governo chinês também se comprometeu em promover mais liberalizações no setor financeiro e prometeu realizar reformas para o registro de moradias e terras.

Além disso, o índice Bovespa foi influenciado pela forte alta das ações da Petrobras. Boatos em torno do reajuste nos preços dos combustíveis voltaram a circular com mais força no mercado. Especula-se que o aumento será de 5% e ocorrerá no mês de dezembro deste ano.

Com a alta desta segunda-feira o Ibovespa conseguiu romper a linha central de bollinger no gráfico diário, mantendo o movimento de recuperação iniciado na última quarta-feira.
  

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones subiu 0,09%. Apesar de fechar no azul, o índice soltou uma sinalização de topo ascendente a ser confirmada nos próximos pregões.


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Super Yellen


O discurso de Janet Yellen, nomeada pela Casa Branca para ocupar a presidência do FED (Federal Reserve - Banco Central dos Estados Unidos), realizado nesta quinta-feira no Senado norte-americano, impulsionou as bolsas de valores ao redor do planeta, especialmente aquelas localizadas nas praças emergentes.

Yellen deixou claro que irá dar continuidade à política monetária extremamente expansionista até que os (as) diretores (as) do Comitê de Política Monetária estejam convencidos (as) de que está em andamento uma recuperação econômica duradoura, capaz de sustentar a criação de empregos.

Por outro lado, a nova (possivelmente) presidente do FED disse que o programa de estímulo monetário do Banco Central não vai continuar indefinidamente. A partir do momento em que as autoridades observarem aumento no ritmo de retomada do crescimento (derrubando a taxa de desemprego para 7% ou menos), o Banco Central começará a reduzir gradualmente o volume das compras de ativos.

O mercado entendeu que a autoridade monetária norte-americana fará tudo o que estiver em seu poder para impulsionar uma forte recuperação da economia. Esta conclusão, apesar de positiva, não surpreende. Ben Bernanke, atual presidente do FED, prometeu a mesma coisa em 2008 e vem mantendo uma política notavelmente expansionista desde então.

Yellen, atual vice-chair do FED, é conhecida por ser uma das principais articuladoras da política monetária dos Estados Unidos. É uma economista extremamente competente, de postura mais dovish (tolerante com a inflação, defensora de juros mais baixos e dos programas de estímulos monetários), semelhante à figura do atual presidente Ben Bernanke. Isso significa que a gestão do FED não sofrerá mudanças relevantes e dará continuidade aos trabalhos da administração anterior.

O cronograma do FED, divulgado no mês de junho, vai continuar. Yellen ratificou as indicações expressas nos documentos da autoridade monetária. Isso significa que não há prazo definido para os diretores do Comitê decidirem reduzir o ritmo de compras de ativos. A decisão está condicionada à melhora nos indicadores de emprego, crescimento e inflação.

A sabatina de Yellen no Comitê Bancário do Senado foi considerada um sucesso. A economista de 67 anos ganhou elogios tanto dos parlamentares democratas, quanto dos parlamentares republicanos. Ao que tudo indica, sua nomeação deverá ser confirmada pelo Senado, o que fará dela a primeira mulher a comandar o Banco Central mais poderoso do mundo.

Os mercados emergentes reagiram de maneira mais expressiva, refletindo a movimentação do dólar. Apesar da forte arrancada das últimas duas semanas, a moeda norte-americana ficou menos pressionada para continuar subindo no curto prazo após as declarações de Janet Yellen, que na verdade apenas confirmam as informações expressas nos documentos do FED.

O índice Bovespa fechou a semana mostrando sinalização de fundo na região dos 51.8k (mínima em 51.3k, provocada por um bear trap). Justamente em cima da principal linha de sustentação da tendência de alta de curto prazo. Como não houve rompimento, a tendência de alta segue válida.


Nos Estados Unidos o índice S&P500 subiu 0,48%. Nasdaq avançou 0,18%. O índice Dow Jones fechou o pregão em alta 0,35%, renovando, mais uma vez, a máxima histórica. Mercado em tendência de alta, sem sinal de reversão, inclusive em prazos mais curtos.


Bom feriado a todos e até segunda!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

BoE pode sair na frente do FED


Dados divulgados nesta quarta-feira sugerem que a Inglaterra poderá ser o primeiro país desenvolvido do mundo a implementar novas medidas de aperto monetário, iniciando a tão comentada (e temida por muitos) fase crítica de desalavancagem do sistema financeiro global.

Tal como o FED (Federal Reserve – Banco Central dos Estados Unidos), o BoE (Banco Central da Inglaterra) também possui uma meta vinculada à taxa de desemprego para começar a subir a taxa básica de juros na economia.

Os diretores do Comitê de Política Monetária do Banco Central inglês pretendem elevar os juros quando a taxa de desemprego recuar para 7%. A última projeção do BoE apontava que este quadro seria concretizado apenas no segundo trimestre de 2016.

Mas o último Relatório de Inflação do BoE, divulgado nesta quarta-feira, mostrou uma alteração significativa nas projeções do Banco Central. Agora a autoridade monetária espera que a taxa de desemprego do Reino Unido recue para 7% já no quarto trimestre de 2014, devido ao rápido fortalecimento da recuperação econômica, que por sua vez tem acelerado o processo de reaquecimento do mercado de trabalho. A taxa de desemprego britânica caiu para 7,6% no terceiro trimestre deste ano, atingindo o menor nível desde abril de 2009.

Com esta nova estimativa, aumentou a possibilidade da taxa básica de juros subir bem mais cedo do que o esperado no Reino Unido, já no primeiro trimestre de 2015. O presidente do BoE, Mark Carney, disse que “pela primeira vez em um longo período de tempo não é preciso ser otimista para ver que o copo está meio cheio. A recuperação finalmente ganhou fôlego.”

Os mercados europeus voltaram a cair nesta quarta-feira, refletindo a expectativa de desalavancagem do sistema financeiro britânico em 2015, antecipando-se ligeiramente ao timming do FED. Na Itália, a bolsa de Milão recuou 1,43%. Na França, o índice CAC caiu 0,56%. Na Alemanha, a bolsa de Frankfurt perdeu 0,24%. Na Inglaterra, a bolsa de Londres cedeu 1,44%.

Embora a fase de aperto monetário dos principais banqueiros centrais mundiais apresente condições para criar turbulência nos mercados, ainda é muito cedo para precificar o que poderá acontecer (ou o grau de impacto) após o maior ciclo de afrouxamento monetário da história.

A bolsa brasileira abriu o pregão desta quarta-feira perdendo a importante região de sustentação dos 51.8k. Mas o mercado reverteu o movimento de maneira inesperada, invalidando a análise de ontem, após atingir a região aleatória dos 51.3k, forçando a saída dos operadores que abriram posições vendidas no rompimento dos 51.8k (bear trap).


Apesar desta importante reação na região de suporte, a tendência de baixa iniciada na região dos 56.7k segue inalterada.

Nos Estados Unidos o índice Dow Jones subia 0,09% às 18 horas, colado na máxima, mostrando, também, um movimento de reação após testar a LTA dos 14.7k. Mercado em tendência de alta de curto, médio e longo prazo.